Por favor, espere.

3 Por favor, me sirva outra bebida.


Apartamento de Bento.

Sábado – 08 de novembro de 2014

Bento vestia um short curto preto, uma regata preta também, com os dizeres “Nirvana” e os cabelos lisos estavam bagunçados e caídos sobre a testa em uma franja bagunçada. O garoto se olhou no espelho e pareceu gostar do que viu, sorriu sozinho, e então se virou e caminhou para a cama.

― Droga, to com a impressão de que esqueço alguma coisa. ― Bento disse sozinho e ficou pensativo por um tempo.

O celular do jovem moço começou a tocar. Bento atendeu sem demora.

― Oi, Luc. Estou descendo.

Ele ficou em silêncio ouvindo e então um sorriso se formou em seus lábios.

― O.k, eu já entendi. Eu já entendi. Desço em 3 minutos. Luc! ― Bento disse rindo.

O garoto então desligou o celular e começou a calçar uma botinha de cano curto, estilo militar. Levantou-se e olhou mais uma vez em seu grande espelho. Piscou para ele mesmo e saiu.

Bento chamou o elevador e ficou a esperar. Ele sorria meio nervoso, sabia que se demorasse mais que 3 minutos, o amigo Luc iria matá-lo. O elevador chegou e Luc, entrou. Digitou o térreo e a porta fechou-se o elevador desceu. Por sorte, Bento morava no quarto andar. Não teria problema pra chegar rapidamente. A porta se abriu e Bento saiu do elevador correndo.

― Oi, Zé! ― Bento sorriu para o porteiro do seu prédio, e saiu do prédio.

Um carro vermelho estava estacionado do outro lado da rua, em frente ao prédio. O vidro escuro do carro desceu lentamente e um garoto, de cabelos brancos e olhos azuis, olhava bravo. O garoto era bonito, muito bonito. A pele branquinha como uma folha de papel, os cabelos lisos e espichados brancos. Os olhos puxados, e uma cara de japonês. Japonês não; Pra ser exato o garoto era sul coreano.

Bento andou em passos rápidos e logo entrou pela porta de carona no carro.

― Não me mate, eu cheguei no horário. ― Bento disse sorrindo.

― Oito segundos atrasado. ― O garoto coreano, falou sério e então mostrou um cronômetro para o amigo.

Bento riu alto.

― Que saco, Luc. Para de seguir tudo ao pé da letra. ― Bento disse rindo e então beijou a bochecha do amigo.

― Na próxima vez você vai pra balada sem pinto, Senhor Anderson. ― Luc ironizou.

― Não me chame assim, isso me lembra aquele traste. ― Bento disse meio irritado.

Luc riu alto e olhou sério para o amigo.

― Nem vem, você está, ops... Sempre foi, caidaço no Greg! ― Luc disse rindo e dando partida no carro.

― Não fala uma merda dessas, o cara nos odiava, esqueceu? ― Bento disse pensativo. ― E agora é meu chefe!

Luc riu.

― E agora é meu chefe! ― Luc imitou o amigo forçando uma voz estranha, e fazendo-o falar ainda mais afeminado. ― Nem vem, tenho certeza que você já teve fantasias sexuais com seu chefe. ― Luc olhou pro amigo e piscou. ― Imagina aquele homem alto, forte, gostoso, e com certeza pintudo lhe comendo em cima da mesa de trabalho. ― Luc disse rindo.

― Ah seu idiota, que nojo. E que palavras são essas? ― Bento disse sério, mas então caiu na gargalhada.

O carro se movia não tão rápido.

― Mas e você? O Daniel? Se resolveram? ― Bento perguntou meio na dúvida.

Luc olhou sério para o amigo.

― Eu espero que aquele loiro do pinto fino, morra. Eu não quero ver ele nunca mais na minha vida. ― Luc disse bravo e quase perdendo o foco da rua.

― O.k. Baixa a bola, presta atenção na rua e me conta o que aconteceu! ― Bento disse.

Luc pareceu pensar e então começou a falar baixo.

― Nós nos vimos na quarta feira, transamos, ele disse que tudo estava bem, e na quinta feira, o palerma postou foto com outro carinha e mudou o status de relacionamento no facebook.

Bento riu.

― Não ri de mim, seu idiota. ― Luc disse irritado.

― Que filho da puta. ― Bento disse tentando não rir. ― Vamos esquecer esse palhação, hoje tu vai dançar beber, se divertir...

― E dar, dar muito. ― Luc disse irritado.

Os dois caíram na gargalhada, e Luc acelerou o carro.

Balada Michaelis.

Sábado – 08 de novembro de 2014

As luzes piscavam no lugar escuro e quente. Bento e Luc entraram na balada e olharam em volta. O local estava lotado, mal se encontrava lugar pra se locomover. A pista fervia com muitos homens dançando.

― Isso ta lotado. ― Bento reclamou.

― É o point dos garotos ricos. ― Luc concluiu.

Bento fez cara feia.

― Ah Bento, esquece, só se diverte tá? ― Luc disse sério, e saindo de perto do amigo.

― Aonde você vai? ― Bento perguntou sério.

― Dançar, ora. ― Luc disse. ― Você não?

Bento bufou.

― Lhe encontro no bar. ― Bento disse meio irritado.

Luc piscou.

Bento se dirigiu pro bar e sentou em um banco.

― É eu quero... ― Bento começou pedir.

― Duas caipirinhas! ― Respondeu uma voz no fundo.

Bento virou-se assustado ao reconhecer aquela voz.

― G-Gregori? ― Bento conseguiu falar.

Gregori riu e chegou mais perto de Bento. Então gritou em seu ouvido.

― Não estamos na empresa. Sem formalidades, Bento.

Bento fez cara feia e gritou de volta, a música estava alta.

― O que você faz aqui? ― Bento disse irritado.

― O mesmo que você. Estou me divertindo. ― Gregori gritou de volta.

Bento bufou;

― Acho que vai dar uma ótima noticia, hem? ― Bento gritou. ― Gregori Goulart, renomado dono da SEE Enterprises Holdings, Inc. Primo e noivo de Annabeth Goulart, é flagrado em boate gay.

Gregori então sorriu.

― Só faltou você dizer, aos beijos com funcionário.

Bento ficou sem entender.

― O-O que? ― Bento perguntou.

Gregori riu alto e então beijou os lábios de Bento. O beijo foi rápido, mas pareceu ser quente. Bento sem demora afastou o chefe, e limpou a boca.

― S-Seu idiota. ― Bento berrou e saiu correndo do bar.

Gregori ficou rindo e vendo o garoto esbarrar em várias pessoas enquanto se afastava do bar. Gregori então colocou o copo da caipirinha no balcão, olhou sorrindo pro barman.

― Por favor, me sirva outra bebida, man!