Power Rangers Time Vortex

1 Vórtex do Tempo - Parte 1


Notas iniciais
Estarei escrevendo em poucos detalhes os personagens principais, pois estarei postando hiperlinks de alguns desenhos que fiz para essa história durante a narrativa, para que vocês possam visualizar melhor a aparência de certos indivíduos. Boa leitura!

Em uma cidadezinha do interior, chamada de Rocha Arcádia, nos EUA, o sol nascia. Era um segunda-feira, podia-se ouvir os pássaros cantando, e as cortinas de algumas casas se abrindo. Em uma das ruas da cidade, a rua Pérola, cinco portas se abriam com pouca diferença de tempo entre uma e outra. Seis jovens, então, pisavam para fora. Cinco com a idade aproximada, no começo de seus 20. O outro, ainda entre os 16 e 19. Esse menor, que saiu da casa com outro parecido com ele, se vira e diz:

— Até de noite, mano!

— Até. — Responde rapidamente, se despedindo do garoto

Ele sobe em uma bicicleta e pedala na direção oposta que os outros cinco se reuniam e caminhavam. Estes cinco então, se cumprimentam com uma intimidade divertida de se ver. Eles caminham juntos pelas ruas da cidade, com bolsas nas costas.

Finalmente, eles chegam ao seu destino: A Universidade de Arcádia. Depois de entrarem, eles se despedem e são separados em três grupos. Um vai sozinho, e os outros quatro em duplas.

Uma das duplas é formada por um garoto e uma garota. Luke Sharpe e Virginie Nuit. O primeiro tem cabelos longos e dourados chegando até seu ombro, com uma expressão na maior parte do tempo séria. A segunda, de origem francesa, também tinha cabelos longos, lisos e dourados, porém maiores que o de Luke, chegando até a cintura, com um sorriso confiante no rosto. Os dois caminhavam e conversavam até sua sala. Eles enfim entram na sala de Engenharia Aeronáutica.

O que foi sozinho se chama Dwart Baryshnikov, de origem russa. Seu cabelo era enrolado e desleixado, estilo "black power". Estava com olheiras e com uma caneca de café na mão. Foi ele também que se despediu do garoto mais cedo. Ele se dirigia para a sala de Engenharia Química.

Os últimos dois, outro garoto e outra garota, Piers Adler e Rui Shen, britânico e chinesa, respectivamente, caminhavam juntos. Piers não falava muito, era quieto, com um cabelo castanho escuro, curto e com uma franja partida ao meio. Já Rui andava sempre sorrindo, balançando seu cabelo encaracolado e longo. Eles entram na sala de Ciências Sociais.

Todos têm suas respectivas aulas, se reunindo no campus no final do dia. É aí que, de repente, a terra começa a tremer, árvores cair e o céu fechar. Se ouvem gritos de desespero por todo o campus.

— O que está acontecendo? Um terremoto? — Pergunta Luke, retoricamente

De repente, os tremores cessam.

— O que foi isso? — Pergunta Piers

— Hum... O apocalipse, quem sabe? — Responde Rui

— Improvável. — Completa Dwart

— Seja o que for, não queremos ficar aqui por muito tempo, queremos? — Indaga Virginie

— Está certa, vamos sair daqui! — Concorda o grupo

No caminho para fora da universidade, os cinco são parados por um homem, de pele morena e careca, usando um jaleco branco e uma armação de óculos redondos.

— Professor Mizuno? — Diz Luke, reconhecendo o homem

— Garotos, venham comigo, agora! — Diz o professor

— Do que está falando, senhor Mizuno? Não sentiu o chão tremer agora há pouco? — Questiona Virginie

— É por isso mesmo que preciso que me sigam. Estou pedindo com urgência! — Pressiona

Os cinco hesitam por um instante, olhando um para o outro. No fim, eles concordam em ir com seu professor.

