Por você
14 Recomeços Felizes
Notas iniciais
– Eu morri?
– Tecnicamente, sim.
– ...
– ...
– E continuo morta?
Regina riu. Roçou os lábios nos da loira.
– Você parece bem viva para mim.
Emma sorriu, quase se deixou levar, mas voltou a ficar séria. Afastou-se um pouco da morena, que agora tinha os braços em volta do seu pescoço, ainda sentadas no chão. Emma encarou os olhos castanhos, por um momento se esqueceu do que iria dizer. Regina estava ali, colada nela, e a beijava. Era isso mesmo?
– E como eu voltei?
A morena sorriu.
– Digamos que eu usei uma receita da sua mãe.
Emma franziu a testa em dúvida. Braços entrelaçados na cintura da morena, sustentou o olhar por alguns segundos, pensativa, até que arregalou os olhos. Subiu uma das mãos até a altura do coração de Regina.
– Você dividiu seu coração comigo? – Perguntou, impressionada.
Regina deu de ombros.
– Já era seu de qualquer modo – Sorriu, balançou a cabeça como quem se acha boba, voltou a colar sua testa na de Emma. A loira riu, era tudo verdade.
Um gemido repentino fez as duas se sobressaltarem.
– Robin e Zelena! – Emma disse, alarmada – Esquecemos deles!
Levantaram-se rapidamente, foram até os escombros, tentaram identificar a origem do gemido. Viram o braço de Robin sob alguns tijolos, Emma retirou os entulhos com magia. Ele tinha alguns ferimentos, mas parecia bem. Emma o ajudou a se sentar, ele se recostou na parede de olhos fechados.
Regina olhou ao redor, procurou pela irmã. Encontrou Zelena deitada próxima a uma coluna, as pernas presas sob uma grande placa de concreto. Tinha os olhos fixos no teto, respirava com dificuldade. Os ferimentos das pernas pareciam graves. Regina se agachou próxima a ela, confiscou o coração que ainda estava no bolso do seu casaco.
– Vou retirar os destroços, pode doer – Zelena não se deu ao trabalho de responder. Com cuidado, Regina removeu a placa. Ambas as pernas exibiam fraturas expostas. Regina fechou os olhos, suspirou fundo, estendeu as mãos sobre os ferimentos, mas foi repelida por um tapa.
– Não me toque! Eu não preciso da sua piedade! – Zelena gritou.
Regina a encarou por alguns segundos, analisou a barriga da irmã, não identificou nenhuma lesão.
– Como quiser – Levantou-se. Estava decidida a aprender a lidar com a irmã, a lhe mostrar que é possível substituir o ódio pelo amor. Levaria tempo, mas ela conseguiria, assim como Regina conseguiu, só é preciso cuidado e perseverança.
– Regina! – A voz de David soou perto dali. Ele e Snow chegaram ofegantes e pálidos – Emma! – Envolveram a filha em um abraço triplo.
De onde estava, Regina sorriu. Segurava a adaga em uma das mãos, não havia nenhum nome nas faces das lâminas.
– Ainda precisamos achar a magia da adaga antes que parasite mais alguém – Emma disse por fim.
– Este detalhe já foi resolvido, dearie – Rumple estava parado na porta, sorria de canto de boca – As trevas finalmente voltaram para onde vieram – Deu um passo para frente, apontou para a janela – Permitam-me que eu lhes apresente Merlin – Um ancião de barba e cabelo longos, totalmente brancos, estava parado no jardim, vestia túnica azul e segurava um cajado na mão direita.
– Merlin? – Regina estava surpresa – Como você o achou?
– Eu ainda tenho meus truques – Rumple deu uma piscadela – Mas confesso que me deu um certo trabalho, tive que buscá-lo em Camelot.
– Eles vieram conosco, chegamos a tempo de ver a explosão e a magia fugindo outra vez. A escuridão tentou atacar Rumple, mas Merlin conseguiu prendê-la no cajado – David explicou, alegre.
