Notas iniciais
Ooi gente! Dessa vez nem demorei tanto, né? Ou demorei? Ah, enfim, hoje não tenho muito o que falar aqui.. Só que eu juro, serio mesmo, juro que tentei mudar minha forma de escrita logo depois que os personagens se beijam, mas não consegui. Então, não me matem! kkkkkk Boa leitura!
PS: LEIAM AS NOTAS FINAIS

Assim que nos separamos senti minha cabeça girar. Isso era sério? Ele realmente tinha me beijado?

— Creio que agora sim esteja brava... –Ele comentou me observando um tanto quanto corado. Ah, deuses, eu fiz ele corar!!

— Eu... Eu não estou sonhando, né? –perguntei abobalhada olhando para ele. Era impossível acreditar que aquilo realmente tinha acontecido. E o pior era que eu não conseguia identificar se aquilo era um sonho, ou um pesadelo. Ou até mesmo a realidade. Droga, esse beijo me deixou fora de órbita!

— Não Melanie! Eu estou aqui na sua frente, de verdade. –ele contrariou-me rindo e pegando em minha mão. Tenho quase certeza que ele esperava que eu fosse gritar, ou sei lá, bater nele, mas eu não conseguia. Ao mesmo tempo que parecia ser ótimo, parecia estranho, errado.

— Melanie, o que eu sinto não é de agora. Sempre te observei, mesmo que escondido. Não entendia como uma garotinha como você conseguia fazer tantas coisas desde os primeiros anos de idade! E depois que cresceu... Melanie, eu suspeito que isso que eu sinta não seja apenas uma simples paixão. –falou e não tive como não ficar surpresa. Deuses! Será que ele tem certeza do que esta falando?! Será que não bateu a cabeça em algum lugar e começou ficar biruta? Isso não é normal! Não há como um ser normal e de sã consciência gostar de mim, a Melanie sem graça e rude. E além do mais, se ele gostava de mim há tempos, porque só ajudou agora nessas semanas? Porque nunca foi me consolar quando eu chorava escondida por não me sentir amada?

Foi então que me dei conta. Seus lindos olhos azuis petróleos tinham uma coloração a mais. Uma manchinha, quase que imperceptível no canto dos olhos. Uma macha rosa. Aquilo não era amor, aquilo era Afrodite brincando com os nossos sentimentos e pensamentos.

— Não, Alec. Você não me ama. –contrariei-o.

— Como? –ele perguntou sem entender. Nossos corpos ainda estavam próximos, o que tornava a situação mais complicada. Não tinha como resistir a ele dessa maneira!

— Isso tudo é culpa de Afrodite. –falei me afastando, por mais difícil que fosse. – Ela... Ela me amaldiçoou. Você não gosta de mim, apenas pensa gostar. Ela está brincando com os nossos sentimentos.

— Você está errada! Isso não tem nada a ver com Afrodite! É tão difícil pra você aceitar o amor de alguém? –retrucou completamente transtornado. Aquelas palavras me machucaram, e muito. Pra mim era sim muito difícil aceitar o amor de alguém, e quando aceitei, a pessoa acabou com a minha vida. Não é de se estranhar que eu não volte a ter a confiança que tinha antes.

— É você que está errado! Diga-me se não é confuso esse sentimento? É porque Afrodite está te manipulando! –gritei também transtornada. – Droga Alec! Acorda! –começou a parecer-me que eu tinha a obrigação de mostrar a ele que ele não me amava. Eu até aceitava que Afrodite brincasse comigo, mas com Alec? Não.

— Mas é claro que é confuso! O amor sempre foi confuso pra qualquer um! Afogue o quanto quiser os seus sentimentos, mas eu não sou assim. Não vou negar o que sinto só para te deixar tranqüila antes de dormir, ou o que quer que seja! –bradou. O.K., ele não vai acreditar em mim nunca dessa maneira.

— Alec... –comecei a falar com a voz chorosa. Ele não pode continuar achando que gosta de mim, isso é errado. – Vê se me esquece, ta? –terminei minha fala, e comecei a caminhar para meu chalé. Se ele não acreditar em mim, que descobrisse sozinho que não me ama.

— Isso será impossível... –murmurou tristemente, mas não me seguiu. Não virei para trás nenhuma vez se quer, apesar da enorme curiosidade que estava, não queria dar esperanças frustradas para Alec. Ele não me ama. Não mesmo.

