Por las manos del Destino
6 No Coração não se manda...
Notas iniciais
Nos despedimos de Renata e fomos para o restaurante, fizemos os pedidos e conversamos, Gustavo me contou que quer transferir a empresa dele para o nosso pais, como estava feliz em voltar, ele era como um filho para mim, contei a ele sobre os planos do centro, ele ficou interessado.
— Regina me conta mais sobre essa ampliação do centro.
Bebi um pouco de vinho. – A Renata que você acabou de conhecer, ela é medica voluntaria no centro, e tive a ideia de dar mais assistência aos meus pacientes nessa questão de saúde, são pessoas simples que não tem recursos de ter um convenio, ou de passar em bons médicos, muitas vezes esperam meses para uma consulta, queria dar isso a eles.
— Isso é perfeito Regina, quero ajudar, participar disso.
Sorri para ele. – Muito obrigada Gustavo.
— Como pretende fazer isso?
—Atras do centro tem um espaço que não usamos, pensei em utiliza-lo, montar algumas salas que seriam consultórios, Renata ficou de conversar com o diretor do hospital para promover uma parceria, ter mais médicos voluntários, alguns exames que podemos realizar no hospital, ela vai falar com ele amanha, estou torcendo para que ele aceite a proposta. – Bebo um pouco do vinho, Gustavo me acompanha.
— Por favor assim que Renata te dar a resposta me avise, sou arquiteto posso montar a estrutura para você.
Pego a mão dele. – Seria maravilhoso Gustavo, muito obrigada.
— Regina seu trabalho é espetacular, te admiro muito.
Conversamos sobre tudo, contamos tudo o que se passou quando estávamos longe, depois Gustavo me levou ao centro, nos despedimos e peguei meu carro e fui embora para casa, minha mãe já estava dormindo, apenas tomei um banho e cai na cama.
Sai de casa após o café e fui para a clinica, tinha 3 pacientes para atender, a manhã foi cheia, assim que terminei o ultimo fui para o centro, antes de ir para minha sala corri para o consultório da Renata, bati e ouvi a voz dela pedindo para eu entrar.
— OI Renata, como esta? – Sentei a sua frente, ela sorriu pra mim.
— Ótimo Regina, ainda estou afastada do hospital, mas tenho boas notícias, antes de vir para o centro passei e falei com o meu chefe, ele adorou a sua ideia e quer nos ajudar.
Peguei a mão de Renata e sorri. – Isso é maravilhoso, podemos marcar uma reunião?
— Claro, na verdade já marquei, para a segunda que vem as 10:00 la no hospital, tudo bem pra você?
Me levanto da cadeira e me aproximo dela que se levanta, a abraço forte. – Claro que sim, obrigada Renata, sem você não conseguiria por meus planos em práticas.
Nos separamos, Renata sorri para mim e pega minha mão. – Eu que tenho que te agradecer Regina, não sabe como me faz bem ficar aqui e principalmente ao seu lado, você me dá uma paz maravilhosa e não me pergunte o porquê, não sei explicar.
As palavras de Renata me emocionaram, senti meus olhos encherem de lagrimas, a abracei de novo. – Eu te entendo, pois acontece o mesmo comigo em relação a você. – Me afasto dela, nos duas sorrimos. – Preciso ir para minha sala, vamos almoçar juntas?
— Combinado, passo na sua sala, e Regina não esqueça sábado tem a festa da empresa e faço questão da sua presença e da sua família.
Paro na porta dou um sorriso confirmando com a cabeça e vou para minha sala, tem alguns papéis para assinar e algumas coisas a resolver, saio da leitura quando minha filha chama minha atenção.
— Mae, está tão concentrada que nem me viu entrar.
Pisco para ela e me levanto, a cumprimento.
— A que devo a honra?
Ela senta no sofá, jogando a mochila de lado. – Primeiro quero almoçar com você e segundo temos que ir as compras, quando vamos?
