Notas iniciais
Olá, pessoas.... o/ olha eu aqui... sobrevivi ao ep de Ouat de hj, sério povo, não se termina um ep daquele jeito eu quase morri aqui. Mas... continuemos com nossa fic. Me digam que eu não fui a única louca que shippei Glida e Zelena ness ep. rsrsrs, parei. ¬¬ Boa leitura.

Fecha prolongadamente os olhos azuis. Na garganta um nó que não queria descer. Fica parada em frente a porta de casa, uma velha fazenda longe da cidade, ao menos ali podia se esconder de todo mundo, ali ninguém ousava ir, ninguém iria tão longe, não por ela. Abre a velha porta e entra. Lá dentro o barulho de coisas sendo batidas na cozinha.

– Finalmente chegou. Essa cozinha tá um chiqueiro. Tira logo esse uniforme idiota e arruma tudo isso aqui. Está quase na hora do meu trabalho! — Fala uma mulher de forma grossa e impaciente.

Mais de meia idade. Cabelos ruivos cacheados, olhos azuis iguais aos seus. Testa marcada por uma ruga de impaciência. A expressão daquela mulher era de raiva contínua, parecia que nunca relaxava o rosto ou mostrava um sorriso genuíno.

– Aquilo que você chama de trabalho. — fala indo em direção ao quarto com os ombros caídos, sem nenhuma vontade de estar ali entre aquelas paredes que lhe contavam tantas historias de amor, de ódio, de desprezo, de vingança.

– O que você quer dizer com isso, Mary Zelena Stevens Mills?! — pergunta numa voz metálica e autoritária, puxando a garota pelo braço de forma brusca.

– Quis dizer que isso não é um trabalho. Passar a noite no balcão de um bar de quinta flertando com os caras só pra ganhar uma bebida e uns trocados. É um trabalho de merda, e você já é uma muito velha pra isso, é ridículo, tenho vergonha de você! — cospe as palavras como se tivesse nojo de engoli-las.

Ouvindo isso, a mulher não poupa o próprio braço, desce a mão no rosto da garota que tem seu pescoço virado pro lado e um arranhão próximos aos olhos pela força do tapa.

– Não fale assim comigo, garota estúpida!!! . Você não faz ideia do que passo pra por comida dentro dessa casa!. — a garota vira o rosto, mas a mulher segura de queixo com raiva, apertando-o forte fazendo ela olhar diretamente dentro de seus olhos: — Não vira seu rosto, olha pra mim, sua desgraça! Tem medo de que, hein? De ver o que está na sua frente, o que eu me tornei? O que você se tornará um dia? Uma ninguém, um desprezo!

– Eu não sou você!!! Nunca vou ser como você!!!! Foi você quem me desprezou, foi você quem SE desprezou, foi você quem causou tudo isso! — Grita segurando as lágrimas. Não demonstraria fraqueza, nem mesmo para sua própria mãe.

– Eu? Eu causei tudo isso?! Não, garota idiota!, aquela família de merda foi quem causou tudo isso. Tão ricos, tão bonitos... tão poderosos, a custa de que? Do sofrimento dos outros...

– Eles são nossa família também!

– São? Desde quando? Já disse isso pra sua queridinha? Já falou isso pra ela? Já chegou com ela: "irmã, irmã linda, somos da mesma família, me aceita, por favor me aceita". — fala de forma debochada, imitando uma voz fina cheia de ódio.

– PÁRA!!! — pede gritando, levando as mãos aos ouvidos. Não queria ouvir aquilo, mas sua mãe a fazia lembrar todo santo dia do desprezo dos Mills.

– Não, você não faz isso, sabe por quê? Por que você sabe que ela te despreza! Que ela nunca vai ver você como parte da família, que aquele papai era dela, de mais ninguém!!

–PÁRA!!!! Você é quem me despreza, ou vai negar que engravidou do meu pai por vingança, por não imaginar que ao menos metade do que ele tinha seria seu? Pra não deixar que tudo ficasse nas mãos da Cora?

– Você não sabe de nada, é uma garota burra, tão burra que não soube se aproximar daquela família idiota, muito pelo contrário. Maldito dia em que engravidei de você, Zelena. Agora, para com esse papo e vai arrumar esse chiqueiro! — A mulher larga o rosto da garota de forma grossa, como se jogasse um saco de batatas. dá as costas e segue em passos pesados em direção a saída. Zelena ouve apenas o barulho da porta batendo pesada. Fecha os olhos e deixa as lágrimas rolarem por seu rosto. O que havia feito pra merecer aquilo? Odiava a família Mills, família que infelizmente era sua, mas que na verdade não fazia parte, nunca fizera, nunca fora uma Mills, nunca conhecera o pai, seria sempre uma bastarda, filha de uma vingança egoísta, um troféu sem valor.

