Por favor, espere.
7 Por favor, não me excite tanto, caramba.
Apartamento de Bento;
Sábado – 15 de novembro de 2014
Bento acordou tarde. Ficou até tarde ouvindo música e pensando no que havia acontecido pela noite em seu apartamento. O rapaz sentou-se na cama e sorriu satisfeito. Espreguiçou-se e passou as mãos pelos cabelos lisos que lhe caiam de leve sobre a face.
Estava ainda sorrindo quando ouvi o telefone tocar.
― Ah não... Droga! ― Bento disse sozinho e manhoso. A preguiça matinal tomando conta de cada parte do seu corpo. Até que o telefone parou de tocar.
Bento sorriu novamente e voltou a deitar-se sobre a cama.
O celular voltou a tocar. Bento levantou-se irritado e se dirigiu até a poltrona na sala onde o celular estava; O garoto olhou o terno que Gregori havia deixado na noite anterior. Ele sorriu e correu até o celular.
‘Desconhecido’
Bento olhou confuso, mas atendeu.
― Alô? ― Bento perguntou.
― Bom dia! ― Uma voz sexy e sonolenta respondeu.
Bento sorriu e sentiu seu coração parara.
― Gregori? ― Bento perguntou com um grande sorriso nos lábios.
― Claro que sou eu, ou andas recebendo ligações de bom dia de outros? ― Gregori perguntou irritado.
Mesmo não sendo nada, Bento sentiu suas bochechas queimarem de leve.
― N-Não! ― Bento disse meio envergonhado. ― Quer dizer, não é da sua conta, garoto!
Gregori gargalhou ao telefone.
― Eu estava pensando em você, e eu adoro quando você está irritado e me chama de garoto! ― Gregori confessou rindo.
Mais uma vez Bento sentiu as bochechas arderem.
― Droga! ― Bento sussurrou.
― O que? ― Gregori perguntou.
― Nada! ― Bento mentiu. Mas estava estampada em sua cara a vergonha eu havia sentindo por ter aquela confissão assim numa manhã.
― Eu queria convidar você pra jantar essa noite, o que você acha? ― Gregori perguntou meio sério, e quase dando a entender que não era um convite, e sim uma intimação.
― Posso escolher o restaurante? ― Bento perguntou sorridente e se sentindo um adolescente.
― Ora, ora! E eu achando que você iria recusar! ― Gregori riu.
Bento quis morrer e seu rosto ficou vermelho como um pimentão.
― Oh garoto, não é isso não... ― Bento começou.
― Passo pra te buscar as oito. Até! ― Gregori despediu-se e desligou.
Bento olhou pra tela do celular e ficou sério.
― Garoto mais abusado, hem? ― Bento bufou, mas então sorriu.
Mansão dos Goulart;
Sábado – 15 de novembro de 2014
Gregori estava sentando em uma espreguiçadeira enquanto tomava sol em beira da piscina. Os cabelos loiros estavam ainda mais amarelos com o sol, a pele branca começava a ficar avermelhada. O homem estava deitado apenas de sunga, exibindo seu grande e forte corpo, e hm, uma grande mala também. A sunga do homem parecia bem recheada.
― Gregori! ― Disse uma voz masculina.
― Ih, nem vem pai. Estou de folga hoje, não quero discutir nada sobre a revista! ― Gregori disse seco.
O senhor riu.
Gregori sentou-se e retirou os óculos, olhando para o senhor de cabelos e barba branca.
― Não quero falar sobre a empresa. ― O velho disse sério.
― Sobre o que? ― Gregori perguntou parecendo um pouco mais interessado.
O homem então se sentou na mesma espreguiçadeira que um pouco antes Gregori Goulart estava deitado.
― Hm, licença! ― Pediu o homem. ― O seu casamento com Annabeth, meu filho. Está as portas e você...
― Esse assunto de novo, Senhor Marcus? ― Gregori disse irritado. ― Achei que tinha sido claro da última vez, a minha vida diz respeito só a mim!
O homem olhou sério para o filho.
― O que, pai? ― Gregori perguntou.
― Você anda muito estranho... Como se me escondesse algo! ― Marcus disse sério e desviou os olhos do filho.
Gregori se sentiu desconfortável.
― Você sabe que pode me contar qualquer coisa! ― O velho disse de cabeça baixa.
― Eu sei pai... ― Gregori mentiu.
Apartamento de Bento;
Sábado – 15 de novembro de 2014
O sol já tinha ido embora, e uma grande lua estampava o céu azul e limpo da cidade. Bento olhava as luzes da cidade um pouco ansioso, o garoto estava realmente ansioso. Bento caminhou pela sua sala de um lado para o outro.
― Desse jeito você vai afundar o solo, Bento! ― Luc repreendeu.
― Ah eu não estou nervoso! ― Bento disse sério.
Luc riu.
― Não é o seu primeiro encontro, e você está muito atiradinho pra quem dizia não querer nada...
Bento olhou feio para o amigo.
― Qual foi vocês transaram? ― Luc perguntou.
― Não, Luc. Aconteceu da forma que eu lhe contei! ― Bento irritou-se.
― Está bem, está bem... Você... ― Luc começou.
O celular de Bento tocou e Bento fez sinal de silêncio para Luc.
― Oi. Está bem, eu vou descer! ― Bento falou sério, mas carinhoso.
Luc olhou para o amigo com cara de safado.
Bento riu.
Luc fez gesto obsceno com os dedos, insinuando penetração.
Bento fez cara feia e virou-se para sair.
― Nos vemos mais tarde! ― Bento falou abrindo a porta.
― Use camisinhas! ― Luc disse rindo.
Bento saiu e fechou à porta, Luc continuou rindo e então correu até o telefone de Bento. O rapaz discou um número e esperou.
― Ele saiu! ― Luc disse.
Ouviu em silêncio.
― Ele vai demorar a voltar e talvez nem volte, então vem logo. Estou esperando!
O rapaz desligou, e se jogou no sofá com um grande sorriso nos lábios.
Portaria do prédio de Bento;
Sábado – 15 de novembro de 2014
Bento passou correndo pela portaria e sorriu para Zé que estava olhando sem entender. Não demorou muito e o homem saiu do prédio. Logo Bento avistou o carro prata que Gregori estava usando hoje. Bento caminhou devagar em direção ao carro parado perto da calçada;
Gregori destravou a porta e esperou Bento entrar.
Bento olhou sério e então abriu a porta do carona e entrou. Sorriu sem graça para Gregori.
― Opa, você está lindo! ― Disse Gregori.
Bento sentiu suas bochechas corarem.
― Hm, obrigado! ― Bento disse baixo, mas por dentro estava vibrando. Não foi a toa que ficou se arrumando por horas. Gregori realmente tinha notado.
Gregori olhou para as pernas de Bento. O rapaz vestia uma calça jeans skinny que deixava suas pernas à mostra, as pernas longas e malhadas.
― Você não deveria vestir isso, eu... ― Gregori riu. ― Eu estou de barraca armada só de me imaginar tirando essa calça.
Bento ficou corado, mas logo em seguida riu.
― Você está parecendo um virgem! ― Bento zoou.
― E talvez eu seja man... ― Gregori disse com um sorriso sacana.
Bento ficou sem graça e virou para frente.
― Hm, vamos? ― Bento perguntou.
Gregori riu e deu partida no carro.
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