Notas iniciais
Olá, pessoas! Essa é minha One-Shot, e até agora, minha fanfiction predileta! Leiam e comentem o que acharam, se ela merece uma "parte dois"... Enfim, boa leitura (afinal, é uma leitura rápida).

– Outra ocorrência? Mas que raiva!

– Eu sinto pena... Ela não devia passar por isso. Estou triste por ela.

– A sorte foi dela que, nesse ano, foram só cinco! Que inveja!

– Foi só cinco mesmo! Não estou nem aí!

– Mas dá pra ver que ela está se esforçando mais. Estou feliz por ela.

É assim que agimos. Por impulso. Prazer a todos, esse é o cérebro humano. Com fortes emoções, como a raiva, a tristeza, a inveja, o orgulho, a felicidade... entre muitos outros sentimentos que somos capazes de sentir.

Cada sentimento tem a tendência de querer ocupar algum cargo no nosso cérebro, e nem percebemos. E sabemos menos ainda que todos estão interligados. Se acontece algo que você não gosta ou não queria que acontecesse, você fica triste. Com essa tristeza, você acaba ficando irado com a situação. Daí acontece o bom pro outro, o oposto do que ocorreu com você. Você fica com inveja, mas para esconder esse sentimento, continua com o orgulho. E a coisa mais difícil de acontecer é você ficar feliz pelo outro sendo que o mal está acontecendo com você, mas acredite, apesar de tudo, a felicidade também está interligada. Se não, seríamos totalmente sem coração, se não fôssemos felizes.

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Mônica estava triste por sua mais recente ocorrência. Cara, ela estava lendo um livro realmente interessante, mais do que a aula sobre “balas azuis de cor rosa que ficam verdes a partir do extrato de tomate preto”. E adivinha quem dava a aula? Aquele louco do Licurgo. Ah, e se ele viesse com mais um eu não sou louco, Mônica daria uma na cara dele. Mas que raiva que ela estava sentindo! Por outro lado, estava com um pouco de inveja de Carmem e Denise, que conversavam o tempo todo e o Louco não estava nem aí. Mas para se conter, dizia:

– Vocês só não levaram ocorrência porque o Licurgo acha que estão falando da aula “importantíssima” dele – disse ela, na vã tentativa de esconder sua inveja.

– Atrapalhando a conversa das duas sobre balas azuis de cor rosa que ficam verdes a partir do extrato de tomate preto? Sinceramente, Mônica, acho que você está querendo ir pra sala do diretor! Vai falar com ele agora! – Licurgo brigou com Mônica e trocou de expressão no rosto – Pois não? Quem te mandou aqui e o que fez, Mônica?

A garota, já extremamente furiosa com o que estava acontecendo, saiu batendo os pés da sala e foi para o lado de fora da escola.

– Francamente – Licurgo comentou, demonstrando que estava na fase de professor novamente – Preciso ter uma conversa séria com o diretor em relação à Mônica.

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Afinal, o que significara a palavra emoção? Em sua cabeça, Mônica imaginava que era um sentimento, ou de raiva, ou de felicidade. Mas emoção significa uma reação moral, psíquica ou física, geralmente causada por uma confusão de sentimentos, que se tem diante de algum fato, situação, notícia, fazendo com que o corpo se comporte tendo em conta essa reação, através de alterações respiratórias, circulatórias; comoção. “Confusão de sentimentos” é como o cérebro está constantemente. Assim como você vê uma coisa que esperava há algum tempo, e não sabia se estava ansioso, triste, com raiva ou nervoso para chegar logo...

É inevitável. Meio que... o cérebro prega peças na gente. E quando a gente menos espera, ele vai e toma decisões sem nos consultar. É tudo tão absurdo...

Agora... é preciso entender o que é o cérebro. Ele não é somente a parte que controla o nosso corpo inteiro. Além disso, o nosso cérebro pode interferir na vida de outras pessoas sem dizer nada; apenas mandando comandos. E os comandos são mandados a partir do momento em que você vivencia algo, e ele manda algum sentimento para te consolar. Só que o cérebro pode não ser tão inteligente como a gente pensa. Se fosse, mandaria apenas a alegria para nos ajudar nos problemas, mas ele não pensa nisso. Falando dessa forma. Parece até que o cérebro tem vida; e, de certa forma, tem mesmo. Tudo o que o cérebro nos manda, a gente faz. Mas não subestime a inteligência dele; se não fosse essa parte do corpo, você não pediria desculpas, não perdoaria; não criaria problemas, mas também não os resolveria. É difícil compreender a verdadeira função desse órgão.

Em nosso encéfalo, tudo se passa, tudo é coordenado. E é ele o segundo principal membro do corpo humano.

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O que tem de errado com a minha vida, o quê?! Será que meu cérebro não percebeu ainda que eu preciso de algo bom? Eu não consigo parar de chorar, não consigo desestressar! Para eu ficar melhor, só mesmo se... É, parece que meu cérebro me ouviu. Conti minhas lágrimas e dei um sorriso; Cebola estava vindo atrás de mim. E, logo depois, Magali, Cascão, Do Contra e Irene estavam também. Cheguei a ficar com um pouquinho de inveja de a Irene estar andando com o Cebola, mas quem liga pra isso agora? A felicidade superou todos os outros horrendos sentimentos que eu estava tendo! Meus amigos chegaram para me consolar! Fiquei sabendo que nenhum deles mais havia levado ocorrência, e não vou desejar o mal pra eles. Estou feliz por todos, até mesmo pela Irene!

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Lembra que eu havia dito que a felicidade também estava interligada? Pois então. Depois de todo o momento de fraqueza que você passar, independente de qualquer coisa, seja forte. Tente superar, e tente mostrar ao seu cérebro que você controla ele, e não o contrário! Demonstre com atitudes que você pode ser feliz. É certeza absoluta que ele vai compreender o recado e vai mandar-lhe o melhor de todos os sentimentos: a felicidade. Você vai cair em alguns momentos, todos nós vamos. Mas ninguém deve ficar jogado no chão. Ao cair, levante-se; demonstre ser forte, demonstre atitude! Dentro do cérebro se passa muita coisa, mas não é perceptível aos nossos olhos. O funcionamento não é tão simples assim. Mas controle suas emoções. Chore. Fique triste. Sinta raiva. Mas não fuja de seus problemas. O cérebro controla por dentro da mente. E você controla o cérebro.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!