Chegando no laboratório do homem, em uma das salas da universidade, ele começa a revistar suas gavetas.

— O que estamos fazendo aqui? Vai demorar muito? — Questiona Piers

— Só um momento, senhor Adler. — Responde Mizuno — Ha! Aqui está!

Ele puxa uma espécie de moeda amarela nas bordas e com uma luz azul no centro. Ele a a guarda no bolso.

— Certo, por aqui! — Ele aperta o que soou como um botão debaixo da lousa presente no laboratório. De repente, uma parte do piso da sala começa a abaixar e se tornar um degrau, e assim fazem os pisos próximos.

— Uma passagem secreta, por que não, né? — Brinca Dwart

Sem mais nenhuma palavra, as seis pessoas descem a escada. Lá embaixo, os cinco encontram uma sala que, de primeira, parece futurista. Vários monitores e painéis, todos mostrando mapas e radares, com inúmeros botões.

— Uau... — Diz Rui, de boca aberta

— Que lugar é esse? — Piers se questiona

— O que estamos fazendo aqui, professor? — Pergunta Luke — O que é esse lugar?

— E o que isso tudo tem a ver com as coisas estranhas de agora pouco? — Completa Virginie

— Tudo ficará claro, em alguns segundos... — Responde o professor, ofegante e apressado. — Pronto, prestem atenção no que vou lhes dizer.

O professor tira o estranho artefato do bolso de seu jaleco e pressiona seu centro. O mesmo começa a fazer um barulho estranho, como o de vento cortando, até que um vórtex se cria entorno dele. O professor coloca a coisa no chão, que continua gerando o vórtex.

— Mas que merda é essa?! — Assusta Dwart

— Isso, senhor Baryshnikov, é um Vórtex do Tempo! Vou explicar... — Ele logo retira uma maleta de um canto da sala, e a coloca numa mesa diante dos jovens, abrindo-a — Peguem, coloquem isso no pulso!

Os cinco pegam um cada, e um pouco hesitantes, colocam eles no pulso, como foram instruídos a fazer.

— Certo, estes serão seus comunicadores. — Explica o professor

— Comunicadores? Para quê? — Pergunta Piers — Não estou entendendo.

— Mas vai, em breve. Observem. — o vórtex no chão estava maior agora — Luke, se aproxime.

Luke dá um passo a frente, com medo do que aquilo possa fazer. O vórtex, até então sem cor, se torna vermelho, e ele começa a projetar imagens, que apenas Luke pode ver. Passado alguns segundos, o vórtex de torna incolor de novo.

— O que você viu? — Pergunta o professor Mizuno à Luke

— Eu vi... Fogo, e um dragão... — Responde, ainda meio tonto

— Perfeito! Deve começar em breve...

— O que deve?

Logo após sua pergunta, o professor coloca uma espada antiga da idade média na mão do jovem. A mesma tem sua lâmina magicamente polida, mais afiada do que nunca, e seu cabo se torna vermelho.

— Mas o que...? — Antes que pudesse reagir, Luke é interrompido pelo professor

— Se vire, Luke. — Ele diz

Obedecendo, o jovem se vira para o maior monitor da sala.

— É esse o dragão que você viu? O que está na tela? — Indaga o professor

— Acho que sim... Quero dizer, os aspectos físicos se parecem muito, mas esse da tela está... Todo vermelho e robótico. — Responde

— Sim, a partir do que você viu no Vórtex do Tempo, eu absorvi essa informação e coloquei na tela, imediatamente criando um zord do animal que você viu. — Explica o professor

— Um... zord? — Os outros pareciam confusos

— Sim, são veículos de batalha gigantescos, controlados por vocês. Mas tarde vocês verão por si próprios. Próximo! Venha, Piers, se aproxime do Vórtex, rápido!

Piers faz como pedido. O vórtex agora se torna azul. Piers começa a ter suas visões, e logo o vórtex perde sua cor.