Regina olhou para Rumple, meneou a cabeça em sinal afirmativo.
– Obrigada.
– Não fiz mais do que a minha obrigação, querida – Ele sorriu, braços cruzados, ombro encostado na parede. Aquele Rumple era bem mais relaxado.
– Sem dúvida – Regina sorriu de volta. Parece que Rumple estava começando bem a nova vida, mas certamente ainda tinha um longo caminho pela frente.
– São Robin e Zelena? – David perguntou, indo ao encontro de Robin, que, embora já curado por Emma, ainda estava sentado no chão, ar perdido – O que houve?
– É uma longa história, acho que merece um momento mais apropriado – Regina disse. Pela janela, era possível ver o sol nascendo no horizonte – Preciso levar Zelena para o hospital, ela prefere o tratamento tradicional – Olhou para a irmã, que continuava deitada, apática.
– Eu vou com você – Emma se adiantou. A morena sustentou seu olhar por alguns segundos, sorriu.
– Não há necessidade. Você merece um banho quente – Falou com voz macia. Seus olhos adquiriram um brilho intenso – Almoço?
Emma titubeou, infeliz com a ideia de deixar Regina, mesmo que por algumas horas. De repente, tinha pressa. Mas a morena estava certa, alguns assuntos precisavam ser resolvidos antes.
– Uhum. Eu te acho – Os olhos verdes brilharam de volta.
David e Snow se olharam sorrindo, Rumple riu baixinho. Não havia necessidade de esclarecimentos naquele grupo.
Regina pegou Robin pela mão, aproximou-se de Zelena e desapareceu com os dois, envoltos em uma nuvem cada vez mais clara.
Uma hora depois, Emma estava no banho, deixava o jato de água correr pela sua cabeça. Lembrou da agonia que sofreu nas últimas 24 horas, de todas as provações. Sem dúvida foi um dos piores dias da sua vida. E também um dos melhores. Concentrou-se na leveza do seu espírito, nunca havia se sentido assim antes.
Colocou a mão no peito, sentiu as batidas do coração. O coração de Regina, que agora era seu. Emma balançou a cabeça, ainda era difícil de acreditar. Parece que ela também fazia parte deste conto de fadas, afinal. Riu sozinha, era só o que conseguia fazer na última hora.
Lembrou do toque dos lábios de Regina, ora suaves, ora firmes. Arrependeu-se por tê-la deixado ir, deveria ter sumido com a morena de lá, seus pais se encarregariam de tudo. Elas mereciam, não?
Emma desligou o chuveiro, secou-se, olhou para o armário em dúvida. Não sabia o que vestir, todas as suas roupas pareciam inadequadas. Queria que Regina a achasse bonita. Riu. Sentia-se com uma adolescente antes do primeiro encontro. Por fim, vestiu calça jeans justa, uma camiseta regata preta, suas botas e, claro, a jaqueta vermelha. Secou o cabelo, prendeu-o em um coque frouxo no alto da cabeça.
Desceu para tomar café com Henry, Snow e David. Conversaram, riram, estavam felizes. Ninguém perguntou a Emma o que tinha acontecido. Saberiam no momento certo.
– Faremos uma festa na Granny's ao meio-dia para comemorar – Henry falou, animado – Já convidei minha mãe. Você também vai, certo?
– E como eu poderia faltar a este clássico, kid? – Emma respondeu, mexendo nos cabelos do filho. Não era mais tão garoto agora – Mas antes eu tenho algo para resolver – Disse, beijando sua testa e se levantando em seguida.
Já no seu quarto, Emma sumiu em uma fumaça branca, reapareceu nas docas. Caminhou até um banco de madeira, sentou-se na extremidade, quase tocando na cabeça do pirata. Ele dormia abraçado a sua garrafa de rum. Emma ajeitou uma mecha de cabelo oleoso que caía na testa dele. Hook despertou assustado, sentou-se em um único impulso.