Cruzo os braços. – Compras para?
— Mamãe, pra festa da empresa do pai da Renata claro, ou se esqueceu?
Olho para o teto, na verdade impossível esquecer. – Não se preocupe, tenho Renata, você e minha irmã para não acontecer isso, bom depois do almoço estou livre podemos ir nós duas.
Bianca pula do sofá e me abraça, minha menina, olho para ela passando a mão pelos seus cabelos.
— Obrigada mamãe, vou procurar a tia e nos encontramos. – Ela beija meu rosto e sai da sala.
Balanço a cabeça e volto para os papeis, algumas fichas de clientes, tanto do consultório quanto do centro, a hora do almoço passa rápido, saímos para almoçar nós 4, Bianca, Renata, Blanca e eu, comemos no shopping mesmo e fomos as compras, não podia negar o dia foi uma delícia, acabei comprando um vestido lindo para a festa, nos despedimos, voltei com Bianca para casa.
Henrique:
Me olhei no espelho uma última vez antes de sair do quarto, coloquei meu palitó e desci para a sala, onde Renata me esperava, estava linda, um vestido longo azul claro, os cabelos presos em um coque meio bagunçado, sorri pra ela que me retribuiu, assoviou.
— Ual, papai está um gato, dá uma volta.
Girei brincando com ela, que bateu palmas, estendi a mão e ela pegou. – Você está linda princesa.
— Obrigada, vamos, não podemos chegar atrasados.
A caminho meu celular toca algumas vezes no meu bolso, eu sabia que era Catarina, ela queria chegar comigo na festa, mas todos os anos desde quando minha esposa faleceu Renata e eu chegamos juntos e sozinhos, não ia ser agora que mudaria.
Não demoramos a chegar, deixei o carro com o manobrista e Renata e eu entramos, já tinha algumas pessoas, alguns vieram nos cumprimentar, Renata foi falar com alguns funcionários e eu fui para outro lado, tinha alguns executivos, começamos a conversar.
Regina:
Me olho no espelho a ultima vez e desço, na sala já estavam me esperando, minha mãe, minha filha, minha irmã com o esposo e Gustavo, perguntei a Renata se poderia convida-lo.
— Nossa mamãe, a senhora esta maravilhosa.
— Não exagera Bianca, estou normal.
Gustavo se aproxima, pega minha mão e beija. – Com todo respeito Regina preciso concordar com Bianca, está linda.
— Obrigada, chegou todo mundo então vamos.
Os carros foram separados, Bianca quis ir com Gustavo, ela via nele um irmão mais velho, os dois se davam muito bem, minha irmã com meu cunhado foi com o carro deles e minha mãe e eu com o meu, o lugar não era longe, chegamos todos juntos e entramos, já estava cheio, a primeira pessoa que vi foi Renata, ela sorriu para mim e veio ao meu encontro me dando um abraço, retribui.
— Achei que não viriam. – Ela me olhou. – Regina está perfeita.
Sorri. – Você que está.
Ela cumprimentou a todos.
— Renata está tudo muito lindo, parabéns para você e seu pai. – Minha mãe elogiou.
— Obrigada, essa festa é feita com muito carinho, eu perdi meu pai de vista, mas assim que achar aviso que chegaram, ele tinha me perguntado um pouco antes de vocês.
— Deve estar ocupado não se preocupe.
— Vem vou levar vocês para a mesa, que claro é a mesma que a minha.
Acompanhamos Renata, nos sentamos, ela sentou ao meu lado, ficamos conversando, quando a voz de Henrique soa atrás de mim, Renata sorri para o pai e levantamos juntas, olhei para ele que sorriu para mim, retribui, não podia negar ele estava lindo.
— Boa noite Henrique. – Estendi a mão em forma de cumprimento.
Sorrindo ele pega minha mão e beija. – Boa noite Regina, preciso dizer que esta belíssima.
