Porque amo pessoas e não gêneros!
5 Parte 2 -Fim
Notas iniciais
— O que você acha dessa? -
perguntei a Edward, que estava jogado de qualquer maneira sobre a cama enquanto lia alguns pequenos relatórios da C.M
Ele rolou os olhos antes de me fitar
— Está linda — respondeu já com o tom monótono
— Você disse isso dos outros três! — guinchei
—Porque todos estavam lindos -
bufei
— Ah, Bella! Sua irmã não vai não vai estar nem aí para sua roupa -
—Sim, mas eu quero estar apresentável, você ouviu o que Bonnie disse. Elas pensaram que eu podia estar morta! Só quero que possa passar a Alice uma imagem, mostrar que mesmo depois de tudo eu consegui ter uma boa vida, acho que tiraria um peso enorme dos ombros dela-
— Alice vai saber que você esteve bem no momento que te olhar, afinal da última vez que vocês se viram você era o Ethan ainda, e agora é essa preciosidade — se levantou, caminhando em minha direção e me envolvendo entre seus braços
— Preciosa — grunhiu imitando Gollum de senhor dos anéis.
Crispei os lábios tentando não rir, este não era o momento certo para uma crise de risos, mas foi em vão quando ele grunhiu novamente me erguendo nos braços e nos jogando sobre a cama
Assim que me recuperei o encontrei deitado ao meu lado, seu cotovelo apoiado no colchão e sua cabeça sendo apoiada pela mão.
— Melhor agora? -
Suspirei
—Eu não sei... Eu só, estou tão nervosa! —
—Eu queria poder te pedir para não ficar nervosa, mas isso é impossível já que você não vê a sua irmã a tanto tempo.
Então apenas para de se preocupar com roupas, é a sua irmã, ela não vai reparar no que você está usando, pois não é isso o que ela vai querer ver.
Apenas você, só você é o que vai ter importância, então respire, relaxe.
Agarre o primeiro moletom que ver na frente e vamos lá -
Suspirei enquanto me levantava, eu sabia que ele tinha razão mas fazer o que? Eu não podia controlar o nervosismo!
Quando ele viu que voltei a indecisão sobre o que vestir ele crispou os lábios e agarrou um conjunto de moletom
— Sério? — perguntei cética quando ele os jogou para mim
— Sério! -
Bufei indo tomar um banho e me arrumar.
—
—
—
— Vocês já vão?- Esme indagou assim que descemos as escadas
— Não está cedo demais? — Carlisle complementou a pergunta dela
— Cedo? — repeti cética
— Bella, são sete da manhã — informou
Eu encarei Edward usando " O olhar", segundo ele era o meu olhar pidão do gato de botas.
— Bella não quer esperar mãe, nós vamos mesmo assim — sorri, esse era o meu homem!
— Eu só vou pegar algo para que nós possamos comer no caminho — falou dando um beijo em minha testa
— Chame-a para o almoço Bella — Rosálie pediu
— Mas é o seu almoço de família — murmurei e ela bufou rolando os olhos
— Ela é sua irmã, faz parte da família — respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo
Sorri para ela erguendo um dedo e apontando para ela, como se fizesse um sinal de " Touché ", o que a fez rir levemente
— Pronta para ir? — Edward indagou voltando da cozinha segutando um saco pardo em uma mão e entrelaçando a outra na minha.
E eu apenas acenei, sentindo as borboletas revoarem em meu estômago
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—É esse, o endereço — Edward informou parando o carro, estávamos em um bairro de classe média, eu não sabia exatamente se era um lugar perigoso ou um bom lugar para se morar e por enquanto, nada ao redor poderia me dar uma pista.
Encarei a pequena casa amarela, onde haviamos estacionado em frente, sentindo quase toda a minha coragem se esvair.
— Você vem comigo? — indaguei dando um aperto da morte na sua mão esquerda, ao qual eu tinha firmemente entrelaçada a minha.
Ele moveu a cabeça negativamente, levando minhas mãos ao lábios e dando um beijo nos nódulos dos meus dedos
— É seu momento Bella -
— Mas...
— Eu vou estar por perto, prometo. Vou ficar naquela pracinha que vimos lá atrás -
falou meio que forçadamente, e eu quase ri, ele odiava filmes de terror, da ultima vez que assistimos um, ele acendeu todas as luzes da casa durante a noite, e olha que o filme nem era lá essas coisas!
Pela amor de Deus!
Quem se assusta assistindo Anabelle?
E a pequena praça que vimos a dois quarteirões daqui era algo que se enquadrava nesse contexto de terror.
Bancos e mesinhas, além dos pequenos brinquedos da área das crianças estavam mais do que enferrujados e desgastados, seria um ambiente e tanto para ele
— Você sabe que pode vir comigo... — tentei persuadi — lo
Eu estava esperando esse encontro a oito anos, nem mais nem menos e agora não sabia como agir e reagir sabendo que minha irmã estava ali, naquela casa, só alguns míseros metros de distância.
— E se ela não estiver em casa? -
— Isso você só vai descobrir quando for até lá, e tocar a campanhia -
Bufei
— Vai lá — incentivou
A sensação que eu tinha era que meu coração estava prestes a rasgar meu peito abrindo caminho pela caixa torácica, minha boca estava extremamente seca; como se eu houvesse passado dias sem ingerir uma única gota d'agua.
E além de tudo, eu podia me sentir suando frio, a última coisa que eu desejaria era reencontrar Alice parecendo que tinha acabado de mergulhar no Rio Lake Crescent, ou fedendo a um gamba em decomposição
Mas cada passo que eu dava só parecia piorar a minha situação, minha mão estava trêmula quando a ergui para apertar a campanhia, resolvi contar até cinco...
Um... Dois... Três...
Pulei de se susto quando Edward buzinou às minhas costas, girei para encarar o volvo que ainda estava parado ali, estava com as janelas abertas e Edward estava meio encurvado fazendo uma câmera para mim enquanto apontava para a porta.
Não podia mais nem enrolar!
Crispei os lábios e respirei fundo apertando a campanhia de uma vez.
Encarei surpresa a mulher que me abriu a porta, mas não era Alice, disso eu sabia.
Alice não podia ter crescido tanto, é provavelmente não tinha uns óbvios 40 anos, franzi o cenho ainda encarando a mulher
— Posso ajudar? — ela perguntou
Pisquei ainda confusa, com essa "reviravolta"
— Hã... Eu... — balbuciei, acho que não havia nenhum pensamento coerente conseguindo atravessar a nuvem de torpor que havia se formado em minha mente.
Há um minuto eu estava tão tensa quanto um fio esticado, e a visão dessa mulher o tinha quebrado, tinha sido uma troca de estado bastante abrupta
— Alice... Nós viemos ver Alice Swan — Edward respondeu aparecendo ao meu lado e envolvendo seus braços ao redor de mim
A mulher se escorou na porta, cruzando os braços e erguendo uma sobrancelha
— E quem gostaria? — perguntou em tom zombador
— A irmã dela — ele respondeu no mesmo tom
E olha lá mais uma mudança repentina!
Todo o traço de sarcasmo sumiu da expressão da mulher quando seu rosto se transformou em uma máscara de surpresa, olhos levemente arregalados, sobrancelhas erguidas e a boca aberta em um formato de 'O' perfeito.
— Isabella? — perguntou encarando Edward e ruim revirei os olhos era ergui a mão.
Ela corou, abrindo a porta para nos dar passagem
A casa de por dentro era bastante aconchegante, e bastante hã... eclética?
Era um turbilhão de cores sobre as superfícies, porém todas pareciam estar em sintonia por um momento eu me senti dentro de um dos vídeos da Katy Perry.
Isso era com certeza a cara de Alice, parecia ser a versão em tamanho real da sua casa da Barbie, ouvi a porta voltar a se abrir e girei vendo Edward prestes a sair
— Hey! Não vá! Por favor! — ele me fitou com o cenho franzido, provavelmente se perguntando quando eu me tornei tão covarde ou medrosa.
Ele caminhou até parar a minha frente, e segurou meu rosto entre as mãos
— Bella... Eu não posso, é como eu já te disse desde que você me acordou as cinco da manhã... Mesmo que sejamos companheiros, este é um dos raros momentos que você terá que passar só, é um momento só seu, é o seu confronto com o passado... -
— Confronto? — murmurei pondo minhas mãos sobre as suas.
— Eu pus de forma errada, este é o seu reencontro com um dos elos do passado, que te mantém presa ao Ethan mesmo ele não existindo a tanto tempo, tem que fazer isso sozinha, entende? -
Balancei a cabeça negativamente.
— Aquela mulher subiu, mas ela não vai descer novamente. Porque o que vai acontecer aqui é algo íntimo, pessoal que não cabe ninguém além de você e sua irmã, vai ficar tudo bem querida. Apenas Seja a mulher corajosa por quem me apaixonei — escovou os lábios suavemente contra os meus
— Vou estar por perto — prometeu se afastando.
Fechei os olhos, trabalhando para acalmar minha respiração contando de um até cinco, quando os abri, abaixei o olhar e encarei minhas trêmulas mãos.
Eu não me lembrava de ter estado tão nervosa na vida.
Eu ouvi os sons, passos apressados.
Os Tum, Tum que ouvia não sabia diferenciar se eram da madeira do assoalho ou do meu coração, mantive meus olhos nos degraus, minha respiração acelerando quando pequenos e alvos pés apareceram no meu campo de visão pulando dois em dois degraus, até que no último o pequeno pé esquerdo torceu para um um lado e a dona dele caiu abruptamente no chão.
Avancei em um átimo, me inclinando com as mãos estendidas para ajuda-la a levantar, porém quando estava quase tocando seus antebraços suas mãos sr moveram velozes e agarraram as minhas.
