Notas iniciais
Leitores, desculpa, nessa semana pós carnaval e de volta as aulas, foi meio enrolado. A inspiração não veio apesar de que eu estava com a ideia firmada. Mais uma vez peço humildemente desculpas a vocês. Aproveitem a leitura.

O silêncio dela me incomoda. Apesar de ter certeza da presença dela por perto, senti-la quieta é estranho. Pego uma camisa, é a única que ela vestiu, lembro-me como se fosse agora, ela toda molhada na porta da minha casa. Ela entra e toma um banho, então veste essa minha camisa e calça da minha mãe e fica perfeita. Não usei essa camisa após isso e fico muito grato por isso. Conservou o cheiro dela. Eu deito para dormir, com a camisa no rosto, sentindo o perfume...

*****

–Alô? Amor?

– Oii Marcus!

– Você vai vir aqui hoje?

– Vou descer a rua agora e pegar o ônibus.

Escuto um som como se estivesse algo derrapando, como um pneu cantando ao longe, em seguida um impacto.

– Jack, ta tudo bem? — nenhuma resposta.

– Jack! Responde! — a ligação cai.

Olho o Facebook pra ver se ela tinha entrado pelo celular, porém nada. Só o momento que conversamos mais cedo. Meia hora depois meu celular toca, vou todo alegre,deve ser ela me pedindo pra ir buscar no ponto. E é o número dela.

– Marcus?

– Senhor Antony? Cadê a Jack? Ela não chegou aqui ainda. Eu to meio preocupado, ela saiu dai?

– Marcus... A Jack foi atropelada... Na frente de casa. Ela foi internada...

– O QUE? COMO ASSIM? PRA QUAL HOSPITAL ELA FOI LEVADA?

– Para o San Agostin. A situação é grave.

Desligo com pressa. Pego uma camisa e me visto, vou para o ponto de ônibus mas parece que nenhum quer passar, lembro que existe um ponto de táxi mais ou menos daqui dois quilômetros, e vou a pé. Chegando lá peço ao taxista que me leva ao hospital, chorei a maior parte do caminho. Ela não pode ter sofrido um acidente. Eu vou matar o babaca que fez isso. Ao chegar lá, pergunto a recepcionista onde ela estava, ela me responde com voz de sono e falta de vontade:

– O sistema travou.

Eu quis a espancar. Mas não o fiz. Vi o senhor Antony mais a frente, vou correndo até ele e pergunto:

– Seu Antony. Cadê ela? Por favor senhor, me diz, cadê ela?

– Filho — foi a primeira vez que ele me chamou assim. Ela me dizia que ele gostava de mim, eu jamais acreditei. — A Jack foi atropelada em frente casa. O rapaz estava bêbado. A situação é gravíssima, ela esta numa cirurgia agora. Fizemos algumas transfusões, agora temos de esperar.

– Onde ta o babaca? Eu vou matar que fez isso com ela. — Digo aos berros. Todos em um raio de 30 metros olhavam para mim.

– Ele foi preso. Os pais dele estão na cantina. Eles estão acompanhando tudo, nos dando toda a assistência...

Só agora eu percebi. No ápice da minha fúria não tinha notado a dor na voz dele. A beira do choro. Os olhos do meu sogro estavam vermelhos como se tivessem corrido muitas lágrimas. A Jack é a filha que mora com os pais ainda. Como se fosse única. Ele tinha voz morta. Eu tinha sido tão rude e ele me ajudando o tempo todo...

– Senhor Antony, senta e descansa. Vai ficar tudo bem... — Digo mais controlado. A Jack vai sobreviver. Ela tem que sobreviver.

Notas finais
( Alo amooooooooooor, to te ligando de um orelhão. Tá um barulho uma confusão, mas eu preciso tanto te falaaaaaaaaaaaar.) Juro que quando escrevi a parte do telefone eu pensei nessa música kkkk Então, gostaram? Espero muito que sim! Comentem! Fico super feliz. Não gostaram? Poxa :( Me diz então onde posso melhorar. Muito obrigada por ler.