Por Trás Dos Sonhos.
3 Capítulo III- Lembranças.
Notas iniciais
Espero que gostem deste, fiz com carinho e um pouco maior que o anterior.
Não esqueçam de comentar amo os reviews de vocês, Beijiinhus*.*
Me olhei no espelho pela vigésima quinta vez me virei para maga e disse:
– Vamos?! – indaguei, ela sorriu e logo saímos do quarto, e de casa.
– Nossa tá muito frio! – resmungou a maga arrancando a pele dos braços, sim arrancando, por quê já estava ficando vermelhos de tanto esfrega-los.
– Para de reclamar maga, nem tá tão frio assim. – sorri e ela ficou furiosa, “Parece com você, Mônica”, ouvi meu interior cochichar, eu não sou tão “reclamona” assim! “Ah! Você é sim rsrs”, chato!
– Bom chegamos. – falou Magali tirando de minha conversa inacabada comigo mesmo, “Depois conversemos, estou com sono” , franzi o cenho, inconscientes tem sono?!
– Planeta terra pra Mônica, Mônica está aí?! – disse a maga num tom divertido, abrindo um sorriso.
– Sim, desculpe, vamos, no sms disse que era perto das árvores ocas, e acho que ficam...- rodei minha cabeça á procura de um lugar familiar. – ali! – disse apontando para uma parte mais escura do parque.
– Seu celular tem lanterna, né maga? – perguntei, e ela acenou com a cabeça, e tirou o celular do bolso ligando a lanterna, andamos até as árvores ocas.
Aos poucos fui reconhecendo o lugar, e as lembranças foram tomando conta de minha mente...
FLASHBACK ON’
– Onde está você? – ouvi sua serena voz entrar pelos meus ouvidos, e um pouco de medo, adentrar em minha face pálida.
Estava escondida, atrás de uma árvore, um pouco diferentes das de mais. Um pouco oca, sim! Oca, estava escondida entre as árvores ocas.
– Se você me dizer onde está, prometo que deixarei você bater...- ouvi ele dizer, o que me deu vontade de cair na gargalhada, eu não nasci ontem, senti passos perto de mim, então me distanciei do lugar onde estava, e na ponta dos pés comecei a andar rapidamente, tentativa fracassada, fui de caro no....braço?! – perguntei-me mentalmente.
– Te achei! – ele falou, após me segurar e me pôr de pé. E vi o belo sorriso que permanecia desde sempre em seu rosto...
FLASBACK OF’
– Mônica?! – ouvi a voz meiga e amedrontada da comilona. – acho que devemos voltar. – senti suas mãos trêmulas segurarem forte as minhas, e eu não pude deixar de rir da cara dela.
– Não se preocupe Magali, estamos no caminho certo. – disse e ela entortou os lábios juntamente com a cabeça... – vem, é só me seguir.
Disse, mas quem era aquela pessoa? Só deu para ver claramente o seu sorriso, não dava muito bem para ver o seu rosto, e que sorriso!
– Mônica?! – ouvi a mesma voz do meu recente “sonho” e me virei assustada, a maga se virou logo em seguida.
– Cebola? – perguntei franzindo o cenho, ainda confusa com tudo que passara.
– Sim! – ele afirmou, sorrindo meigo, o que me fez suspirar “Tá ficando louca?! Se concentra abestada!” meu interior me repreendeu, bufei e indaguei:
– Você que me enviou aquela mensagem? – ele se aproximou mais de mim, e olhou para a maga confusa. Que quando entendeu o recado, com as mãos pro alto disse:
– Tá, tá, estou atrapalhando...- disse e olhou para mim – se precisar é só chamar, estarei lá na frente. Disse e me abraçou, saindo com passos cautelosos, aposto que para não cair.
– Sim, eu enviei...- falou estendendo uma de suas mãos, eu a segurei, e ele me guiou, até uma árvore onde tinha marcas nela, uns nomes escritos, ele pegou seu celular, e pôs sobre a árvore.
–“Juntos para sempre...” – era o que estava escrito.
FLASBACK ON’
– Está vendo essa árvore? – perguntou apontando para uma árvore, e eu afirmei balançando a cabeça. Ele pegou uma pequena faca, e eu dei dois passos para trás, arregalando os olhos.
– Calma. – sorriu tentando me acalmar. – não vou te machucar. – sorri aliviada.
– E o que vai fazer? – perguntei ainda confusa.