Fiquei paralisada, encarando o ponto onde nos tocávamos, ambas as nossas respirações estavam pesadas e a emoção era opressora em meu peito, podia sentir seu olhar sobre mim, ergui meus olhos lentamente para seu rosto.
Como ela ainda estava caída e eu um pouco inclinada para ajuda-la, estávamos com os rostos alguns centímetros um do outro.
Eu ofeguei, ou solucei, não sabia ao certo.
Quando encontrei seu límpidos, cristalinos e alagados por lágrimas olhos azuis, eu senti como se houvesse sido atingida por um soco no estômago e fizesse milhares de borboletas levantarem vôo.
Eu mal podia acreditar que era ela, minha Alice; minha irmã.
Não tinha mais o rostinho juvenil o qual eu sempre recordava, vermelho e choroso no meio de uma confusão enquanto eu tinha de fugir de casa pela minha vida. Suas feições estavam fortes, amadurecidas, porem ainda delicadas e miúdas.
Porém havia uma cicatriz marcando seu belo rosto, começava no final da sua sobrancelha esquerda e descia pelas maçãs do rosto, pelo canto de seus lábios e terminava em seu queixo, eu sabia instintivamente que o corte havia sido infringido durante o ataque que ela sofreu enquanto me procurava pelas ruas de Seattle e senti meu coração se apertar quando pensei no que ela havia passado.
A marca não a fazia perder suas beleza, só a tornava ainda mais... Como eu poderia dizer?
Mais atraente?
Seus cabelos longos de outrora agora estavam curtos, na altura do queixo em um corte repicado que fazia as pontas de seus cabelos apontarem em todas as direções imagináveis.
Uma lágrima escapou dos meus olhos achocolatados caindo diretamente nos seus azulados, que por sua vez fez uma de suas próprias lágrimas escapulir pelo canto dos olhos.
— Bella... Oh, Deus! Bella! — clamou soltando seu agarre em minhas mãos e lançando seus bracinhos ao redor do meu pescoço e puxando-me para baixo em um abraço apertado enquanto eu caía de joelhos a sua frente, retribuindo seu Abraço de uma forma tão forte que por um momento temi por machuca-la até perceber que ela exercia a mesma força sobre mim.
Estávamos tão firmemente agarradas uma a outra que corríamos o risco de nos fundirmos; tão juntas quanto estivemos um dia no útero de nossa mãe.
Tentei me afastar um pouco para poder olha-la, mas ela resistiu, exercendo mais força em seu aperto
—Não, não, não Bella.... Só mais um pouco me deixe te abraçar só mais um pouco — apertei-a um pouco mais entre meus braços
— Você... Você não... Não sabe como foi difícil acordar todos os dias e olhar para a porta do outro lado do corredor e saber que você não estava lá, não saber como, ou onde você estava.
Eu me perguntava se estava bem, se tinha algo que comer ou um lugar para dormir.
Ou até mesmo, se estava viva -
— Estou aqui, estou bem -
— Senti sua falta — murmurou
—E eu a sua -
Ela aconchegou seu rosto no vão do meu pescoço, ainda fungando
-Você tem seios — constatou enquanto me abraçava
— Eu tenho. -
— Eles são maiores que os meus — queixou-se em um tom brincalhão
Eu praticamente solucei uma risada
— Ele são -
— Eu gostei -
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Estávamos ambas sentadas na sua ampla, moderna e também colorida cozinha tomando chocolates quentes com marshmallow.
— Foi bem difícil... — disse mordendo os lábios
— Papai nos trancou por uma semana inteira em casa, nos proibiu em falar de você e ficava muito violento quando dizíamos seu nome, chegou até mesmo a bater em mamãe em uma ocasião. Era horrível, eu acordava todos dos dias e ia até o seu quarto, você não estava lá e eu não sabia onde você estava, onde estava e como estava, eu vivi tão preocupada — contou enxugando as lágrimas que escorreram pelo rosto, estendi minha mão pela mesa e segurei a sua ternamente
— Ele cancelou minha matricula na escola, e eu passei a estudar em casa. Não queria que tivéssemos muito contato com outras pessoas para que não pudessem perguntar sobre você, quando fiz 17 e ele relaxou um pouco na sua paranóia, fui até de Bonnie procurar saber notícias suas, mas ela já não tinha mais contato com você, estávamos preocupadas e começamos a vir juntas até Port Tangeles procurar você.
Até que papai descobriu, uma das nossas queridas vizinhas fofoqueiras me viu com Bonnie e espalhou pela cidade, ele voltou a me trancar em casa e expulsou Bonnie da cidade -
— Ele não podia fazer isso, não tinha esse poder! — exclamei e ela balançou a cabeça negativamente desanimada
—Ele tinha Bella, ele era o prefeito lembra? Ameaçou Bonnie, disse que se ela não fosse embora a denunciaria por aliviar menores a prostituição. Ela não teve outra alternativa -
— Eu a vi, ela me disse que foi embora dois anos depois de mim, nós duas tínhamos 18 anos Alice, eu sei contar e Bonnie também — Alice me lançou um olhar conhecedor
— E você acha que ela te contaria que foi vítima da barbárie de nosso pai, só por ajuda-la? -
Neguei.
Pobre Bonnie.
— Quando fiz 18, saí de casa. Aproveitei a oportunidade da Universidade para fugir de lá, vim morar aqui, com Bonnie. Nós voltamos a buscar você mas depois de um tempo ela desistiu... -
— Mas você não — comentei fixando o olhar em sua cicatriz, ela levou sua mão até lá e a tocou mas por reflexo, pela lembrança
— Eu não. — murmurou
— Eu estava voltando para casa quando me atacaram, eram três adolescentes todos estudavam comigo na universidade... Me encurralaram, e eu resisti é claro até que um deles tirou o canivete do bolso e me feriu, fiquei distraida pela dor e eles conseguiram me arrastar para um beco -
Apertei os olhos fechados, enquanto mordia os lábios balançando a cabeça negativamente, repetindo em minha cabeça mil vezes que tinha sido por minha culpa.
Eu podia senti-la se infiltrando em meu peito e começando a me sufocar como o Abraço mortal de uma cobra.
— Não aconteceu nada — Alice anunciou rapidamente apertando minhas mãos, já provavelmente ciente de como eu me sentia
Abri os olhos e fitei intensamente seus olhos.
— Nada? — soltei em uma respiração pesada.
Ela assentiu com um pequeno repuxar dos lábios.
— A mulher que abriu a porta para você, ela é Maryam. Ela era uma garota de programa e tinha acabado de terminar um ali mesmo. Eu tive sorte por ela estar armada, assim que ela viu que eu não era uma garota de programa rolando o seu ponto, e percebeu o que estava realmente acontecendo. Ela veio ao meu socorro. -
Respirei fundo, me sentindo bem mais leve, a culpa tendo sido expulsa do meu ser, imediatamente.
— Ela salvou minha vida, e eu retribui tirando ela das ruas — deu de ombros
— Ela e Bonnie me proibiram de sair para procurar você, e acho acho que agora tenho que tirar as fotos do Ethan dos sites de desaparecidos — riu levando sua xícara até os lábios e dando um gole.
— E os idiotas? Seus atacantes? -
Deu de ombros
— Eu os denunciei, foram expulsos da faculdade e sentenciados a passarem dois anos na cadeia, cada um -
Bufei enraivecida, então já estavam soltos por aí.
—Mas esqueçamos disso, e você? Me fale sobre você! — pediu animadamente
Sorri, assim que entreabri os lábios para lhe responder meu celular tocou
— Desculpe — pedi pegando o celular no bolso, Edward havia me enviado uma mensagem perguntando se tudo estava ocorrendo bem, pobre Eddie, deveria estar mofando naquele porquinho deserto de filme de terror.
Pensei sorrindo, e rapidamente digitei antes que me esquecesse e o enviei, em seguida pedindo para que viesse.
— Tudo bem? — Alice perguntou logo quando devolvi o celular ao bolso
— Sim, Sim, era apenas o Edward querendo saber se estava tudo bem -
Ela mordeu os lábios, erguendo as sobrancelhas
— Edward..... -
— Meu noivo -
— Você tem um noivo? — exclamou em um de seus estridentes gritinhos, exatamente como eu me recordava, ri um pouco com sua reação.
Nem parecia que a um instante estávamos falando sobre um assunto tão sério.
— Vamos nos casar daqui a dois meses — respondi orgulhosamente
Ela fez um muxoxo, fazendo biquinho ao mesmo tempo que seus olhos enchiam de lágrimas e me puxando para outro abraço
— Estou tão feliz por você! — murmurou
Enquanto esperávamos por ele chegar, eu lhe contei tudo, a última pessoa que eu contei todos os detalhes do caminho que percorri sem omitir nada, havia sido Edward.
E agora Alice, eu não queria deixa-la por fora de nada.
— Deixa que eu atendo! — Alice exclamou pulando do seu assento quando a campanhia soou pela casa.
Eu apenas sorri erguendo as mãos em sinal de rendição, ri por dentro imaginando a reação de Edward ao ser recepcionado por uma anã super hiperativa.
Segundos depois eles apareceram, Alice sua boca não parava de se mover, vinha puxando Edward pelo braço, este que vinha com uma expressão quase assustada enquanto a encarava.
Alice praticamente o jogou na cadeira ao meu lado, e nós sorrimos um para o outro, o estômago dele roncou ruidosamente o que o fez corar nos olhando envergonhando.
—Você já tomaram café da manhã? — Alice indagou quando estendi minha xícara de chocolate quente para ele, que aceitou.
— Na verdade não, eu estava muito ansiosa — admiti sentindo minhas bochechas arderem.
Uma expressão terna surgiu em seu rosto.
— Bom, vamos remediar isto — se virou para sua geladeira cor de rosa, a abrindo e tirando de lá uma placa de ovos.
