Por Você
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Os gêmeos Hitachiin passaram a noite tranquilamente e tiveram um sono sem sonhos. As sete da manhã se levantaram e trocaram algumas poucas palavras antes de tomar banho de descer para tomar café da manhã. Logo que acordou Hikaru se lembrou do que havia pensado no dia anterior durante o banho, sobre o tal Kouji que se declarou para seu irmão. No fim das contas decidiu que falaria sobre isso com o mais novo mais tarde, depois que tivesse oportunidade de conversar com Haruhi quem sabe.
Às 8h da manhã os gêmeos já e encontravam em frente a mansão de Ootori, todos iriam se encontrar lá, onde um carro os estaria esperando para os levarem até a propriedade da família de Kyouya onde os garotos acampariam.
Suou e Kyouya já os esperavam e foram informados que Haruhi logo chegaria pois o Ootori já havia mandado um carro buscá-la em casa, à pedido de Ranka-san. Alguns minutos depois a Fujioka chegava, vestida como garoto, o que não deixou de arrancar olhares de admiração por parte de Tamaki e Hikaru. Logo depois chegaram Honey e Mori-Senpai, que se desculpou pelos dois dizendo que o menor teimava em ficar na cama mesmo sabendo do horário combinado.
Estando todos lá e com suas mochilas e apetrechos, entraram no carro e rumaram ao acampamento.
O caminho foi tranqüilo, Tamaki sentou-se do lado de Haruhi e vez ou outra a abraçava e enfatizava o quanto a sua filhinha estava kawaii com aquelas roupas. Hikaru e Kaoru passaram a maior parte do tempo quietos ouvindo música em seus ipods, Kyouya fazia cálculos em seu caderno, provavelmente se tratava de algo relacionado aos lucros do host club, por último Honey se encontrava adormecido sobre o colo de Mori-Senpai que, quando percebia que ninguém estava olhando, acariciava delicadamente os fios loiros do menor, resvalando propositalmente os dedos pela sua face delicada.
Era cerca de 9h30 da manhã quando chegaram na reserva dentro da propriedade dos Ootori. Logo desembarcaram e retiraram suas coisas do carro, avisando ao motorista quando ele deveria buscá-los.
Honey-Senpai tinha uma expressão sonolenta, Takashi tivera de acordá-lo para descer do carro e o menor, apesar de não ter ficado raivoso como de costume, ainda não demonstrava animação.
Decidiram que era melhor armarem as barracas para alojar seus pertences e depois decidiriam o que fazer primeiro.
Ao todo eram 4 barracas, Tamaki insistia que devia ficar com Haruhi para protegê-la de algum animal selvagem que pudesse aparecer durante a noite mas Kyouya logo o demoveu dessa idéia dizendo que Ranka-san só havia permitido a ida da pequena caso o Ootori assegurasse que o loiro não chegaria perto dela mais do que o necessário. A divisão nas barracas seria então a seguinte:
Hikaru/Kaoru, Kyouya/Tamaki, Mori e Honey, Haruhi sozinha.
Hikaru e Tamaki ainda não se conformavam com a idéia da Fujioka dormir sozinha mas a mesma os convenceu ao lembrá-los de que era uma garota e precisava de privacidade.
Após terminarem de montar as barracas, o que demandou bastante tempo, decidiram que explorariam o lugar ao redor e buscariam algumas coisas para o lanche. Acabaram por se dividir em duplas. Honey e Mori-Senpai iriam procurar um pouco de lenha para que fizessem uma fogueira quando anoitecesse enquanto Kyouya foi buscar água no riacho próximo para cozinhar. Hikaru e Tamaki disputavam para ver quem ficava com Haruhi e o mais velho dos HItachiin acabou ganhando no pedra, papel e tesoura o direito de ficar com a pequena vigiando os seus pertences enquanto o loiro iria com o seu irmão procurar algumas frutas.
Kaoru sequer discutiu a decisão do irmão, é claro que não ficara nem um pouco contente em saber que o mesmo preferia a companhia da Fujioka à sua, mas era seu propósito deixar que irmão vivesse a sua vida, teria de fazer o que estivesse ao seu alcance para ajudá-lo com Haruhi.
