Porque não eu?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordei, como sempre, e fui até o banheiro. Olhei-me no espelho e vi as aterrorizantes olheiras abaixo dos meus olhos. Dei umas tapinhas na minha cara, com a esperança de que parecesse mais acordada, esperança que joguei no lixo, pois parecia a mesma pessoa pálida e idiota de antes. Peguei minha toalha e entrei no Box. Deixei a água morna descer sob meus ombros calmamente. Isso me relaxou muito, não lembrava ao menos o motivo por estar nervosa. Mas, como nada são rosas na vida, o motivo veio até mim.
— Vamos Whitney, você não pode ficar ai o tempo todo, não acha? — minha mãe bateu na porta do banheiro — uma hora seu destino vai bater em sua porta. Assim como bateu na minha! Vamos filha, saia desse banheiro!
Dei um longo suspiro, peguei a toalha novamente e abri a porta. Minha mãe estava lá, com sua carinha de anjo.
— Mãe! -falei, dando um abraço nela- não quero ir!
— Você tem que ir! -ela afirmou- Aqui não é seguro para você filha, tem os lobos e os Mistis.
— Mistis? -perguntei, estranhando a palavra- O que mesmo é isso?
—São pessoas que vivem a vida caçando vampiros. Eles não prestam. Tome cuidado com eles! -advertiu-me ela
— Está bem mamãe. Mas, papai foi morto por um Misti? -perguntei, mesmo sabendo que aquele era um assunto delicado para mamãe
— Sim! -ela falou depois se sentou na cama — Seu pai foi morto por um Misti. O líder deles, Ethan.
Senti um arrepio na espinha, quando ouvi aquele nome.
— Ele é perigoso demais filha, não se meta com ele, o.k.? -ela falou, pegando minha mão
— Está bem mamãe -repeti- mas, e você?
Não entendo, se minha mãe é vampira, porque esse Ethan não vem atrás dela também?
— Ah, querida. Ethan só pega vampiros totalmente formados. -ela explicou- Eu sou apenas uma semi-vampi.
— E eu?
— Você, infelizmente, é uma vampira completa. Como seu pai! -ela disse, com um tom de desprezo- por isso tem que ir para Bristol ficar com sua Tia. Mas, eu prometo mês que vem vou pra lá. Tenho apenas que ajeitar algumas coisas por aqui. Garantir que os Mistis não vão atrás de você.
— Não quero ir mamãe -a abracei, forte- não sem você!
— Ora, vamos minha linda! -ela disse, se levantando e pegando minha mala- Você sempre foi independente. Imagine agora, com 17 aninhos?
Eu ri. Ela pegou minha mão e descemos as escadas juntas. O táxi esperava na porta. Ela me abraçou forte e sussurrou em meu ouvido “Ethan. Nunca se envolva com alguém com esse nome, por favor.”.
— Não sou mais uma menina, senhorita Lucy Davis. -brinquei. Ela riu e eu entrei no carro. Dei um longo suspiro e segui viagem escutando música no meu Ipod.
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