Post Blog
2 Capítulo 2 - Aqui se faz, Aqui se paga
Notas iniciais
Post — Apenas um dia entediante
Meu dia foi extremante chato e monótono. Alias, todos os dias são. A não ser pelos meus pesadelos contastes durante essa semana. O estranho é que sempre me encontro em um local especifico e aparece um ser realmente tenebroso me ameaçando.
Comentário (1)
Esses seus pesadelos estão cada vez mais interessantes... E o que quis dizer com lugar especifico? [Usuário Anônimo]
RE: É sempre um local em que me sinto menor do que o local... E não acho que sejam interessantes.
RE:RE: Ao contrário, sonhos bizarros são sempre interessantes.
Realidade — 21h:56m — Sexta-Feira
Eu não me dei ao trabalho de responder aquele comentário. Como aquele pesadelo poderia ser interessante? Era horrível! Aquela criatura horrenda me atacando. Muitas coisas haviam acontecido na minha semana apenas nada era tão relevante quanto esses malditos sonhos.
Eu liguei a televisão e adivinhem? Estavam falando sobre esse serial! Apenas quando mostraram uma panorâmica pelo local percebi que podia ver meu prédio bem próximo ao local do ataque.
Um pouco apavorada sai correndo para meu quarto e peguei meu notebook. Resolvi pesquisar os locais dos ataques. Não pareciam ter um padrão de início. Decidi tirar um paint screen do mapa. Em seguida o imprimi e marquei os locais dos ataques.
Quando percebi tinha formado um grande circulo em volta da cidade. Dentro dele percebi o padrão de uma estrela. E no centro disso estava meu prédio. Era um símbolo de bruxaria no final quando marquei tudo com caneta vermelha.
Larguei a caneta e o mapa no chão imediatamente. Eu fiquei pensando se deveria contar essa descoberta a polícia. Talvez eles não acreditassem em mim. Ou pior, e se descobrissem que sou o alvo principal sou eu. Eu teria que ficar isolada como essas testemunhas?
Meu pai chegou um pouco bêbado em casa. Ele sempre fora um homem conservador e machista. Quando viu o mapa marcado no chão gritou comigo. Perguntou muitas vezes o que era aquilo, quando não consegui responder ele começou a me bater. Eu pedia para ele parar, mas era inevitável. Cada vez me batia com mais força. No final desmaiei.
Sonho — 23h:21m — Sexta-Feira
Eu estava no meu quarto estava muito escuro. Eu andei até a parede procurando o interruptor. Eu o mexia sem resultado, parecia que não tinha energia. Abri a porta e encontrei um celular na mesa de centro, estava com a tela acessa. Brilhava em um azul neon que parecia me chamar. Tinha certeza que o celular não era meu. O peguei e vi escrito "1 nova mensagem". Pensei muito se deveria mexer naquele celular.
Aquele sonho estava extremamente real e isso me assustava. Decidi que leria a mensagem. Estava escrito numero desconhecido como remetente. Eu comecei a ler a mensagem. "Hoje não vou te assustar como diz. Apenas quero que saiba que cuidei dele por você. Esteja preparada amanhã quando ver o jornal da manhã.". O que isso quer dizer? Olhei em todo o local, me perguntando se não teria acordado no meio da noite e aquele era na verdade era a realidade. Não, a sensação era muito estranha para estar em casa.
Realidade — 10h:34m — Sábado
Eu acordei ainda sonolenta. Olhei o relógio, era tarde para alguém que acorda cedo. Procurei meu celular ainda pensando naquela mensagem, mas não tinha nada. Aquilo realmente foi um sonho pensei aliviada.
Depois de tomar banho, preparei meu café e liguei a televisão. Estava no jornal matutino, os repórteres estavam falando de mais uma morte misteriosa. Eu não estava ligando muito até quando olhei eles retirando o corpo de um homem de meia idade e o pondo em um saco. Aquele era meu pai, estava ensanguentado, pareciam ser marcas de faca a primeira instancia, porém eu naquela fração de segundo soube que eram marcas de garras.