O olhar triste do gêmeo mais novo, no entanto, não passou despercebido pelo presidente do host club que, apesar de se fazer de bobo, começava a compreender o que se passava com “seu filho mais novo”. Deixou para conversar com ele quando já estivessem um pouco mais afastados dos outros, queria entender o que exatamente estava se passando entre os gêmeos e pensar numa forma de ajudar. No fim das contas Tamaki era assim, sempre pensava nos outros antes de si mesmo, e era isso que fazia com que os demais integrantes do grupo o admirassem tanto.
Hikaru se sentiu aliviado quando se viu a sós com a Fujioka, não que tivesse segundas intenções, apenas queria conversar em particular com a pequena, quem sabe ela não lhe ajudava a entender o que estava acontecendo com seu irmão e até consigo mesmo.
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Tamaki e Kaoru seguiam procurando por frutas silvestres que pudessem levar para o acampamento, durante o trajeto até o ponto em que estavam, o loiro chorou e resmungou incontáveis vezes por não ter podido ficar com sua “filhinha” Haruhi. Kaoru sequer dava atenção ao lamentos do presidente do host club, estava mais preocupado com seus próprios sentimentos naquele momento. Seu olhar perdido não passou despercebido pelo mais velho que logo assumiu uma postura séria e perguntou:
– Kaoru, o que você tem?
– Ehh??? Nada Tono-san, porque a pergunta? – O mais novo se assustou com a pergunta e também com o modo que o loiro se dirigiu a si. Não estava acostumado com esse tipo de postura por parte dele e acabou se sentindo intimidado com os olhos violetas o encarando profundamente.
– Eu sei que tem algo lhe incomodando, se não quiser falar sobre isso tudo bem. Eu posso parecer idiota a maior parte do tempo, mas eu também percebo quando meus amigos estão tristes. Quando você achar que está pronto para conversar sobre o assunto pode me procurar – Disse essas palavras e sorriu, um sorriso sincero e que passava confiança ao menor.
Kaoru ficava cada vez mais abismado com o modo de agir do mestiço. Achou que talvez fosse bom se abrir com alguém, mesmo que não pudesse contar tudo o que gostaria.
– Ano...é o HIkaru... – Não sabia como começar a contar o que estava acontecendo, não podia simplesmente dizer que se apaixonara pelo próprio irmão gêmeo e que, obviamente, não era correspondido, teria que escolher muito bem as palavras.
– Ele está se afastando de você não é? Eu já percebi – O loiro lançou-lhe um olhar de cumplicidade e por um instante Kaoru acreditou que ele sabia exatamente o que estava sentindo. Como era possível?
– Acho que o mundo dele está se expandindo...- constatou tristemente.
– Ele a Haruhi-chan estão cada vez mais próximos...talvez eles comecem a namorar – Falando isso o mais velho deu um longo suspiro e sua expressão transformou-se numa de conformidade, apesar do mais novo perceber um grande tristeza em seus olhos.
Como num estalo Kaoru percebeu o que estava acontecendo, então era por isso que Tamaki conseguia compreendê-lo, ele também estava apaixonado e não era correspondido...Suou estava realmente gostando de Haruhi e com a proximidade entre ela e Hikaru percebeu que não tinha chances com a morena. Pobre Tamaki, se ele estivesse sofrendo metade do que ele próprio estava então Koaru sabia que ele deveria estar muito mal. No entanto ficou um tanto preocupado que o amigo pudesse ter percebido a natureza dos sentimentos que ele nutria pelo gêmeo mais velho, mas de momento resolveu não comentar nada sobre a questão para não levantar mais suspeitas.
Por alguns minutos ambos caminharam em silencio e quando Kaoru se abaixava para pegar algumas frutas vermelhas que havia encontrado num arbusto Tamaki, de repente, voltou a se pronunciar:
– Sabe Kaoru...quando amamos alguém o mais importante é ver essa pessoa feliz não é? – O loiro perguntava como se estivesse falando consigo mesmo, não encarava o menor, apenas olhava para cima como se fixando em algum ponto no alto de uma árvore qualquer.