Entra no quarto com os ombros ainda mais baixos, sem conseguir levantar a cabeça. A dor pesava em seu peito. O arranhão em seu rosto ardia cada vez mais conforme as lágrimas rolavam por cima do sangue. Lava o rosto na pia do banheiro. Na sua frente um espelho no qual via a garota amarga em que havia de transformado. "Emma está certa, não tenho ninguém". Respira fundo. Não conseguia aguentar o peso daquelas paredes que o tempo havia pintado majestosamente de ódio e mágoa. Sentia como se ali estivesse toda comprimida, sujeita a todos os fantasmas que rondavam sua existência. O que ela era? Uma ninguém, como a mãe. Enxuga as lágrimas. Troca de roupa, põe um casaco e sai pela estrada de terra em direção a cidade.

****

–Zelena, o que você faz aqui? — Emma pergunta saindo do fusca e indo em direção a garota.

Estava de cabeça baixa olhando os próprios sapatos. Levanta-se quando ouve a voz da loira.

– Aconteceu alguma coisa? — Emma pergunta confusa.

– Não... Eu... Eu vim falar com você mas sua mãe disse que ainda não tinha chegado da escola então... Resolvi esperar.

– Você está bem? Seu rosto..

– Ah... — cobre o arranhão com uma das mãos. — Não é nada eu... Me arranhei sem querer.

– Hum... O que você quer falar comigo?

Zelena fica pensativa. Pensa numa desculpa, mas não conseguia formular nada que parecesse convincente. Na verdade, nem sabia o motivo de estar ali. Tinha saído de casa sem rumo e Emma havia sido a primeira pessoa em quem pensou, nem sabia o porquê, mas algo na garota a fazia sentir melhor, era como se ali, perto dela, sua vida se tornasse mais leve, mais normal, até esquecia que a odiava tanto.

– Hum...estava na escola até essa hora? — pergunta mudando de assunto.

– Ah... Não. Eu.. Eu fui à biblioteca. — Sorri meio desconfiada.

– Mas a biblioteca fica pro outro lado e você veio dali. — aponta pra rua à direita.

– Pois é... Eu resolvi passear um pouco. Ver a cidade.

– Tem tanta coisa assim pra ver nessa cidade? — pergunta parecendo meio desconfiada.

– Naão... Não verdade tem... — sorri amarelo — mas... O que você quer falar comigo?

– Nada específico, só... Não sei. — Encara o chão.

Calam-se por alguns segundos. Na cabeça da loira aquilo parecia confuso. Zelena indo procurá-la na sua casa para conversar como se fossem amigas de longa data? Muito estranho.

–Vou subir, trocar de roupa e podemos fazer alguma coisa. Você espera? Vai ser rápido.

– Sim...

– Quer esperar lá em cima?

– Não... Espero aqui mesmo.

– Ok, já volto. — sorri pra garota, entra e sobe as escadas correndo.

Enquanto espera a garota ruiva deixa seus pensamentos vagarem. Parecia idiota ou estúpida em estar ali? Não tinha ninguém pra conversar, mas nem queria conversar, queria apenas esquecer um pouco o que era, quem era, o que sentia. Ouvia a mãe falar, reclamar, gritar, bater nela por algum serviço doméstico mal feito, pela aproximação que nunca havia conseguido manter com a família Mills, pelo pouco dinheiro que recebiam de cora, sempre como se tudo fosse culpa dela, como se sua mãe, uma garçonete bêbada de um bar que mais parecia um puteiro, tivesse aquela vida porque ela havia nascido.

Conhecia pouco do relacionamento de sua mãe com Cora, com Regina, com seu pai, um pai que na verdade nunca existiu pra ela, mas gostava de pensar que se talvez ele não tivesse morrido antes dela nascer teria sido protegida por ele, talvez até amada por ele e as coisas seriam diferentes agora. Fecha os olhos longamente, a escuridão de ter as pálpebras abaixadas fazia seu coração de acalmar, mas naquele momento, a ansiedade era tanta que não conseguia manter um ritmo. Dentro dela os sentimentos tamborilavam como pequenas explosões.

– Meditando? — Emma pergunta de aproximando dela. Zelena se assusta e com um pulo abre os olhos e olha a garota a sua frente. Os cabelos longos loiros presos em um rabo de cavalo. Os óculos de aros grossos e pretos, um sorriso meio tímido, porém natural, camiseta branca, calça jeans, botas e uma jaqueta de couro vermelha.

