Power of Love
14 Capitulo 14: Morre, fela da puta!
Notas iniciais
Du desce as escadas correndo, estava desesperada. Seus olhos estavam rasos de lágrimas. Não suportaria ficar sem Lucas, sem o lek. Sem o seu lek!
— G-Gente o Lucas sumiu — Falou Eduarda, nervosa
— Se acalmem! Sequestrado ele não foi, até porque é meio complicado sequestrar um homem do tamanho dele — Falou Pedro, tranquilizando a todos
— Eu sei bem como o Lucas é, tenho quase certeza que ele foi atrás do Zé — Disse a Imperatriz ainda mais preocupada. Como ela temia que essa história não terminasse bem.
— E o que nós vamos fazer? — Questionou Cris
— Vocês eu não sei, mas eu vou atrás do meu Lucas — Afirmou Eduarda pegando sua bolsa e já indo em direção a porta
— Espere, eu vou junto com você — Pediu Marta
— E nós oque fazemos, mãe? — Perguntou Clara
— O melhor é vocês ficarem aqui em casa. Esperando por noticias nossas!
— Nem pensar! Eu vou junto com vocês, vai que o pai precise de mim — Pedro se levantou. Iriam os três atrás de Lucas e Zé Alfredo. Já Cristina e Clara ficariam por ali esperando por noticias. As duas sem perceber acabaram se unindo para vencer esse inimigo oculto.
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Já era tarde da noite. Zé Alfredo havia chegado no endereço, era bem afastado da cidade. Parecia ser um galpão abandonado, ao lado mata fechada. Ele e Josué haviam se separado, para achar o lugar. Porém, o fiel escudeiro tinha sumido. O Comendador estava nervoso e sozinho. Andava em passos lentos e tentava não chamar a atenção:
— Maurílio, seu desgraçado onde está você? — Sussurrou para si mesmo
— Surpresa! Estou aqui seu comendadorzinho de merda — Ah como Zé Alfredo odiava quando aquele cabra o chamava assim. Sentia vontade de enche-lo de porradas. Seria isso que ele faria, se aquele maldito não estivesse armado — Mãos para o alto e perdeu José Alfredo Medeiros...
O Comendador ficou desesperado, morreria ali? Como ficaria sua mulher, seus filhos, sua família! Como queria poder ao menos de despedir de Marta, falar a ela o quanto a ama. Abraçar Cristina, Lucas, Clara e Pedro e dizer que apesar de tudo, eles são os melhores filhos do mundo. Pegar no colo seus netos e desejar o maior sucesso para eles. Como queria se despedir de Antoninho, Manoel e dizer que eles foram os melhores amigos que ele podia ter. Agradecer Josué por seus anos de lealdade!
Maurílio mirou a arma e se preparou para atirar. Seria aquele bostinha que mataria o grande Comendador José Alfredo Medeiros?
— Pai — Gritou Zé Pedro, com algumas lágrimas nos olhos. Graças a Deus ele conseguiu achar seu pai!
O grito de Pedro foi suficiente para distrair Maurílio, que olhou para trás tentando ver quem se aproximava. O Comendador em um lance rápido pegou a arma que tinha no bolso e atirou em seu inimigo:
— Quem é o bostinha agora? Morre "fela" da puta! — Falou olhando nos olhos de Maurílio que dava seus últimos suspiros. Menos um inimigo!
Zé Pedro ao ver a cena, saiu correndo em direção ao pai. Como estava feliz que ele estava vivo:
— Meu filho! — Disse Zé Alfredo abraçando seu filho com os olhos rasos de lágrima — Eu te devo tudo, Pedrinho. Se não fosse você agora eu estaria morto. Eu te amo, meu filho!
— Nossa, pai... Eu sei quem a gente sempre teve nossos desentendimentos, mas eu te amo! Eu não iria deixar que esse maldito, te matasse — Respondeu Pedro olhando com desprezo a Maurílio — E no que posso te ajudar, pai?
— Eu quero que você tente entrar pelos fundos e pegue os meus netos. Leve eles para casa e eu vou sozinho atrás do Melgaço
— Não é perigoso, pai? — Questionou Pedro
— E quem disse que eu tenho medo do perigo? Tente salvar meus netos, que eu vou desmascarar esse desgraçado! — Zé Pedro obedeceu seu pai e foi tentar arrumar alguma forma de entrar pelos fundos do balcão.
Lucas havia ido atrás de seu pai. E por sorte Du e Marta conseguiram acha-lo, ele também tentava invadir o galpão e salvar seus filhos. A Imperatriz e Eduarda esperavam no carro, caso conseguissem pegar os lekinhos elas os levariam para a casa:
— Marta, o Lucas está demorando muito. — Perguntou Du, um pouco nervosa
— Ah eu não aguento mais, vou atrás dele! — Disse a Imperatriz
— É melhor você ficar no carro. Deixa que eu vou! — Falou a moça dos cabelos vermelhos. Pela firmeza de Eduarda, ninguém conseguiria convence-la a não ir atrás de seu lek.
— Você tem certeza? — Du fez que sim com a cabeça — Então, leve isso. Espero que não use... — Marta abriu sua bolsa e pegou em uma arma. De inicio a mulher dos cabelos vermelhos se assustou. Nunca havia pegado em uma arma antes.
— É sério que a senhora sabe atirar? Porra!
— Não vá pensar que sua sogra é uma Serial Killer — Eduarda riu — Enfim, eu nunca atirei em ninguém. Mas sei mexer muito bem com esse "brinquedinho"
— Está carregada? — Marta confirmou — Eu não sei muito bem como atira, mas deve ser igual nos jogos de vídeo-game. Vou indo, fica na paz!
— Boa sorte, mocinha. Tome cuidado, viu?
O Imperador por sua vez ligou para a policia. Precisava de bastante apoio e sua ideia era cercar o lugar. Assim o Melgaço não conseguiria sair de lá! Ele já tinha várias suspeitas, mas ainda não fazia ideia de quem seria o seu grande inimigo oculto.
Zé Alfredo depois de muito tentar, conseguiu empurrar a grande porta do balcão. As luzes estavam apagadas, mas ele podia enxergar um vulto. Ele estava frente a frente com seu inimigo. Com Fabrício Melgaço!
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