As mãos firmes de sua mãe seguravam lhe os braços. A Isabella inabalável dava lugar a uma Isabella vulnerável, o choro agonizante fez com que sua mãe se assustasse, primeiramente pensou que a filha estivesse adoentada mais ao encara-la novamente viu em seu rosto o desespero de uma mulher apaixonada.
Renne era uma mulher observadora, por mais que sua filha tentasse esconder seu amor por Edward, não passou despercebido pelos olhos de águia de sua mãe. Há anos atrás pensara que era um amor platônico, um fogo de palha que logo passaria, mas com o tempo viu que sua filha se entregara de corpo e alma a essa paixão não correspondida.
Olhou para os lados observando se algum de seus familiares ou convidados via a cena, depois de constatar que não havia ninguém, puxou lhe o braço e a arrastou para o toalhete próximo. Sentia pena de sua filha se encontrar nessa situação Edward não era o homem que faria Isabella feliz, não que não gostasse dele, ela o amava como filho, mas Edward era o tipo de homem que gostava de ter relacionamentos abertos e vasta experiência sexual, Isabella por outro lado era virgem e teve 2 relacionamentos amorosos que não deram muito certos, uma romântica incurável, ou seja eram o oposto um do outro.
Com os olhos e nariz vermelhos, que denunciavam o desespero de Isabella, a maquiagem que estava borrada, olhou o espelho e viu seu reflexo cabisbaixo, seus ombros encolhidos. Passou as mãos nos cabelos enquanto observava sua mãe lhe trazer um lenço para que limpasse as lagrimas, em seu intimo Isabella sentia-se envergonhada, pela cena ser vista por sua mãe, mas ao mesmo tempo sentia-se feliz por ela estar ao seu lado nesse momento, não gostava de ser vista assim, normalmente quando via as cenas de romance de Edward chorava em seu quarto, sempre se mostrou forte como um touro, Isabella era sempre citada como a coluna da família.
Você tem de parar com isso agora Isabella, sinto muito querida sei que não mandamos no coração, mas Edward não é o homem que vai te fazer feliz. Concluiu sua mãe
Eu sei. Isabella não estranhou que sua mãe soubesse de tal coisa, sua mãe sempre sabia de coisas que ninguém mais sabia.
Isabella fechou os olhos e ela pela primeira vez se deixou levar por todas as cenas que podia avistar de Edward com outras mulheres, todas as vezes que chorou por ele, todas as vezes que desperdiçou a chance de conhecer novas pessoas, de ter relacionamentos duradouros, de sua carreira.
Sua mãe silenciosamente observava a cena sabia que sua filha precisava de um tempo para reorganizar seu coração, nada disse, ouviu quando Isabella respirou fundo e abriu os olhos.
Isabella permitiu se derramar uma única e ultima lagrima por Edward, seis anos de amor não correspondido, seis anos de tortura, sentia-se masoquista, tudo o que ela sabia que era a ultima vez que chorava por um homem que a fez tão infeliz, recompôs-se e saiu do toalhete acompanhada de sua mãe.
Temos uma linda comemoração. Disse Isabella sorrindo
Os lábios de Isabella sorria, um sorriso que não chegava aos olhos, sua mãe sabia que sua filha fazia se de forte, e fazia uma prece silenciosa para que qualquer que fosse seu pensamento, não a entristecesse ainda mais, antes de entrarem no grande salão sua mãe lhe deu um abraço forte, sem nada dizer e caminhou entre os convidados, naquele momento foi tudo o que Isabella precisava para se fazer de forte, embora não estivesse que enfrentar a todos e a ele por mais uma noite.
Isabella colocou a mascara e entrou no grande salão, permitiu-se usufrui de toda alegria naquela noite, a sua mais nova irmã, dançou com seu pai e até mesmo com Riley, ouviu as piadas de Jasper e as citações de moda de Alice, comeu e bebeu alguns drinks, avistou Edward algumas poucas vezes, e uma delas foi arrumando o colarinho e limpado os lábios, provavelmente manchados por alguma aventureira.
Quando os convidados esvaziaram o grande salão fez questão de organizar tudo o que precisava, despediu de seu irmão e sua esposa desejando lhe a maior felicidade do mundo, depois de tudo nos conformes.
Deixou o grande salão sem despedir-se do chef que provavelmente ainda estava lá, pegou o carro estacionado e dirigiu-se para seu apartamento que ficava razoavelmente perto do local, tocando as paredes Isabella achou o interruptor de luz, acendendo lhe rapidamente, andou pela sala retirando as sandálias no caminho e sentou-se em sua poltrona confortável, observou os cômodos ainda escuro, e imaginou como seria se estivesse um marido e filhos, provavelmente estaria colocando as crianças na cama enquanto elas choravam para não dormir, e depois faria amor com seu companheiro onde dormiria abraçada por longos e longos anos, balançou a cabeça para afastar a cena romântica de sua mente.
Suspirou olhando as unhas avermelhadas, sua atenção foi desviada para o envelope branco que se encontrava na mesinha de centro de sua sala, o envelope que recebeu a duas semanas atrás, e que tinha cogitado na resposta.
Debruçou-se para pegar o envelope, deslizou o dedo tocando as letras impecáveis "Architectural Association, AA London England" abriu-o e pôs a lê-lo novamente.

Srta. Swan
E com grande satisfação que viemos por meio deste, informa-la que foi aceita em nossa Universidade.
Esperamos sua presença no dia 05 de Abril de 2014.
Att.: A Direção

Isabella segurou firmemente a carta entre os dedos, talvez aquela fosse a oportunidade perfeita para refazer seu futuro, com novos objetivos que não fosse o amor não retribuído de um Cullen.