Por toda eternidade
7 Capítulo 07
Notas iniciais
– Quinn... – foi tudo que conseguiu dizer antes de desmaiar.
Quinn segurou Rachel como pode e Will a pegou no colo, praticamente correndo até o carro, onde acomodou-a no banco traseiro, sendo amparada pela loira, que tremia de nervosa.
Dirigiu o mais rápido que pode até o hospital enquanto Quinn reagia ao acontecido e ligava para Leroy, avisando que estavam chegando com Rachel desmaiada. Mal pararam em gente ao local e o pai da menina a tirou do carro, a colocando na maca e correndo prédio a dentro, sendo seguido de perto pelos enfermeiros que o ajudavam e pela nora.
– Quinn, você tem que ficar aqui enquanto a examinamos. – informou de forma profissional. Era sua filha ali, mas tinha que manter o controle e ser o médico naquela hora e não o pai nervoso – Já liguei para Hiram e para seus pais, eles logo estarão aqui.
Leroy nem deu tempo para a loira responder e adentrou na ala restrita, deixando a loira chorando abraçada a ela mesma. Ainda estava naquele transe quando sentiu braços a envolvendo. Queria que fosse Rachel, mas era Santana, que tinha as feições preocupadas.
– Calma, Quinnie. Vai ficar tudo bem com eles. – consolou.
– Meu bebê, San. Não quero que nada aconteça a ele. – chorou – Eu vou matar aquele desgraçado...
– Não vai, não. Você é melhor que ele. – falou séria.
Logo em seguida a sala de espera estava quase cheia. Hiram havia chegado bastante nervoso e ficara abraçado à nora, enquanto não tinham notícias de sua estrelinha. Judy e Russel tentavam acalmar os dois, apesar de também terem ficado bastante abalados com o acontecido.
– Eu vou dar uma lição maior ainda naquele babaca. – esbravejava Puck, quase descontrolado.
– Você não vai fazer nada, filho. – determinou Hiram – Já entrei em contato com nosso advogado e ele já providenciou um novo boletim de ocorrência contra Finn e parece que dessa vez ele vai ser detido sem fiança e ficar preso até o julgamento. Ele tinha um mandado de restrição, não podia chegar perto das meninas até uma distância específica e mesmo assim desobedeceu.
– É bom que ele seja encontrado logo, se ele cruzar minha frente não sei do que sou capaz.
– Calma, Noah. Você não vai fazer nada, entendeu? – era Quinn quem determinava – Deixa que esse lixo seja colocado lá na prisão junto com os da laia dele. Não quero você lá. Você é um cara bom e não merece ser punido por causa de um idiota desses.
Com o que Quinn falou o rapaz se acalmou um pouco, mas ainda pedia que o outro não cruzasse seu caminho.
Cerca de uma hora depois Leroy finalmente veio até eles. Seu semblante era sério, fazendo com que o marido apertasse ainda mais a nora contra si. Quinn já estava por chorar e se desesperar quando ele finalmente abriu um amplo sorriso.
– Está tudo bem com a Rachel e o bebê. Graças a Deus foi somente um susto e já foi tudo contornado. Ela só vai ter que ficar em repouso por alguns dias e estará tudo bem. – disse feliz.
– Verdade mesmo, Sr. Leroy? A Rachel e nosso bebê estão bem? – perguntou emocionada.
– Sim, Quinn. A Rachel e meu neto estão perfeitamente bem.
– Que notícia maravilhosa. – Russel comemorou e todos concordaram.
– Ela está acordada? Quero vê-la. – apressou-se em dizer.
– Sim, ela quer te ver. Você e Hiram podem passar. – disse concedendo passagem aos dois.
Quinn quase voou em direção ao quarto indicado. Ao chegar à porta parou e respirou, não queria assustar Rachel entrando ofegante. Girou a maçaneta devagar e empurrou a porta, entrando de cabeça baixa. Quando seus olhos se depararam com a figura frágil sobre a cama não conseguiu conter as lágrimas.
Caminhou lentamente até onde Rachel estava. A morena tinha os olhos fechados e estava pálida. Suas mãos repousavam sobre seu ventre, como se o protegesse. Chegou perto da namorada e alisou os cabelos escuros, fazendo com que ela abrisse vagarosamente os olhos e lhe lançasse um fraco sorriso.
– Oi. – foi só o que Quinn conseguiu dizer entre lágrimas.
– Não chora, amor. – Rachel consolou.
– Tive tanto medo que alguma coisa acontecesse a vocês. – sussurrou.
– Estamos bem, Quinnie. Foi só um susto. – tranquilizou.
– Você se sente bem mesmo? – falou alisando o rosto um pouco pálido – Nosso bebê está bem?
– Sim, estamos bem. Não precisa se preocupar mais
– Você não sabe como fiquei nervosa com tudo isso. Rachel, você e nosso filho são as coisas mais importantes para mim em todo o mundo. Não sei o que seria de mim se acontecesse alguma coisa a vocês. – declarou.
– Não precisa mais ficar assim. Estamos bem mesmo. – disse emocionada com aquela declaração.
– Te amo tanto. Já amo tanto nosso bebê também.