– É...acho que sim...por que a pergunta Tono-san? – Kaoru não estava entendendo o que o mais velho pretendia com essa conversa.
– Mesmo se essa felicidade for ao lado de outra pessoa? Você seria capaz disso Kaoru? De abrir mão da pessoa que você ama pra que ela seja feliz? – Suou ainda não encarava o menor que pode perceber um brilho diferente em seus olhos.
– E-eu...sim! – Kaoru pensou em sua situação com seu irmão por mais que soubesse que não era a eles que Tamaki estava se referindo. Por um instante vacilou em sua resposta mas logo lembrou-se de seu propósito de fazer qualquer coisa pela felicidade do irmão.
– Você é uma pessoa gentil Kaoru...acho que eu sou egoísta – Agora o maior o olhava com os olhos cheios de lágrimas e um sorriso melancólico. Kaoru se viu na pele do outro e, movido pela compaixão, num rompante abraçou o maior, começando também a chorar em seus braços.
– T-tono-san...se eles fi-ficarem juntos o Hikaru vai me deixar? O que eu vou fazer? E-ele é o meu mundo...como eu vou viver sozinho? – O menor agora chorava copiosamente. Desabafava todo o sofrimento que guardara durante todo esse tempo em seu peito enquanto distribuía falsos sorrisos de encorajamento ao seu irmão.
– Kaoru...tudo bem, o Hikaru sempre vai ser o seu irmão...ele sempre vai amar você! – Tamaki, que já estava emocionado, se comoveu ainda mais com a reação do menor e agora afagava seus cabelos enquanto tentava confortá-lo.
Kaoru não disse mais nada, não podia falar que o que sentia pelo gêmeo era mais do que amor fraternal. Já dera muita bandeira com a reação que tivera com as palavras do mais velho. Apenas ficava triste por saber que a união de Hikaru e Haruhi fazia mais alguém, além dele próprio, infeliz.
O gêmeo mais novo limpou as próprias lágrimas na barra da camiseta que usava e sorriu para o maior que retribuiu o gesto. Em seguida voltaram a colher as frutas que encontravam pelo caminho e Tamaki vez ou outra se desviava do caminho para recolher alguma flor silvestre que achava bonita para levar para sua “filhinha”.
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No acampamento...
– Pode começar a falar Hikaru. – Haruhi disse assim que os demais hosts se afastaram para realizar as tarefas as quais tinham sido incumbidos.
– Hã?Como assim? Falar o que? – Hikaru, que estava um pouco distraído, se assustou com a fala de Haruhi e não compreendeu o que a mesma dizia.
– Você quer falar alguma coisa pra mim, do contrário não teria brigado para ficar aqui ao invés de ir junto com o Kaoru. – A Fujioka falava calmamente, parecia bem segura do que dizia enquanto o ruivo tentava entender se ele realmente era tão fácil de compreender ou se Haruhi que era muito perceptiva.
Por fim o mais velho dos Hitachiin decidiu que seria melhor falar logo o que lhe afligia, inventara essa história de acampamento pra isso afinal.
– É o Kaoru...ele tem se afastado de mim e eu nem sei por que. – Hikaru parecia realmente triste com a situação que ele sequer fazia idéia de como e por que havia começado.
– Humm...isso é verdade. Eu percebi que você e o Kaoru não tem ficado tão juntos ultimamente, ele até tem almoçado com outras pessoas, acho que só no host club vocês ainda continuam grudados. – A morena parecia tentar analisar a situação.
– Pois é, eu acho que o Kaoru prefere ficar com outras pessoas ao invés de mim...será que ele enjoou da minha companhia? – Hikaru, que estava sentado no chão com as pernas cruzadas, agora apertava os dedos das mãos nervosamente, estava apreensivo para saber o que Haruhi achava da situação, só ela poderia lhe dar uma luz sobre o que fazer.