Lembrei do meu sonho e da mensagem onde falava sobre o jornal. Eu não estava preparada para aquilo. Meu celular tocou ao meu lado no sofá. Estava escrito numero desconhecido, desconfiada atendia a ligação.
"Sinto que estivesse preparada, mas não pode dizer que não te avisei." Aquela era a voz sensual e fria da criatura dos meus pesadelos. Agora eu realmente estava preocupada.
"Quem é você? E como conseguiu seu número?" Perguntei tentando não parecer tão aflita, infelizmente minha voz estava alterada e chorosa.
"A primeira pergunta acho que já sabe, mesmo que não seja isso que queira ouvir." Ouve uma longa pausa, provavelmente ele estava esperando pela minha intervenção. "Bem, consegui seu número perguntando á alguns amigos em comum."
"Amigos em comum? Que amigos?" Eu atualmente não tinha amigos, minha vida estava envolta em ficar em casa e sair para comprar.
"O seu número é o mesmo desde que ganhou seu primeiro celular, não foi difícil descobrir." Ele sabia muito sobre mim e eu estava com medo de não saber nada sobre ele. Como se lesse meus pensamentos me respondeu. "Não precisa ter medo de mim apenas por não me conhecer. Tenho um interesse grande na sua pura alma."
"Minha o que?" Eu estava confusa com toda aquela conversa.
"Esqueça. Não posso mais falar com você. Terá uma grande reviravolta em sua vida de agora em diante."
E sem mais nem menos desligou na minha cara. Eu quase bati o celular na mesa de tão irritada. Eu tentei retornar a ligação muitas vez sem sucesso. Ele não iria me atender. Eu registrei o número dele com "Pesadelo" na memoria do meu celular.
Post — Estou triste
Acontecimentos estranhos por todos os lados. Eu não sei o que irei fazer da minha vida de agora em diante. Descobri que meu pai acabou de morrer e não tenho mais nenhum parente. Para onde eu vou agora sozinha?
Comentário (3)
Não acredito, que horrível! Espero que você fique bem. [Lola-Sonhadora]
RE: Obrigada pelo apoio. [Alisa-Flores]
RE:RE: Sempre que precisar estarei aqui. [Lola-Sonhadora]
Isso foi trágico. Espero que não surte, muitos ficam depressivos também. [Matt-Leitor]
RE: Sim, está sempre dando uma de terapeuta. Obrigada. [Alisa-Flores]
RE:RE: Sempre que precisar. Fique viva. [Matt-Leitor]
RE:RE:RE: Eu não vou me abalar (tanto) não se preocupe. [Alisa-Flores]
Você não está sozinha. [Usuário Anônimo]
RE: Por que acha isso?
Realidade — 14h:10m — Sábado
Como sempre ele não me responde o que é necessário. Então fiquei me perguntando como não estava sozinha. Tinha perdido minha mãe quando pequena, nunca conheci meus avos, não tinha tios e agora meu pai foi morto. Ele matou meu pai, eu estava com tanta raiva dele e queria morrer. Eu sabia que o que meu pai fazia quando estava bêbado era errado, mas não desejava sua morte em momento algum.
Ouvi um barulho na porta. Eram batidas não muito leves. Eu respirei fundo antes de atender. Um homem alto e jovem estava na minha frente sorrindo. Sua pele era realmente branca, seus cabelos eram pretos e longos e não podia ver seus olhos por causa dos óculos de sol.
"Arrume suas malas. Estamos indo agora." Sua voz era firme e suave. Eu nunca o havia visto na vida e ele estava querendo que fosse com ele. Eu fiquei lá parada sem reação. "Olha, eu não tenho tempo agora. Se não arrumar suas malas, eu as arrumo por você."
Ele se inclinou para estar na mesma altura. Por um instante pude ver seus olhos, ou onde eles deveriam estar, lá só tinha dois buracos negros. Naquele momento senti uma extrema angustia, como se todos os meus medos e desilusões estivessem passando pelos meus olhos. Eu decidi não discutir depois que meu celular tocou e vi uma mensagem dele, "Pesadelo", dizendo que eu deveria obedecer o tal Matt. Eu sorri mecanicamente e corri para meu quarto.
Fale com o autor