Por Toda A Eternidade
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordei sem saber onde estava. Era um jardim? Não, era muito mais vasto que um jardim. Não me lembro de nada. Como cheguei aqui? Onde estou? Que dia é hoje? Por que esse lugar parece tão devastado? Me levantei e percebi que minhas roupas eram muito estranhas. Estava com um daqueles vestidos do século XVI. Era muito bonito. Branco, todo rendado, delicadas alças nos ombros e meus cabelos tinha uma delicada trança que caía no meu ombro direito. Tinha um lago perto de mim e fui me ver. Estava muito mais bonita que o habitual. O que está acontecendo? Começo a ficar com medo.
Respiro fundo e decido que é melhor me aventurar pela floresta. Todas as árvores parecem iguais, parece que não estou realmente me movendo. Cada passo que dou, me deparo com a mesma vista. O que é isso? Depois de uns quarenta minutos exaustivos, noto os primeiros sinais de mudança. As árvores ficaram mais altas, mais grossas. Não me contenho e sorrio. Começo a correr. Corro por um tempo que não consigo calcular, mas descobri a primeira coisa importante: ruínas.
As ruínas claramente me mostravam que havia um palácio ali. Estava tudo devastado demais. Não conseguia descobrir o que era cada coisa. As pilastras davam ideia da dimensão da palácio. O teto abobadado devia ter doze metros de altura. Ando pelo palácio e constato que tudo era de mármore e ainda tem ouro puro em algumas partes.
– Era bonito. Agora, são só ruinas. Você não é daqui. Deixe-me apresentar, sou Edmundo, o Justo.
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