Por Trás Do Mundo Da Névoa

30 Final não dos mais felizes


Notas iniciais
Gente, chegamos ao ultimo capitulo. Eu estou feliz e triste ao mesmo tempo, feliz por essa fic ter sido recebida tão bem, e triste por uma parte ensolarada, literalmente, da vida da Helena, Charlie, e Greg ter acabado.
Mas vamos ao capitulo e boa leitura. o

Me levantei do chão, e ajudei a Charlie, ficamos contemplando a praia meio abobalhados por alguns segundos antes de sairmos em disparada pra casa grande, eu segurava a mão de Greg e ele ia me guiando pelo meio da floresta que vem antes da praia. Quando saímos da floresta, vi vários campistas nos olhando correr, deviam pensar que a gente era louco, mas eu estava feliz de mais por estar salva e segura de novo. Chegamos em frente a casa grande, onde um Senhor D. de camisa havaiana estava sentado na varanda com Quíron na sua frente jogando cartas.

– Nós voltamos! – Falei mais alto do que o esperado, o Senhor D. e Quíron nos olharam como se fossemos um milagre da natureza.

– Pirralhos, saem em uma missão do outro lado do continente, não servem nem pra morrer e ainda trazem outro pirralho remanescente com eles. – Resmungou Dionísio.

– Pai! – Greg disse exasperado.

– Claro que você não né meu filho, fico realmente feliz que tenha voltado.

– Bem-vindas de volta crianças, que bom que vocês estão bem, eu realmente me preocupei muito com vocês sabia? – Disse Quíron. – Mas me contem, como foi a viagem? – Nós passamos a meia hora seguinte contando tudo pra os dois, eu contava pedaços, Charlie e Greg também, e o Nico de como nos achou, e o que nos tivemos que fazer e tudo que você que leu até aqui sabe da minha história sem noção. Depois que terminamos sobre Nix e Morpheus, Quíron e Dionísio trocaram uns olhares como se soubessem algo que a gente não sabia. E sim, era algo que eu só iria saber um bom tempo depois.

– Agora porque vocês não vão se arrumar pro jantar crianças, vocês devem estar cansados. – Disse Quíron, e foi o que nós quatro fizemos sem objetar. Fui andando atrás da Charlie e do Nico com as mãos dadas pra Greg, os dois pareciam estar bem absortos em algum tipo de discussão, pelas caras, eles fociveravam insultos quase inaudivelmente um pra o outro.

– Será que esses dois vão dar canja? – Greg perguntou. Eu ri do ‘dar canja’.

– Não faço a mínima ideia, eles não combinam muito sabe? Acho que... sei lá. – Respondi e foi a vez dele rir.

– ‘Acho que sei lá’... Essa foi boa. Eu sinto que essa missão foi quase inútil sabia? –Disse ele.

– Quase inútil? Ela foi totalmente inútil, caramba... – Falei. – Mas, até que não foi tão inútil assim...

– Por quê?

– Porque sem ela...

– Eu não teria ficado com você. – Falamos juntos, e nos fitamos por alguns instantes, antes de Greg passar o braço pelos meus ombros e beijar alguma parte entre meu pescoço e orelha. – Continuamos andando, até que Nico e Charlie pararam em frente ao chalé de Hefesto, ela o empurrou e ele a puxou. Depois... Tá, vou pular essa parte e não descrever o que aconteceu ali pra preservar a privacidade do meu irmão e minha melhor amiga. Não é porque eu conto tudo entre mim e o Greg que eu vou fazer o mesmo com os dois.

Nico entrou quase furioso no chalé 13 enquanto eu parei na porta com Greg...

– Sabe Helena... – Tá gente, eu não vou resistir, foda-se a privacidade deles, vou contar o que aconteceu. Rebobina ai...

‘Continuamos andando, até que Nico e Charlie pararam em frente ao chalé de Hefesto, ela o empurrou e ele a puxou, como ele era mais forte, ela acabou vindo parar de encontro ao peito dele. – Tá ficando maluco, me solta seu idiota. – Disse a Charlie em um tom tão baixo que eu não sei como escutei.

– Não até você admitir que eu estou certo. – Falou o Nico no mesmo tom, se não mais ameaçador.

– Eu não tenho medo de você, fala sério.

– Diz Charlie, e acaba de uma vez com isso.

– Não! – Disse ela em um tom um pouco mais elevado. Acho que eles se esqueceram completamente de que não estavam sozinhos, começaram a atrair uma plateia, eu vi gente olhando das janelas do chalé, sem contar em mim e o Greg. – E me larga agora.

– Não vou largar você. – No momento seguinte ela se inclinou quase imperceptivelmente pra frente e o beijou, não um longo beijo, um beijo mais de vingança do que ternura. Nico ficou tão atônito que largou ela no mesmo instante, mas quem descolou os lábios foi ela dois segundos depois, virou as costas e entrou batendo o pé no chalé.

– O quê? – Perguntou Nico olhando pra mim e pra Greg.

– Nada... – Respondemos juntos e fomos andando pro chalé 13, paramos na porta e Nico entrou batendo o pé exatamente como Charlie, não sei qual dos dois estava mais furioso e o motivo era o que eu mais queria saber, mas não ia falar com o Nico agora, ou era capaz dele enfiar a lamina do styx dele em mim antes que eu pudesse falar a palavra ‘beijo.

