Por Uma Lembrança
13 Capitulo 12
Notas iniciais
Nathan gritava a plenos pulmões por alguém chamada "Emily". Quando cheguei perto dele ele ainda dormia, mas tinha uma expressão de dor.
_O que tá acontecendo?_Ryan pergunta entrando no quarto de Nathan assustado só com uma cueca samba canção quadriculada e sua arma em mãos.
_Ele tá tendo um pesadelo._falo o encarando. Já era o segundo cara semi-nú que eu via naquela noite- sem levar em consideração que Nathan não estava exatamente semi já que eu pode ver tudo.
_Então acorda ele._ele fala com a voz sonolenta.
_Por que tá de cueca?_pergunto.
_Eu durmo assim, tá?_ele responde enquanto Nathan começa a chorar em seu sonho e gritar cada vez mais alto._Será que dá pra acordar ele logo?
Eu vou até Nathan e o sacudo de leve chamando seu nome.
_ Poupe-me._Ryan fala passando por mim, pegando a jarra de água na mesinha de cabeceira e jogando no rosto de Nathan.E ele acorda em um pulo se afogando com a água.
_Que merda Ryan._eu falo me sentando ao lado de Nathan e começo a bater em suas costas.
_Pronto, problema resolvido. Boa noite._Ryan falta tranquilamente e sai do quarto.
_Tudo bem?_pergunto.
_Tirando o fato de eu quase ter me afogado, sim._ele responde.
_Você tava tendo um pesadelo.
_Deu pra perceber?_ele pergunta assustado.
_Você tava chorando e gritando desesperadamente por Emily._falo.
_É melhor você ir dormir um pouco no seu quarto._ele diz percebendo que estou com a mesma roupa.
_Mas e você?
_Eu to bem._ele diz um pouco ríspido, e essa é a primeira vez que ele fala assim comigo sem que eu tenha culpa de algo.
_Tem certeza?_pergunto.
_Me deixa sozinho Eleanor._ele diz aumentando o tom de voz o que me assusta um pouco, e então percebo que seus olhos estão marejados d'água.
_Tá, qualquer coisa é só gritar._digo saindo de seu quarto e indo para o meu.
Demoro para conseguir voltar a dormir. Fico pensando em Nathan, e na forma como ele ficou nervoso.
Acordei no dia seguinte com frenéticas e fracas na porta.
_ Quem é?_pergunto ainda sonolenta.
_É a Lily._ Lily responde com sua voizinha fina. Me levanto e abro a porta para ela.
_O tio Nathan morreu._ela fala desesperada e com os olhos cheios d'água.
_Chama o Ryan._eu falo para ela correndo para o quarto de Nathan.
A porta estava aberta e Nathan estava deitado no chão com um porte de analgésicos vazio em sua mão.
_Nathan. Nathan acorda._grito apavorada enquanto o sacudo com violência. Ryan entra no quarto assustado já de farda.
_O que diabos aconteceu?_ele pergunta.
_Eu vim aqui ver como ele tava e quando cheguei ele não queria acordar._Lily relata a Ryan, que procura desesperadamente por sinais vitais em Nathan.
_Tá vivo._ele grita feliz ao captar uma pulsação em seu pulso._Me ajuda._ele pede a mim e então levantamos Nathan e o levamos para o carro e Lily nos acompanha ainda de pijamas.
_Não podemos levar ela para um hospital._eu digo ao colocar Nathan no banco de trás do carro.
_Liga pra Charlotte e diz que vamos deixar ela lá._Ryan fala já entrando no carro. Sento no banco de trás e coloco a cabeça de Nathan em meu colo.
Ligo para Charlotte e alguns minutos depois deixamos Lily lá. Quando chegamos ao hospital damos se cara com Naome saindo. Ela nos encara assustada e depois grita algo para um outro médico.
Naome e o outro cara tiram Nathan de nossos braços. Eu e Ryan vamos para sala de espera e ficamos lá por um bom tempo até que um médico bem mais velho vem até nós.
_E então?_eu e Ryan perguntamos juntos enquanto nos levantamos.
_Ele teve uma overdose._o médico responde.
_O que? Por que?_pergunto.
_A mistura de calmantes com analgésicos em excesso.
_Podemos vê-lo?
_Só uma pessoa.
_Pode ir, eu espero você voltar pra te levar em casa._Ryan fala.
_Por aqui senhorita._o médico me leva até o quarto em que Nathan está.Ele dormia calmamente, diferente da noite passada.
_E quando ele vai ter alta?_pergunto passando minha mão pelos cabelos castanhos de Nathan.
_Não posso dizer ainda. Vai depender de como ele vai estar.
_Mas o senhor não tem nenhuma noção?
_No mínimo em três dias.
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Ryan me deixa de volta em casa pois não estou com vontade de ir para a Elantte.
A enorme casa de Andrew estava vazia e silenciosa, eu podia ouvir as batidas de meu coração. E naquele momento me dei conta de que desde que eu havia acordado eu não havia ficado sozinha naquela casa um só momento, e aquilo era horrível.
Eu estava prestes a subir as escadas quando me lembrei de uma coisa. Eu estava nas escada com uma arma em mãos, e a escondi em um compartimento na parede ao lado do terceiro degrau da escada.
Fui até o local e abri o compartimento secreto e lá estava ela, e naquele instante me lembrei de cada compartimento e passagem secreta da casa.
Quando a peguei escutei algo cair na cozinha. Peguei a arma e fui cuidadosamente em direção a cozinha. Quando cheguei lá havia um corpo de um homem esfaqueado. Peguei a faca ensanguentada ao seu lado, e quando olhei para o homem eu percebi que conhecida aquele rosto, ele era um dos caras para quem minha família devia. Quando me aproximei do corpo ouvi o barulho de viaturas parando na porta da casa.
Eu imaginei que ser pega com uma arma de fogo e uma faca(que havia sido a arma do crime) em minhas mãos ao lado do cadáver não me ajudaria em nada. Chutei o corpo para o lado e puxei a garrafa mais alta da adega, o chão se abriu e o corpo caiu em um buraco. Joguei a faca junto e depois empurrei a garrafa de volta, o que fez o chão se fechar novamente. Abri um dos armários e deslisei uma porta secreta dentro de um deles e enfiei a arma lá. Corri até a pia, lavei minhas mãos, peguei um pano, o molhei e limpei o sangue do chão, depois joguei o pano de no buraco junto com a arma, bem a tempo de ouvir as batidas na porta. Deixei o armário e corri para abrir a porta com um sorriso.
_No que posso ajudar?_pergunto olhando para os cinco policiais a minha porta, e Ryan estava com eles, lá atrás com uma expressão assustada.
_Recebemos uma denúncia de que um homem foi morto nessa residência._o policial que está a frente dos outros e que parece mais velho me fala.
_Ai meu Deus. Eu cheguei a pouco aqui, não vi nada._eu digo fingindo espanto_Mas entrem por favor, fiquem a vontade._falo dando espaço para que passem.
_Eu sei quando você tá mentindo._Ryan sussurra ao passar por mim.
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