— Então Edward, me conte sobre você -
Ele se moveu inquieto, contando uma versão bastante resumida, e ínfima sobre ele.
— A propósito, Bella lhe disse que tem um convite para um almoço? — perguntou subitamente trocando de assunto quando ela serviu a omelete para nós, Alice parou no meio caminho para a pia e nos encarou com o cenho franzido eu tinha certeza que ela percebeu a mudança abrupta de assunto, ela não era tão avoada assim para não perceber.
— Não recordo — murmurou e eu sorri amarelo, havia me esquecido
— Minha prima e meu irmão vão se casar no Domingo, e hoje vai acontecer um almoço em família, essa vai ser a "despedida" de solteiro deles -
— Oh, mas é um almoço de família — mordeu os lábios
— As palavras exatas da noiva foram: "Ela é sua irmã, faz parte da família" — falei depois de tomar outro gole da minha terceira xícara de chocolate quente
Ela sorriu um pouco
—Se é assim, fiquem aqui um pouco... Eu vou ver o que posso usar! — respondeu jogando a frigideira de qualquer maneira e saindo da cozinha praticamente correndo.
— A mania de sair correndo para ver se tem "algo" para usar é de família então? — Edward perguntou zombeteiro virando-se na cadeira para me fitar
— Não querido, é algo universal! — respondi no mesmo tom, cortando um pedaço da omelete e levando aos lábios.
—
—
—
Eu me aproximei lentamente de Alice, ela estava em frente a parede que ostentava inúmeros retratos da família Cullen.
Ela tinha sido quase divinizada quando passamos pela porta, a família Cullen e Halle a rodeando como pequenas abelhas operárias em volta de sua rainha.
Eu não sabia dizer exatamente quantas vezes o comentário
" vocês são quase idênticas"
e a resposta
" Isso porque somos gêmeas"
foram pronunciados, mas com certeza foram muitas
—O que foi? — perguntei divertida ao notar sua expressão de concentração frustrada
—Edward é adotado? — perguntou me fitando curiosamente com uma ruga na testa
— Não -
— Porque eu não consigo encontra-lo nessas fotos? -
—Porque não está procurando direito — ri quando ela me lançou um olhar atravessado, ela ainda era a mesma e impaciente Alice de anos atrás
—Okay Srta. Eu vejo tudo, onde ele está? — fez um gesto com os braços indicando todos os retratos
— Ele está bem aqui! — apontei para a foto à nossa frente, pondo o dedo exatamente em cima da figura sorridente de Edythe.
A criança entre oito e nove anos sorria, com um de seus dentes de leite faltando, vestia roupas masculinas que eu sabia ser de seus irmãos, os cabelos estavam cortados da maneira mais errática o possível graças às tesouras de jardinagem, lembro que quando Edward me mostrou a tesoura que usava eu fiquei em choque, me perguntando como ele não tinha perdido um dedo com aquela coisa.
Ela estava parada entre Emmet e Jasper que também sorria enquanto os três brincavam com carrinhos.
— Ele é ela? — Alice indagou com os olhos em pratos
— Não, Alice, ele é ele — respondi
Minha resposta podia ter soado confusa, mas se aquela criança da foto, já sabia quem era e já era chamada de Edward, não havia motivos para que chamassemos de "ela".
Mas, Alice entendeu.
—Uau! — murmurou sobre a respiração
—Eu nunca teria adivinhado -
Eu sorri
— Se você não me conhecesse e te mostrassem uma foto do Ethan, você adivinharia que era eu? -
Dessa vez ela que riu, balançando sua cabeça veementemente que não
—Não mesmo! -
—Aí estão vocês! — Rosálie exclamou caminhando em nossa direção, usava um vestido de seda vermelho sangue, com decote em V profundo, as alças eram pequenas tiras de tecido incrustadas de pedrinhas brilhantes, e possuía uma fenda na saia Onde sua perna se movia sensualmente para fora a cada passo que dava.
Seus cabelos loiros, naturalmente platinados caía em em cachos em tornos dos ombros valorizando seus belos traços angulosos e aristocráticos que todos os Cullens possuíam.
Quase ri quando atrás de mim ouvi Alice murmurar algo sobre autoestima ferida.
— Aqui! — estendeu um envelope para Alice assim que parou à nossa frente, Alice o aceitou com o cenho franzido, abrindo o envelope e tirando de dentro um sofisticado e elegante convite de casamento
— Devo dizer que foi pura sorte, ou armação do destino, a gráfica nos mandou um convite á mais — deu de ombros
— Espero que você possa vir — desejou com um sorriso digno dos comerciais de pasta de dente
— Alicinha! Bellita! Mozão! — Emmet chegou alardeando e puxando Rosálie para um beijo desentupidor de pia.
Alice e eu nos entreolhamos coradas e constrangidas, e ela exibiu um sorriso quando murmurei um " Ignore " silenciosamente.
Quando o casal se separou com um sonoro POP, Emmet se virou para nós.
— Mamãe mandou avisar que o almoço já está na mesa — informou nos avisando, ele semicerrou os olhos olhando a nós duas e então soltou uma das gargalhadas dignas de Esme, juro que vi um dos jarros de cristais vibrar
— Vejo vocês na mesa tomatinhos! -
Rosálie também riu enquanto ele se afastava.
— Não fiquem tão vermelhas, nosso comportamento é perfeitamente normal -
— E constrangedor — rebati, ela arqueou uma de suas sobrancelhas bem feitas
— Você quer falar sobre relacionamento constragedor? Sério? Pois bem! — abriu um sorriso diabólico
— Sabe Alice, acho que você já percebeu que Emmet e eu temos o título se casal pervertido, mas na verdade ele pertence a sua irmã e ao meu primo, eu juro a noite nos precisamos de Fones anti ruídos para conseguirmos dormir! -
— Rosálie! — guinchei lhe dando um tapa no braço e ela riu
— Tipo ontem mesmo, o negócio estava tão animado que meus pais saíram para passar a noite em um hotel! — senti meu rosto arder enquanto corava
— você está mentindo! -
— Não estou não! Meus pais são os primeiros a acordar, e você os viu está manhã? — indagou
Ah minha nossa, eu não podia acreditar nisso!
Havia algum buraco próximo Onde eu pudesse enfiar minha cabeça?
Por Deus!
— Porém já não sei se saíram por que os "ruídos" estavam atrapalhando o sono deles, ou porque ficaram inspirados mas se o sorriso enorme da minha mãe for uma indicação, eu voto pelo inspirados -
Agarrei o braço de Alice e a puxei para a sala de jantar, a risada de Rosálie seguindo o meu trajeto de raiva constrangida.
—
—
—
Duas semanas após o casamento de Rose e Emmet, não tinha como Edward e eu conseguirmos fugir das nossas responsabilidades na C.M por muito tempo então todos voltamos para Seattle, menos é claro o próprio dito casal, que viajou para sua lua de mel.
Eu é claro estranhei o apartamento em que morava com Edward quando chegamos, para só depois me lembrar que estávamos empacotando nossos móveis pouco a pouco e os enviando para nossa nova casa.
Embora nós ainda nem tínhamos casado ainda, Edward já olhava para o futuro, queria ter uma casa grande e espaçosa com bastante cômodos já para quando nossos filhos chegassem, ele queria um lar definitivo e não ter que ficar nos mudando a cada criança que pudesse chegar.
A casa que decidimos comprar acabou sendo uma mansão no Estilo colonial americano, com oito quartos 6 banheiros 4 suite e 10 Vagas de carros no estacionamento, particularmente eu achava desnecessário, mas como disse Edward queria um lugar espaçoso, pelas crianças que ele já sonhava que viriam.
Alice e eu mantínhamos contato diariamente, ligavamos uma para outra a cada momento livre que tínhamos e revesamos nossos encontros nos fins de semana, em um ela viria até Seattle e no outro eu iria até Port Tangeles.
Tinha sido incrível quando em um dos sábados das nossas reuniões de família, eu havia levado Alice para um almoço com os Snows, Travis tinha ficado com ciúmes, mas foi incrivelmente simpático e acolhedor, assim como seus pais.
Suspirei, hoje eu definitivamente deixaria o meu expediente, nada ético eu sei mas a dor de cabeça que eu sentia estava excruciante.
Faltava apenas três dias para o casamento, o que aumentava o nosso ritmo basicamente em tudo, trabalhávamos várias horas deixando vários Layuts prontos, contratos, pagamentos e tudo mais.
Tinha passado o último mês inteiro treinando Sheila Lowe a minha assistente, a mesma que um dia tinha sido assistente de Lauren, e Ângela que trabalhava como minha estagiária para que ambas pudessem trabalhar em conjunto nos Layuts das edições que seriam publicadas enquanto Edward e eu estivéssemos fora em nossa lua de mel.
Tinha até um pouco de inveja de Edward já que ele não estava tendo que treinar ninguém, só tinha intimado sua mãe para que pudesse cobri-lo durante a viajem.
E fora da revista, havia toda a tensão sobre os toques finais nos preparativos do casamento e recepção.
Últimas provas do vestido de noiva que Victória estava confeccionando, acertos no cardápio do buffet.
Meu estado emocional estava como um elástico esticado, tencionado e prestes a partir.
—
—
—
Franzi o cenho confusa, olhos semicerrados.
Não sabia bem o que me havia acordado mas algo estava me incomodando, Edward estava deitado ao meu lado ressonando tranquilamente em seu sono, seu braço sobre minha cintura enquanto me abraçava.
Que horas deveriam ser? Eu me lembrava de chegar em casa tomar um banho e me jogar na cama às 18 hrs.
E nada mais.
Eu o afastei suavemente quando senti a vibração mais uma vez, pus a mão debaixo do travesseiro e puxei de lá meu celular, marcavam exatamente 23:00 horas, o nome de Alice piscava na tela enquanto o celular vibrava.
