Notas iniciais
Capítulo novo o/
Boa leitura e desculpem-me por possíveis erros.

O jovem Hitsugaya estava no quarto esquadrão, recebendo algumas informações de Unohana referentes ao estado de saúde de Soujirou. Segundo ela lhe dissera, ele já havia despertado e passava bem, receberia alta pela tarde. Dentre todas as informações que recebera a que mais lhe impressionou foi que, nem ela, e nem Mayuri, conseguiram descobrir qualquer resquício de que aquele jovem um dia tivesse de fato morrido, mesmo que a comprovação seja de que se tratava mesmo do jovem que estudou na academia com Toushirou, aquele era realmente o outro senhor de Hyourinmaru. Até mesmo os ferimentos que Toushirou havia encontrado na pele do moreno quando este estava inconsciente haviam se curado.


Com a autorização para conversar em particular com o paciente, Toushirou foi diretamente ao quarto onde o moreno repousava, paralisando rapidamente ao vê-lo ali, vivo, distraído, como há muito tempo sonhava. Os cabelos negros completamente soltos emolduravam delicadamente a pele alva e destacavam lindamente a face jovial. Tomando coragem para conversar seriamente com Soujirou para tirar todas as dúvidas que restavam em sua cabeça, chamou lhe a atenção.


– Kusaka. – viu o moreno dar-lhe imediatamente atenção, perdendo parte da vontade de conseguir respostas – Como você_ – teve a fala interrompida.


– Toushirou – com um pouco de dificuldade o maior levantou-se do leitou, pois ainda estava em fase de recuperação – Estou tão feliz... Você está vivo! – disse tocando a face corada do menor.


Essas eram exatamente as palavras que Hitsugaya desejava dizer ao outro. Era ele quem havia sofrido amargamente durante tantos anos a morte do único que amou e que sempre amará. Era ele quem desejava mais do que tudo dar a própria vida para ver novamente aquela face carinhosa, então por quê? Porque Soujirou parecia sentir a mesma dor?


– Kusaka... Eu... Estou feliz que você esteja vivo! – abraçou-o, ignorando o orgulho que possuía em não demostrar fraquezas, entregando-se às insistentes lágrimas, porém agora estas representavam felicidade.


– Toushirou...? – o moreno estranhou a atitude do menor, perguntando-se se ele também teria passado pelo mesmo sofrimento – Você...?


– Eu pensei que você tivesse morrido naquele dia... Na central... – disse entre lágrimas.


– Toushirou... Eu... Pensei que você tivesse morrido aquele dia.


Parece que ambos acreditavam na mesma história. Para Toushirou, o moreno havia morrido naquele dia em que foram forçados a medir forças e deixar que suas zampakutou decidisse quem era o seu verdadeiro senhor. Para Soujirou tivera ocorrido o mesmo, porém era Toushirou quem havia morrido.


– Toushirou_ – o moreno queria obter respostas, porém isso já não parecia ser importante para o menor.


– Kusaka, não importa o que aconteceu... Você está aqui comigo, podemos ser felizes de novo.


– Certo.


Ignorariam todas as falhas presentes naquela história e todas as incertezas que viveram desde o último encontro há muitos anos. Agora apreciariam a vida juntos, como desejavam que fosse desde a época na academia.


Passado aproximadamente um mês, Soujirou conseguiu um cargo como Shinigami, visto que ele havia se formado na academia, porém recusava integrar na Soul Society, por isso enfrentava Hollows mesmo sem o apoio de outros Shinigamis. Admirável e forte como sempre fora, conseguiu o posto de terceiro oficial no décimo esquadrão. Lutaria ao lado de seu melhor amigo, como sempre imaginava que deveria ser.


– Taichou. – Rangiku chamava a atenção de seu capitão enquanto este analisava alguns papéis como se costume.


– Diga. – sugeriu sem desviar o olhar do trabalho.


– Você não vai me contar nada sobre sua relação com o atual terceiro oficial? – fora direta na pergunta, pois estava cansada de esperar a boa vontade do menor em falar sobre o assunto.


