Por Todas As Manhãs
12 Epílogo
Notas iniciais
O epílogo não saiu como eu esperava (Não gostei) mas está aí. Como eu disse, pretendo escrever um bônus narrado pelo o Edward, não sei quando postarei, mas pretendo não demorar! :D
♥
EPÍLOGO
Eu estava rodeada de lembranças.
Estava sentada em minha cama e em minha volta havia diversos álbuns e porta retratos. Fotos antigas e outras recentes. Boa parte delas haviam sido tirada há pouco tempo, e eu estava determinada a organizá-las nos álbuns. As melhores iriam para o porta retrato, ficar em algum lugar da casa.
Peguei uma em que Edward, Emmett, Rose e eu estávamos. Havíamos tirado ela há alguns meses, quando Edward havia finalizado a compra do nosso novo apartamento. O cômodo estava vazio, mas sorriamos feliz por essa nova conquista.
Eram lembranças novas.
A outra foto era dos meus pais comigo. Era uma foto antiga, que eu mal me lembrava, porém por algum motivo eu gostava dela.
Ao ver essa foto, lembrei-me da conversa que tive com meu pai, no hospital. Logo depois de conversar com Edward:
•••
- Fico feliz em vê-la bem. – Seu sorriso era grande, mas não ficou muito tempo em seus lábios. – Precisamos conversar.
- Sim. Precisamos.
Pedi que ele se sentasse no sofá que havia no quarto, e me sentei junto com ele, mantendo certa distancia. Como aquele homem doce poderia ter feito tudo aquilo?
- Eu primeiramente queria me desculpar e
- Não é para mim que você precisa primeiramente pedir desculpas – O interrompi – Só quero saber o porquê de tudo isso. Por que fez a vida do Edward um inferno? Qual crime ele cometeu para merecer tudo isso?
Charlie suspirou, encarando o chão. Esperei alguns minutos em silêncio, esperando que ele falasse.
- Apesar de não ter gostado de Edward no começo, Eu só tentei protegê-la. – Começou a dizer — Só quis o melhor para você. Fui fútil ao achar o que seria melhor, o que a faria feliz... Mas as minhas intenções foram às melhores possíveis. Você sabe comigo não foi fácil – Suspirou – Sua mãe engravidou cedo, e éramos muito pobres. Lutei muito para conseguir o que temos hoje. Eu só não queria que você passasse nada que eu tive que passar. Sei que as minhas desculpas não são o suficiente, mas é apenas verdade.
- Sim. Você tem razão. Não é o suficiente. Nunca vão ser.
- Eu sei. – Concordou tristemente. – Hoje em dia eu jamais faria isso.
Após a nossa conversa fiz questão que ele e minha mãe fossem pedir desculpas a Edward;
- Me... Me... Desculpe-me... Edward. – Minha mãe falou encarando o chão, completamente constrangida.
Charlie suspirou duas vezes, antes de começar a falar.
- Bom Edward... Eu – Pigarreou antes de continuar — Eu... Sei que você não irá me perdoar nunca, mas eu lhe peço desculpas... Por tudo. Sabe... Eu sei que agir errado e...
Ele parou de falar e notei que ele parecia nervoso. Edward limitou-se a assentir e ninguém disse mais nada.
•••
Não aceitei e muito menos me comovi com o que eles haviam dito, mas tentei não ficar com tanta raiva. O pesadelo havia acabado e eu agora só queria deixar o passado de lado (Sem esquecer) e recuperar o tempo perdido. Poder realmente começar minha vida.
Não éramos uma família super feliz. Os – poucos — almoços que formos haviam sido constrangedor. Eu jamais poderia pedir a Edward que ficasse confortável ao lado dos meus pais. E muito menos que ele tentasse gostar deles.
Mas Edward tentava.
Na ultima foto, era apenas eu e Edward enquanto nos beijamos. Sorri ao fitar aquela foto, já morrendo de saudades dele.
Ele havia saído para trabalhar de manhã, e como naquele dia eu não havia acordado disposta a ir para faculdade, resolvi faltar aula e ficar em casa, fazendo nada. Mas o tédio logo me tomou conta, então acabei decidindo arrumar nossos álbuns.