– Você é muito previsível com suas roupas. — comenta formando um leve sorriso.

– Pois é. — concorda sorrindo. — Estava pensando se está com fome. Tem um 'Hot Hog' incrível na praça!. — os olhos da garota piscaram ao pronunciar 'hot dog', como se tivesse encontrado uma mina de ouro abandonada. Zelena sorri. Havia acabado de entender o que viera fazer ali, viera ver aquilo, viera ouvir aquilo, viera sentir aquilo, Emma...

As duas vão andando pelas ruas da cidade. Emma ainda confusa com aquela situação, mas de alguma forma entendia que naquele momento Zelena precisava falar com alguém, ou ouvir alguém, alguma coisa devia ter acontecido, ela não perguntaria, mas tentaria da melhor forma fazer com que a garota sorrisse ao menos um pouco. Não lembra de alguma vez já ter visto ela sorrir de forma natural.

– Então, o que você gosta de fazer no seu tempo livre? — Emma pergunta enquanto caminhavam até a praça.

A ruiva se desconcerta com a pergunta. A loira estava mesmo interessada em saber sobre ela?

– Aah... Eu... Nada. — mostra um pequeno sorriso forçado. — eu.. Fico em casa, vejo filmes, leio livros, ouço música.

– Então quer dizer que você é bem normal..

– Por que eu não seria? — pergunta surpresa.

–Não sei. — faz uma pequena pausa. — imaginava que você tivesse um laboratório maluco no porão da sua casa e quando não está na escola ficasse fazendo planos para conquistar o mundo.

Zelena gargalha alto mostrando todos os dentes, comprimindo seus olhos. Emma olha para ela e também sorri. Não acreditava que tinha falado aquilo.

–Desculpe. — pede ainda sorrindo.

–Tudo bem. Eu devo passar essa imagem mesmo, sem problemas.

–Você gosta de filmes de terror? daqueles em que o mal sempre vence?

–Swan... você acha que eu sou o que? A reencarnação do mal? — pergunta de forma divertida.

–Por aí. — Emma sorri.

Zelena revira os olhos.

–Gosto de filmes de terror, daqueles em que o mal sempre vence.

–Eu sabia! — Emma fala entusiasmada dando um soco no ar.

Zelena apenas sorri com o entusiasmo da loira.

–Também gosto de filmes de ação, aventura e ficção científica.

–Nada de romance, comédia romântica, coisas assim? — Emma pergunta fazendo uma cara de desgosto por aquele tipo de filme.

Zelena olha para ela e as duas falam ao mesmo tempo:

–Nãããao...! — sorriem.

Na praça, única praça da cidade, algumas famílias, crianças, adolescentes e algumas pessoas da escola que olhavam pra elas com expressões indecifráveis, ninguém havia esquecido a briga das duas, nunca imaginariam elas ali conversando de forma amigável e civilizada. Com certeza seriam a fofoca do mês.

–Dois, por favor. — Emma pede ao moço do Hot Dog.

–Emma.. eu — Zelena não consegue terminar sua frase, como dizer que não gostava de Hot Dog quando Emma já havia colocado um em suas mãos e apertava o máximo que podia o bastão de mostarda.

–Gosto com bastante mostarda! — fala contente.

–Ah... é.. eu acho que... tá. — Sorri.

A loira dá sua primeira mordida em seu enquanto aponta com a cabeça um banco. Sentam-se. Zelena comia tímida.

–Emma...

–Sim. — reponde concentrada no que estava comendo.

–Você não vai à praia hoje? Sei que toda sexta-feira o pessoal da escola se reúne lá.

–Não fui convidada. — fala de boca cheia.

Zelena sorri da atitude da garota.

–Sinto muito por seus amigos. — fala olhando os próprios pés.

–Tudo bem, isso não tem nada a ver com você, Mulan é uma cabeça dura.

–Por que vocês se desentenderam?

–Ah... besteira. Não vale a pena falar disso agora.

Ficam caladas por um tempo. Estavam sentadas não muito próximas. Zelena tinha as pernas bem unidas, como se quisesse se encolher ao máximo, enquanto Emma sentava confortavelmente de pernas abertas e os braços em cima do apoio traseiro do banco.

–Hum... o que você gosta de ler? — a loira pergunta subitamente.

–Gosto de literatura e também de sagas...

–Tipo Harry Potter?

–Sim. — confirma sorrindo. — tipo isso... Jogos vorazes, Divergente, Percy Jackson,..