– Eu duvido muito Hikaru, o Kaoru adora você, você é o mundo dele. Mas ele também é um garoto gentil, ele pode apenas não querer chatear essas outras pessoas com quem ele fez amizade, não há nada de mal nisso afinal.
– Mas não são só amigos!! – Depois que já havia pronunciado as palavras é que percebeu que acabara falando demais. Arrependeu-se no instante seguinte, pois apesar de confiar muito na pequena ele não tinha o direito de falar sobre a opção sexual de Kaoru, afinal era um assunto que dizia respeito somente a ele. Agora, no entanto, a besteira já estava feita e a afirmação não passou despercebida pela perspicácia de Haruhi.
– Como assim não são só amigos? O que você quer dizer Hikaru? – Haruhi já fazia uma idéia do que o maior estava falando, não era de agora que havia percebido que Kaoru gostava de garotos e se admirava que Hikaru não tivesse descoberto muito antes. Ainda assim resolveu jogar um verde para ver que informações Hikaru daria.
– Eto...você promete que não conta isso pra ninguém? – A Fujioka assentiu e o maior continuou – É que o Kaoru gosta de garotos. – Ao dizer isso não soube por que mas acabou corando, não que tivesse vergonha do irmão pela opção dele, é que apenas a menção disso o fazia pensar no irmão com algum garoto e além de não gostar da idéia, ficava constrangido de imaginar esse tipo de coisa.
– Bom...não dá pra dizer que isso é uma novidade – Haruhi comentou divertida.
– O QUÊ? VOCÊ JÁ SABIA? ELE CONTOU PRIMEIRO PRA VOCÊ?! – Hikaru ficou inconformado, agora Kaoru além de se afastar dele confiava seus segredos primeiro a outras pessoas, tudo bem que Haruhi era uma grande amiga, mas era isso, amiga, era alguém de fora, não era um deles...
– Calma, ele não me disse nada...eu simplesmente percebi. – A morena se divertia com o jeito do maior.
– Sério?Eu não tinha percebido até ele me contar – Hikaru coçou a cabeça envergonhado por não ter conseguido perceber esse tipo de coisa mesmo convivendo tão intimamente com o irmão.
– É normal as garotas perceberem melhor esse tipo de coisa, mas então, você me disse que as pessoas com quem ele tem andado não são só amigos...o Kaoru está namorando? – A Fujioka se mostrava visivelmente curiosa.
– NÃO!!! Quer dizer, pelo menos ele disse que não...mas ele saiu com aquele senpai... – Hikaru falava de Shinji com certa contrariedade, era visível os seus ciúmes e Haruhi não deixou de achar fofa essa manifestação de carinho por parte do mais velho.
– Hum, eles saíram mas não estão namorando...então qual o problema? Você está com ciúmes Hikaru? – Não perderia a oportunidade de cutucá-lo, mesmo por que, na mente de Haruhi, ele precisava perceber o quanto estava sendo infantil.
– O quê? Não! Eu com ciúmes, imagina! É...é só que o Kaoru tem ficado cada vez mais distante e ao mesmo tempo esses caras querendo ficar com ele...
– Esses? Então não é só um? Nossa, parece que o Kaoru está ficando popular com os garotos então – Haruhi se divertia internamente com a contrariedade que provocava no mais velho dos gêmeos.
– Bom...na verdade teve um tal de Kouji que se declarou pra ele...mas eu acabei descobrindo sem querer, ele não me contou nada ainda...pra falar a verdade nem sei se ia contar – o maior se mostrava abalado pela perspectiva do mais novo começar a esconder coisas dele.
– Olha Hikaru, se ele já fez o mais difícil que era admitir a opção dele pra você, não tem por que ele ficar escondendo esse tipo de coisa. Ele só não deve ter tido oportunidade de te falar.
– Isso é verdade, mas e se ele começar a namorar? O que eu faço? E se ele não quiser mais ficar perto de mim? – Haruhi podia perceber um certo desespero na fala do maior, um sentimento que ela não era capaz de compreender pois não tinha irmãos.