Me sentei afastando as cobertas
— alô? -
— Bella?! — Alice soluçou do outro lado
— Allie? O que houve, esta chorando, esta tudo bem? — mais alguns soluços foram ouvidos do outro lado da linha
— É papai Bella, ele está morrendo -
—O que? Do que você está falando Alice? -
—Ele está doente Bella, os médicos estão dizendo que ele não vai aguentar por muito tempo — respondeu com a voz embargada.
Respirei fundo, me concentrando nas palavras de Alice, não queria deixar minha mente vagar e relembrar como exatamente foi a última vez que eu vi Charlie Swan.
— Porque você me ligou? Ele chamou por mim? — indaguei em um sussurro.
Tentando conter a expectativa é esperança que surgia em meu peito enquanto aguardava a resposta.
Alice pigarreou do outro lado e instantaneamente eu já soube a resposta
— Bem, não... Eu só achei que deveria contar a você o que está havendo -
—Entendo...
Ergui as sobrancelhas, mordendo distraidamente a ponta de uma das unhas
— E o que você quer que eu faça? -
— Nada Bella! Eu já disse, só achei que você deveria saber! -
Respirei fundo, eu sabia exatamente quais eram as intenções de Alice
— Escute Alice, eu nao quero parecer fria, insensível ou qualquer outra coisa, mas Charlie me expulsou da vida dele há muito tempo, você mesmo disse que ele finge que nunca existir. É óbvio que você quer que eu faça algo mas acho que aqui é o momento em que vou desiludir você irmã. Eu não posso fazer nada -
— Ou você não quer — rebateu
— Ou eu não queira — concordei
— Eu vou me casar depois de amanhã Alice, preciso descansar -
— Tchau — disse e desligou
Encarei meu celular por um longo tempo e grunhi quando me vi sendo vencida pela manipulação sutil de Alice.
Levantei da borda da cama Onde estava sentada e cacei uma xuxa por cima da escrivaninha, assim que a encontrei, amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo, agarrei minhas sapatilhas e as chaves
— Onde você vai? — a voz sonolenta de Edward soou mais enrouquecida que o normal, graças ao sono.
Praguejei por sobre a respiração girando um pouco para ve-lo, ele estava ainda deitado de bruços sua cabeça só um pouco erguida e virada na minha direção
— Eu vou... hmm buscar um copo d'agua, não vou demorar. — falei a primeira coisa que veio a mente e sai rapidamente do quarto, atravessando a casa apressada até a garagem.
Além de mim, a única outra coisa que poderia despertar um sentimento tão nocivo como o ciúme em Edward era aquele bendito Volvo prateado, quando ele acordasse eu tinha certeza que praticamente me esganaria por sequestrar o seu "bebê".
Eu sabia que me arrependeria dessa decisão, mas eu precisava ir.
— Ele chamou por mim? — indaguei em um sussurro.
Alice pigarreou do outro lado e instantaneamente eu já soube a resposta
— Bem, não... Eu só achei que deveria contar a você o que está havendo -
—Entendo...
Ergui as sobrancelhas, mordendo distraidamente a ponta de uma das unhas
— E o que você quer que eu faça? -
— Nada Bella! Eu já disse, só achei que você deveria saber! -
Respirei fundo, eu sabia exatamente quais eram as intenções de Alice
— Escute Alice, eu nao quero parecer fria, insensível ou qualquer outra coisa, mas Charlie me expulsou da vida dele há muito tempo, você mesmo disse que ele finge que nunca existir. É óbvio que você quer que eu faça algo mas acho que aqui é o momento em que vou desiludir você irmã. Eu não posso fazer nada -
— Ou você não quer — rebateu
— Ou eu não queira — concordei
— Eu vou me casar depois de amanhã Alice, preciso descansar -
— Tchau — disse e desligou
Encarei meu celular por um longo tempo e grunhi quando me vi sendo vencida pela manipulação sutil de Alice.
Levantei da borda da cama Onde estava sentada e cacei uma xuxa por cima da escrivaninha, assim que a encontrei, amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo, agarrei minhas sapatilhas e as chaves
— Onde você vai? — a voz sonolenta de Edward soou mais enrouquecida que o normal, graças ao sono.
Praguejei por sobre a respiração girando um pouco para ve-lo, ele estava ainda deitado de bruços sua cabeça só um pouco erguida e virada na minha direção
— Eu vou... hmm buscar um copo d'agua, não vou demorar. — falei a primeira coisa que veio a mente e sai rapidamente do quarto, atravessando a casa apressada até a garagem.
Além de mim, a única outra coisa que poderia despertar um sentimento tão nocivo como o ciúme em Edward era aquele bendito Volvo prateado, quando ele acordasse eu tinha certeza que praticamente me esganaria por sequestrar o seu "bebê".
Eu sabia que me arrependeria dessa decisão, mas eu precisava ir.
Três Horas
Três horas e quarenta e seis minutos exatos.
Foi o tempo que percorri a estrada em direção a Forks.
E eu não me lembrava de absolutamente de nada, minha mente havia sido completamente desligada.
Me lembro de ter saído de casa e agora o carro estava estacionado em frente ao Hospital de Forks, o que eu tinha tido?
Um Blackout?
Revirei os olhos, estava assistindo muito Bates Motel, encarei a fachada envelhecida do hospital, tinha sido uma visitante assídua durante minha infância e durante a pequena parte da adolescência em que vivi naquela cidade, fiz o treinamento das cinco respirações profundas enquanto contava cada uma mentalmente, Esme vivia fazendo isto quando seus filhos testavam continuamente sua paciência e ela estava por um triz de perde-la.
Quando finalmente terminei, não me senti melhor em absolutamente nada, parecia só ter piorado o meu estado de agitação, alcancei meu celular no bolso do moletom prestes a ligar para Edward, mas desisti, era como ele havia me dito antes era um assunto meu, meu reencontro com o passado.
Abri a porta do carro saindo em seguida e a fechando com força, quase pude ouvir a voz de Edward dando um Chilique sobre a maneira como eu tratava a "extensão do seu corpo".
Assim que entrei me vi de cara com Alice na recepção, estava sentada em uma das pequenas e estreitas cadeiras conversando com uma mulher visivelmente gestante e que parecia estar na nossa mesma faixa de idade, tinhas os olhos inchados, o nariz vermelho e as bochechas coradas graças ao choro, assim que me viu ela exibiu um pequeno sorriso triste e conhecedor enquanto deixava a mulher que com quem conversava praticamente falando só, levantando e me puxando em um abraço apertado
— Você veio — murmurou com a voz embargada
— Ao que parece — respondi, quase no mesmo tom, havia um bolo se formando em minha garganta e meu nariz já começava a pinicar como sempre fazia quando eu estava prestes a ter uma crise de choro, mas eu nao queria, me negava a derramar uma lágrima a mais no solo dessa cidade.
— O que ele tem? — perguntei quando nos afastamos, tentando dar um tom distante e indiferente a questão
— Um tumor no cérebro — informou com um soluço
— Os médicos estão dizendo que quando amanhecer, provavelmente ele não estará mais conosco -
A mulher com quem Alice estava conversando se aproximou de nós, nos encarando curiosamente, vi que sua barriga estava mais do que proeminente, provavelmente estava na faixa final da gestação, e duas crianças se aglomeravam ao redor de suas pernas.
Franzi o cenho.
Já eram duas horas da manhã, e ela havia trazido crianças para um ambiente tenso, onde a morte estava rondando, ela poderia muito bem não ter ninguém com quem deixa-las mas eu achava impróprio por os pobres pequeninos em meio a tensão que visivelmente sondava o ambiente.
— Alice — ela chamou suavemente mas com seus olhos cravados em mim, Alice virou o rosto para fita-la e seu rosto quase se contorceu em uma careta desgostosa
— Bella, você se lembra de Brianna Nortoon? — não pude ocultar a surpresa.
Brianna em nada me lembrava a menina que um dia conheci, parecia extremamente cansada, o que eu obviamente poderia atribuir a gravidez e as crianças. Estava magra demais para uma mulher gestante, tinha olheiras quase roxas ao redor dos olhos.
Ela me olhou com uma expressão confusa
— Nos conhecemos? -
— Não! Acho que Alice está um pouco confusa com a situação — neguei rapidamente, e ela assentiu ainda um pouco desconfiada
— Brianna Wright — apresentou erguendo uma mão para mim
— Não era Nortoon? — ela corou um pouco enquanto mordia os lábios ressecados
— Eu estou me divorciando, ainda confundo um pouco — acenei positivamente
— Alice, eu tenho que ir, as crianças e eu estamos um pouco cansadas — falou em um tom de Desculpas, Alice assentiu pondo a mão no bolso e tirando chaves de lá.
— Consegue dirigir? — indagou lhe estendendo as chaves, Brianna assentiu
— Então pegue meu carro e vá para minha casa, qualquer coisa, tem um quarto do pânico em meu closet — franzi ainda mais o cenho para a informação que Alice havia dado.
Eu sabia em que nossa antiga casa tinha um quarto do pânico em todos os quartos, era uma coisa do nosso avô paranóico, e não era algo que espalhasemos assim, a outra mulher assentiu juntando as crianças como um rebanho e se foi
— O que houve com ela? — perguntei assim que a mulher desapareceu atrás das portas duplas, Alice fez uma careta
— Depois que você "sumiu" e descobriram a razão, Brianna ficou um pouco mal vista por esses escrotos idiotas. Os pais dela ficaram loucos porque aos olhos do povo de Forks ela não era mais uma boa escolha para contrair casamento com seus filhos — fiz uma careta, até mesmo a pobre moça tinha sofrido de alguma forma com a intolerância desse povo
— Casaram ela com a primeira família que concordou, eles a Casaram com Paul Wright — ela grunhiu e eu ofeguei
Paul Hayden Wright, era do pior tipo de espécime masculino.