— Obrigada, a festa está maravilhosa parabéns.
Ficamos um tempo nos olhando, pareceu horas, mas foi por alguns segundos até minha mãe e irmã se aproximarem, ele cumprimentou a todos, apresentei Gustavo.
— É um prazer que tenham vindo a festa da empresa, quero que se divirtam.
— Nós que agradecemos o convite. – Minha irmã agradeceu, mas Henrique estava olhando para mim, se aproximou.
— Renata me contou sobre o projeto de expandir o centro, colocando atendimento médico para os pacientes.
— Foi uma ideia que tive, e graças a ajuda de Renata junto com o hospital poderei colocar em pratica.
Ele balançou a cabeça, bebendo o ultimo gole de sua bebida. – Pode contar com a minha ajuda também Regina, acho seu trabalho magnifico, ainda mais ampliar para uma causa mais nobre ainda do que já faz.
Sorri para ele, a forma como ele entendia o sentimento que eu tinha por esse trabalho me deixava impressionada, mesmo sem saber o porquê de tudo isso. – Te agradeço Henrique, esse trabalho é muito importante pra mim.
— Eu sei, eu percebo no seu olhar o brilho que tem à fala disso, não sei o motivo, mas sei o quanto você ama tudo aquilo.
Não respondi, apenas o olhei, fomos interrompidos por uma mulher que grudou no braço dele, ela me olhou com um certo ódio, vi Henrique suspirar e não era de felicidade.
— Oi meu amor, não vai me apresentar? – A voz dela era de sarcasmo, olhei para Henrique que revirou os olhos, tirou a mão dela do braço.
— Catarina essa é Regina uma amiga.
Ela estendeu a mão. – Prazer, Catarina namorada do Henrique.
Aceitei a mão em cumprimento, percebi a ênfase que ela deu na palavra namorado, e não sei porque isso me incomodou.
— Prazer, com licença vou procurar Renata.
Sai o mais depressa possível da presença dos dois, empurrei para longe a sensação de incomodo em saber que ela era namorada de Henrique, achei Renata e Gustavo conversando animados, sorri, não ia atrapalha-los, o garçom passou por mim e peguei uma bebida, fiquei olhando o pessoal na pista de dança, a banda era ótima, animava a todos.
Henrique:
Maravilhosa, essa era a palavra que queria fala para Regina, ela estava perfeita, mesmo de longe não conseguia parar de observá-la, queria estar perto, mas quando consigo Catarina aparece.
— Quem era? – Olho para Regina se afastando e depois olho Catarina.
— Uma amiga, preciso falar com alguns empresários que não vi ainda.
— Tudo bem, vou com você.
Apenas a olho e caminho a sua frente, converso com os advogados da empresa, quando Catarina me puxa de lado.
— Meu amor que coisa chata só fala em trabalho, que tal darmos uma escapada, esta lindo. – Fala se inclinando e me beijando, seguro suas mãos.
— Por favor Catarina, estamos na festa na minha empresa não posso sair, ainda tem o discurso e nem esta no fim.
— Esta chata, só tem coisas de negócios.
— Se quiser ir embora não vou me chatear.
Ela cruzou os braços. – O que esta acontecendo Henrique, esta distante, diferente, quer me dizer alguma coisa?
Queria dizer muitas coisas, mas esse não era o momento, apenas respirei fundo. – Catarina essa festa e importante para mim, não vou discutir com você agora, se não esta se divertindo pode ir embora, depois conversamos.
Ela apenas olhou pra mim e deu as costas, voltei para a roda de conversa, não demorou muito vejo Renata se aproximando, vou ao seu encontro.
— Papai, a festa esta linda, Catarina pegou a bolsa dela e foi embora nem se despediu de quem estava na mesa, brigaram?