– Ora Hikaru, uma hora ou outra isso vai acontecer, é uma coisa normal, vocês são gêmeos, mas são duas pessoas diferentes, mais dia menos dia vocês vão ter que viver suas vidas separados, o que não significa que o sentimento entre vocês vai deixar de existir, o Kaoru sempre vai ser seu irmão, ele sempre vai te amar.
– Mas eu não quero viver separado dele! – Ok, Hikaru sabia que essa era uma possibilidade pro futuro mas sempre procurava não pensar muito nisso, porém agora, ao ouvir isso de Haruhi, acabou se desesperando ainda mais. Como assim Kaoru teria uma vida separada da dele? Será que era isso que seu irmão queria? Por isso estava se afastando dele? Sentiu seu peito apertar ao se imaginar vivendo longe de Kaoru.
– Ora Hikaru, mas você tem que respeitar as decisões do seu irmão, o mundo é bem maior do que vocês dois, cada um tem uma vida e pode escolher o que fazer dela, você não pode ficar grudado nele pra sempre, qualquer hora você também vai encontrar alguém com que vai querer namorar, casar, ter filhos, você não vai querer o seu irmão colado em você nessas horas, vai? – A Fujioka tentava explicar pacientemente a situação para Hikaru, mas o maior era cabeça-dura.
Hikaru pensou sobre o que a morena acabara de dizer, ele gostava dela, queria o bem dela e gostava de tê-la por perto, mas nunca pensara sob essa perspectiva. Realmente se eles namorassem ele teria que se afastar, mesmo que só um pouco, de seu irmão, e os passos seguintes exigiriam uma afastamento ainda maior. Quando se deu conta que estava apaixonado por Haruhi não pensou em nada disso e agora analisando que namorar alguém exigiria menos tempo e proximidade com seu gêmeo parecia a ele um preço alto de mais a se pagar. Começou a questionar seus sentimentos em relação à morena, pois começava a achar que não valia à pena deixar de lado toda uma vida ao lado do irmão para se aventurar num namoro com uma garota que conhecia a pouco tempo, a idéia lhe parecia tremendamente absurda.
– Você tem razão, obrigada – Forçou um sorriso para a morena quando, na verdade, a vontade que tinha era de gritar que não abriria mão de seu irmão por nada, e que ninguém tinha o direito de tentar afastá-lo dele, fosse quem fosse.
Continuaram sentados próximos um do outro, mas nenhuma outra palavra foi dita. Hikaru pensava sobre tudo o que ouvira de Haruhi e a mesma pensava sobre o que o mais velho dos gêmeos deveria estar pensando a respeito de sua relação com o irmão.
Cerca de quinze minutos depois Mori-Senpai chegou, tendo em uma das mãos um saco com vários gravetos e pedaços de madeira para fazer a fogueira quando anoitecesse. O maior também carregava um Honey-Senpai muito corado e parecendo até mesmo desconfortável nos ombros. Os dois perceberam que o loirinho estava mais quieto que o normal, mas não perguntaram o por que. Logo Kyouya também voltava com a água, este reclamava que teve que subir a correnteza do rio para pegar água já que no ponto mais próximo do acampamento acabou encontrando alguns resíduos próximos da margem, achando melhor buscar água mais acima pra evitar contaminação, falaria com os responsáveis pela manutenção daquela área sobre o ocorrido assim que retornassem. Depois de Kyouya foi a vez de chegarem Tamaki e Kaoru com várias frutas que conseguiram encontrar, ambos distribuíam sorrisos cúmplices um para o outro, fato que não passou despercebido pelo olhar de Hikaru.
Todos juntos, resolveram lanchar. Comeram as frutas que foram lavadas na água que Kyouya trouxera e também alguns lanches que haviam trazido consigo. Enquanto comia, Hikaru não prestava atenção em Kaoru e Tamaki que pareciam estar muito próximos, rindo e conversando mais do que o normal. Começava a se arrepender de tê-los deixado sozinhos.
Durante o lanche todos decidiram que depois de descansar um pouco iriam tomar banho no rio, não sem antes Kyouya os convencer de irem até a parte mais alta do rio, onde não havia indícios de interferência humana, claro.
Continua...
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