Potter você é a minha escolha
3 Capítulo 3 - O passado nunca te abandona
Notas iniciais
O dia seguinte não foi muito diferente. Lily voltou a se sentar onde sempre se sentara à mesa da Grifinória e continuou a tratar Tiago como sempre. O que para ele foi um bom sinal e assim a manhã correu de maneira tranquila. Logo após o almoço eles tiveram dois tempos de Transfigurações com uma McGonagall extremamente enérgica. O término da aula foi muito aguardado por todos que já não aguentavam ouvir sermões da professora sobre como iriam querer terminar os estudos com a falta de capacidade que dispunham.
– Eae quando vamos iniciar nossa busca Almofadinhas? — No que Anne e Kate olharam aturdidas, sobrara para elas o trabalho de “vigiá-los” já que Lily e Remo tiveram que discutir sobre monitoramento dos corredores com a diretora da casa e Pedro resolvera ir à cozinha pegar alguma coisa para comer o que não era sem tempo, abusando do fato de os elfos amarem suas visitas diárias.
– Busca? — Questionou Anne. — Tiago...? Se Lily pegar vocês dois azarando alguém... Do jeito que ela está brava com você considere sorte ser jogado da Torre de Astronomia.
– Me arranjo com ela, Aninha. — E nisso os dois garotos saíram em direção ao castelo com o Mapa do Maroto em mãos.
– Ora, ora, veja quem está por aqui, Almofadinhas. Acho que vamos ter um excelente começo de ano Pontas. — Comentou Sirius com um largo sorriso no rosto. — Azaramos com o que dessa vez? Já estou ficando sem azarações — ao ver que, Severo Snape, sua presa favorita passava ali perto.
– O que der na telha. Ainda quero me vingar pelo o quê ele disse a Lily ano passado. — Ranhoso! Quanto tempo que não te vejo! — Comentou Tiago friamente.
– Se bem que da última vez você saiu correndo para a Ala Hospitalar com um par de orelhinhas e um rabinho felpudo.
– Eu não ousaria se fosse vocês — comentou Severo num tom calmo.
– E por que não? Acha que temos medo de você? Acha mesmo que eu hesitaria quando se trata de você?
– É pelo o que eu disse para aquela sua amiguinha de sangue-ruim? Sabe, pensando bem, devia ter feito aquilo muito mais vezes.
– Você realmente merece o modo com que as pessoas te tratam, Ranhoso.
– Você acha? Vamos ver como vai se sentir quando... — E Severo deixou a frase solta no ar.
– Quando se sentir o quê? Nunca foi surpresa para mim que você pudesse sentir algo pela Lily e se acha que a roubei de você está enganado. Você a perdeu. Se é que se conheciam. E você sabe não havia chance alguma para você. — E isso pareceu ser a gota d’água.
– Atourdous Stomacus!– Gritou Severo mas Tiago se desviou.
– Sério mesmo? Com tanta azaração você escolhe essa? Patético! — Comentou Tiago.
– Tá bem então. Vamos ver se você aprende com a gente pelo menos dessa vez, Ranhoso Besus Nasus!– Disse Sirius
– Vejo que está melhorando seus reflexos Ranhoso, vamos ver se aguenta dois juntos.
– Partiu para a covardia, Potter? Sua amiguinha não está aqui para te defender- murmurou Snape.
– É sua Pontas.
– Que tal os velhos tempos, Seboso? Levicorpus! — E dessa vez ele acertou o feitiço e Severo estava pairando no ar de cabeça para baixo e...
– POTTER! BLACK!
– Droga! — Murmurou Tiago baixinho.
– Vocês realmente se sentem no direito de sair por ai azarando as pessoas sem mais nem menos? E ainda em desvantagem de um para dois? Vocês são grifinórios ou passaram a ter a mesma infantilidade da Sonserina?
– Obrigado pela parte que me toca cara Lílian- murmurou Sirius.
– Não há de que, Black! Quando vão parar com isso?
– Eu paro quando o seu amiguinho sonserino aqui parar de me provocar.
– Se ele respirar vai te provocar então se controle, Potter!
