Por Toda A Vida
5 Talvez hoje fosse primavera e não outono
Notas iniciais
Separada de ti - Maite Perroni
A noite tinha sido muito longa para ambos, em particular para Hinata que sentiu na pele o que ela temia que ele se afastasse ao saber que ela o amava. Naruto Perseu a melhor amiga, mas tinha Sakura, que o escutou e foi muito compreensiva. Hinata passou a noite acordada e quando conseguiu dormir, teve que acordar trinta minutos depois. Foi difícil decidir ir a universidade sabendo que o veria, e que ele estaria com outra, e nunca mais seria como antes. Como uma amizade de longa data pode terminar assim?
“Tenho que olhar de novo para o outro lado,
para não deixar nas mãos da dor meu coração ferido.”
Saiu de casa sem tomar café, nem sentia fome, quando chegou ainda faltava quinze minutos para o inicio de sua aula, o que foi de certa forma uma tortura. Kiba passou em frente de sua sala e viu que ela estava sozinha no canto e decidiu lhe dar um bom dia.
-Hina, Bom dia! – Ele disse sorrindo – Só não te trousse uma flor...
Ela nem se quer deixou que ele terminasse de falar, logo o abraçou, chorando e muito triste. Embora Kiba não tenha entendido, apertou-a bem forte.
-Estou aqui, não importa o que passou, o importante é que ficou no passado – Disse ele preocupado, mas achando melhor que ela não dissesse o motivo pelo menos por hora.
Após a primeira aula, Naruto quase não prestou atenção nas palavras de Sakura, ele apenas lembrava-se de Hinata falar que o amava. Com os punhos cerrados, ele balançava a cabeça em negativa, como se recusasse acreditar que era verdade tudo que ela disse.
-Naru, esta me escutando? – Perguntou Sakura
-Desculpa – Disse Naruto – Mas eu ainda não posso deixar de acreditar nisso que aconteceu entre mim e a Hinata
-Por que vocês não se falam com mais calma, não precisam contar a amizade por que ela te ama, mas do que deveria, ela não tem culpa, nem você – Disse Sakura, segurando as mãos dele – Hinata também pode está confusa, e você também, eu entenderei se você esteja confuso, são amigos a mais tempo do que nós nos conhecemos.
-Sakura o problema não é este, eu não amo a Hinata – Disse Naruto.
-Então este é o problema – Disse Kiba ao chegar no local onde Naruto e Sakura conversavam – Vim aqui ver se você poderia ajudar a Hina, mas vejo que é você o problema. Ela poderia ter escolhido uma pessoa com mais inteligência para amar.
-Como você? – Perguntou Naruto
-Talvez. Acontece que não vou permitir que você a magoe, ela tem quem a defenda – Disse Kiba, já vermelho de raiva.
-Como você? – Disse Naruto sorrindo – Ou vai dizer talvez também.
Kiba não suportou, pegou Naruto pela camisa e o empurrou à mesa ao lado, dando depois um chute em suas costelas. Sakura logo correu para segurar Kiba, sabendo que ele não bateria em mulheres.
-Como eu – Disse Kiba por fim, logo saindo para não arrumar mais confusões.
-Naruto você esta bem? – Perguntou Sakura
-Estou, só um (piiiii) que veio escutar minha conversa, me tirou da mesa pela camisa e jogou-me na mesa ao lado, de brinde um chute na costela – Disse Naruto ironicamente – Não podia está melhor, meu amor!
-Desculpa – Disse Sakura sem jeito.
Hinata seguia o caminho de casa, quando decidiu ir para a biblioteca comunitária. Quando chegou, ia pegar o elevador e um jovem vestido de preto lhe chamou atenção, pelo modo de andar, pelo ar misterioso. Ambos entraram no mesmo, ficaram apenas os dois, tudo indicava que iriam para o mesmo local. Quando entrou na sala para ver alguns livros e estudar em silencio, ouviu o jovem perguntar a uma das informantes da biblioteca, onde tinha uma lista telefônica, e se ela tinha a lista de cadastro de alguém cujo nome eu não havia escutado. Sentou-se e com os livros nas mãos acompanhava os movimentos dele. Diferente dela que o observava de longe, muitas meninas que lá estavam, tentaram aproximar-se dele, com desculpas como “Você trabalha aqui?”, “Pode me dar uma informação?”, “Quer ajuda?”. Tanto ele não respondia, como não olhava para elas, seus olhos apenas folheava a lista telefônica. Logo a biblioteca foi ficando cheia e as mesas não tinham mais lugares, com exceção a minha.
-Desculpa incomoda-la, senhorita — Ele disse com voz fria, mas suave – Posso sentar-me nesta mesa?
-Pode – Sussurrou o jovem.
O silencio voltou a reinar, mas Hinata sentia-se incomodada, por não saber quem ele era, será que devia pelo menos perguntar seu nome?
Após sair da enfermaria, junto de Sakura, Naruto foi para casa, fez as atividades e um trabalho, e quando terminou, ficou na janela olhando as pessoas passarem na rua. Tomou a decisão mais dolorosa de sua vida. Abandonar a pessoa que ele mais se importava. Não tinha pai nem mãe, Hinata era toda a família que ele tinha. Não queria ter magoado ela desse jeito, mas também não entendia por ela dizer que o amava, afetava tanto. Foi como se isso ele esperasse.
-Talvez se ela tivesse confessado antes – Disse ele para um passarinho que voava próximo a janela – Não teria anoitecido e hoje era primavera e não outono.
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