Pelo que me lembrava, ele fazia parte da trupe dos "Machões" de Forks, e pior ainda era o líder, tinha incontáveis passagens pela polícia de todo o Condado de Clallam, tinha históricos extensos de alcoolismo e violência era o adolescente mais problemático da sociedade "moralista e perfeitinha" de Forks, e naquela época só tinha 17 anos.
— Bem, você pode imaginar o que ela sofreu na mão dele... Eu meio que encontrei ele perseguindo ela e as crianças na estrada, não passa de um monstro -
concordei silenciosamente e ela suspirou
— Vem Bella, vou te levar para ve-lo — chamou, porém já me puxando pelo corredor
— Onde está ma... Reneé? -
— Desmaiou, foi levada para outro quarto enquanto se recupera — respondeu parando em frente a uma porta
— Eu vou ver como ela está, enquanto você... — inclinou a cabeça para a porta e depois sumiu pelo corredor.
Foi só ser deixada ali sozinha, que meu coração achou que era uma brecha para tentar provar que estava em boa forma, batendo desenfreadamente no peito, eu estava quase certa que nos últimos dois meses eu tinha desenvolvido uma fobia em abrir portas.
— Quem é você? — pulei sobressaltada quando a pergunta soou apenas um instante depois de ter aberto a porta.
Ouvi sua voz sendo sussurrada com dificuldade, e estremeci.
Nao soava grave, ameaçadora e irada como da última vez em que a ouvir, estava quebrada e fraca, tão fraca quanto ao homem deitado no leito.
Eu o encarei, atrofiado e quase abandonado deitado na cama do hospital tentando esconder toda a pena que eu sentia por ele.
Os últimos oito anos não tinham sido generosos com meu pai, ele estava abatido e magro quase esquelético; eu podia ver muito bem suas veias sobre a pele esticada rudemente sobre os ossos.
Parecia frágil e inofensivo, mas eu o conhecia muito bem para saber que as aparências enganavam.
— Sou uma voluntária do hospital — consegui falar depois de algum temp, surpresa por ter conseguido manter um tom calmo em minha voz.
Não parecia que eu estava tão nervosa que era capaz de por um ovo.
— Eu sento e converso com alguns pacientes — inventei rapidamente quando ele não parou de me encarar com o cenho franzido
— Vá embora! — tossiu
— Você está em estado terminal Sr.Swan, não deveria haver alguém aqui com o senhor? -
perguntei me aproximando lentamente, com a sensação de não estar segura no mesmo ambiente que ele, sentei na pequena cadeira ao lado da cama, tentando parecer o mais a vontade possível embora a única vontade que sentia era sair correndo daqui o mais rápido possível
— Não tem família Senhor? -
— Claro que tenho! — grunhiu
— Filhos? — quando a pergunta escapuliu a sensação que tive foi de ter centenas de borboletas revoando em meu estômago, esperei sua resposta ansiosamente agarrando firmemente os braços da cadeira em que estava
— Tenho uma filha -
Uma filha
— Só? — franzi o cenho
— Já tive um menino, mas ele morreu há muito tempo -
— O que aconteceu com ele? -
— Não lhe interessa! — grunhiu irritado
— Vamos! Saia daqui! -
Senti as lágrimas se aglomerando em meus olhos, mas eu não as deixaria cair, quando vim aqui me convenci de que não esperava um reencontro emocionado ou qualquer coisa do tipo mas acho que estava apenas me iludindo.
Assenti lentamente enquanto me levantava, ele renegava minha existência até mesmo nos seus últimos momentos de vida, seu ódio, sua intolerância enraizada demais para que assumisse seus erros, aproximei de seu leito e vencendo meu medo, ergui minha trêmula mao e escovei seu ralo cabelo para trás e a puxei de volta, me inclinei um pouco sobre ele até que nossos rostos nivelados, que eu estivesse perto o bastante para que ele visse cada traço do meu rosto.
— Eu só queria dizer a você Senhor Swan, meu pai, que eu lhe perdôo pelo o que fez contra mim, E que espero e desejo que faça uma boa travessia para o outro lado e Deus perdoe todas as frestas que envenenaram e corromperam seu bom espírito. -
murmurei lutando contra o bolo que havia se formado em minha garganta
Ele engasgou com a própria saliva, arregalando os olhos e silvando quando finalmente graças aos meus olhos conseguiu me reconhecer, crispou os lábios antes de erguer uma de suas mãos raivosamente em minha direção.
Mas saí de seu alcance a tempo
— Fora daqui! — grunhiu com os olhos injetados de ódio
— Aberração! Você vai arder no fogo do inferno Ethan, Você vai! -
— Fora daqui! Fora, fora! Não contamine meus últimos momentos de vida com sua presença imunda! -
Eu apenas o olhei com pena.
Balancei minha cabeça negativamente me afastando, eu fiz o que deveria ter feito, lhe dei meu perdão e pelo menos eu estava em paz agora.
Eu estava leve, nenhum sentimento ruim me manchava mais, tinha finalmente me lavado de todos os indícios do meu triste passado e estava pronta para começar uma vida maravilhosa ao lado de Edward.
— Sabe querida... Quando você disse que iria pegar um copo d'agua, eu pensei que seria aqui e não na nossa nova casa- pulei assustada quando a voz de Edward soou.
Ele estava sentado no sofá da nossa sala, provavelmente e obviamente me esperando enquanto segurava um copo com água.
Eu tinha me controlado para não derramar uma lágrima até que deixasse aquela parte do país para trás, estava completamente absorta e agora que eu estava aqui a única coisa que eu queria era me lançar nos braços de Edward e foi exatamente o que fiz.
Quando sai do quarto do hospital eu não parei por nada, ignorei totalmente os chamados de Alice no corredor, assim como havia desligado o celular quando ele começou a tocar incessantemente com suas chamadas.
Eu só queria me afastar
— O que há de errado? — indagou ficando em alerta, sua voz e postura mudando de diversão para preocupação em um átimo.
Balancei a cabeça negativamente me apertando ainda mais contra ele
— Apenas me abrace — pedi com voz abafada
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Eu mal podia crer que aquela era eu, tão bela, tão etérea.
Feliz e expectante.
— Você está linda — Travis murmurou e eu sorri, sem desviar o olhar do meu reflexo.
Eu estava absolutamente encantada, o meu vestido de noiva parecia mais uma túnica e possuía um ar mágico.
Branco com nuances douradas, ele brilhava como se fosse das duas cores ao mesmo tempo, com um decote em V, fios dourados desciam de uma maneira complicada meticulosamente intricados, o vestido sucedia uma saia volumosa, nada que me fizesse parecer uma princesa da Disney naquelas coisas exageradas mas era uma saia singela e delicada, e as mangas longas iam até o punho
Ao invés de um véu, eu usava uma espécie de capa, do mesmo tecido branco e com o mesmo bordado intricado, possuía um capuz que tinha sido preso cuidadosamente no alto da minha cabeça, e os meus cabelos emolduravam meu rosto com perfeição.
Segundo Travis eu parecia uma princesa fada, e eu mais ou menos me sentia assim, toda a organização desde a escolha do lugar tinha possuído está intenção, tudo parecia ter saído daqueles filmes elficos bobos que Edward vivia assistindo.
O engraçado era que não me sentia nervosa, nem mesmo um pouquinho, tinha visto Rosálie quase entrar em um colapso nervoso e eu estava só namorando a imagem da Isabella Noiva enquanto Travis acabava com o armazenamento do celular de tanto tirar fotos.
Os últimos dois dias tinham sido difíceis, mas acho que passei por eles bem, eu chorei tudo o que tinha que chorar pela morte de Charlie e agora estava me concentrando no início da minha vida sendo a companheira de Edward.
Não havia falado com Alice, tinha ignorado todas suas ligações e me sentia péssima por isso, mas sabia que se ouvisse sua voz marcada pelo sofrimento eu ruiria e mesmo tendo Edward ao meu lado ele não seria capaz de me apoiar ou me reerguer, ele havia até sugerido adiar a data do casamento porém eu neguei veementemente.
Fiquei com medo de Alice não vir, mas Angela me disse que a viu conversando com Esme, e eu esperava que estivesse tudo bem entre nós.
Uma batida na porta me arrancou dos meus devaneios, ambos, Travis e eu nos viramos para ver o exato momento em que a cabeça de Willie surgia no pequeno espaço que ele havia aberto da porta.
— Me mandaram ver se já estava pronta — falou
— Já está na hora? — perguntei quando ele abriu a porta um pouco mais para poder entrar
— Ethel diz que sim -
Lancei outro olhar rápido ao meu reflexo e em seguida sorri ainda mais caminhando em sua direção quando ele estendeu a mão para mim
— Eu vou indo na frente, não posso perder sua entrada! — Travis exclamou deixando o lugar imediatamente.
Willie e eu ficamos no nosso silêncio comum, ele não era muito de falar então eu não puxava muito assunto.
Ele pigarreou ficando de frente para mim, fitei seu rosto enrugado que já mostrava um pouco de sua idade, curiosamente
— Sabe Isabella, sempre dizem que não devemos falar mal dos mortos, mas Charlie merece — se desculpou
— Ele foi um idiota bundão quando mandou você ir embora da vida dele e enviou essa menina maravilhosa que você é de bandeja para mim. Ele me deu de bandeja uma filha incrível! Que eu agradeço a Deus todos os dias por ter posto em nossas vidas -
falou pegando minhas mãos entre as suas e as beijando carinhosamente
— Quero que saiba, que eu a considero minha filha desde o dia que Travis trouxe você para nossa casa, e que eu me orgulhei e me orgulho todos os dias de cada conquista sua, que eu vibrei por você a cada muro que foi posto no seu caminho e você o derrubou. Que eu amo você filha, amo você e quero que seja feliz -
— Willie — murmurei apertando amorosamente suas mãos que ainda seguravam as minhas
— E acho bom esse moço fazer você Feliz, ou então vou joga-lo em um pasto, soltar os cães de caça, agarrar minha espingarda e caça-lo como se fosse uma raposa, já que é a única coisa que aquele cabelo laranja dele me faz lembrar — ameaçou divertidamente
— Então, eu seria a galinha que você está disposto a proteger? —
Nós rimos.
