Por detrás das ondas

1 ARQUIVO EXTREMAMENTE CONFIDENCIAL - Cap.1


3:00 PM

O chefe da maior loja vendedora de computadores dos Estados Unidos anunciou para todos os empregados, a nova secretária:

-Esta é a minha nova secretária, é a Dana. E eu espero que não arranjem nenhum problema com ela!- Franzindo a testa.

Claro que nenhum vendedor, ou administrador da loja iria arranjar problemas com a nova inspetora, pois ela era linda com aqueles cabelos curtos e pretos que combinava com sua cara de boneca de olhos azuis claros e com aquele vestido preto e agarrado no corpo.

-Vamos Dana, quero lhe apresentar o administrador da loja – Henry, o chefe, foi andando até a sala do suposto administrador.

-Ok – Ela respondeu.

Mitch, o administrador que estava digitando no seu computador, acabou ouvindo o barulho da porta se abrindo e viu que era Henry e a nova inspetora que Henry prometera anunciar para Mitch:

-Mitch, essa aqui é a Dana, a minha nova secretária.

Ela se aproximou de Mitch, e ele foi levantando rapidamente e dando a mão para cumprimenta-la dizendo:

-Prazer em conhecê-la Dana.

-Igualmente, Mitch. – Ela sorriu ao cumprimenta-lo que acabou deixando-o com uma pitada de paixão por ela.

Mitch ficou olhando para Dana até que ela sumiu quando o seu chefe foi embora fechando a porta de sua sala. E quando reparou ainda estava com a mão imóvel dês de quando Dana a cumprimentou e pensou:

-“Mas que mulher é aquela? Tão sorridente... E parece ser tão gentil e doce e... Tudo!” – Mitch sentou-se em sua cadeira e se acomodou nela – “Melhor esquecê-la. Ela é muita areia para o meu caminhãozinho. Aliás... Quem sou eu para se apaixonar por uma mulher?” – Ele sorriu e voltou a seu trabalho no computador.

-Vou te apresentar o resto da loja, Dana. – Henry foi caminhando a frente dela.

-Sim, obrigada – Ela respondeu.

6:00 PM

Todos os empregados estavam saindo da loja e indo para suas casas e Mitch acabou encontrando Dana na porta de saída e falou:

-Tchau, Dana. Até amanha. – Ele sorriu.

-Tchau Mitch. Bom descanso, e até amanha – Ela sorriu para ele também, que o deixou um pouco mais apaixonado.

Mitch foi para seu carro, deu a partida e pegou o caminho para sua casa. Bem próximo de onde que ele estava, havia um semáforo, que estava vermelho e o carro de Mitch foi obrigado a parar. Na espera do sinal verde, ele viu que Dana estava atravessando a rua e ele pode olhar para suas coxas bem trabalhadas, e ela tinha um glúteo de dar água da boca. Ele suspeitou que ela estivesse indo para casa a pé, então como um desesperado ele abaixou o vidro do carro, e disse alto para que ela o ouvisse:

-Dana, quer carona?

-Mitch? Se não foi incomodo... – Ela parou de andar.

-Lógico que não!

-Ok – Ela foi indo em direção ao seu carro e Mitch a assemelhou como se fosse uma puta que aceita quando você pede seu serviço e ela vai correndo para o seu carro.

-Para onde você vai, Dana? – Ele perguntou quando ela sentou deliciosamente em seu carro.

-Eu vou para o centro, eu tenho uma casa por lá.

-Ok.

-Não é o seu caminho?

-Sinceramente, não é, mas eu te trago até lá.

-Então não precisa me levar, deixe que eu vá de ônibus.

-Não eu te levo, com todo o prazer.

-Já que insiste. Obrigada Mitch! – Ela sorriu.

O sinal ficou verde e Mitch acelerou o carro e juntamente pensou:

-“Calma, só estou tendo aquelas sensações quando todo homem vê uma mulher...”. – Ele olhou para ela rapidamente e voltou a prestar atenção no transito e aos seus pensamentos –“Linda... Mas é lógico que eu não posso ficar apaixonado por uma mulher”.

Para tirar o silêncio constrangedor que estavam entre os dois Dana comentou:

-Ahm... Hoje você... Trabalhou muito? – Ela parecia envergonhada pelo olhar de Mitch, que a deixou mais fofa.

-Como todo dia, sim. Mas vou levando. E você?

-Eu não – Ela sorriu – Hoje o Henry só me apresentou a loja.

-E você vai ficar com a gente? – Ele tentou puxar assunto.

-Vou.

-Que bom.

O silêncio tomou conta dos dois novamente, e agora por um longo tempo.

6:43 PM

-Pode virar nessa rua – Dana disse.

-Ok. – Mitch respondeu.

Logo depois do carro andar alguns metros na rua meio vazia em que o carro entrou, Dana avisou:

-É aqui Mitch. – Ela apontou à direita.

-Pronto. Entregue. – Mitch imediatamente estacionou o carro – fique sentada aí, eu abro a porta para você.

-Que gentileza! – Ela riu.

-Mulheres como você devem ser tratadas com mordomia e respeito. –Ele foi se levantando e saindo do carro e abrindo a porta em que dava ao assento em que Dana estava.

-Obrigada pelo elogio e pela carona. Obrigada mesmo! – Dana deu um beijo bem pressionado, colocado e um pouquinho demorado na bochecha de Mitch, e logo após ela sorriu.

-De nada, Dana. – Ele sorriu.

-Até amanha! – Ela foi andando para uma casa de dois andares marrom e branca, bem bonita para a vista de Mitch.

Mitch por sua vez foi ao seu carro e sentou-se. Respirou fundo e passou a mão onde a boca de Dana passou.

-“Ainda bem que ela não quis ligar o rádio...” – Pensou pegando o único rádio do carro: Um rádio militar que estava debaixo do banco traseiro, num compartimento falso.

O ligou e estava na frequência 4625khz que imitia sons monótonos e pequenos, repetindo-se a uma taxa aproximada de 25 tons por minuto.

7:39 PM

Já escuro Mitch estava quase chegando em casa quando repentinamente uma voz russa masculina tomou conta de seu rádio dizendo:

-Sorok , sto dve , dvadtsat' . Ivan.

Ele olhou rapidamente assuntado, pasmo e tremulo para o rádio, ainda dirigindo e resmungou:

-Droga! – Ele apertou o volante e acelerou.

Notas finais
Olá, pequenos leitores.
O que acharam do primeiro capítulo? Se você esperava que muita treta rolasse, acalme-se pequeno gafanhoto, ainda só estou começando a Saga.
Se você se interessou, além de comentar ou qualquer ação do tipo, mande-me um e-mail em mrcicada@yahoo.com ficarei grato.
Atenciosamente, Mr.3301