Notas iniciais
Amarras, laços, correntes...
Prendem seu corpo, mas principalmente esmagam seu SER, seu QUERER.

Essa poesia surgiu de madrugada. Acredito que fui agraciada com a inspiração e com essa avalanche de palavras. Eu tive um dia terrível e a escuridão e o silêncio da noite me deram esse presente.

Espero que gostem!

Por ser mulher

Não quero romance.

Não estou à procura.

Não quero compromisso.

Esse enredo não cabe em mim.

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Voz enleada,

Música envolvente,

Luzes diminuídas,

Palavras eleitas.

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Sejamos verdadeiros.

Romance...

Apenas na medida certa.

Apenas por pouco tempo.

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Quero o rude.

O indelicado e o funesto.

Quero o duro.

O dissimulado e o inescrupuloso.

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Não pode ser assim?

Por ser mulher?

Por ser frágil?

Por ser vulnerável?

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Sou liberta,

Sou fortaleza,

Sou persistência,

Sou franqueza.

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Sejamos sinceros.

Abandono...

Todos os minutos do dia.

Todos os lugares da Terra.

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Quero o rude.

Honesto e direto.

Quero o duro.

Ousado e impudico.

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Juízo, reputação,

Conduta, discrição,

Nada disso evitou.

Nada disso adiantou.

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Agora, alforriada estou.

Faço o meu querer.

Isenta de obrigações.

Emancipada de caminhos conhecidos.

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Recebo olhares contrários,

Comentários fraudulentos,

Olhares reprovativos.

Um notório manifesto.

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Não preocupa,

Nem aborrece.

Não maltrata,

Tão pouco incomoda.

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Quero o rude.

Sexo puro e carnal.

Quero o duro.

Sexo primitivo e ambicioso.

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Quero a chama sexual.

A orgia exaltada.

O trepar desorganizado.

O coito inquietante.

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Quero a devassidão confusa.

O transar extenuante.

O acasalamento fugaz.

O fornicar pecaminoso.

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Quero ser quem sou.

Quero sentir minha alma

E valer minha essência.

Quero ser eu...

Não quero mais ser você!

Notas finais
Deixe seu comentário.
As críticas, também são bem-vindas!
bj.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!