— Willie seu homem bobo! Você a fez chorar! — a exclamação indignada de Ethel soou ao mesmo tempo que ela aparecia do nosso lado, nem mesmo tínhamos a visto entrar
—Ah, querida! Aqui! — estendeu um pequeno lenço de seda, enxuguei as lágrimas que havia derramado sem nem mesmo perceber e em seguida segurei a mão de cada um
— Eu também amo você Willie e a você também Ethel, eu não posso dizer que desejaria que vocês fossem meus pais biológicos mesmo por mais que isso fosse o que eu quero, pois soaria de muito mal gosto, agora depois da morte de Charlie e não quero desmerecer a ele ou a Reneé, mesmo apesar de tudo.
Ethan não teve os melhores exemplos de pai e mãe, mas Isabella teve os melhores exemplos de pai, e de mãe que qualquer um poderia ter, viu o amor, aceitação, o bem querer incondicional de uma família de verdade.
E eu agradeço todos os dias aos anjos, a Deus, ao universo, a quem possa ouvir, eu agradeço por Travis ter me encontrado aquele dia, e me levado para o seio dessa família maravilhosa que vocês são, e que eu me orgulho muito de fazer parte.
Por que vocês sabem, Ethan era um Swan, mas Isabella sempre foi de coração uma Snow. E eu devo, tudo o que sou hoje a vocês, pois senão eu ainda estaria por aí na rua, vocês sabem fazendo o que... Isso se eu ainda estivesse viva...-
— Não querida, não fale assim! — Ethel me interrompeu lançando-se em meus braços em mais um de seus Abraços de urso
— Foi o destino, você sabe! Nós a encontraríamos de qualquer maneira — murmurou se afastou, tomando meu rosto entre suas mãos
— Momento família e ninguém me chamou! Que falta de consideração! — Travis ralhou, trazia em suas mãos o meu buquê e um estojo de colar.
Ethel se afastou, indo até ele e pegando o estojo
— O que eu perdi? Vocês estavam contando os segredinhos sujos da família? Também quero ouvir! -
— Eu só estava agradecendo por tudo o que vocês fizeram por mim — respondi voltando a enxugar meu rosto
Pelo menos agora eu entendia aquela história que em dia de casamento as mulheres choravam mais do que o dia do nascimento.
Travis me encarou com uma expressão desanimada e depois revirou os olhos
— Desisto! Não quero ouvir mais nada -
— Mas você... -
— Não quero ouvir! Eu não sou tão bonitinho quanto você quando começo a chorar, e não quero seus convidados correndo quando me virem parecendo um demônio com o rosto todo inchado -
Ri
— Aqui Bella, é para você — Ethel falou voltando a ficar a minha frente e abriu o estojo me dando a visão de um delicado colar.
Sua corrente era um resistente e brilhante fio de prata, e seu pingente era um delicado floco de neve incrustado de pedrinhas brilhantes e aquilo não me parecia ser zircônia.
— É de família, esta na minha família a mais de setenta anos e passa de mãe para filha a cada décimo quinto aniversário. Eu já deveria ter dado a você a muito tempo -
— Há uns oito anos para ser exato — Travis informou
— Mas quando você chegou até nós você já tinha dezesseis, de qualquer maneira isso pertence a você agora — falou tirando o colar do estofado de onde ele descansava
— Ethel eu não posso aceitar — neguei me afastando quando ela fez a menção de retirar o capuz
— Porque não? Você mesmo disse que é uma Snow — eu a fitei sem saber o que lhe responder
— Eu passei tanto tempo pedindo a Deus que pudesse me dar uma menina a quem eu presentearia com esse colar, e nem mesmo percebi quando ele atendeu minhas preces enviando você, eu esperei o melhor momento para poder lhe dar, e ele é agora. Por favor querida, não o negue -
Mordi o interior de minhas bochechas enquanto abaixava o capuz e afastava um pouco o cabelo me virando para que ela pudesse por
— Agora, sim! — falou pondo o capuz no lugar depois de por o colar ao redor do meu pescoço
— Vamos Travis, nossa menina tem que casar — Ethel disse
Travis se aproximou com aquele sorrisinho convencido grudado no rosto e me entregou o buquê de rosas brancas e narcisos amarelos, deu um beijo em minha testa e seguiu sua mãe.
— Você está pronta? — Willie perguntou depois que contamos juntos até trinta.
Respirei fundo antes de assentir
— Prontissima -
Saímos de braços dados da pequena casinha de madeira que havíamos alugado para que eu pudesse me arrumar.
Edward e eu decidimos nos casar em Lake Crescent no National Olympic Park, eu claro porque era uma fã irreversível dos filmes da saga crepúsculo e havia me apaixonado pelo Monte Olympus cada vez que ele apareceu nos trailers do filme da saga.
E Edward claro por causa daquela coisa de O senhor dos anéis.
Paramos em frente a pequena trilha que teríamos que percorrer até chegarmos na beira do Lake Crescent, um largo tapete de flores brancas marcava o caminho.
Eu não tinha me sentido nervosa até pisar naquelas belas e pobres floreszinhas, mas agora eu já sentia minha mão suar frio.
Nervosa seria apenas um eufemismo.
consegui dar um sorriso trêmulo quando avistei um pequeno coelho acinzentado espiando pela folhagens, mesmo nervosa eu me sentia cada vez mais sendo absorvida pela aura encantada de tudo o que me rodeava.
As árvores estavam cobertas de musgo e isso poderia parecer estranho para outro, mas eu achava bonito o tom de verde vibrante que ele possuía, além do meu tapete várias flores multicoloridas e selvagens ladeavam nosso caminho.
Apreciei o pequeno show que os pássaros davam, cantando alegres e solenes, em perfeita sintonia, era quase como uma orquestra e eles estavam dedicando uma música a mim.
Deixei minha mente esvaziar, nada de preocupações, medo só a paz e encanto daquele momento, e a expectativa de estar logo ao lado de Edward.
Meu Edward.
Meus lábios se curvaram em um sorriso, quando abri os olhos e encontrei os seus esverdeados a apenas alguns pequenos metros de distância.
Parado no pequeno "palco" de madeira em frente ao Lake crescent e com uma vista maravilhosa do monte Olympus a suas costas, ele era uma visão e tanto.
Ele parecia tão radiante, pela primeira vez eu o vi dar um sorriso "perfeito", era tão grande que tive medo que pudesse rasgar, com seu fraque cinza feito sob medida e seus cabelos pareciam mais bagunçados e desorganizados do que o normal enquanto ele balançava para frente e para trás.
Parecia indeciso como algo do tipo : "Vou ou não vou encontra-la no meio do caminho? "
Foi impossível não me emocionar com a sua pressa em me ter ao seu lado... Ou talvez de fugir.
Mas sabia que ele me amava o suficiente para não ir à qualquer lugar sem me ter ao seu lado.
Tive consciência das pessoas ao meu redor, que se levantaram quando finalmente me viram, vi Bonnie e seu marido que segurava a pequena Isabel, que acenava freneticamente para mim com um sorrisinho enorme.
Vi Victória, que enxugava as lágrimas sorrindo, não sei se pela emoção de estar em um casamento, se por ser uma de suas obras o vestido que eu usava, ou por ser o MEU casamento, quem sabe?
Ao seu lado estava Ângela e sua mãe que havia se recuperado e vencido o câncer com quem havia batalhado com unhas e dentes para vencer, ambas acompanhadas por Ben o namorado e agora noivo de Ângela que antes era apenas um dos enfermeiros da Sra.Webber.
James e Travis estavam lado a lado com seus celulares apontados para mim, enquanto provavelmente batiam milhões de por foto por segundo.
Travis havia me ouvido afinal, e eles estavam juntos a três anos, o mesmo tempo que Edward e eu.
Edward e eu.
Voltei a fita-lo sorrindo.
Ladeado por sua família, e pela família que me acolheu, eu sorri para Alice quando a vislumbrei ao lado de Ethel e ela o retribuiu com outro maior ainda.
No momento em que Willie me entregou, e ele entrelaçou nossas mãos juntas, tudo parou.
Não havia mais paisagens, não havia mais pessoas, cantos de pássaros, nem mesmo mundo.
Só aquele par de esmeraldas brilhantes, e seu sorriso enorme, eu ri quando avistei duas covinhas em seu rosto pois eu só tinha conhecimento de uma a que seu sorriso torto pertencia.
Sinceramente eu não ouvi nada que o juiz de paz disse, só dissemos sim pois Emmet havia jogado pedrinhas em Edward para que ele respondesse.
E quando nos beijamos, foi perfeito, foi lindo.
Eu tinha passado tanto tempo me sentindo deslocada, não me incluía e não sentia que havia um lugar para mim no mundo, mas havia e eu encontrei.
Meu lugar era com ele, meu Edward, minha Edythe, a parte que faltava em mim, meu amor e meu companheiro.
—
—
—
—
Os convidados já estavam indo embora, a caminho da nossa festa em um rancho bastante próximo ao National Park, porém Edward e eu permaneciamos ali parados, abraçados só absorvendo o prazer da companhia um do outro.
