Potterdrugs
8 Os Outros Passageiros
Belatrina e Herminda acordaram com um dos sobreviventes as abanando com uma folha de bananeira. E outro as servia uvas.
– Belatrina – Herminda virou-se para ela, que estava deitada em uma cama de folha de bananeira ao seu lado – Eu estava pensando, que, como nós somos as rainhas do pedaço, nós precisamos de tronos! Tronos bem legais!
– Feitos de ossos! – Os olhos de Belatrina brilharam (O escravo, Henry Dollahouse, apontou uma lanterna para os olhos de Belatrina, fazendo o efeito de brilho). Ela piscou, Henry apagou a lanterna.
– Bem, não gosto muito de ossos, sabe – Herminda revirou os olhos. – O meu pode ser feito de madeira mesmo.
– Ok, o meu é de ossos! Ossos de javali!
Belatrina levantou-se num pulo e apontou a varinha para a floresta.
– Suinus Revellium – Sete filhotes de javali apareceram flutuando de dentro da mata, repousaram-se na areia. Um campo magnético que Belatrina conjurara os prendia.
– Ah, minha querida Belatrina! Não faça isso! – Herminda olhava com piedade para os porquinhos.
– Ah, poupe-me! Sangue ruim !
– Olha aqui! Eu não vou brigar com você por que eu quero a integridade física e mental do nosso grupo! Se alguma de nós morrer o caos se espalha! Na verdade, se eu morrer o caos se espalha. Espalha-se não, é espalhado, por você, Belatrina.
– Ah!
– Vá em frente, sua matadora! Só não espere ir para os campos de Elíseos depois!
– Campos de quê?
– Esquece!
– Avada Kedavra! – Belatrina matou os sete javalis de uma vez só. Tirou o couro deles com um gesto de varinha. A carne ela mandou os outros cozinharem para o jantar.
– Cruel! Cruel! – Um senhor de meia idade ousou se aproximar delas.
– Avada...
– Expelliarmus! – Herminda tirou a varinha (torta) de Belatrina de sua mão.
O senhor estava assustado.
– Ah! Puta que pariu, Belatrina – Herminda gesticulou alguma coisa – Vai matar todo mundo? Assim não teremos mais um grupo para tomar conta da integridade física e mental! Assim você poderia me matar! Não quero isso, não mesmo!
Os olhos de Belatrina brilharam (mais uma vez, Henry alguma coisa acendeu a lanterna)
– Pensando bem – Belatrina mandou Henry apagar a lanterna – Não quero te matar. Você é inteligente! Melhor do que eu para pensar em um modo de sair daqui. Sem precisar desaparatar, claro... Estamos sem verbas!
– E, quem é você, meu caro senhor? – Perguntou Herminda
– Eu sou o Dr. Arnzt... Sou professor de Harvard.
– Art quem?
– Arnzt! – Ele falou como se fosse o nome mais comum do mundo... Como se fosse um Silva, ou algo do tipo. – A-R-N-Z-T – Soletrou. Só faltou perguntar se queriam que desenhasse.
– Bem, o que você acha cruel, senhor Arttie? – Belatrina coçou a cabeça com sua varinha (torta) que Herminda havia devolvido – São porcos!
– É Arnzt. E, são porcos, sim. Mas são criaturas vivas!
– Eram criaturas vivas – Corrigiu Herminda, dando um sorriso.
– Bem, eu achei cruel. Só isso.
– Não gostei nem um pouco de você, Arttie.
– Por favor, não me mate! Eu posso ajudá-las!
As duas se entreolharam, sem entender como um trouxa daqueles poderia ajudá-las.
– Bem, eu conheço várias espécies de aranhas. Sei quais são as mais venenosas!
– Ah, muito útil, Arttie – Belatrina riu.
– Dr. Arnzt, junte-se aos outros! Deixe-nos em paz, certo? – Herminda bufou
Arnzt foi em direção ao grupo, que se encontrava um pouco abaixo, perto do mar. Todos foram o receber, sem acreditar que ele estaria vivo.
Belatrina voltou-se aos ossos de javali, fez uma cara de nojo
– Episkey – com um estalo, Belatrina fez o trono se montar, sozinho. Herminda foi catar umas toras pelo chão. Achou de tudo, menos o que a fosse útil. Acabou tendo que fazer um trono com folhas de bananeiras e metades de cocos.
As horas foram passando. Herminda e Belatrina observavam as ondas, esperavam o resgate. Mais abaixo, os outros sobreviventes estavam reunidos. Uma fogueira enorme era centro do círculo. Alguns davam sorrisos, trocavam apertos de mãos e abraços. Estavam se conhecendo. As duas bruxas resolveram ir até lá. Queriam fazer parte do grupo, não queriam ser isoladas.
– Olá! – Herminda deu um sorriso. Ninguém respondeu, com medo
– Vocês já podem falar – Belatrina usou seu tom de desdém – Eu deixo.
– Você deixa? Você deixa? – Arnzt levantou-se da areia
– Cale a boca Arttie! – Belatrina apontou a varinha para ele, que murmurou alguns insultos. – Crucio!
O coroa Arnzt se debateu no chão, rolando de um lado para o outro.
– Pare Belatrina! – Herminda abaixou o braço de Belatrina, suavemente. Arnzt levantou-se gritando que nem mulher e sentou-se na areia novamente.
– Bem, eu sou Herminda La Sabichona. Esta é Belatrina Caranova – Apontou Belatrina.
– Temos que achar água! – Disse uma mulher nanica e de voz rouca.
– E você, querida, quem é? – Belatrina falou rápido. Quase tão rápido que a tiazinha quase não a ouviu.
– Pêra Alice.
Belatrina cuspiu a água de coco que ela bebia. Começou a guinchar de tanto rir.
– PÊRA? – ela riu e roncou enquanto ria.
– Sim, Pêra. Minha mãe gosta de frutas.
– Ok... Deixemos a frutinha – Herminda segurou o riso.
Os outros sobreviventes se apresentaram. A princípio, alguns ficaram com medo de Belatrina, que os assustou algumas vezes, espirrando de propósito. Eles também pediram para elas arranjarem água de suas varinhas.
– Não são canos! – Disse Herminda. – São varinhas. O feitiço aquamenti só produz água salgada... Não é legal para se beber, sabem.
– Bem, vamos procurar água então. – Disse o Dr. Arnzt. Belatrina fez cara feia para ele, mas acabou concordando. Herminda a convenceu.
***
A caminhada era difícil, ainda mais para os quatro que carregavam um trono sobre os ombros, onde Belatrina comia um cacho de uvas. Herminda ia andando na frente, junto com Pêra Alice. A frutinha tirou uma garrafa d’água da bolsa.
O queixo de Herminda caiu
– Ah! Sua vaca velha! Você tinha água, piranha?!
– Mas é uma garrafa só! – Pêra Alice deu de ombros
– Crúcio! – Belatrina apontou sua varinha torta para a mulher, que caiu no chão e começou a se debater. Com um gesto de varinha, a garrafa voou para a mão de Belatrina. – Agora é minha... – Disse ela, liberando a mulher do feitiço, mas mesmo assim, Pêra Alice continuou se debatendo e gritando.
– EI! – Herminda deu um chute nela. – Já acabou!
– Ah, desculpe... – A mulher se recompôs. Com um sorrisinho.
– Você é uma vaca, sabia? – Belatrina mandou língua para Pêra Alice, que revidou com o dedo do meio.
– AVADA KEDAVRA – Belatrina matou Pêra Alice com um sorriso. A velha rodopiou e caiu no chão, com a cara na bosta de javali... Que final... Que final!
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