Por Trás Do Mundo Da Névoa
6 Reclamada
Notas iniciais
Nós andamos até o pavilhão refeitório que era um grande salão com 22 mesas, umafogueira e outra mesa em frente que se sentava quem fazia parte da direção do acampamento e os outros se sentavam nas mesas correspondentes as seus chalés.
Eu me despedi da Charlie e me sentei-me à mesa de Hermes que era a mais barulhenta e piadista de todo acampamento. Quando serviu o jantar eu vi que os campistas se levantavam e jogavam a parte mais suculenta na comida no fogo, eu perguntei o porquê pra July, uma filha de Hermes e ela disse que você jogava e oferecia a um Deus geralmente seu pai ou sua mãe porque os Deuses gostavam do cheiro da comida dos mortais.
Eu assenti e ofereci um pedaço do meu hambúrguer a Hermes depois sentei e comi, estava realmente faminta. Os meninos estavam fazendo muitas piadas e combinando cantadas pra dar nas campistas tipo: — Quando eu ver a Anna do chalé de Afrodite, eu vou falar assim pra ela. — E ai gata, vamos duelar lá na minha cama? — A gente não se aguentava e eu passei o jantar já tendo um treco do tanto que eu ri.
Quando terminamos de jantar fomos pra fora e sentamos ao redor de uma enorme fogueira de pedra. Charlie me chamou e eu sentei ao lado dela, atrás do Leo.
– E ai, como você está se sentindo? – Charlie me perguntou.
– Muito bem, não estou nervosa nem nada, só curiosa sabe?
– Sei como é sim. – Quando eu vi, a fogueira estava em tom de azul muito bonito.
– Como assim azul? – Eu perguntei a Charlie.
– A fogueira reflete os sentimentos dos campistas conforme formos cantando, está azul porque estamos em paz. Feliz é amarelo, apaixonados é rosa e assim vai.
– Ah entendi, muito interessante, estou gostando cada vez mais daqui. – Charlie riu.
Passou umas 1h30min com a gente cantando e comendo marshmallows quando Quíron disse:
– Vamos, todo mundo pras camas, e não quero ver ninguém fora dos chalés ou as Harpias podem comer vocês, já sabem né? — Houve um murmúrio de concordância.
Ótimo, — Pensei comigo mesma. — Um dia longo, ameaça de ser comida pelas Harpias, mas nenhuma reclamação do meu pai ou mãe.
Nós íamos saindo da fogueira e Charlie havia dito que não era pra eu me preocupar que eu seria reclamada ainda com certeza. Quando eu botei um pé fora do circulo, todos viraram pra mim.
Tinha alguma coisa brilhando em cima da minha cabeça, puxei meu celular pra ver na tela o que era. Era um circulo feito de fumaça preta com um cão de três cabeças cinza dentro, depois mudou e virou um tipo de elmo de guerra ou sei lá o quê... Emitiu mais uma luz preta incandescente e depois sumiu.
Todos estavam boquiabertos, Quíron se inclinou pra mim quando uma luz rosa começou a brilhar na minha volta, e do nada jeans, camiseta e All Star ficaram totalmente glamorosos eu me olhei de novo no celular e estava ... Perfeita. Uma maquiagem preta destacando a cor castanha quase negra dos meus olhos e um blush meio amarronzado, e meus lábios lindos. Meu cabelo estava caído sobre os ombros cacheado só nas pontas com as partes das californianas mais loiras e liso em baixo.
O brilho rosa se extinguiu e dava pra ver que ninguém entendia nada, Quíron estava quase sorrindo quando uma rosa vermelha brilhou na minha frente, mudou para uma rosa cor-de-rosa e depois sumiu. Okay, pela reação de todo mundo, aquilo não foi uma reclamação nada comum e a fogueira agora estava num tom de laranja, acho que estavam todos eufóricos.
Quíron andou até mim e se inclinou. Todos fizeram o mesmo.
– Seja bem-vinda Helena Alves, filha de Hades, Deus do submundo e governador da morte. Portadora da Benção de Afrodite, Deusa do amor e da beleza, e da benção de Perséfone, Deusa da primavera.
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