Por toda eternidade
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ah, também dedico para a July e a Docebarbara, que também me aturam nas MP. ;)
Espero que gostem.
Mais um final de semana trancada em casa, como tantos outros. Mais um final de semana recheado de sonhos eróticos com a garota mais irritante da escola. Mais um final de semana se punindo, pois poderia ter qualquer garota que quisesse, mas nenhuma conseguia lhe causar o efeito que Rachel Berry lhe causava.
Não entendia como aquela menina, que com certeza teria um futuro brilhante, podia namorar alguém como o babaca do Finn Hudson. Aquele perdedor que estava fadado a apodrecer naquela cidadezinha em que moravam, o qual seria uma âncora que afundaria todos os sonhos de Rachel.
Acordara naquela manhã decidida a dar um jeito naquilo, mesmo dizendo a si mesma que aquilo não era assunto seu. Não tinha por que se meter na vida deles assim, mas mesmo que achasse aquela garota insuportável, de jeito algum permitiria que ela acabasse frustrada em Lima. Ela nascera para brilhar e encantar na Broadway.
Mexia compenetrada em seu armário, trajando seu usual uniforme das líderes de torcida quando ouviu a gostosa risada ecoando pelo corredor acima do burburinho instalado em função do horário de entrada na escola. Ao se virar deparou-se com a morena que vinha lhe tirando os sonhos com um sorriso no rosto e com braços gigantescos a sua volta. Finnbabaca.
Ela ria de alguma bobagem que aquele idiota falava, mas mesmo que tentasse parecer feliz para os outros, dava para perceber que aquela alegra não chegava a seus olhos.
Acompanhou com os olhos o casal, parando no gingado do quadril de Rachel naquela mini saia escandalosa que vestia, sentindo logo o ponto entre suas pernas pulsar. Abraçou os livros mais forte, mas ao perceber que a morena se dirigiu ao banheiro, não resistiu e foi atrás.
Logo que entrou trancou a porta, certificando-se que só as duas estavam no local. Rachel se olhava no espelho e as orbes marrons pareciam tristes e até mesmo úmidas.
- O que houve Rachel?
A morena dirigiu o olhar para o local de onde vinha a voz, surpreendendo-se por não estar sendo hostilizada como sempre era pela Rainha de Gelo.
- Por que quer saber, Quinn? Para sair debochando de mim pela escola? – já atacou, acostumada que estava em sempre ser tratada mal.
- Eu não vou fazer isso. Só quero saber se você está bem? – perguntou Quinn em tom de preocupação.
- Por que o interesse agora? – questionou desconfiada.
Enquanto falavam Quinn se aproximava cada vez mais, e agora já estava a cerca de meio metro de distância de Rachel.
- Para ser bem honesta eu não sei. Só sei que não quero te tratar mal. Isso sempre pareceu sem sentido para mim e te confesso que a popularidade subiu a minha cabeça. Mas agora que estamos no último ano começo a me dar conta de que talvez eu tenha perdido a oportunidade de ser amiga da garota mais incrível dessa escola por ser arrogante, petulante, egocêntrica, egoísta, entre outros adjetivos. – disse Quinn, séria.
- Quem é você e o que fez com Quinn Fabray? – perguntou debochada.
- É, eu mereço que você não acredite em mim. Mas eu quero realmente ser sua amiga Rachel. Só preciso que você me dê uma chance. – pediu.
Rachel encarou aqueles olhos verdes que suplicavam por uma chance e lembrou de quantas vezes sonhara com eles. Quantas vezes sonhara que eles a encaravam cheios de desejo e em seguida Quinn a beijava com paixão. Entretanto aprendera a ignorar tais sonhos e encarar a realidade. E sua realidade era Finn Hudson. O namorado com quem se contentara. A pessoa que não a atraía nem um pouco e com quem sequer tinha manifestado qualquer intensão de fazer sexo. Não sentia qualquer tipo de atração por ele. Apenas o namorava ainda por comodidade e até mesmo por conveniência, para não levar raspadinhas no rosto todos os dias.
- Rachel? – chamou, despertando a morena do transe em que entrara.
- Tudo bem, Quinn. Você terá sua chance. – a loira abriu um sorriso lindo, como Rachel sempre sonhara em receber, e sem que a morena esperasse a puxou para um fraterno abraço.
...
Um mês havia se passado desde o episódio no banheiro e Quinn realmente estava se mostrando uma amiga como Rachel jamais esperava que ela fosse. O problema é que a cada dia que passava a morena se sentia mais atraída pela loira e cada vez mais com nojo dos beijos molhados do próprio namorado.
