Notas iniciais
Oi! Desculpem a demora, sério, estou muito preguiçosa... E esse ficou pequeno devido a minha pressa para postar. Como vai ter feriado vou postar outro mais rápido, ta? por favor não me abandonem :S Boa leitura!

TRIIIM! –O sinal toca me trazendo de volta para a realidade. Desencostei da pia e comecei a andar lentamente até a sala de aula, não estava com cabeça para ouvir aqueles professores que falam mil e uma informações de uma vez só.

Chegando lá, deparo-me com a garota ainda sentada em minha carteira conversando com Henri. Quando ele me vê entrar sorri, mas em vez de retribuir, abaixo o rosto e volto para o meu posto da última carteira. Logo depois o professor de matemática chegou e fingi prestar atenção naquela aula. Vez ou outra percebia Henri virando para trás para me ver, mas a garota em sua frente sempre chamava a atenção de volta, o que, devo dizer, me irritou. Não sei por quê. Ou sei. Ah, tanto faz!

- Para encontrar a dizima periódica desse número nós fazemos o quê? –o professor perguntou olhando para mim. Apenas devolvi o olhar e balancei os ombros desinteressada. Ele bem que ia chamar minha atenção por isso, mas o sinal tocou o deixando sem ação.

- Licença, posso sentar no meu lugar? –indaguei pegando meu material e indo até a minha carteira. A garota me lançou um olhar nenhum pouco amigável e sorriu “meiga”.

- Não.

- Como?! –questionei surpresa. Ela sorriu de uma forma mais medonha e se levantou da carteira para ficar mais alta que eu (O quê? Sou baixinha).

- Não to afim de mudar de lugar novamente. Foi você quem quis se sentar lá, agora aguenta. –comunicou quase cuspindo em mim. Paciência, minha linda, onde você pensa que vai...?

- Desculpa, mas não é questão de você estar “afim”. –digo colocando a bolsa no chão encarando-a já meio nervosa.

- Ah é, e o que você vai fazer a respeito? –zombou me observando de cima a baixo. E isso foi como um pedido de “me mate”. Devolvi o sorriso diabólico dela, o que a deixou desconcertada, e joguei seu material no chão, colocando o meu no lugar e sentei-me tranquilamente.

- Melanie, ta tudo bem? –Henri perguntou meio assustado com a minha atitude enquanto a garota olhava-me com raiva. Mas ela queria o quê? Além desse dia já ser péssimo e ela ficar dando em cima de Henri vai querer mandar em mim agora? Capaz!

Quando ia responder que sim, senti uma mão em meu cabelo e a confusão começou.

- Quem você pensa que é?! – a garota indagou puxando meu cabelo. Acho que isso foi à gota d’água, posso não ter meus poderes de semideusa, mas as técnicas continuam intactas. Peguei as mãos dela, retirando de meus cabelos, e usei um pouquinho a mais de força que se pode usar com mortais, ou seja, a derrubei no chão. Bem feito.

- AH! MINHA UNHA! –foi o que ela gritou em protesto e logo depois bateu a cabeça no chão. Oops.

- O QUE SIGNIFICA ISSO?! –a professora rabugenta de geografia disse entrando na sala de aula.

- Aquelas duas ali começaram a brigar... –Algum idiota contou e a professora levantou a garota do chão com uma mão e com a outra pegou em meu braço, arrastando nós duas para fora. Era tudo que eu precisava, uma suspensão.

- Rita? –Vânia, a inspetora, se assustou quando viu a professora arrastando nós duas até a diretoria.

- Vamos lá, agora quero que me expliquem o porque estavam brigando! –a professora guinchou brava e nós quatro fomos para a sala da diretora que não estava presente. Enquanto a garota fazia um choro forçado. Depois foi toda aquela ladainha, com a garota, que descobri que se chama Mariana, falando que eu tive um ataque de ciúmes e que era uma péssima colega de sala, que fica dormindo e não prestava atenção nas aulas, enquanto eu fiquei com uma cara de tédio esperando saber do que tudo aquilo daria. Vânia ficou Horrorizada com meu comportamento, e como “castigo” levei uma suspensão de dois dias. Ótimo, não aguentava mais essa escola.

- Estamos entendidas? –Vânia perguntou depois de toda a ladainha.

- Sim. –eu e Mariana respondemos juntas. Ah, e para constar, Mariana nem se quer assinou a ficha de ocorrência.

- Ótimo, espero não recebê-las aqui novamente. –finalizou abrindo a porta da diretoria enquanto nós duas saíamos.

- Acho bom isso ter ficado de aviso. E que você não se meta mais comigo. –Mariana disse quando já estávamos quase na sala de aula. Parei de andar para contar até dez e respirar fundo.

- Dane-se essa escola. Que fiquei de aviso para você, idiota. Mecha novamente comigo e vamos ver quem é que vai sair prejudicada. –devolvi com a voz baixa e cautelosa, a deixando pálida. Depois disso bati na porta da sala, peguei meu material e fui embora daquela escola de Hades.