— E então? O que foi que você viu?

— Um lobo... Eu acho...

— Ótimo! Segure isso! — O professor coloca dois socos ingleses na mão do aluno, dos quais, num piscar de olhos, se tornam um exoesqueleto com garras retráteis nas mãos do jovem.

— O quê...

— É aquele o seu lobo? — Pergunta o professor, apontando para o monitor contendo a versão mecânica do animal visto pela pessoa no Vórtex

— É esse mesmo. Mas como...?

— Mais tarde! Senhorita Shen, sua vez!

Rui entra no Vórtex, agora amarelo. Logo ela se afasta dele.

— E?

— Acho que era um tigre dentes-de-sabre. Não tenho certeza, não manjo disso! — Explica a garota, rindo

— Tudo bem! Pegue isso! — O professor coloca um chicote desfiado e gasto nas mãos da menina, que logo se tornam completamente novos, com um cabo amarelo

— Um chicote? Não curto essas coisas não, fessôr! — Brinca

— Não é pra isso, boba! Ali, é o seu dentes-de-sabre aquele?

— É ele mesmo!

— Ótimo! Dwart, chegue mais perto!

Dwart é o próximo, que pisa no vórtex, e esse se torna preto. No fim do processo, o professor o questiona de suas visões.

— Definitivamente um touro! — Responde com certeza

— Muito bem. Aqui, pegue isso. — O professor entrega ao moleque uma manopla com espinhos, que se transforma numa luva com dois enormes chifres

— Maneiro...! — Ele observa sorrindo o objeto em suas mãos

— Se vire para trás. É seu touro que aparece ali?

— Uhum, o próprio.

— Ótimo! Por último, senhorita Nuit, venha pra cá.

— Não sei, não, prof... — Ela hesita

— Precisamos ser rápidos, Virginie! Por favor, pise no Vórtex do Tempo! — Implora o professor

— Ah... Tudo bem, se você insiste... — Por fim, o Vórtex fica rosa, e logo em seguida perde sua cor novamente.

— Vi um... Não, dois golfinhos, professor...

— Certo, muito obrigado, moça! Dois, é? É, faz sentido... Aqui, pegue isso, antes que eu me esqueça! — Ele entrega para ela um revólver antigo, que se transforma em uma espécie de arma laser espacial.

— Ela ganha um blaster? Que legal! — Exclama Dwart

— Só vamos torcer para que ela não erre como um Stormtrooper! — Completa Rui, e os dois riem.

— Muito engraçado, galera. — Responde Virginie

— Ali, são os seus golfinhos? — Mizuno retoma o assunto

— Sim, os dois estão iguais aos que eu vi.

— Bom, então é isso! Acho que está tudo certo... — O professor recupera o fôlego e limpa o suor da testa

— Não falta, sei lá, explicar essa porra toda? — Pergunta Dwart ironicamente

— Isso, merecemos respostas. — Apoia Piers

— Pois bem, atenção. Essas visões que vocês viram, foram de animais que viveram através do tempo, alguns como o touro, o lobo e os golfinhos ainda existem por aí, já o tigre é pré-histórico e o dragão é medieval. Por isso o nome Vórtex do Tempo, ele os leva para um período que corresponde a personalidade de vocês, e aplica um animal para simbolizar isso. Eu pude extrair informações após anos de estudos deste artefato. Eu acredito que esse foi o último a ser recuperado.

— Espera, está dizendo que existem outras dessas coisas por aí? — Pergunta Luke

— Existiam, senhor Sharpe. Ou pelo menos, é o que acreditam.

— E os terremotos? Como isso tudo está conectado? — Pergunta Virginie

— Ali, olhem. — O professor liga um monitor que mostra a gravação de uma câmera da cidade. Nela, é possível ver um grande cristal vermelho escarlate, do tamanho de um arranha-céu, no parque central da cidade.