Meu rosto apoiado em seu peito enquanto eu tranquilamente ouvia os sons rítmicos e compassados do seu coração, abri os olhos e sorri quando o brilho de cores chamou minha atenção
— Não são lindas? -indaguei absorta, observando o arco — íris que brilhava no céu bem acima de nós
— Todas aquelas cores juntas, se aceitando, juntando-se pra fazer algo tão maravilhoso? -
— São sim, são lindas — Edward respondeu, lhe encarei pelo canto do olho e o encontrei me olhando intensamente.
Impossível não corar, quando girei minha cabeça e reprimir um sorriso pra lhe perguntar
— Por que será que eu tenho a impressão, de que você não está falando sobre o arco-iris? -
brinquei
— Porque eu não estou! -
erguendo-me na ponta dos pés e alcançando seus lábios em um beijo calmo e carinhoso
— Você sabia que na Romênia, há uma lenda que todo aquele que passar abaixo dele, obterá uma mudança de sexo? — indagou divertido assim que nos separamos
Ri inclinando minha cabeça para trás.
— Isso teria sido ótimo e bastante prático há alguns anos atrás — lhe respondi, desta vez foi sua vez de gargalhar apertando ternamente seus braços ao meu redor
— Mas voce sabe, que também dizem que ver um arco-íris significa que em breve haverá mudanças na vida para melhor, prosperidade, união, alianças positivas, saúde, realização de um sonho, e que seu amor e casamento, será poderá ser duradouro para sempre — murmurei voltando a lhe um roubar um selinho
Ele franziu o cenho ao mesmo tempo que crispava os lábios, tentando novamente não rir
—Desde quando nos tornamos expert em superstições sobre arco-íris? -
Dei de ombros.
— Vamos lá Beward! Vocês podem se agarrar mais tarde! — ouvimos a voz de Emmet gritar ao longe.
— Beward? De onde Emmet tira essas coisas? -
— Esse é até melhorzinho, você precisava ouvir o apelido anterior — comentou quando começamos a caminhar
— E qual era? — perguntei receosa, afinal era coisa de Emmet.
Edward me encarou com um olhar de divertimento cruel.
— Edwella — engasguei com minha própria saliva quando soltei uma gargalhada pior do que a de Emmet e Esme juntos.
Tão forte que um bando de pássaros revoou fugindo das copas das altas arvores para outro lugar.
Quando chegamos a recepção, ao que parecia todos já haviam chegado e éramos os últimos.
O lugar era incrível, as mesas estavam postas no que parecia ser uma clareira, em um círculo perfeito porém não havia nada nela a não ser grama bem aparada, várias árvores estavam ao redor dela, e estas tinham fios quase invisíveis que se entrelaçavam uns aos outros sustendo pequenas velas noturnas.
A banda que havia sido contratada já tocava, e quase cuspi todo o champanhe de um taça que um dos garçons havia me dado quando vislumbrei a própria Florence Welch subindo ao palco e quando os primeiros acordes de uma versão acústica de Breath of Life soaram acrescentando mais um toque do dia que parecia para mim ter saído diretamente de um livro de fantasia.
Os convidados começaram a se reunir em frente ao pequeno palco e eu puxei Edward comigo praticamente na mesma direção.
— Eu procurava por um sopro de vida
Por um pequeno toque de luz celestial
Mas todos os coros da minha cabeça cantaram "não"
Para ter um sonho de vida de novo
Uma pequena visão do final
Mas todos os coros da minha cabeça cantaram "não"
Mas eu só precisava de mais um toque
Outro sabor de ímpeto divino
E eu acreditei, eu acreditei tanto nisso
E eu precisava de mais um toque
Outro sabor de ímpeto divino
E eu acreditei, eu acreditei tanto nisso
De que lado eu estou, que lado eu sou?
De que lado eu estou, que lado eu sou? -
Cantarolei junto, eu simplesmente amava aquela música
— Isso é tão incrível! — exclamei animada virando e me lançando nos braços de Edward lhe dando um abraço apertado
— Me deu um trabalho e tanto convence-la vir até aqui — murmurou beijando minha testa
— Eu imagino — o apertei um pouco mais
— Se continuar assim, já já eu viro uma massa disforme — riu e eu bufei o afastando um pouco.
— Ah, querida! -Esme já chegou puxando a nós dois em seu Abraço de urso
— Mãe... Respirar -
Ela nos soltou, nos fitando com seus olhos marejados
— Desde o dia que você apareceu naquele parque eu sabia que você era a mulher certa para o meu filho — confessou acarinhando meu rosto com a ponta dos dedos
— Estou tão feliz por vocês! — soluçou, Carlisle a seu lado pigarreou dando um abraço meio desajeitado em nós
— Sabem que eu também estou feliz por vocês não é? Tenho certeza que vocês serão bastante felizes... -
— Eu também tenho — Alice chegou o interrompendo.
Senti meu corpo retesar um pouco, era terrível admitir mas estava com medo de falar com ela.
—.Hmm... mãe, pai porque não vamos ver o cardápio do buffet? — Edward perguntou e os três praticamente saíram correndo como uma pequena manada de elefantes
— Quanto apoio — ela riu
— Parabéns Bella! — me puxou para seus braços
— você já deve ter escutado isso um milhão de vezes hoje mas estou tão feliz por você! Depois de tudo o que passou não é nem a metade do que merece, mas tenho certeza de que Edward vai se encarregar de dar a você, a vida maravilhosa que merece -
Retribui seu Abraço sussurrando um Obrigado
— Desculpe não ter atendido suas ligações, eu só... -
— Eu sei, eu entendo ele não foi bom para você da última vez que se viram quando era um adolescente e não foi bom no seu último momento de vida também, você não devia nada a ele Bella -
Se afastou, seu rosto adotando uma expressão cautelosa
— Eu trouxe alguém, alem da Brianna — apontou para onde Brianna conversava animadamente com irmão de Rosálie, Peter Halle que tinha as mãos postas em sua barriga, provavelmente sentido o bebê mover-se
— Alguém que queria muito ver você -
—.Quem? — ela me encarou e depois olhou para um ponto atrás de mim por sobre o meu ombro sugestivamente
Girei lentamente, arregalado os olhos quando focalizei a pequena figura prostrada atrás de mim
— Olá -
Reneé Swan, minha mãe estava ali, com seu típico vestido de musselina rosa e um dos seus chapéus enormes, ela sorria timidamente apertando firmemente as alças de uma pequena bolsa entre as mãos
— O que... O que você está fazendo aqui? — eu não queria ter soado grossa mas ao que parecia foi assim que minha surpresa tinha sido interpretada.
Já que ela deu um passo para trás enquanto empalidecia.
— Eu só queria ver você e... Bem, te pedi perdão -
Ergui as sobrancelhas
— Perdão? -
— Escute, por favor — implorou, sentindo toque suave em minhas costas e sabia que era Alice tentando me fazer aceitar seu pedido.
Ela abriu sua pequena bolsa e tirou de lá um livro, uma pequena versão de bolso da Bíblia, ela relanceou um olhar rápido para mim e voltou rapidamente para sua mini Bíblia a abrindo em uma página marcada.
— Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimada, se não tiver amor, nada disso me valerá.
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
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Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca perece. -
Ela leu, sua voz trêmula do início ao fim, e finalizou sua leitura com um suspiro nervoso.
— Eu não... Eu não amei você da forma certa, deixei que o meu preconceito falasse mais alto, não defendi você como eu deveria e eu sinto muito — fungou
— Eu sinto tanto, por não ter ido a seu socorro, por ter me escondido atrás de Charlie e dos falsos pregamentos que sempre me rodeou, mas quero por um fim a isso, quero poder participar da sua vida porque sinto sua falta, nuca deixei de sentir e Deus sabe o quanto eu rezei nos últimos anos para que você estivesse sã e bem... Eu amo você Ethan, você saiu de mim, faz parte mim e eu o amo, eu não quero eu não posso mais renegar você eu tenho que me redimir perante seus olhos filho, por favor de-me uma chance -
Enxuguei uma lágrima sorrateira que escapou de meus olhos
— É Isabella agora — ela arregalou levemente os olhos percebendo sua falha e assentiu freneticamente
— Eu vou me acostumar, eu juro — empalideceu, lágrimas já rolando pelo rosto cansado.
Suspirei dando um passo a frente e a abracei, tentando me manter forte enquanto a consolava, ela chorava copiosamente seu pequeno corpo tremendo quando ela começou a me apertar, seu aperto foi doloroso, desesperado mas eu não reclamaria nem interferiria, passar oito anos afastado de uma irmã eu podia compreender.
Mas eu sabia que nunca poderia imaginar tudo o que ela sentiu nos últimos oito anos sem nenhuma notícia da própria filha.
— Fiquei de ir dançar com o Jasper, como vocês já se entenderam, eu vou a procura dele — Alice informou
Eu tinha quase certeza que era uma sina dos homens da família cullen reparar todos os erros e danos causados por um Swan.
Edward e eu.
Alice e Jasper.
Brianna e Peter, certo que ele era um Halle, mas sangue cullen corria por suas veias então estava valendo.
— Venha, quero que conheça alguém — chamei quando ela se acalmou um pouco
A guiei pelos convidados, a apresentando como minha mãe para aqueles que me paravam para desejar os parabéns.
Até que cheguei nele.
— Edward. — ele se virou imediatamente em minha direção e eu sorri
— Eu quero que conheça Reneé, minha mãe — ele arregalou os olhos olhando entre ela e eu, e depois fixou seu olhar em mim.
—Mamãe, este é Edward Cullen, meu marido -
Eu podia facilmente lê a pergunta muda que estava escrita ali em seus esmeraldinos olhos
" Esta tudo bem? "
Eu assenti levemente e ele sorriu em reposta voltando a fitar minha mãe
— Bem, estou encantado em poder conhecer a tão deslumbrante Senhora Swan — bajulou tomando a mão de minha mãe entre as suas e depositando um beijo sobre os nódulos de seus dedos.