– Swan – Ele esfregou os olhos, atordoado – Veio esmagar meu coração? – Completou, tentando espremer mais um gole da garrafa.
Emma sorriu com ar triste.
– Eu vim te pedir desculpas, Killian.
– Por ter quase me matado?
– Por isso também. Mas principalmente por ter te confundido em relação a natureza dos meus sentimentos – Encarou o rosto abatido do pirata.
– Você disse que me amava – Hook respondeu, fitando o mar.
– E amo – Emma segurou sua mão – Mas não de um jeito romântico. Você é meu parceiro, meu amigo.
– Amigo?
Emma assentiu devagar.
– Amigo.
Hook riu, amargurado.
– Eu não quero que você seja minha amiga, Swan. Quero que você seja meu final feliz.
Emma apertou os dedos inertes entre os seus.
– Mas é exatamente esse o problema, Kilian. Nossa relação jamais fluiu naturalmente, você simplesmente decidiu que iria ficar comigo de qualquer jeito, quis fazer de mim sua segunda chance. Mas não é desse modo que as coisas funcionam. Eu não sou seu amor verdadeiro, assim como você não é o meu. Nós dois sabemos disso.
Hook ficou em silêncio por alguns segundos.
– É por causa dela, não é?
Emma balançou a cabeça em sinal negativo.
– Não, Kilian. É por causa do que sentimos um pelo outro, nossa relação é fraternal, sempre foi. Meu amor por Regina não mudou isso.
Killian permaneceu encarando o mar. Emma suspirou, passou as costas da mão pelo rosto dele.
– Saiba que eu não vou desistir de você, pirata – Falou confiante – Ainda daremos boas risadas disso tudo.
Kilian finalmente a olhou, expressão melancólica.
– Quem sabe – Disse por fim – Preciso me esticar – Levantou-se, caminhou oscilante em direção ao Jolly Roger. Emma o acompanhou com os olhos, lábios apertados. Um dia ele aceitaria a verdade, e então os dois poderiam resgatar os velhos tempos, mas sem gracinhas dessa vez.
A loira fitou o mar por um instante, sentiu-se invadir pela sensação de paz. Durante muito tempo relutou em aceitar essa realidade paralela, essas histórias de contos de fadas, magia, bruxos e maldições. Sentia-se deslocada. Mas Regina, Regina sempre fez sentido, sempre lhe deu norte. Regina sempre lhe tirou do prumo, sempre lhe fez ir além. Regina lhe devolveu seu filho. Regina abalou seus sentidos. Emma riu. Que outro fim poderia ter esta história?
Seu coração acelerou. Regina. Precisava dela.
Apareceu quase em frente ao Granny's, dando um baita susto em Leroy, que passava por ali bem naquela hora. Emma levantou as mãos em pedido de desculpas, pontas dos lábios curvadas para baixo, tentando amenizar a cara zangada a sua frente. Tinha que parar de se transportar assim, Regina evitava usar, certamente havia alguma razão. Melhor perguntar. Agora.
O Granny's estava cheio, o povo comia, bebia e ria. Uma música animada tocava ao fundo. Emma riu, essas comemorações já eram tradição. Até sugeriria um feriado, se fizesse alguma diferença em Storybrooke.
Viu seus pais, Neil e Henry em uma mesa. Regina não estava. Beijou o irmão, sentou-se, passou o braço sobre os ombros do filho, pediu uma cerveja. Olhava para a porta a cada dez segundos. Nada de Regina.
– Vem, mãe, vamos escolher uma música – Henry disse, puxando Emma até a vitrola – Olha, você adora essa aqui, sempre ouvia em Nova York, lembra? Cantava alto no chuveiro – Henry riu. Apertou o botão. Os acordes doces da guitarra invadiram o ambiente.
Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks
Now I'm trying to get back
Emma riu. Mesmo em Nova York, Regina nunca saiu do seu inconsciente. Sentiu Henry lhe cutucando.
