Notas iniciais
Fica bem claro que a explosão da Croft Manor é um acontecimento que tem importância pra mim. Esse primeiro capitulo, é como se fosse mesmo a primeira parte, mas um pouco incrementada. Espero que gostem... Essa parte se passa entre a ultima parte da primeira história. Ah, e vai ter sempre alguma cena completando a outra em histórias futuras. Ou seja, eu volte e meia estarei postando partes que não mostrei. Director's Cut mwhaha

“Espero que Zip e Winston não tenham voltado para cá. Preciso do HD. As informações que estão lá sobre meu pai, podem me revelar à entrada para Avalon.”

Havia poeira por todo lado, Lara nunca pensou em ver a mansão de sua família daquela maneira.

O vitral principal da entrada estava todo estilhaçado, em quanto o da escadaria ainda mostrava o brasão da família. Inclusive, o teto ornamentado estava destruído, não completamente, mas o suficiente para que a chuva entrasse e formasse poças pelo chão.

Realmente, ela desconhecia o lugar onde crescera e passara por excelente momentos.

- Por culpa de Jaqueline.

- Ainda vamos pegá-la.

Lara pegou o HD de Zip, onde ficava escondido e o guardou com todo o cuidado.

- Estou com ele, agora é a hora do show!

Antes de sair do escritório de Zip, Lara observou bem as LEDs que mostravam imagens da Tailândia.

- Incrível lugar, águas limpas e mornas, que nem a menos sei se vou rever. – Disse Lara com um tom de desânimo.

- Quanto as suas relíquias? Seria burrice, tantos anos de luta.

- Já tenho minha opinião, infelizmente elas terão o mesmo destino.

Lara observou bem a sua sala, caminhou até o centro e olhou para o retrato em tinta de seus pais. Um raio o iluminou.

Ela sentiu a falta deles, como também a de Werner.

- Lara, é você mesma? – Perguntou a voz de Zip por algum microfone.

- E quem poderia ser?

- Não sei, mas outra noite que esteve aí, você ignorou meus chamados. A câmera capturou bem o seu rosto, você estava mal, nem parecia você.

- Deve estar maluco, ou Natla anda aprontando algo com a minha imagem.

Lara não deu importância ao assunto e o encerrou jogando a culpa em Natla. Como de praxe, tudo o que acontecia era a culpa daquela mulher.

- Lara, por onde esteve na última semana? – Indagou a voz de Winston ecoando pela mansão.

- Pelo visto o mecanismo de segurança ainda está vivo.

- Mas a Interpol ficou por aí uns três dias depois da invasão.

- Não era a Interpol, e sim a CIA. – Falou o homem que acompanhava Lara.

- Ah, esqueci deste detalhe. – Começou Lara, virando-se para o amigo. – Andei investigando essa última semana e meu amigo Kurtis, me ajudou nas pesquisas. Descobrimos que Amanda estava envolvida com alguém do Governo Americano. Então para ela ficou mais fácil fazê-los de seus mercenários. Eram eles invadindo a mansão e eram eles armando a cilada para mim, na morte de Werner.

- Malditos! – Exclamou Winston exaltado com toda a sua hierarquia em evidência.

- Bem, se tudo isso você descobriu com a ajuda de seu amigo, aposto que teve de ajudá-lo com algo em troca, certo? – Disse Zip conhecendo bem o tipo do rapaz.

Kurtis riu.

- Sim, tive que o ajudar numa missão ‘hard core’ em El Dorado, com a antiga lenda do velho Drake.

- Ah, pensei que fosse algo mais ‘jardim de infância’.

- Bem, Kurtis está aqui por que ele vai me ajudar a descobrir o que Werner fazia envolvido com as Pinturas Obscuras.

- O mito do Nefilim. – Falou Winston.

- Não sei até onde essa história é verídica, mas realmente é uma hipótese. – Respondeu Kurtis.

- Ainda mais vindo de Natla. – Concluiu Lara.

- Então Lara, te encontro lá fora. — Disse Kurtis se retirando da mansão e indo procurar abrigo de baixo de alguma árvore no jardim.

- Lara, está pensando em fazer o que seu pai havia lhe sugerido naquela carta?

- Sim Zip. Mas antes de tudo, explique ao Winston. Estou com pressa para ficar de conversa.

Não demorou em o mordomo fazer uma exagerada e precisa cena de desespero. Lara por sua vez, forçou-se em não dar atenção. Muitas coisas passaram por sua cabeça, muitas lembranças.

Virou as costas ignorando o chamado de Zip e Winston, caminhou para frente da mansão. Olhou-a pela última vez, pesou tudo o que iria acontecer. Hesitou e soube no exato momento que não teria coragem para fazê-lo.

Suas lágrimas se confundiam com as gotas da chuva.

Lara virou as costas e então, apertou o botão do dispositivo.

E um segundo pareceu uma eternidade. Estava tudo em câmera lenta. Ela ouvia os fortes batimentos de seu coração, o movimento da chuva ela via com perfeição, as formas dos raios e a expressão no rosto de Kurtis.

Tudo aconteceu em um segundo.

Às suas costas, um intenso calor trouxe uma violenta onda de destroços em sua direção. A grande explosão havia sido executada.

Havia terminado.

Lara cambaleou para frente conforme o impacto, e cabisbaixa tomou fôlego, olhou para frente e seguiu a diante, sem olhar para trás.

Kurtis estava com os braços entre o rosto, porém, seus olhos haviam captado todo o acontecido.

- Inexplicável. Cinematográfico. – Disse ele de boca aberta. – Incrível o que umas doses de vodka não fazem.

- Exato! Mas agora precisamos ir.