Por Trás Do Mundo Da Névoa

1 Meia hora antes da minha vida virar uma bagunça.


Pra começo de conversa.. Oi, tudo bem ? Eu estou ótima. Não, na verdade não tão ótima... Coisas muito, muito bizarras aconteceram comigo desde o dia do meu aniversário de 14 anos. É desde esse dia que eu vou começar a contar a minha história. Vou logo avisando que a maioria das coisas são surreias. Se quiser acreditar ótimo, se não quiser... ótimo também. Só tenho que avisar que isso pode te causar certos transtornos futuros, ai cabe a você continuar lendo ou não. Mas sem mais delongas ( ok, essa palavra eu desenterrei né? ) vamos começar a minha trágica/divertida/louca/desastrada história .

Era dia 4 de julho, meu aniversário de 14 anos, e pra variar eu ia passar ele sozinha, sozinha não ... só com o meu melhor amigo Jonh. Minha mãe, Ester, é uma dessas Engenheiras Químicas de sucesso e ela vive viajando a trabalho. Sabe, eu não me importo muito, já até me acostumei a solidão. Eu estava sentada na sala de estar, tinha acabado de desligar o telefone, era a minha mãe me desejando parabéns e dizendo que tinha comprado um presente pra mim. Alguém tocou a campainha.

– Ah,é você Jonh. Entra.

Ele tinha chegado a pouco tempo na escola , aluno de intercambio , e desde então nós ficamos amigos . Eu não tinha nenhum amigo, todos me consideravam a estranha com Déficit de Atenção que só sabia arranjar confusão por onde pisasse. Mas eu nem ligava pra o que eles diziam, eu era realmente uma encrenqueira nata desde sempre... Mas digamos que o Jonh foi meu presente de boas vindas ao ensino médio.

– Feliz aniversário Helena.

Ele me entregou uma caixinha que tinha quatro cupcakes dentro, com a cobertura preta e caveirinhas, eu amo preto e as caveiras eram fofas. Ah e a propósito, meu nome é Helena Alves, tinha esquecido de mencionar né ?

– Obrigado meu manquinho, não precisava.

Ele odiava que eu chamasse ele assim, é que ele tinha um andar bem engraçadinho, meio torto... sei lá. Mas deixando claro que ele era um charme mesmo assim.

– Ah credo, ninguém merece isso de manquinho. Mas é claro que precisava... vamos cantar parabéns agora ? – Ele disse .

– Tudo bem, vamos cantar parabéns, mas só por você . Eu odeio isso .

Cantamos parabéns e nos jogamos no sofá .

– E ai, vamos fazer o quê agora? – Perguntei a ele .

– Vamos ver filme mesmo, eu te levaria pra fazer compras mas você não quer...

– É ver filme mesmo. Você sabe que eu odeio shopping Jonh, e fazer compras soa tão, tão... fútil. — Eu disse amarrando a cara.

– Ok então, senhorita adolescente que só anda de all star, shortinho e blusa preta .

Eu ri , ele me irritava... mas mesmo assim ele me fazia rir, sempre.

– Vou botar uma comédia , que tal Todas contra John ?

– Ah, bota esse mesmo, é muito engraçado. Ainda bem que eu não sou um John como esse. – Ele falou .

Me levantei e fui em direção a estante. Do lado de fora, um mega estrondo .


Notas finais
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