– Mãe, sua espera acabou – Henry falou com um sorriso, apontando o queixo em direção a entrada – E acho que foi recompensada.
Regina apareceu na porta, cabelo solto, salto alto, saia palito preta, blusa de seda bordô, a lingerie negra se insinuando discretamente pelo decote. Trazia uma travessa de lasanha nas mãos.
Assim que entrou, as pessoas se viraram para cumprimentá-la, sorriram, levantavam as canecas brindando sua chegada. Ela riu, levemente corada. Henry foi ao seu encontro, abraçou-a, disse-lhe algo ao ouvido, pegou a travessa de suas mãos. Ela sorriu para ele, fez um carinho em seu rosto. Ele lhe deu uma piscadela e saiu.
Então os olhos castanhos encontraram os verdes.
So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours
Emma atravessou o salão a passos largos, pegou a morena pela mão e saiu porta afora. Desapareceram antes de chegar do lado de fora, envoltas por uma fumaça lilás.
Reapareceram na sala de estar da casa de Regina. Emma sorriu, lembrou-se da primeira vez que estivera lá, há quatro anos. Fez menção de dizer alguma coisa, mas Regina deu um passo a frente, eliminando a distância que havia entre elas. Emma ficou paralisada, não tinha para onde se mexer, havia uma mesa atrás dela. Devagar, a morena levou o nariz até o seu pesçoço, aspirando o aroma da sua pele. Roçou os lábios pelo lóbulo da orelha, seguiu caminho pelo queixo. As mãos pequenas desenharam os ombros de Emma, desceram pelos braços. Chegaram até a cintura da loira, insinuaram-se por baixo da camiseta, contornaram o oblíquo marcado. Emma sentiu vertigem, apoiou ambas as mãos na mesa atrás de si, respiração pesada. Regina esboçou um leve sorriso de canto de boca, subiu a mão pelo abdômen definido da Salvadora.
– Regina – Emma implorou, mas não sabia ao certo pelo que. A morena encostou sua boca à da loira, respiração quente, deixou que a ponta da língua molhada fizesse uma exploração preguiçosa pelos lábios rosados. Emma gemeu baixinho, permitiu passagem, lânguida, capturou o lábio inferior da morena entre os seus. O perfume de Regina dominou os seus sentidos, o peito farto se projetava pela lingerie preta. Regina escorregou sua perna entre as da loira, fez uma leve pressão, e só então Emma percebeu o quanto estava ardendo. Sempre ardeu. Mas hoje ela saciaria sua vontade.
Emma levou as mãos firmes à cintura de Regina, inverteu a posição dos corpos, suspendeu-a para que sentasse sobre a mesa. Encaixou-se entre os joelhos da morena, desceu a mão até a coxa direita, afastou-a enquanto puxava o corpo dela de encontro ao seu. A saia da morena subiu, as pernas se abriram para dar espaço ao quadril de Emma, os saltos apoiados nas costas do sofá atrás dela. As mãos envolveran o pescoço da loira, infiltrando-se pela cabelo. Regina gemeu, estava exposta, vulnerável, e Emma sentiu a boca salivar. Traçou os lábios da morena com a ponta dos dedos, deteve-se na cicatriz, desceu pelo pescoço, passou pelo colo macio e seguiu caminho até o decote, onde se juntou à outra mão para abrir, um a um, os botões da camisa. Antes de chegar ao último, a peça sumiu, deixando a pele branca desprotegida. Emma desceu os olhos lentamente pelo corpo da morena, seguia o caminho que os dedos traçavam, indolentes, até chegar na saia, agora eliminada da trajetória. Emma nem se dava conta do uso da magia, sentia-se inebriada pelo cheiro que emanava da morena, pela eletricidade da pele acetinada que respondia nervosa ao seu toque. Deixou-se levar, embalada pelo ritmo da respiração de Regina, cada vez mais ruidosa. Emma deslizou um dedo despretensioso sobre a calcinha da morena, o ventre da loira se contraiu ao sentir a umidade quente, que se espalhava pela virilha da Rainha. Regina gemeu rouco, fechou o punho no cabelo da loira, arqueou seu quadril para frente em busca de mais pressão. Emma colheu a boca dela com a sua, mão esquerda na nuca da morena, explorava os lábios, a língua, o gosto, tudo o que ela tinha para lhe oferecer. Deixou que o indicador da mão direita, relaxado, respondesse levemente à pressão do quadril da morena, vez ou outra tensionava o ponto pronunciado da calcinha, desceu um pouco, escorregou para dentro, alcançou a abertura molhada. Emma quase gozou.