— Não, ela apenas estava entediada e foi embora, vamos voltar para a mesa não podemos deixar nossos convidados sozinhos. — Ela riu e fomos para a nossa mesa, estavam todos, nos sentamos, Regina estava conversando com a irmã, não me contive em olhá-la, Gustavo chamou minha atenção e iniciamos uma conversa, a musica lenta começou, a Branca e o marido foram os primeiros a se levantarem e irem para a pista, vi Gustavo estendendo a mão para Renata que sorrindo aceitou e se juntaram aos outros casais, ficou apenas Regina, sua mãe e eu, ela sorria vendo os casais dançando, fechava os olhos e cantava baixinho.
Me levantei e me aproximei, parece que ela sentiu minha presença, abriu os olhos e olhou entre meus olhos e minha mão, prendi a respiração, por um momento senti medo, medo de não aceitar, mas ela deu um sorriso e pegou minha mão se levantando, caminhamos de mãos dadas até a pista, a abracei pela cintura, ela colocou seu braço em volta do meu pescoço e aos pouco balançávamos conforme a musica.

Não posso mentir, estava mais que feliz em ter a Regina assim, tão perto de mim, a musica tocava alta, mas pra mim parece que estava longe, meus olhos fixos nela e por sorte os dela fixos nos meus, queria que essa musica durasse por horas, apenas para tê-la junto a mim, eu só sinto, apenas não sei explicar, estávamos bem próximos quando um silencio se instalou, ouvi meu nome sendo chamado de longe mas não conseguia me desprender dela, ela sorriu e se afastou e bateu palmas como todos que estavam no salão, olhei para o palco e percebi que era hora do discurso, olhei novamente para o lado mas ela já não estava perto, a vi chegando na mesa ao lado da irmã, sorri para os convidados e subi ao palco.
Regina:
Me aproximei da mesa enquanto Henrique subia ao palco para fazer o discurso, tomei um gole de bebida e olhei para ele, era diferente, estar perto dele eu sentia reviver o que já estava morto, sentimentos confusos, que quando estou próximo a ele quero me afastar, mas quando me afasto sua presença me faz falta, ele começou a falar e meus olhos não podiam deixá-lo, era um grande homem, o discurso não demorou muito, não nos aproximamos novamente me despedir da Renata e voltamos para casa, dei boa noite para Bianca e minha mãe, tomei um banho e dormi.
Acordei mais cedo que o normal precisava estar cedo no centro, me arrumei e sai, quando cheguei fui direto para a cozinha tomar um café, minha irmã já estava lá.
— Bom dia Blanca. – Coloquei minha bolsa em cima do balcão e me sentei na mesa, me servindo com uma xícara de café.
— Bom dia, caiu da cama?
Tomei um gole de café. – Não, preciso resolver algumas coisas sobre a implantação dos consultórios novos.
Ela sentou ao meu lado colocando na mesa pão de queijo, peguei um e comecei a comer, Blanca apenas me olhava, tomou um gole do meu café, como sempre.
— A festa foi ótima, não achou?
— Sim, estava maravilhosa, mas não é de se espantar a empresa do Henrique e uma das melhores em advocacia no pais.
— O que me espantou não foi que a festa foi maravilhosa, realmente era de se esperar. – Ela mordeu o lábio e se aproximou de mim. – O que me espantou foi ver minha irmã totalmente entregue a uma dança com o dono da festa.
Parei a xícara no meio do caminho, olhei para ela que estava dando um sorrisinho de lado.
— Não sei porque o espanto, foi apenas uma dança.
— Regina vocês estavam em um mundo único, que apenas vocês conheciam, chamaram ele mais de 3 vezes para subir ao palco, mas ele não desgrudava os olhos de você, nem você dele, se você pudesse ver a sua cara olhando para ele enquanto estava discursando. – Ela tira a xícara das minhas mãos. – Minha irmã o que esta acontecendo?
Dou um suspiro, e encolho os ombros. – Não sei, não sei. – Me levanto da cadeira. – Blanca eu não faço ideia, a única certeza que tenho é que o que esteja acontecendo tem que parar.