Quem esses meros mortais pensam que são?! E quem Luiza pensa que é para interferir na minha vida?! E o porquê eu quase deixei Henri me beijar e fiquei com ciúmes?! Desde quando sou assim?! AHH! ODEIO MINHA VIDA! –pensei enquanto andava rapidamente para o hotel, não via a hora de me enfiar debaixo das cobertas e esquecer que esse mundo existe.

- AI! –gritei caindo ao chão, havia esbarrado em alguém.

- Olha por... Melanie? Não devia estar na escola? –uma voz familiar disse surpresa e suspirei cansada. Mais alguém conhecido para estragar meu dia?!

- Olha... –comecei a falar com raiva mas parei assim que vi aquele rosto angelical. – Emanuel? –sorri, mas logo fiquei carrancuda novamente.

- Oi... –ele disse meio sem jeito me ajudando a levantar. – Sentiu minha falta? –perguntou debochado e com um sorriso lindo. Ia responder de prontidão que sim, mas me lembrei que quase beijei Henri e fiquei atraída por Mark, então dizer que senti falta dele não era bem verdade. Meus deuses, como eu estou parecendo uma bitch!

- Como não sentir? –desconversei com um sorriso debochado como o dele, não falando que senti para não mentir. Se bem que... Ah, que droga, o que estou falando?!

- Bom, digamos que eu tive uma companhia nada boa. –ele comentou ficando um pouco mais sério. Foi aí que percebi que não sabia quase nada sobre sua vida, já que não faço ideia de quanto do mundo “mágico” ele conhece.

- Alec? –arrisquei e antes que ele pudesse responder senti um vento passando rapidamente por nós, o que nos afastou trinta centímetros.

- Sim. Isso é mesmo necessário? –ele me respondeu e depois de dirigiu para um poste. Sim, um poste.

- Hum, Emanuel... –comecei a dizer achando que ele estava louco em conversar com um poste, mas parei assim que Alec saiu dali de trás com uma cara nada amigável.

- É sim. –Alec respondeu encarando Emanuel, e depois me olhou com desprezo, nem parecia aquele cara gentil que havia me ajudado a noite.

- Suspensa? Sério? –questionou e revirei os olhos.

- Já que eu não tenho mais missão aqui nessa cidade, não preciso seguir regra de nenhuma escola patética. Além disso a menina mereceu... –expliquei dando de ombros. Alec por natureza já é irritante, querendo ser meu pai é muito pior.

- Claro, ela deu em cima do seu... Amigo. –zombou e senti meu rosto corar. Droga, porque ele tinha que falar isso na frente de Emanuel?

- Nada a ver. Até porque, como você mesmo disse ele é só meu amigo. –respondi e para dar ênfase que eu não queria nada com Henri, quebrei grande parte da “barreira” que me separava de Emanuel, e percebi que ele não estava com uma cara muito legal.

- Teimosa... –Alec resmungou para si mesmo baixinho, mas eu consegui ouvir. – Bom, aproveitando que os dois estão aqui, vamos para o Olimpo agora.

- Isso é realmente necessário? –Emanuel perguntou e me surpreendi com o tom que sua voz demonstrava, era como se ele estivesse chamando Alec para uma briga.

- Sim. Sigam-me. –Alec respondeu no mesmo tom, e começou a andar para o final de uma rua, que levava a um depósito de lixo.

Não sei se foi apenar para irritar Alec, mas Emanuel segurou minha mão durante o trajeto, me fazendo se sentir como um objeto que ele tivesse para ficar por ai se exibindo. OI? Não to raciocinando muito bem...

- Me deem suas mãos. –Alec disse quando estávamos atrás de uma grande pilha de lixos e ninguém poderia nos ver. Quando percebeu que já estava com a mão na de Emanuel, pareceu rosnar. Eu hem.

Emanuel segurou em uma mão de Alec e eu em outra. Quando vi que nós três estávamos assim, fechei meu olho por extinto e senti uma forte dor, como se alguém estivesse dando pontadas em mim com uma faca bem no meio do peito. Foi uma sensação horrível, e só acabou após alguns minutos.

Cai de joelhos no chão em busca de ar. Abri meus olhos para entender o porque havíamos feito aquilo e quando faço isso dou de cara com o trono de meu pai vazio.

- Nós... Nós nos teletransportamos?! –quase gritei angustiada. Já era dolorido fazer isso quando tinha algum poder, sem ter poder era dez vezes mais dolorido.

- Sim... –Alec respondeu e percebi que ele estava com a mesma feição, sem sofrer dano nenhum, já Emanuel estava quase como eu.

- Onde está meu pai? Quero acabar com isso logo. –Emanuel bradou irritado.

- Não sei, ele deve estar...

- Estou aqui. Já podemos começar. –escutei uma voz grossa e cansada interromper Alec, e logo depois o encarei. Lá estava meu querido papai, sentado em seu trono esperando para ter uma conversinha comigo. Acho que estou começando a ficar com medo...

Notas finais
O que acharam? muito dramático, não? kkkk Adoro drama :) Beijinhos! PS: fantasminhas, manifestem-se!

Leiam ---> http://fanfiction.com.br/historia/307682/Minha_Vida_Contada_Por_Legiao_Urbana/