–Crepúsculo?

–Não... definitivamente não.

–É meio doentio, né?

–Sim. — Zelena responde sorrindo.

–Gosto de tudo isso também e de As crônicas de gelo e fogo, Eragon, as Cronicas de Nárnia e O senhor dos anéis.

– O senhor dos anéis é incrível!

–Aposto que seu personagem favorito é Sauron! — Emma fala de forma divertida enquanto lambia os dedos cheios de mostarda.

Zelena achava aquilo tudo muito divertido, nunca imaginou que Emma pudesse parecer tanto com ela em algumas coisas, como nas coisas que gostavam.

– Acertou em cheio!

–Sério? você gosta do senhor do escuro?

–Sério. Tenho uma tendência em gostar sempre do lado sombrio da força.

–"Luke, I'am your father!" — Emma fala tentando imitar a voz de Darth Vader.

–Nooooooo! — zelena fala sorrindo. As duas começam uma gargalhada que enche a praça.

Nenhuma imaginava que se divertiriam assim uma com a outra, muito menos que tivessem coisas em comum.

–Então.. gosta de ouvir o quê? — A loira pergunta recompondo-se do ataque de risos.

–Música.

–Eu sei, né... que tipo de música? — pergunta sorrindo e revirando os olhos.

–Hum.... gosto de bastante coisa, desde música Pop até Indie rock.

–Tipo Arctic Monkeys?

–Sim, é uma das minhas badas favoritas.

–Mentira?

–Verdade...

–É uma das minhas favoritas também. Não acredito, é muita coincidência, acho que você pesquisou tudo sobre mim.

–Ah, claro.. eu perderia meu tempo fazendo isso, Swan. — Fala revirando os olhos.

–Ok,, então canta uma música.

Zelena pensa por alguns segundos, afunda os pensamentos, Emma pediu pra ela cantar? Isso era algo tão pessoal, coisa que fazia apenas em casa, sozinha.

Respira fundo. Fecha os olhos...

https://www.youtube.com/watch?v=pKIxxBfx-Rs

– I wanna be your vacuum cleaner, Breathing in your dust.... — não acreditava que estava fazendo aquilo, mas estava e estava gostando de fazer: — I wanna be your Ford Cortina, I will never rust. — Cada verso da música saia desafinado, trêmulo, desajeitado. Não abria os olhos, apenas deixava a letra da música sair por seus lábios. — If you like your coffee hot, Let me be your coffee pot. — o que Emma estaria pensando daquilo? seu coração batia tão forte no peito, lhe subia um medo de que talvez a loira conseguisse ouvi-lo de tão forte que batia. — You call the shots babe, I just wanna be yours.... — Abre os olhos. Emma olhava pra ela numa expressão indecifrável. Será que ela tinha notado alguma coisa? Alguma coisa que talvez quisesse dizer com aquela música? Mas o que queria dizer com aquilo? Pensa em todos os seus sentimentos confusos ainda mais confusos naquele momento. Emma fazia sentir algo que nunca havia sentido antes, não conseguia saber ou entender o que era, mas algo dentro dela, quando seu coração pulava dentro do peito e sentia o sangue esquentar seu rosto, algo dentro dela a fazia continuar cantando:

– Secrets I have held in my heart, Are harder to hide than I thought. — devia ter enlouquecido, devia ser isso, uma espécie de loucura que sentia por dentro. — Maybe I just wanna be yours, I wanna be yours, I wanna be yours.... I wanna be yours,I wanna be yours,I wanna be yours....

–Também adoro essa música! — Emma fala empolgada.

Zelena murcha por dentro. A loira não havia percebido nada, mas afinal, o que tinha ali para que ela percebesse? O que Zelena queria que ela percebesse?

–É.. eu também. — Fala encarando os pés mais uma vez.

Calam-se por alguns segundos. Zelena visivelmente desconfortável com o que acabara de fazer.

–Hey... — Emma corta o silêncio.

–Oi.. — A outra responde sem tirar os olhos dos pés.

–Posso te perguntar uma coisa meio pessoal?

"meio pessoal.." as palavras ecoaram na cabeça da ruiva. O que seria meio pessoal? Sentiu-se gelar.

–Pode..

–Sobre aquilo que você falou com R... Com a senhorita Mills hoje. bem... teve muita coragem de falar daquele jeito com ela.

–Não sei o motivo de todos terem medo dela, ela é apenas uma mulher, normal.

–É.. ela é só uma mulher normal. — Emma fala deixando transparecer um sorriso feliz como se seu pensamento fosse longe naquele momento. Sorte sua Zelena ainda estar olhando para baixo.