Por vezes se pegava pensando em Finn chamando-o mentalmente de Finnbabaca, assim como Quinn, e se punia por isso. O garoto podia ter os defeitos que fosse, mas o mínimo de consideração por ele deveria ter.
Desde o dia anterior em que começara sua amizade com Quinn Rachel tinha que contar ao namorado que após a formatura iria para NY, mas como este não recebera a carta de admissão de nenhuma universidade, ficava com dor na consciência e adiava aquilo cada vez mais.
Se martirizava cada vez mais, punindo-se mentalmente por estar adiando o fato de dar a notícia que seu maior sonho havia se realizado: iria pra NYADA. Seus pais a incentivavam a contar a Finn sobre sua admissão, dizendo que se ele realmente gostasse dela daria todo o apoio para que ela concretizasse suas expectativas.
Pensando no conselho dos pais saiu para procurar Finn depois das aulas. Sabia que o namorado estaria no treino de futebol, quem sabe ele conseguisse uma bolsa em função do esporte. Rachel ainda tinha esperanças.
Passava distraída pelas arquibancadas e só percebeu o casal que se beijava pelo gemido que a garota deixou escapar quando a mão grandalhona do rapaz entrou por baixo de sua micro saia das líderes de torcida. Os dois estavam tão compenetrados no amasso que davam, que nem perceberam uma Rachel atônita olhando para aquela cena.
Não podia acreditar no que estava vendo. Há dias se martirizava em não contar sobre sua admissão na universidade que sempre sonhara a fim de não magoar o namorado e agora estava ele ali no maior agarramento sem nem ao menos se preocupar com seus sentimentos.
Os olhos arderam e não conseguiu mais olhar aquilo e tampouco esboçar qualquer reação para interromper aquilo. Correu em direção ao banheiro. Precisava de um momento a sós antes de tomar qualquer decisão.
Rachel só não esperava que uma certa loira que andava mexendo com seus sentimentos tivesse visto toda a cena um pouco mais de longe e que a tivesse seguido até o sanitário. Entrando como um trovão e a abraçando carinhosamente, antes que pudesse dizer qualquer coisa.
Diante daquele carinho inesperado e daquele calor contra seu corpo chorou. Se sentia uma idiota por se preocupar com os sentimentos de Finnbabaca e este pisar em seu coração. Só o que lhe acalentava naquele momento era a presença de Quinn e seus protetores braços a sua volta. Ali se sentia protegida de qualquer coisa, como nunca sentira nos braços do ex namorado.
- Não chora, Rach. Aquele idiota não merece que você chore por ele. Ele não merece você. – Quinn consolava.
Rachel se abraçava mais e mais contra Quinn. Uma urgência que nunca sentira antes tomava conta de si. Precisava sentir-se querida, precisava sentir-se desejada. Olhou para a loira com suas orbes demonstrando toda sua ansiedade.
- Quinn... – hesitou e a loira esperou – V-você acha q-que algum dia... me desejaria c-como mulher.
Quinn ficou espantada diante daquela pergunta e percebeu que aquele era o momento de mostrar para Rachel o quanto a queria, desejava. Era a hora de mostrar tudo o que sentia. Afastou a morena de seu corpo e se dirigiu a porta.
Rachel sentiu uma pontada no coração. Não conseguiria aguentar duas rejeições no mesmo dia, mas com certeza a de Quinn estava doendo muito mais, mesmo que não entendesse por quê. Com o coração dilacerado seus olhos voltaram a ficar marejados de lágrimas e quando ia dar vazão a estas viu a loira trancando a porta e voltando em sua direção.
- Eu só consigo desejar você. – declarou puxando Rachel contra seu corpo e tomando seus lábios com sofreguidão.
O beijo que se seguiu foi ansioso, há muito desejado por Quinn e no fundo também por Rachel. Se entregaram como se aquele fosse o último toque, a última oportunidade que teriam de concretizar aquilo.
O calor que sentiam era estrondoso e o beijo cheio de volúpia às excitava cada vez mais. As mãos já passeava pelas costas uma da outra, até que a mão de Quinn parou na nádega de Rachel, a apertando com vontade, como há muito desejava. Diante daquele toque gemeu contra a boca da morena, que cada vez mais pressionava o quadril contra o seu.
Empurrou-a até que ficasse prensada contra a parede e apertou seu quadril contra o dela, esfregando-se levemente. Sentia a ereção que se formara pressionada contra a bermuda de compressão. Suas mãos agora exploravam os seios fartos sobre a blusa, mas ansiava prova-los para saber seu sabor.
Baixou a mão até a barra da blusa de Rachel e passou os dedos levemente na carne quente, como que pedindo permissão para prosseguir. A morena simplesmente levantou os braços, dando carta verde para Quinn que não titubeou e tirou-a apreciando a pele desnuda que se revelara.