– Na verdade se ele se atirasse no Salgueiro ia ser bem divertido, até que ia ser útil para alguma coisa à vidinha inútil dele.
– Potter!
– O que você quer que eu faça se ele ainda insiste em te chamar de aquilo-você-sabe-o-que na minha frente?
– Quero que cuide da sua vida.
– Tá bem então, Lílian! — E saiu andando pelo corredor a passos largos.
– Onde pensa que vai Potter? Eu não terminei ainda!
– Mas eu terminei o que eu queria. Mas é claro você tem o direito de terminar de gritar comigo, então, por favor!, continue que eu tenho mais o que fazer. — E Sirius só olhava de um para o outro com os olhos muito aberto com tanta surpresa.
– Claro, mais pessoas para azarar e mais garotas para magoar, não?
– Isso não vem ao caso, por que insiste em falar disso sempre?!
– Por que insisto? Você se olhou no espelho hoje?
– Isso é por causa do beijo ou o quê?
– É por tudo, Potter. Devia saber que tudo que vai volta.
– HEY! SIRIUS BLACK ESPERANDO POR DETENÇÃO AQUI YUHOOO!
– Ãh? Ah sim, claro que sim... Menos cinquenta pontos para cada um. Detenção para cada. Três noites para você, Snape, e cinco para vocês dois pela covardia. Pronto, satisfeito? Podem ir viver suas vidas.
– Já que é covardia dois contra um, acho que se encaixa também me deixar aqui assim, Lílian — disse Severo dando ênfase no nome da garota.
– Você é muito bem capaz de se virar ou então de esperar que um dos seus colegas venha ao seu socorro. E é Evans, não precisa que eu soletre não é mesmo? — E saiu andando pelo corredor deixando para trás um Severo abalado pelo que soube. Ela com ele.
– Espera Lily! Cinco dias! Acabamos de começar o ano!- Reclamou Tiago.
– Devia ter pensado nisso antes, Potter. E a mesma coisa que eu disse para o Snape vale para você. É Evans! Pena que o tempo que ficaria azarando ou paquerando vai acabar perdendo, talvez assim pare, mas só talvez mesmo. E me deem licença que eu preciso falar com a McGonagall. — E cada um seguiu um caminho diferente. Já na sala comunal longe dos gritos de Lily, Sirius tornou a falar.
– O que raios foi aquilo?
– Aquilo o quê?
– Vocês dois! Do nada começaram a brigar no meio do corredor por absolutamente nada!
– Eu não tenho como apagar o passado que tenho com ela, não é mesmo?
– E como espera que ela demonstre o que sente por você se ela não suporta olhar para sua cara ao menos?
– Você não entendeu o que ela disse? — Questionou com um sorriso maroto.
– Injúrias, ofensas, sermões... Esqueci alguma coisa sublinhado nos gritos dela?
– Ciúmes, caro Almofadinhas. Ciúmes.
– Assim como o que você sente do Ranhoso por ela? — Comentou Sirius no que Tiago fechou a cara. — Não adianta negar.
– A questão é que ela sente alguma coisa, mas não sabe ainda então é só questão de o destino dar uma forcinha.
– Pontas, Pontas... Merlim que te dê consciência do que faz e me mantenha longe dos gritos dela.
– Você vai ver Almofadinhas.
Como todos faziam Poções se reencontraram para passar dois tempos ouvindo um homem não tão novo, com cabelos cor de palha que aguardava a chegada dos alunos. Lily se demorou um pouco para chegar o que Tiago estranhou já que ela nunca chegava atrasada. E pelo fato de nunca ter se atrasado e ser a aluna favorita de Slughorn ela não teve dificuldades em logo se sentar no lugar vago a seu lado que Sirius propositalmente desocupara para se juntar a uma Kate aborrecida com sua presença tão próxima à dela. Ela não dirigiu a palavra a ele nem uma vez sequer, e parecia decidida a não olhar para ele. Tiago notou que, uma ou duas vezes, quando passou a mão pelos cabelos despreocupadamente ela revirou os olhos o que o fez sorrir levemente. E se lembrou de que a detenção começaria a partir daquela noite e sabia bem o que tinha que fazer.
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