– Pois é, vou entrar pra tomar banho. –Falei beijando o Greg.

– Eu também. – Ele disse, e foi pra o seu chalé. Entrei no meu, que estava exatamente como eu deixei, o mesmo aconchego que eu sempre enxerguei em coisas escuras e sombrias, ouvi o chuveiro ligado. Comecei a desarrumar a minha mochila, tirei as roupas, os dracmas, a capa de Afrodite, tudo. Quando eu olhei no fundo tinha um papelzinho preto, o peguei e olhei. Era um desses quadradinhos de anotar recados, escrito com uma caligrafia linda com caneta prateada.

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‘Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.’

William Shakespeare

Ps: Eu sei que você gosta de Shakespeare, toda vez que ler Sonhos de uma noite de verão lembre de mim. Você está sendo um dos meus maiores sonhos. Greg

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Fiquei rindo que nem uma abobalhada olhando pra o bilhete, até Nico sair do banheiro e ficar me encarando. Coloquei o papelzinho dentro da minha cômoda e fui tomar banho. Quando sai de lá, me vesti e fui direto pro refeitório, Nico e Charlie se lançavam olhares mortíferos de uma mesa pra outra.

– Sério Nico, tou cansada disso. Por quê você e a Charlie querem tanto se matar? – Perguntei.

– Porque ela é irritante. – Ele disse em um fiapo de voz.

– Motivos reais Nico!

– Porque a gente discute sobre tudo, qual a melhor banda, ou a cor mais bonita, ou o deus mais divertido. Toda vez que parece que a gente vai se dar bem, a gente vai e briga de novo. Só que ai ela me beijou e agora eu não sei mais de porra nenhuma. – Ele disse ainda encarando o prato.

– Aah, sei. Tentem se resolver, é sério, não é difícil. Eu não sei se ela gosta de você, então nem vou dar esperanças. – Falei e Nico riu.

– Obrigado.

– De nada. – Falei rindo também. Após esse papinho, o resto do verão passou rapidamente, Eu e Greg estávamos sempre juntos, Nico e Charlie ainda brigavam, e ela me contou que não gostava dele, só gostava de implicar com ele, eles se pegaram algumas vezes mais nada de mais.

– Eu sou adolescente Helena, não vou me comprometer com alguém agora. – Disse ela em uma tarde particularmente ensolarada enquanto a gente catava morangos na plantação que o Senhor D. tinha mandado.

– Tudo bem, também acho que isso é mais fogo de palha de vocês. – Falei e nós duas ficamos rindo que nem idiotas.

No dia antes de acabarem as férias, minha mãe me mandou uma mensagem de íris dizendo que de algum modo misterioso, o chefe dela a tinha transferido pra ser a gerente de um laboratório de manipulação genética em Nova York, e nós íamos moras bem no centro de Manhattan, em frente ao central park. Eu fiquei radiante, o Greg morava no Vilagge com a mãe dele e a gente ia poder se ver com frequência. Dormi naquele dia normalmente, quando senti alguém me balançando, era a Charlie.

– Helena, acorda.

– Que foi Charlie, é de madrugada, ta tudo escuro ainda. – Falei com a voz pastosa e sonolenta, olhando pra fora da porta do chalé que estava aberta.

– Na verdade, não.

– Como assim? – Olhei pro relógio e estava lá, 10h AM. – São dez de manhã. – Falei me levantando de súbito.

– Sim, vamos falar com Quíron. – Quando saímos do chalé, estava realmente um breu, como se ainda fosse a noite. Notei a Charlie ainda de pijama, nos duas estávamos. E o Greg vinha saindo do dele também, se juntou a nós.

– Meu pai mandou chamar todo mundo, meus irmão foram. – Disse ele.

– Quando chegamos na casa grande, a maioria dos campistas ainda estava de pijama e com cara de sono, cinco minutos depois quando chegou todo mundo, Senhor D., ladeado pelo Quíron falou.

– Sinto informar, mas suspeitamos que temos mais um titã, dos poderosos, tentando se reerguer.


Notas finais
Uma boa história não se faz sem uma boa equipe, agradeço a TODOS que deixaram reviews, que comentaram, que leram mas não comentaram, que ainda estão lendo. Sem vocês, essa fic jamais teria chegado a isso. Peço desculpas por todos os capitulos sem noção, pelo final por enquanto sem noção, pela minha personagem não ser uma filha de Hades arrogante e irritada que são as de muitas fics por ai, talvez leitores tenham me abandonado por isso. Mas eu fico feliz por todos que chegaram até o final comigo, não foi especificado no capitulo mas o Greg e a Helena estão SIM juntos, o bilhete foi um tipo de compromisso. Eu, Luiza Melo, nunca gostei de coisas muito melosas do tipo declarações em frente a uma multidão entende? Nico e Charlie NÃO são realmente um casal, até porque eu não quis envolver muitos os personagens do tio Rick na minha história louca, eles tem uma especie de amizade colorida. Deixem reviews dizendo o que acharam da fic no geral, ela vai ter uma continuação mesmo que ninguém a leia, afinal eu me divirto muito escrevendo.
Obrigado mesmo, mesmo, mesmo a todos os meus leitores, eu amo vocês. Até a próxima *---*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!