Mais uma vez acariciou os seios por cima do sutiã e a própria Rachel levou a mão até seu fecho e libertou-os para o delírio de Quinn, que caiu literalmente de boca nos volumosos seios da morena. Sugou-os como se aquele fosse o último ato que faria, enquanto Rachel apertava suas nádegas em direção ao seu quadril. Esfregava-se sem pudores e o membro da loira já doía por estar preso.
Rachel não aguentava mais de desejo e tirou a blusa de Quinn e em seguida o sutiã, massageando os seios brancos enquanto recebia beijos ardentes em seu pescoço. Num ato de pura possessividade a loira deixou um chupão no pescoço moreno, literalmente marcando aquele território como sendo seu a partir daquele momento.
- Minha... – murmurou enquanto Rachel abria o zíper da saia vermelha que escorregou e revelou a bermuda com o volume preso.
Puxou mais uma vez a cintura de Quinn contra a sua, enquanto trocavam um tórrido beijo, onde as línguas ansiavam por mais e mais contato. Era um jogo erótico, uma luta pelo domínio já perdido.
Ambas estavam nuas da cintura para cima e seus seios colados às deixava cheias de tesão. Sentir os bicos túrgidos se roçando era uma sensação extasiante. Quinn não conseguiu mais aguentar e se afastou rapidamente de Rachel para tirar a saia e a calcinha da morena, desnudando-a por completo.
Apreciou o corpo perfeito detalhadamente e rezou ardentemente para que aquela não fosse a única vez que pudesse ter visão tão bela.
- Você é a coisa mais linda que já vi. – disse cheia de desejo.
- Então me faça sua.
Com aquela declaração não se conteve mais e tirou a bermuda junto da cueca, revelando a ereção volumosa e latejante que vinha pedido para ser libertada.
Aproximou-se mais uma vez de Rachel e a beijou, levando uma das mãos a seu centro e verificando o quão molhada ela estava. Massageou carinhosamente, mas de uma forma totalmente provocante o clitóris da morena, que empurrou o quadril contra seus dedos que passaram a percorrer toda sua extensão, verificando que a umidade já transbordava. Circundou de forma torturante sua vagina enquanto admirava o rosto cheio de desejo a sua frente. Os gemidos que escapavam dos lábios carnudos eram como música...
Sem mais conseguir se conter ergueu-a pelas pernas e a sentou no mármore da pia, posicionando-se entre elas. Beijou Rachel mais uma vez, agora cheia de carinho, olhando-a com amor e respeito como a morena nunca tinha visto antes.
- Você tem certeza? – conseguiu ainda se conter antes de consumar aquele ato.
- Como nunca tive de outra coisa na vida. – falou alisando o rosto lindo a sua frente – Eu já disse e vou repetir: me faça sua.
Não pensou duas vezes ao penetrá-la vagarosamente. Em dado momento Rachel deu um gemido de dor e Quinn a olhou com espanto, parando momentaneamente. Viu a expressão de dor da morena e não acreditou que ela estivesse lhe presenteando com aquela dádiva.
Ao sentir que Quinn havia parado Rachel abriu os olhos cheia de medo, temendo que esta tivesse desistido e ao se deparar com aquelas orbes surpresas abriu um sorriso que trouxe a loira de volta àquele momento, que era só delas.
Voltou a beijar Rachel carinhosamente enquanto movimentava-se lentamente, para que se adaptasse com seu membro dentro dela. Quando percebeu que as feições haviam mudado para prazer intensificou as investidas, logo se entregando ao frenesi que tomou conta de seu corpo.
Rachel gemia e rebolava o quanto podia. Jamais imaginara que pudesse sentir um prazer assim, ainda mais na sua primeira vez. Com certeza aquilo acontecia porque era Quinn quem estava ali com ela e não outra pessoa.
Seus corpos estavam quase fundidos quando a explosão de prazer aconteceu e seus corpos convulsionaram. Rachel abraçava Quinn como se não fosse larga-la jamais. Acabara de descobrir que pertencia a ela e a mais ninguém.
- Obrigada. – sussurrou Quinn, extasiada.
- Pelo quê? – Rachel perguntou confusa, ainda sem fôlego.
- Por ter me presenteado com essa dádiva. – acariciou o rosto da morena – Só tem uma coisa...
- O quê? – questionou temerosa.
- Agora você é só minha... por toda a vida. – declarou.
- Mas por toda a vida não é suficiente.
- Então será por toda a eternidade.
A promessa foi selada por um beijo apaixonado, que com certeza confirmava que aquilo que era dito seria cumprido e uma pertencia a outra para sempre.
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