– Não há o que ser dito! Ele é só um velho amigo que agora está no mesmo esquadrão que eu. – respondeu dando o assunto por encerrado.


Acontece que a ligação existente entre aqueles dois não era a única pergunta que a mulher tinha. Eles possuíam uma história em comum, a mesma zampakutou, os mesmos sentimentos um pelo outro. O que mais impressionou a tenente após encontrar o velho amigo de Toushirou foi que, quase que instantaneamente, após o moreno ter sido levado ao quarto esquadrão e receber os devidos tratamentos, o jovem capitão pareceu liberar um enorme peso que há muito carregava, como se seu coração tivesse ficado mais leve. E não somente Rangiku, como todos os demais Shinigamis da Soul Society, estranhavam a maior facilidade e naturalidade com que o pequeno capitão sorria, até mesmo sua expressão estava mais feliz, sem a costumeira testa franzida. Era mais do que evidente que Soujirou era a razão da felicidade de Toushirou, mas o porquê de ele conseguir ser tanto para o jovem ninguém sabia.


Mais dois meses se passaram e a esse ponto até o Shinigami substituto já notava a mudança na personalidade do capitão do décimo esquadrão. No entanto, isso já estava sendo algo normal para os demais Shinigamis, visto que três meses – um mês com Soujirou na Soul Society sem ser Shinigami e dois meses desde que assumira seu posto – era tempo suficiente para deixarem de estranhar as novas feições mais frequentes na face do jovem capitão. Porém como nem tudo poderiam ser só alegrias, agora era desconfiança que assolava as mentes mais fofoqueiras que viviam por lá.


Estranhamente, Toushirou nunca permitia que Soujirou fosse sozinho em missões, e sempre que estava por perto durante combates em que o moreno se via envolvido, impedia-o insistentemente de lutar, esforçando-se para dar conta de todos os adversários sozinho. O jovem Hitsugaya sabia que isso era meio que exagero, porém ainda temia perder mais uma vez o amigo, temia vê-lo novamente ferido, então acabava por trata-lo como se fosse algum tipo de boneca de porcelana, o que estava começando a incomodar o moreno.


– Toushirou! – Soujirou chamou o menor ao vê-lo caminhar pelos corredores do esquadrão.


– É Hitsugaya-Taichou! – corrigiu-o sorrindo levemente – Diga o que quer.


– Toushirou – parecia não se importar com algumas formalidades – Porque você não me deixa lutar?


– Não vejo problemas em te ver lutando! Se isso até hoje não se fez necessário então é sinal de que estamos em tempos de paz.


– Porque você sempre interfere em minhas batalhas, mesmo que o inimigo seja fraco? Não me acha capaz de vencer? – óbvio que as mentiras do menor não o convenceram.


– Você é um guerreiro forte, provavelmente mais forte do que eu. – aproximou-se do maior, encarando-o – Não é necessário que gaste suas energias em combates desse tipo. – com a autoridade que tinha, deu a conversa por encerrada, torcendo para que o moreno não se magoasse com aquilo.


Claro que Soujirou ainda estava incomodado com as atitudes do amigo, pois assim como o menor o protegia desejava protege-lo de volta, não somente a ele como a todos da Soul Society. Talvez o melhor fosse acreditar que a calmaria havia tomado conta daquele mundo e que grandes batalhas se faziam desnecessárias.


Soujirou ainda encarou profundamente aquele par de olhos verdes antes de ver o menor dizer que precisava cuidar de alguns assuntos e sumir de sua vista. Acontece que, mesmo o jovem prodígio com toda a sua vigilância envolta do amigo, não notou que há algum tempo um grupo espreitava Soujirou, analisando-o sempre que estava fora das limitações dos muros da Soul Society.


Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Depois daqui as coisas começaram a ficar um pouco mais interessantes, eu prometo >.<'
~aviso~
A próxima atualização será lá pelo dia 10 de janeiro, pois eu quero adiantar alguns capítulos aqui antes de postá-los!
Até a próxima!