– Também te amo, Quinnie. – falou já puxando a namorada para comprovar o que dizia com um beijo apaixonado.
– Acho que respirar seria bom para sua recuperação, Rachel. – Hiram disse atrás delas de forma séria, mas seu olhar era divertido.
– Pai!!!
– Mas é verdade, estrelinha. – falou se fazendo de ofendido – Não é mesmo, Leroy?
– Com toda certeza. – Leroy concordou com o marido, mas tinha um sorriso zombeteiro nos lábios. Ficava muito feliz com o amor que Quinn demonstrava sentir por sua filha. Com certeza seria uma ótima mãe para seu neto também.
...
Rachel ficou mais dois dias no hospital a fim de se recuperar totalmente, de onde Quinn só saía a força para ir em casa tomar banho e descansar um pouco. Os demais integrantes do coral seguiram ensaiando com todo afinco, agora que Rachel não poderia mais participar da competição. Mesmo assim a morena sempre os incentivava enviando simples mensagens de textos ou vídeos.
As semanas foram se passando sem que percebessem. A correria do final do ano, as provas finais e os cuidados que Rachel tinha que seguir as mantinham entretidas. O coral saiu como grande vencedor na final da competição e o prêmio foi dedicado a Rachel e Quinn. A formatura foi um dos momentos mais emocionantes para todos, que firmaram ainda mais as amizades e tiveram a certeza que esta seria eterna, embora cada um tomasse um rumo na vida.
Finn foi condenado pela agressão à Quinn e logo foi solto por bom comportamento, alistando-se no exército em seguida, onde foi enviado para fora do país e algum tempo depois acabou morto em combate.
Quinn e Rachel mudaram-se para NY cerca de 30 dias após a formatura e passaram a morar juntas. Kurt e Frannie por sua vez foram morar no outro apartamento, já que não queriam atrapalhar as duas que estavam começando a formar uma família.
– Estou tão feliz aqui. – declarou Rachel, aninhada contra o corpo nu de Quinn, na cama do casal.
– Eu também. – sorriu – Mas acho que sou feliz em qualquer lugar que você esteja.
– Assim você me deixa sem palavras, pessoa romântica. – falou com um sorriso que não cabia no rosto.
– Quantas vezes vou ter que dizer que vocês são a minha razão de viver. – disse alisando o pequeno volume que se formava no ventre de Rachel, que já estava com quatro meses de gestação.
– Pode ser que na próxima consulta nosso bebê não esteja tímido e deixe-nos ver se é menino ou menina. – falou colocando a mão sobre a de Quinn, que seguiu massageando o local – Mas pensando bem, deixa ele. Talvez goste de ser misterioso como a mãe loira dele. – brincou.
– Sou misteriosa é? – falou, passando a alisar o contorno do corpo que tanto amava.
– Claro que é. A senhora não me falou onde foi ontem de manhã e porque demorou tanto. – disse, fazendo beicinho.
– Já disse que saí com Frannie para resolver umas coisas dela. – disse sapeca, mas Rachel não estava convencida daquela resposta.
– Não sei não... – duvidou enquanto passava a mão pelo abdome bem definido de Quinn.
– O que mais seria, amor? – perguntou, tentando distraí-la enquanto beijava seu pescoço.
– Não tente me distrair, Quinn Fabray. – falou entre um gemido, pois agora a loira massageava um de seus seios voluptuosamente.
– Mas eu não estou tentando te distrair... – disse inocente, tomando os lábios carnudos e beijando-a cheia de desejo.
Assim que Quinn tomou seus lábios, Rachel se entregou totalmente à carícia e envolveu o pescoço de sua amada, aprofundando ainda mais o contato entre suas línguas. O beijo era lascivo e as mãos de Quinn passeavam sem qualquer restrição pelo corpo da namorada.
Rachel se contorcia sob Quinn, que deixou os lábios e passou a espalhar beijos quentes desde o pescoço até os seios túrgidos, inchados em função da gravidez. Sugou os mamilos com vontade, fazendo com que a morena arqueasse o corpo sob o seu.
Uma das mãos pousaram sobre a intimidade molhada e pressionaram o clitóris crescido em função do prazer, fazendo com que Rachel gemesse sofregamente. Friccionava-o firmemente e levava o dedo até a entrada quente e voltava ao ponto rósea.
As unhas de Rachel cravavam nas costas alvas à medida que o prazer aumentava. Sem poder mais se conter, Quinn ficou entre as pernas já entreabertas da namorada e terminou de abri-las, posicionando-se no ponto que queria.
Pressionou a glande de seu pênis no clitóris que manuseava até instantes atrás, arrancando mais suspiros desejosos de Rachel, que não esperava ser penetrada de uma vez por Quinn, que uniu suas bocas assim que passou a se movimentar dentro de sua amada.
As duas gemiam com os lábios colados, enquanto seus corpos faziam uma dança erótica, rumo ao ápice. Sentindo que não demoravam a gozar, Quinn aumentou ainda mais a velocidade das estocadas levando-as praticamente juntas aos céus.
Caíram lado a lado, com a sensação do mais sublime prazer tomando conta de seus corpos suados.
Fale com o autor