Pela primeira que pudesse lembrar, eu vi minhas mãe corar e sorrir timidamente.
— Estaria tal bela dama disposta a ceder míseros minutos de seu precioso tempo com seu humilde genro, enquanto a apresento para o resto da família? — ela riu e me olhou como se pedisse permissão eu apenas ri e entreguei a mão que ela mantinha entre as minhas a ele.
—.Cuide bem dela senhor meu esposo — entrei na brincadeira ambos riram enquanto se afastavam.
— Você está me evitando — acusei pulando em frente a Travis quando ele começou a se esquivar assim que me viu
— Sim, por que você está com a psicose de sair distribuindo agradecimentos por aí, e eu não quero sua gratidão -
— Mas... Se não fosse por você eu não estaria aqui hoje, eu Devo tudo isso a você! — ele bufou
— Pois Bem, você quer me agradecer? Então Seja feliz, é isso o que quero. Tudo o que fiz por você foi por amor, eu sempre gostei de você do jeitinho que você é, como um irmão, porém uma irmã na verdade, eu não me importei e nem me importo se você é branco, negro, pardo, gay ou hetero. Eu amo você exatamente como é, sua personalidade, sua alegria, seus sorrisos isso foi o que sempre importou para mim. Isto é o que sempre tem que importa quem você é e não o que você é. Eu quero que seja feliz Bella, pode fazer isso? -
—Sim — ele sorriu
— Pois então essa é a gratidão que eu aceito, agora vai para sua lua de mel, seu marido está apenas te esperando — apontou para onde Edward nos observava escorado em seu bendito Volvo brilhante.
— Eu te amo T — seus olhos encheram-se de lágrimas
— Eu também te amo B -
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Estendi minha mão para Edward que a agarrou afoito, sorrisos pareciam permanentes em meu rosto hoje.
Sua expressão de felicidade era tão sublime e esfuziante, eu tinha certeza que era apenas mais um reflexo da minha própria expressão
— Você está pronta? — indagou ligando o carro
— Eu sempre estou -
Ele levou minha mãos aos lábios e depositou um beijo demorando sobre os nódulos dos meus dedos
— Eu te amo -
— E eu a você, amo-o mais do que tudo —
Ele deu a partida no carro, ouvíamos os assobios e aplausos de nossos amigos e família.
Enquanto seguíamos nosso caminho, o verdadeiro início da nossa jornada juntos
— Para sempre — prometemos em uníssono
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— Oi! meu amor! -sussurrei com a voz embargada e olhos lacrimejantes encarando o pequeno rostinho do ser maravilhoso deitado no pequeno berço.
Felicity Masen Cullen.
Minha filha, minha pequena e maravilhosa filha que havia nascido há exatos 20 minutos
As 06:00 da manhã em ponto, eu podia sentir Edward pairando atrás de mim e observando o pequeno ser por sobre meu ombro, mas eu simplesmente não conseguia me concentrar em mais nada que não fosse aquela garotinha que agarrava ao meu dedo com sua mãozinha incrivelmente forte.
Angelical e adorável eram as únicas palavras que eu poderia encontrar para descreve-la, o ralo cabelo de sua pequena cabeça já se mostrava um pouco alaranjado então eu teria uma mini ruivinha com os cabelos acobreados como os de Edward; tinha um pequeno narizinho arrebitado e tinha bochechas fofas demais que estavam lindamente coradas graças ao seu choro de alguns momentos atrás.
—Vamos Bella! Eu quero conhecer minha sobrinha! —
Alice fingiu um tom irritado, mas eu podia facilmente detectar a diversão em sua voz.
Ainda um pouco trêmula estendi minhas mãos para o pequeno berço e peguei a minúscula bebê, aninhando ela em meu peito.
Senti meus joelhos amolecerem um pouco quando eu finamente a tive em meus braços, mas Edward estava lá para nos apoiar sorri para ele encontrando em seu olhar os mesmos reflexos que o meu.
Transbordavam amor, orgulho e felicidade.
Caminhamos juntos até uma Alice extremamente cansada que jazia sobre a cama do hospital e Jasper que segurava carinhoso sua mão
Alice era sem dúvida a pessoa mais amável e caridosa do planeta!
No último ano no nosso terceiro de casamento, Edward e eu tínhamos tido uma conversa séria e havíamos concordado que já estávamos prontos para ter filhos.
Havíamos ficado felizes e extremamente animados com a nova possibilidade de acrescentar um membro a nossa pequena família, mas com o passar do tempo só ficávamos cada vez mais deprimidos, abatidos e desalentados depois que todas as mulheres com as quais tivemos algumas entrevistas para a gravidez por substituição ou como popularmente dita nossa “barriga de aluguel” haviam encontrados vários compromissos em lugares, ou com outros casais no instante em que descobriam que Edward e eu não éramos um casal “convencional”, elas fingiam que estava tudo bem e em seguida nunca mais retornavam nossas ligações.
Eu lembro que eu havia ficado tão deprimida, que meu passatempo durante alguns dias era dirigir até os shoppings e passar o dia dentro de lojas de roupas e enxovais para bebês.
Isso até Alice aparecer em nossa casa com todos os documentos e exames necessários para uma inseminação artificial, nos perguntando então quando finalmente colocaríamos seu sobrinho no:
“vasto vale cheio de amor que era sua barriguinha”
Palavras dela!
Cerca de dois meses depois Alice estava grávida, carregando o meu bebê.
Eu havia ficado muito preocupada com a opinião de que Jasper teria sobre Alice querer engravidar, de certa maneira e outro homem, para ser mais exata do irmão dele, mas Jasper havia sido super carinhoso e compreensivo ajudando Alice em todos os nove meses seguintes.
E hoje no dia 30 de junho minha filha, meu pequeno milagre finalmente tinha vindo a este mundo.
Me sentei ao lado de Alice na cama, tentando ao máximo não machucar a estas duas mulheres incríveis que tinha por perto, e com todo cuidado eu pus Felicity em seu colo.
—Ah! olha só quem brincava de bola com a minha bexiga -
ela murmurou divertida passando a ponta dos dedos pelas bochechas de Felicity enquanto eu beijei sua testa carinhosamente, agradecendo a Deus por ter uma irmã tão incrível e maravilhosa como ela
— Ah! Bella! Ela não tem nada de você! -riu suavemente virando o rosto para me encarar
—Ela é todinha o Edward! —
—O quê? -me fiz de ofendida
—Felicity é meu clone! A garota é a minha cara! -exclamei o mais baixo o possível para não incomodar o bebê
—Ela é muito iludida, ela — Edward finalmente falou nos levando a rir
— Sinto muito querida, mas ela é o Edward cuspido e escarrado — minha mãe concordou sorrindo para nós com um brilho incrível nos olhos.
Exatamente naquele momento Esme, Carlisle, Rosálie e Emmet passaram pela porta, pareciam ter comprado tudo o que fosse rosa da pequena loja de presentes da maternidade traziam ursos e balões rosas.
Ethel, Willie e Travis tinham ido a Até Las Vegas, pois finalmente Travis aceitou casar com James, eu gostaria de poder ter ido mas Alice estava prestes a dar à luz e eu não perderia por nada, pelo menos pude assistir seu casamento durante uma live no Instagram.
Eles já sabiam do nascimento da minha pequena e provavelmente estavam correndo o mais loucos o possível para chegarem e conhece-la
Esme praticamente atropelou Edward e Jasper, empurrando-os para fora de seu caminho e pegando o bebê afoita, mas cuidadosamente dos braços de Alice, e analisando cuidadosamente as pequenas feições com os olhos marejados.
— Oh! minha nossa! Veja isto Carl! Ela é a cara da nossa Edythe! -exclamou girando para mostrar a carlisle
Não houve um momento de constrangimento, Esme amava e aceitava Edward incondicionalmente, nós sabíamos que ela havia dito aquilo apenas por recordar a pequena bebê que Edward foi quando havia nascido.
Edward sorriu maroto enquanto revirava os olhos e vinha para o meu lado abraçar-me
—É assim que ela vai se chamar não é? Edythe? -indagou virando-se para nós
—Não — Edward respondeu apertando seus braços ao meu redor
—Seu nome vai ser Felicity — informei
—Porque felicidade foi tudo o que eu tive depois de conhecer Edward -
Completei aconchegando-me em seus braços.
Esme sorriu
—É uma Boa justificativa — sorriu voltando a encarar o bebê
—Seja Bem-vinda a família Felicity Cullen — murmurou beijando a pequena testa.
Eu sorri observando minha família paparicar encantados minha filha.
Encantados e sorridentes meus olhos foram atraídos por uma figura na porta.
Bonnie estava lá, carregava um ursinho cor de rosa com um sorriso enquanto observava, não estava olhando para os adultos babões, mas para mim e assim que nossos olhares se encontraram ela ergueu um braço e fez o gesto de vitória.
Eu sorri ainda mais assentindo, sim eu venci!
Venci a dor do preconceito e repulsa dos meus próprios pais,
venci a vergonha de sair da minha cidade praticamente feito uma foragida.
Venci a prostituição.
Venci a capa, o corpo que me prendia a Ethan
Venci a solidão quando conheci Edward
Venci todos os obstáculos que foram impostos a mim pela vida, eu sabia que ainda teria muitos mais.
Mas eu os venceria também, ao lado do homem que eu amo e da minha família maravilhosa.
Que nos aceitava e amava incondicionalmente, porque amor era isso.
Amar independente de cor, raça, religião ou condição sexual.
AMAR É O OUTRO EXATAMENTE COMO ELE É!
Eu tinha uma família maravilhosa que sabia o que era isso, amar livre de preconceitos e discriminações.
E minha filha, minha pequena Felicity saberia exatamente como era conhecer o verdadeiro amor.
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