— O que... É.. Aquilo?! — Pergunta Rui espantada

— Aquilo, senhorita Shen, é um mau sinal. — Responde — Quero dizer, há muitos anos atrás, acredita-se até antes dos dinossauros, duas raças alienígenas usaram a Terra como campo de batalha para conquistar os Vórtex do Tempo. Uma raça queria destruí-los e acabar com a sua influência, que estava levando inúmeras civilizações a loucura pelo seu poder, e outra, chamada hoje de Escorpiões Escarlates, queria usar os artefatos para reinar sobre todas as outras raças da galáxia. Assim, sendo a maior autoridade existente. Mas com o surgimento dos humanos no planeta, a raça desconhecida que queria destruir os objetos, tornou os humanos no que chamamos de Power Rangers, que lutaram por eles e pelo seu planeta, expulsando os Escorpiões. Entretanto, alguns se refugiaram no planeta, mas acreditava-se que estavam mortos, devio ao tempo, porém, aquele treco que saiu do solo ali no meio da cidade, se parece muito com a descrição de uma das antigas bases deles. E, agora, eu estou utilizando o provável último Vórtex para torná-los nos novos Power Rangers e proteger a Terra mais uma vez. Bom, é isso, o que acham?

Os cinco ficaram boquiabertos por um longo tempo.

— Aliens? Raças lutando por um treco mágico, troços gigantes em forma de animais. Realmente espera que acreditemos nisso? — Ironiza Virginie

— Na verdade, sim, espero e torço.

— Difícil de engolir essa história... — Diz Luke, até ser interrompido

Um barulho começa a se alarmar pela sala.

— Que som irritante é esse? — Grita Rui

— É o alarme, sempre que uma ameaça é detectada na superfície da Terra, ele apita. Tenho que reduzir sua frequência ainda. Mas eu preciso de vocês! — Exclama Mizuno

— Mas por que nós? — Questiona Piers

— Porque, senhor Adler, vocês são inteligentes, estão numa ótima universidade, tem ótimos físicos e todos aqui sabem lutar. Sim, eu pesquisei sobre todos vocês antes de selecioná-los. Você, por exemplo, senhor Alder, é mestre no estilo de luta britânico, o Bartitsu. Luke é mestre no caratê, Rui no Kung Fu, Dwart na luta russa Sambo, e Virginie no Savate francês. Vocês são capazes, e eu acredito em vocês. Por favor, vocês tem que ir lá fora agora, e usar suas habilidades. Lutar! — Ele os inspira

Eles ficam em silêncio por um momento, todos de cabeça baixa, até que Luke se ergue.

— Muito bem, conte comigo, professor!

Logo em seguida, os outros se juntam ao seu companheiro. Um enorme sorriso surge no rosto do professor Mizuno.

— Muito bem, vou teletransportá-los agora! — Pressionando apenas um botão, os cinco desaparecem — Go, rangers, go!

Os cinco de repente surgem no centro da cidade.

— É o centro, o que estamos fazendo aqui? — Pergunta Dwart

— Não sei, mas... — Luke é interrompido quando eles são cercados por criaturas com o rosto deformado e cristais escarlates por todo seu corpo

— O que são essas coisas? — Pergunta Virginie, que gira um pontapé no queixo de um que tentava se engajá-la

— Rangers? Estão na escuta? Aqui é o professor, estou falando pelos comunicadores. Estas coisas são chamadas de Cryzalis, são fracos sozinhos, mas um poderoso esquadrão em grupo! São as espécies mais fracas dos Escorpiões Escarlates, mas ainda não devem subestimá-los!

— Bom, o chute da Virginie pareceu funcionar muito bem, vamos lutar, pessoal! — Exclama Rui

—Certo!! — Respondem todos

Eles cerram os punhos e tomam pose de batalha.

Notas finais
Espero que tenham gostado do primeiro capítulo! Espero vê-los no segundo e nos próximos que estão por vir!