Porque não eu?
2 Eu encontro uma amiga
Notas iniciais
A viagem foi tranquila. Até certo ponto, que foi meio constrangedor. A parte da viagem em que eu encontro uma pessoa no meu banheiro.
Levantei-me da confortável poltrona do avião, guardei meu Ipod na mochila de mão e segui aquele caminho estreito até o banheiro feminino. Entrei na micro-sala, que contém apenas um sanitário e um rolo de papel higiênico, e fiz o que devia fazer. Terminei, e, quando abro a porta me deparo com uma menina loira, dos os olhos verdes (perfeitos), na porta. Esperando para usar o banheiro.
— Desculpa se te assustei — ela falou, corando
— Sem problemas, um susto é bom ás vezes -brinquei. Ela riu.
— Meu nome é NicoleGarcia e o seu? -ela disse, estendendo a mão
— Whitney Davis, mas, me chame de Whit, por favor — falei, apertando sua mão
— Então Whit, porque está indo para a cidade dos vampiros? -ela perguntou, como quem não quer nada
“Talvez porque eu seja uma vampira, que esta fugindo de alguns Mistis, só isso”
— Vou passar as férias em um lugar inusitado -ela riu — e você, jovem loira?
— Caçar alguns vampiros talvez — ela disse. Minha pele ficou pálida. Acho que ela percebeu- Brincadeira boba!
“Ufa”, pensei.
— Na verdade, meu pai... Ficou doente, então minha mãe achou melhor me mandar para cá -ela falou, melancolicamente
— Sinto muito -ela assentiu- Aonde vai morar?
— Ainda não sei. Minha mãe vai mandar algum dinheiro, talvez eu fique em um hotel qualquer -ela disse, sem importância- e você?
— Vou ficar na casa da minha avó Judie. -disse eu- Talvez você possa ficar comigo
— Ah, sério? -senti um brilho em seus olhos e confirmei com a cabeça- Eu adoraria! É claro, se não for incomodo
— Nenhum, eu iria adorar. -falei, sorrindo- e a minha avó também, ela é do tipo de avó que só envelhece por fora. Por dentro continua a menina de sempre. Ela ia adorar a companhia de duas adolescentes.
Nós rimos.
— Então está certo Whit, ficarei na sua casa -ela disse, pegando o fone do seu celular. — Agora, se me dá licença, vou dormir um pouco, estou exausta.
— Tudo bem, vou me juntar a você -peguei meu Ipod e botei ao máximo volume.
[...]
“Senhores passageiros. Olhem pelas janelas e vejam a beleza de seu destino: Bristol, a cidade dos vampiros”, anunciou a Aeromoça.
—Nic? -chamei-a, balançando seu ombro devagar.
— Ah, oi Whitney. -ela disse sonolenta- Chegamos?
— Sim! -falei, com um sorriso. Ela logo abriu o dela- Bem vinda á cidade dos vampiros senhorita Garcia. -brinquei
— Obrigada senhorita Davis. -ela entrou na brincadeira comigo. Mas logo seu aspecto ficou sério- Sua avó esta nos esperando?
— Certamente, sim. -falei- Espera, vou ligar pra ela.
Peguei meu celular, que agora funcionava perfeitamente e liguei para minha avó Judie. Que disse estar perto dos banheiros.
— Vem, já sei onde ela está! -falei, ela me seguiu.
Saímos do avião, e fomos para a área do desembarque. Pegamos nossas malas, que eu tinha trazido três e Nicole quatro (fora sua bolsa). Chegamos perto do banheiro feminino, e lá estava ela. Minha avó Judie. Tão meiga, tão doce, mal se percebia que era uma caçadora. Não, minha avó não era parte dos Mistis. Mas sim dos Vampis. O que eram os Vampis? Mamãe me explicou que eram os caçadores de Mistis. Foi meu pai, com ajuda de meu avô e minha avó que mataram o pai de Ethan, Joseph. E, por isso Ethan matou meu pai. Por vingança.
— Vovó! -exclamei, correndo para abraçá-la. A mesma abriu um enorme sorriso
— Que saudades querida! -ela disse- Como cresceu minha pequena garotinha!
— Obrigada vovó! -falei, corando- Bem, essa é Nicole Garcia. Ela vai para casa conosco, tudo bem?
Nic corou. Minha avó a encarou como se já conhecesse.
— Claro, adoraria sua companhia Nicole -disse minha avó
— Obrigada senhora Judie. Pode me chamar de Nic. -disse minha nova amiga corada.
Seguimos com minha avó dirigindo para casa. Que era perto da escola, que era perto do shopping, que era perto de tudo. Na verdade, aquela cidade era muito pequena. Havia apenas um Hotel, um pouco afastado dos demais departamentos, um Shopping, nem tão grande, a Escola, que era duas quadras depois da casa de vovó, e, mais ao norte tinha outra cidade, á qual eu não sei o nome.
Assim que abri a porta do quarto, vi o paraíso: Cama quentinha e aconchegante, posters de bandas de rock, um computador meio velho no canto... Tudo como eu me lembrava.·.
— Sua mãe disse para deixar do seu jeitinho -vi minha avó na porta, com Nic — então resolvi deixar igual á quando ele era de sua mãe.
— Obrigada vovó, não precisava. Realmente — falei, abraçando-a.
— E ai, gostou do seu quarto Nicole? -perguntei
— Perfeito! -ela respondeu. Guiando-me até o quarto dela, que realmente era perfeito.
— Não tive tempo para arrumar -disse minha avó
— Está perfeito -respondeu Nic, ainda tímida.
Voltei para meu quarto, deitei na cama, e adormeci. Não tirei o converse apertado, ou a touca cinza, apenas caí e dormi, feito uma pedra.
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