– Emma! – Regina gemeu na boca da loira, enlaçou o seu quadril com as pernas, puxou-a para si, ansiava desesperadamente aprofundar o contato. Emma abraçou a morena pela cintura, suspendeu-a e a deitou de costas no sofá, tirando as próprias roupas no caminho, seu desejo molhava sua coxa. Sua pele estava ruborizada, suada, sentia-se agitada pela própria intensidade, mas também pela vibração que vinha do corpo de Regina, em ondas, que se integrava ao seu, fazendo Emma perder a individualidade.
Emma se livrou do soutien preto de Regina, mergulhou a língua ávida no mamilo entumescido, macia, quente, às vezes substituída por suaves mordidas, saboreou o gosto levemente ácido e salgado. Regina apertou o cabelo da loira com força, gemeu alto, e Emma fazia força para não se derreter com aquela voz que lhe arrepiava a alma. Desceu os lábios famintos pelo ventre irrequieto da morena, beijou, mordiscou, até descansar sobre a calcinha encharcada, o perfume denso encheu sua boca de água. Aprofundou o nariz, tentou romper a barreira do tecido com a língua.
– Emma, por favor! – Regina choramingava, aberta, oferecida, sofria. Emma finalmente fez a calcinha desaparecer, permitindo que sua língua conquistasse a intimidade aveludada da Rainha, inchada, escorregadia. Sorveu seu gosto adocicado, abundante, estimulou as terminações nervosas, leve, forte, leve, forte, devagar. Regina gemia alto, se contorcia, e Emma foi invadida por um formigamento que vinha da pele da morena, ganhava força, ganhava volume, incontrolável, a loira abandonou o sexo ardente, buscou a boca vermelha para um beijo molhado, colou seu corpo nu ao dela, conectaram-se, encaixaram-se, apertaram-se, esfregaram-se, até que explodiram em gozo e luz, fundiram-se em um só sentido, um só gemido, sentiram-se escorrer, a magia faiscando descontrolada, rodeando e atravessando as mulheres, suas consciências se confundiram, e o mundo desapareceu em uma contração infinita e avassaladora, que as arrebatou até perderem o ar.
E então Regina chorou. Apertou a cabeça loira na curva do seu percoço, pernas entrelaçadas, e deixou as lágrimas caíram abundantes, livres, ruidosas. Emma abraçou sua morena ainda mais forte, acompanhou o seu choro, compartilhou o seu desafogo. As duas ficaram nesta posição até que Regina se acalmou, corpo relaxado. Em breve o silêncio tomou conta do ambiente, só havia os corpos abraçados das duas mulheres, agora inertes, agitados apenas pelo movimento da respiração que retomava seu ritmo normal. Emma apoiou-se nos cotovelos, secou o rosto de Regina com delicadeza e se perguntou, pela milésima vez, como ela poderia ser tão linda. E tão gostosa.
– Sinceramente – Emma sussurrou, roçando o nariz carinhosamente no da morena – Posso te garantir que aquele pó de fada se equivocou ao mostrar sua alma gêmea.
Regina riu.
– Talvez ele só tenha errado de leão – Finalizou, acariciando a tatuagem que a loira carregava no pulso. De qualquer modo, isso não tinha a menor importância, porque a Rainha finalmente havia encontrado seu lugar no mundo.
Fale com o autor