Havíamos mudado para esse apartamento — que Edward havia feito questão de comprar — mais ou menos seis meses, logo depois que ele – novamente — me pediu em casamento. Durante esse tempo, eu voltei para a faculdade que eu fazia antigamente: Artes visuais. E descobri novamente qual era a minha paixão.
E isso era muito, muito louco – Era como se as minhas mãos lembrassem, o que a minha cabeça havia esquecido.
•••
- É estranho.
- O que é estranho? – Edward perguntou
Estávamos deitados em um colchão de casal na sala do nosso novo apartamento. A casa ainda estava completamente vazia, mas havíamos feito questão de passar a nossa primeira noite assim que comprássemos. Então acabamos trazendo o colchão, com alguns lençóis e o ventilador.
- Isso. – Respondi. – Dormir com você. Viver com você. Devia ser estranho, mas não. É muito natural. Então isso acaba tornando... Estranho. Porque depois de tudo, devia ser estranho, sabe?
Edward que tinha o rosto escondido em meu pescoço riu, antes de beijar meu ombro.
- Eu amo você, sabia?
Afastei-me um pouco, para encará-lo.
- Eu também te amo. Demais.
Ele riu. Era um riso feliz.
- Do que está rindo? – Perguntei constrangida, mas sem conseguir segurar o riso ao vê-lo tão feliz.
- Você dizendo que me ama. – Sorriu antes de me beijar rapidamente – Achei que nunca mais fosse ouvir isso.
•••
E também durante esse tempo Edward havia começado um tratamento. Em uma noite ele sentou-se ao meu lado e contou o porquê não tínhamos filhos: Ele tinha baixa produção de espermatozóides. E com o tratamento as chances poderiam aumentar. Não era nada certo, e muito menos podíamos ter certeza que isso algum dia daria certo. Mas era uma esperança.
Ele me perguntou o que eu achava do tratamento ‘’ Não que eu queira ter filhos agora. ‘’ ele disse. Mas eu sabia muito bem que ele queria, e apesar de concordar comigo que não era hora (Havíamos mudado para nossa casa há pouco tempo, eu ainda não tinha terminado a faculdade...) para a minha surpresa eu também queria um filho dele.
Eu o apoiei. E durante meses nada aconteceu. Vi a decepção em seu rosto e fiquei triste por não saber o que fazer. Acabei conversando com ele, dizendo que o amava e que um dia poderíamos adotar. Então, Edward estupidamente falou que tinha medo de me perder, por ele não conseguir me dar um filho.
Rir da sua cara e o beijei. Até que acabamos fazendo amor e concordamos em adotar.
Ainda havia coisas em que eu ainda não havia lembrado: Como havia sido os segundos antes do meu carro bater, ou pequenos momentos em que eu havia passado junto com Edward, ou minha família. Mas todo dia era uma nova chance para que essas lembranças voltassem. Também era uma nova chance para criar outras. E todos os dias eu agradecia por ter tido pessoas ao meu lado, por Edward, Rose e até mesmo meus pais não terem desistido de mim.
Principalmente Edward.
Enquanto eu estava com ele, pensava o quanto sortuda era por ter tido ele ao meu lado. Até mesmo naqueles momentos que eu não fazia ideia da sua existência.
- Amor? – Escutei a sua voz gritar ansiosa e o meu coração estupidamente acelerou – Baby? ... Bells? Cadê você?
- No quarto, querido! – Gritei de volta e respirei fundo.
Preparei-me para contar a Edward a novidade.
Depois de muita luta, nossa felicidade estava completa: Eu finalmente estava esperando um filho dele.
Notas finais
Novamente: Obrigada todas que acompanharam (Fantasminhas também)por terem gastado alguns minutos de suas vidas comentando e fazendo a Ann feliz! AUAHSUA É sério, vocês me deixam com um sorriso bobo no rosto! Obrigada, mesmo.
Nos vemos por aí, ok?
(Em breve o bônus! Desculpe-me os erros)
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