— Parar porque?
Olho para ela sem acreditar nessa pergunta. – Como porque, porque, porque, Blanca não tem sentido.
— Não tem sentindo você estar gostando de alguém, não tem sentido você deixar seu coração reviver, porque pra mim tem muito sentido.
Passo as mãos pelos cabelos, volto a sentar na mesma cadeira. – Primeiro ele tem namorada, segundo meu coração esta fechado.
— Primeiro parece que ele não esta nem ai para namorada nenhuma, segundo você minha irmã não manda no seu coração e o que eu vi ontem em seus olhos só confirma que seu coração vai reviver você querendo ou não.
Antes que eu pudesse responder meu celular toca, era Antonio.
— Alo, oi Antonio. – Branca pega um pão de queijo e coloca na boca. – Sim claro, eu te encontro no restaurante na hora do almoço, até logo. – Desligo o celular.
— Engraçado Regina, quando você fala com Antonio seus olhos não brilham nem um terço de quando você olhava para Henrique ontem.
Apenas olhei para ela, mordi meus lábios peguei minha bolsa e sai da cozinha, me tranquei no escritório e finalizei algumas papeladas, não tinha nenhum atendimento hoje, olhei para o relógio e já estava quase na hora do almoço, faltava duas horas para encontrar Antonio então resolvi ir caminhar um pouco pela cidade antes do almoço. Minha primeira parada foi o cemitério, coloquei a rosa branca no tumulo da minha filha, apenas fiquei em silencio quando escuto alguém se aproximar.
— Regina.
Fechei meus olhos, era ele, me levantei e me virei, ele estava de óculos escuro, os tirou e me olhou surpreso.
— Oi Henrique. — Eu tinha uma lagrima escorrendo em meus olhos, ele estendeu a mão e com carinho enxugou, respirei fundo. – O que faz aqui, aconteceu alguma coisa?
— A esposa de um amigo e advogado da empresa faleceu, eu vim prestar minhas condolências, mas não posso mentir estou surpreso em te encontrar aqui.
— Já estava de saída, e você?
Ele balança a cabeça. – Também, por favor.
Passo a frente dele, e logo estamos lado a lado caminhando para fora do cemitério, ele me acompanhou até o carro.
— Obrigada por me acompanhar, tenho um compromisso para o almoço agora até mais Henrique.
Quando me viro para abrir a porta e entrar no carro sinto sua mão em meu braço.
— Regina me desculpa mas minha preocupação e curiosidade não posso deixar de perguntar, quem veio ver aqui nesse lugar?
Eu apenas podia ir embora sem responder, mas quando o olhei e vi seus olhos tão fortes me encarando não consegui, parecia que eu precisava contar, deu um suspiro.
— Minha filha.
Vi ele arregalar os olhos, percebi que ficou sem reação.
— Regina, eu, eu sinto muito, ual, realmente não sei o que dizer. – Ele passou a mão atrás da cabeça, esfregando a nuca, sorri com o desconforto dele.
— Não se preocupe, já fazem 26 anos mas ainda dói como no primeiro dia, você sempre me disse que não sabia o porque do centro agora já sabe, quero ajudar pessoas que assim como eu perderam alguém querido. – Não consegui conter as lagrimas.
Ele se aproximou mais, limpou as lagrimas do meu rosto, ele estava muito próximo, mas não conseguia e nem queria afastá-lo.
— Eu sempre te admirei, você é perfeita Regina, uma mulher única, forte e linda.
Sentindo ele tão perto apenas fechei meus olhos, sabendo e ansiando o que aconteceria a seguir, seus lábios tocaram os meus, no começo com delicadeza, calma, abrimos a boca juntos, ele me abraçou como se me prendesse para não fugir, o beijo ganhou forma, o abracei, o beijo foi cessando aos poucos, ainda com os rostos juntos nos olhamos.
Continua.
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