Ao chegar no meu chalé, bati a porta com força, pouco ligando se isso iria quebrá-la. Não acredito na burrice que acabei de fazer. Dispensei o cara que eu pensei estar gostando!

— WOW, não tem geladeira na sua casa não? –Emanuel repreendeu-me. Não entendi sua expressão, mas provavelmente estava reclamando por eu ter batido a porta de forma escandalosa.

— MORRE! –gritei para ele com raiva. Dane-se o que ele pensa sobre a porta do chalé! Logo depois joguei-me em minha cama e afundei minha cara no travesseiro.

Droga Afrodite! Droga! Porque eu não posso ter uma vida normal? Sem essas drogas de sentimentos? Por que sempre eu?–comecei a reclamar e sem que percebesse as lágrimas vieram juntas. Eu queria que Alec me amasse, mas não desse jeito. Eu fiz a coisa certa, com certeza. Ele no meu lugar faria o mesmo. –pensei desolada. Provavelmente ele não faria o mesmo, mas achar que sim me consolava. Afrodite não pode fazer isso comigo... É injusto! –continuei a reclamar chorando. Se Emanuel foi me consolar? Não. Deve ter ficado com medo depois que eu gritei com ele. Grande coisa, eu não preciso do amor dele mesmo. Eu não preciso do amor de ninguém! Posso muito bem viver feliz e tranqüila sem nenhum sentimento em meu coração para me atrapalhar!

Fiquei assim por mais um bom tempo. Eu sei patético. Mas eu sou patética. Porque, vendo bem, todo ser que ama é patético. Teve uma hora que eu até tentei parar de chorar, e dormir, mas não consegui. Apesar de meu choro não ser barulhento, vez ou outra eu soluçava.

— Shiii... Fica tranqüila, tudo isso vai passar. –alguém, que eu nem havia percebido que entrara em meu chalé, disse colocando a mão em minha cabeça, me acalmando.

— Ju-julia? –perguntei levantando a cabeça do travesseiro. – O-oque faz aqui? –perguntei fungando.

— A Annie viu sem querer a sua discussão e ficou sem saber o que fazer. Então me ofereci pra vir aqui... –explicou-me e me abraçou. Continuei achando tudo aquilo muito estranho, mas não comentei nada. Depois ela me soltou e pediu para que eu explicasse, mas preferi não falar nada. A culpa toda é minha. Não adianta falar que é de Afrodite. Se eu não tivesse ameaçado Luiza, talvez nada disso teria acontecido.

Quando já estava bastante tarde, e Emanuel já tinha voltado (nem o vi saindo!), Julia foi embora.

— Aconteceu alguma coisa? –Emanuel perguntou deitando em sua cama. Não, não! Eu estava chorando e não tinha acontecido nada!

Virei me deitada para a parede e desliguei a luz do abajur.

— Não que seja da sua conta. –respondi grosseiramente. Não entendo como eu pude gostar desse ser energúmeno.

— Olha, sei que está brava comigo, mas se quiser pode desabafar... –comentou e percebi que ele estava levantando de sua cama para chegar perto da minha.

— Pare onde está. Não quero sua ajuda. –ordenei com a voz embargada. – Por mim você podia morrer que eu não ligaria... –continuei a falar, com os olhos fechados, já me preparando para dormir.

— Ah, cala boca Melanie. –Emanuel me contrariou e quando percebi que ele me abraçaria foi tarde de mais.

— Me... Solta! –mandei, mas sem muita convicção. Sem perceber, algumas outras lágrimas caíram, molhando sua camiseta.

— Ainda somos irmão, certo? –ele perguntou me abraçando mais forte. Eu ia responder que não, mas resolvi ser um pouquinho legal. Quem sabe uma trégua não seja boa?

Notas finais
hehe, quem gosta de Melec me odiou agora, né? Esse capítulo foi essencial para que o Emanuel caia fora do quarteto (?) amoroso... Espero que tenham gostado..
Então, gostaria de dizer que estou prevendo para que a fic termine no capítulo 25, o que acham?
Ahh, e postei uma fic nova de pjo com minha amiga: http://fanfiction.com.br/historia/409471/Roubaram_Meu_Satiro Ignorem a capa fail.

PS: Teremos dois times, os que acham que a Melanie está certa quando a mancha, e o que acham que ela está errada. Em qual você quer entrar??

beijos!