Notas iniciais
Oiiii
Chegando aqui com mais uma estória, essa sendo original, o que é algo meio novo para mim, que sou acostumada em escrever fanfictions... Enfim, esse projeto me deixou muito animada e estou feliz por está postando.
Pretendo fazer uma estória não muito longa e não demorar tanto nas postagens!
Espero que goste, boa leitura ;D

- O que está fazendo por aqui, gracinha?- pergunta um dos quatro garotos parados na minha frente.

- Não que te interesse, mas estou indo para a minha sala e evitando o frenesi dos trotes na entrada principal. — respondo ríspida. Onde eu estava com a cabeça quando resolvi subir nove andares de escada, ainda mais essa escada praticamente abandonada.

- Acho que fugir do "frenesi dos trotes" não vai ser possível...- diz o mesmo idiota de antes fazendo as aspas com as mãos.

- E por que não?- o encaro em desafio.

-Porque nós- sinaliza sua gangue- somos veteranos e o nosso dever é fazer que o trote se aplique a todos os calouros, como você, meu bem.- responde o mesmo cara de antes, parece que ele é o líder ali, o retardado-mor.- Mas... Até que poderíamos aliviar para você, sabe... Se você fosse com a gente em uma salinha bem especial que tem nesse andar...- insinuou abrindo um meio sorriso presunçoso demais pro meu gosto.

-Isso não vai acontecer, Mané!

- Mas nós somos quatro e você só uma!- ameaçou um dos outros caras. Certo, esse é o momento que eu não surto e uso a cabeça para escapar dessa furada.

- Vocês podem até tentar, mas tenho espraie de pimenta, buzina à gás e um canivete, que faria um belo trabalho nos seus brinquedinhos, dentro da minha bolsa.- digo parecendo segura da minha ameaça.

- Tenho certeza que essa rapariga faria um belo agrado ao meu "brinquedinho"...- diz um dos caras que tem um sotaque muito forte, espero que ele seja mesmo português ou vai pagar caro.

- COMO É?- digo provavelmente vermelha de raiva.

- Mas por quê diabos você trás algo assim para a faculdade, sua louca?- questiona espantado um dos quatro garotos que ainda não havia falado nada.

- Para caso eu encontre idiotas como vocês!- explico.

Eles se calam, mas o suposto líder ampliou ainda mais aquele sorriso prepotente e com um gesto dispensou seus amigos, que aparentemente não se importam de pagarem de capachos. Ótimo, me livrei de três, falta um.

- Tchau, Mané!- digo passando por ele direção ao próximo lance de escadas.

- Já vai, gracinha? Afinal, por que essa pressa?

- Não quero ficar atrasada e ainda estou levemente perdida, então adeus.- falei sem sequer parar para lhe olhar.

- Eu posso te ajudar a se encontrar.- respondeu ainda sorrindo e me acompanhando na escada.

- Dispenso qualquer ajuda sua. O levemente significa que em meros segundos eu conseguirei me situar e seguir para minha sala. Se não me engano só falta mais esse lance de escadas.

- Qual o número da sua sala?

- Novecentos e vá se ferrar.

- Gostei de você garota!

- Nossa, que grande sorte a minha...- murmuro revirando meus olhos e terminando de subir o ultimo degrau.

- Tem certeza que é aqui? Aqui são as salas de engenharia...

- Não me diga...

- Você faz engenharia?- pergunta meio espantado.

- Não, não... Faço medicina, por isso vim para o andar de engenharia.

- Afiadas suas garras, não?- brinca ele.- Olha, acho que já conversamos o suficiente e ainda nem sei o seu nome.

- Não é da sua conta...- o que esse cara quer afinal? Depois daquela cena ridícula na escada agora quer saber meu nome? Não se pode ter um primeiro dia de aula em paz nesse mundo?

- Qual é! Me diz seu nome!

- Qual o seu nome?- digo virando-me para ele no corredor principal.

- Por que eu diria o meu nome se você não me disse o seu?

- Bem... Por que eu diria o meu nome se você não disse o seu?- repito suas palavras e abro um pequeno sorriso diante sua frustração.

- Meu nome é Thomas.- diz ele em meio a uma bufada.

- Bom para você, agora saia do meu pé!

- Não vai mesmo me dizer o seu nome?- questiona indignado.

- Quem sabe você descubra um dia... Agora, adeus!

Apressei o passo pelos corredores do andar a procura da minha sala, mas ainda podia ouvir seus passos atrás de mim. Pelo meu relógio a aula deve ter começado, perdi muito tempo com aqueles patetas na escada.

- Não vai perguntar por quê estou indo para o mesmo lugar que você?- escuto ele falar atrás de mim.

- Parece que não terei que perguntar...

- Você tem sempre uma resposta na ponta da língua? — diz em meio a um risinho.

-Você pode, por favor, parar de me encher?- digo parando subitamente e virando para o encarar.

- Faço engenharia também!

- Urg, maravilha.- bufo voltando a lhe dar as costas e entro na sala que tinha anotado no meu horário.

Por sorte o professor ainda não chegou, mas a sala está bem cheia. Sento em uma cadeira no canto e começo a tirar meu material. Entretida com a bolsa não notei sua aproximação, mas quando levantei a cabeça ali estava ele novamente, sentado na cadeira na minha frente.

- Estou começando a pensar que você é um serial killer ou um psicopata, vai saber...

- Por que?- pergunta parecendo genuinamente confuso.

- Você me encurralou na escada com seus amiguinhos, me ameaçaram levemente e depois você começou a me seguir até a sala. E agora está sentado na minha frente! Espera aí, você não disse que era veterano? Então por que está na turma de calculo I? Reprovou a cadeira?