–Você é bem próxima do Henry e do Neal, né? — pergunta curiosa tirando Emma de seus pensamentos, na verdade, de um pensamento específico.

–Acho que sim... — responde despreocupadamente.

– Todos na escola pensam que você e Neal namoram, isso seria verdade? — pergunta meio tímida. Emma sorri com a pergunta.

– Não, somos apenas amigos.

–M ele gosta de você, todo mundo sabe. — fala tentando esconder uma pontada de, de ciúmes?

–Talvez, mas somos apenas amigos. — Emma fica pensativa por alguns segundos e então continua: — Você gosta dele? Por isso me odeia tanto? — Pergunta de forma divertida.

Zelena fica completamente desconcertada e se atrapalha nas palavras.

– eu... N... E..

– Não precisa falar nada. Eu posso ajudar você, se quiser. — Emma sorri.

– Não! — Zelena finalmente fala levantando a voz. — Não gosto dele, muito pelo contrário, acho muito idiota. — fala com sua costumeira expressão superior.

– ok. Você gosta de alguém?

– É claro que não, Swan. Pára com essa conversa, por favor.

– Tudo bem. — Concorda dando um sorriso meio sarcástico.

As duas calam-se mais uma vez. Observam o parque e as poucas pessoas que agora de encontravam ali. As horas começam a passar, as duas conversam sobre coisas mais aleatórias, sem entrar em assuntos pessoais, quando Emma pega o celular no bolso da jaqueta. Olha a hora. Quase dez.

– Acho que já está meio tarde, né?

–É... Tenho que ir pra casa. — Zelena concorda levantado-se rapidamente.

– Também não precisa correr. — a loira comenta divertida também levantando do banco.

– Você vai jogar amanhã?

– Sim..

– Então até amanhã. — Zelena se despede, mas antes da garota dar as costas e sair disparada pelo parque, Emma segura seu pulso sem fazer pressão.

– Espera!

– O quê — Pergunta voltando-se para a garota.

– Acompanho você até em casa.

– Não precisa, é longe.

– Outro bom motivo. Já está tarde pra você andar sozinha por ai.

– Sei me cuidar e qual seria a diferença de te ter por perto?

– Sou mais forte do que você imagina. — fala piscando um dos olhos.

– Eu sei, você é muito ogra.

– Ah... Claro que não, você que bate como uma garota.

– Eu sou uma garota. — Retruca começando a ficar irritada.

– Ok, parei. Vamos?

– Não vou com você. E não venha atrás de mim. Boa note, Swan. — fala dado as costas para a loira.

– Hey...!- Emma chama a ruiva antes que ela se afastasse muito. — é Emma.

Zelena respira fundo: — Boa noite, Emma. — finalmente dá as costas sorrindo para si mesma.

– Bem melhor, boa noite! — Fica olhando a outra sumir numa das ruas de acesso à praça, vira-se e segue em direção oposta. Tudo que queria agra era chagar em casa, deitar na cama e por os pensamentos em ordem. Aquilo tudo tinha sido surreal demais. Se contasse ninguém acreditaria. Mas pra quem contar se sua melhor amiga não queria falar com ela? O jeito era pensar sobre aquilo sozinha. Zelena estaria planejando algo ou apenas querendo fazer amizade? Emma queria acreditar sinceramente na segunda opção e no quanto teria de ter cuidado com aquela aproximação, talvez Regina não gostasse muito.

"Regina..." Fala em voz alta. Pega o celular no bolso do casaco:

"Boa noite, minha rainha! ♥"

Envia a SMS e continua caminhando feliz até em casa. Ao atravessar o portal, ouve o bipe do celular. Sorri antes mesmo de ler:

"Emma? Você enviou essa SMS pra minha mãe?"

A loira arregala os olhos. Seu coração quase vai à boca. Regina iria querer matá-la por ter feito aquilo. Mas como iria adivinhar que seu telefone estaria com Henry naquele momento? O que fazer? O que responder?

"Ops... Enviei por engano, desculpa garoto" :D

"Hum... Então tá. Boa noite".

"Boa noite e não conte nada pra sua mãe, acho que ela não iria gostar. :D"

"Ok"

Seu coração ainda se agitava, mas agora ela sorria. Henry devia ter aceitado sua desculpa sem pensar, ou pelo menos esperava que ele tivesse aceitado.

Notas finais
Espero que vcs tenham gostado desse cáp e não tentem me matar por essa aproximação da Emma com a Zelena. Até quarta.