– Veja. – ele disse escrevendo algo na árvore com a lâmina afiada, após terminar eu finalmente consegui ler o que estava escrito....”Juntos para sempre...”!
FLASBACK OFF’
Não pude evitar, de derramar lágrimas, ao perceber que tudo que eu mais amava e prezava, o cebola, tinha virado um conjunto de dores e machucados, ele me abraçou forte, e eu segurei forte os cabelos de sua nuca.
– Tínhamos doze anos...- ele disse ao pé do meu ouvido. – que prometemos, que iríamos ficar juntos para sempre, lembra? – indagou nos separando e olhando nos meus olhos.
– Mas foi você que acabou tudo cebola! – disse com a voz fria, e pude ver que ele derramava uma ou duas gotas de lágrimas.
– Sim! Eu sei, eu errei tá? – ele disse passando as mãos no cabelo. – me dê mais uma chance mô...- disse segurando nas minhas mãos com amor...- só mais uma, eu mudei, juro. – beijando as maçãs do meu rosto, e limpando minhas lágrimas. – me deixe te fazer feliz, lembra quando brigávamos? – ele indagou respondendo em seguida. – adorava brigar com você, por que são essas brigas que me fazem lembrar de você, uma garota forte, decidida e determinada. – eu sorri juntamente com o seu sorriso. – que sempre tem uma resposta para tudo, que não aceita um não como resposta, eu só aprendi a dar valor ao seu amor, quando o perdi, não conseguia dormir, nem aguentava te ver todos os dias, que sempre me dava vontade de chorar na sua frente, foi quando eu percebi Mônica, que eu sempre te amei, desde as suas coelhadas, — gargalhei baixo – á esse seu sorriso com o qual eu sonho todos os dias.
– E-eu te amo, baixinha...- ele disse baixo, antes mesmo de me beijar, com todo o amor, possível. Não consegui afastá-lo, e o beijei também, por quê ele faz isso? Por que ele sempre complica as coisas? Logo agora que estava me encontrando com o ‘Do contra’ , me lembrei dele, e desfiz o beijo, com a palma das mãos...ficando a milímetros de distância de sua boca.
– Me perdoe...- ele falou beijando minha testa. – por favor. – meu coração estava á mil, estava trêmula, e ‘confusa’, muito confusa, ele estava endo sincero ou mentindo como das outras vezes?
– Cebola eu...- ele interrompeu pondo os dedos em meus lábios.
– Não precisa me responder, não agora, quero que você pense bem na gente, tivemos momentos muitos tristes, mas também momentos muito felizes....-sussurrou entre o vento que batia em nossos cabelos, e eu fechei os olhos, lembrando de seu toque, seus beijos, mas faltava algo, que eu não sabia distinguir o que era exatamente! As lágrimas já tomavam conta de meu rosto e senti suas mãos no mesmo... – lembra de como éramos tão perfeitos juntos? – ele perguntou, enxugando minhas lágrimas, eu não consegui falar nada, ele beijou minha testa longamente, e o vi desaparecer entra as árvores, logo depois eu saí, a maga veio correndo á mim.
– Nossa, amigão que aconteceu?! – perguntou preocupada. – o cebola saiu chorando e você também, aconteceu algo? – perguntou mais uma vez.
Eu contei tudo a maga no caminho para as nossas casas, ela me deu vários conselhos como “Siga o seu coração e deixe o orgulho de lado” ou “Se você ama alguém perdoe-a” , mas aquilo tudo não dependia apenas de perdão, e também de saber por quem eu realmente deveria sofrer, mesmo que eu escolha o Do Contra, algo vai ter que nos machucar, como na música de Pink, “Try”!
“...Onde há desejo, haverá uma chama
Onde há uma chama alguém está sujeito a se queimar
Mas só porque queima não significa que você vai morrer...”
Me despedi da maga, e fui para casa, jantamos eu minha mãe e meu pai, manti a calma, e não demonstrei nenhum sinal de tristeza ou algo do tipo, senão iria ser interrogada a noite inteira.
Depois de jantar, subi para o meu quarto, e abraçando as pernas eu adormeci....
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O sinal tocou e todos os alunos saíram de suas salas, e senti alguém me puxando para atrás da escola. Inalei um cheiro forte, e vi tudo ficar embaçado, cocei os olhos, mas nada adiantava, iria gritar, mas alguém tampou minha boca, e a última coisa que eu vi antes de cair com tudo no chão, foi um sorriso familiar e sádico...
– Pensou que poderia encostar no que é meu? – as últimas palavras que ouvi....
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