- Essa é uma questão meio complicada para eu explicar para uma garota que eu nem sequer sei o nome.- respondeu meio esquivo. — Você não vai mesmo me dizer seu nome?

- Não tenho motivos para isso, Thomas — respondo-o, ressaltando o fato de eu saber o seu nome e dele não saber o meu, pelo menos por enquanto.

***

Não fazia muito tempo que minha aula de calculo I havia acabado, como primeira aula até que não foi tão ruim, o professor tem uma aparência bem séria, mas ensina bem, além do fato de ser o coordenador do meu curso, coisa que ainda não sabia até agora a pouco quando ouvi alguns colegas comentando. Hoje não haveria mais aulas e esse era um ponto muito bom, poderia ir mais cedo para casa. Em uma pesagem geral meu primeiro dia foi bom, a única parte desagradável foi aquele garoto estranho e idiota que depois de me encurralar na escada no maior estilo maníaco sexual, me seguiu e está na mesma sala que eu em calculo I.

Ainda tive que aguentar ele a aula toda tentando descobrir meu nome, e mesmo que eu não tenha dito, na hora da presença tive que me pronunciar quando o professor me chamou e foi impossível não ver o sorriso que se espalhou no rosto daquele babaca.

Entro no elevador e aperto o andar do estacionamento, é quando meu celular vibra no meu bolso e pego para ver a mensagem de Olívia no Whatsapp. Olívia é minha melhor amiga, ela vai cursar direito nessa mesma faculdade, apenas dois andares abaixo do meu, mas por algum motivo idiota suas aulas só começam amanhã, fazendo assim que eu tivesse que enfrentar meu primeiro dia absolutamente sozinha.

Olívia: Como está seu dia?

Eu: As aulas foram até boas, mas arrumei meio que um perseguidor.. --'

Olívia: Perseguidor? Explique isso melhor!

Conto para ela de forma resumida os acontecimentos envolvendo Thomas e a forma irritante dele.

Olívia: Quantos adjetivos negativos para a personalidade desse garoto, parece ser realmente desprezível pela forma que ele insinuou te pegar em uma salinha no tal episódio da escada... Mas agora me fale a parte que importa: Ele é gato? :}

Eu: Você está falando sério? Depois de tudo que eu te falei dele você só quer saber se ele é bonito?!

Olívia: Amiga, já entendi que ele magoou seu pobre coraçãozinho... Agora pare de drama e me diga logo como ele é!

Paro um segundo para pensar como poderia descrever Thomas, ele me irritou tanto que quase não consegui o quanto ele é bonito. A aura de idiota o cerca de forma tão densa que nem se ele fosse o cara mais bonito do mundo eu poderia perceber mediante a raiva que ele me causou.

Eu: Bem, ele tem cabelos pretos meio caídos na testa, olhos escuros, um presunçoso sorriso de lado que quando se alarga é acompanhado por uma pequena covinha, barba um pouco por fazer (o que mostra que ele é desleixado), não parece ser nenhum monstro de academia, mas pode ser chamado de definido... Pronto, feliz?

Olívia: Feliz eu vou ficar quando ver esse gatinho de perto! kkkk

Eu: Nossa, que engraçada você! Pode ficar com ele pra você, fique a vontade.

Olívia: Ciúmes? Já? kkkkkk

Eu: Sai dessa, Oli! Não sei de onde você tira essas coisas...

Olívia: Não sei se você percebeu, mas o cara que você descreveu é exatamente o seu tipo! kkkkkk E acho que ele te irritando assim só vai fazer com que você goste dele!

Eu: O QUÊ?! Tá louca? Olha que coisa mais sem lógica você escreveu, por ele me irritar eu vou gostar dele?

Olívia: Pelo que eu vi ele não saiu dos seus pensamentos até agora do tanto que te irritou mais cedo, estou errada?

Eu: Não seja ridícula, estou falando dele agora com você só porque você perguntou do meu dia, fim.

Olívia: Tudo bem, relaxe...

Eu: Queria que você estivesse aqui comigo hoje, as coisas teriam sido menos ruins... Não sei para quê essa besteira de colocar dias diferentes para o começo das aulas.

Olívia: Eles gostam de ver a tortura dos trotes para cada curso no decorrer da semana...

Eu: Isso é quase sádico!

Olívia: Mas não se preocupe, amanhã vamos juntas e você me apresenta seu querido amiguinho ;)

Eu: Nem vem! Enfim, depois nos falamos, vou pra casa agora. Bjs ;*

Olívia: Bjs!

Guardo meu celular e pego a chave do meu carrinho na bolsa, quando finalmente o elevador para. Quando estou quase entrando no carro percebo uma movimentação perto da saída do estacionamento e vejo que é uma moto sendo manobrada para sair. O piloto alinha a moto, que é uma daquelas de motocross vermelha, e quando já vai sair ele me nota, não consigo ver seu rosto por conta do capacete, mas tarde demais reconheço sua roupa. O piloto levanta o visor do seu capacete e revela seu rosto. Thomas. Ele me oferece mais um dos seus sorrisos de lado e um aceno de cabeça antes de rugir o motor da moto e arrancar para fora da faculdade.

Eu não posso acreditar no tamanho da minha sorte, pelo menos ele não vai mais me irritar pelo resto do dia... Mas uma coisa Olívia tem razão, ele seria bem o meu tipo se não fosse tão chato, irritante, prepotente, arrogante e não tivesse sido um idiota tão grande na escada, enfim, se não fosse ele. Banindo esse inútil dos meus pensamentos entro no carro e sigo relativamente feliz para casa, pois consegui sobreviver ao primeiro dia!

Notas finais
Então? Gostaram?
Me deem sua primeira impressão... COMENTEM!!!!
O próximo capítulo já está pronto, devo postar em breve!
Bjs, Tatá :3