Por Quê Sempre Eu?!
26 Porque, deuses, por que sempre eu?!
Notas iniciais
"– Sou eu, ou ele?" ....
– Vocês só podem estar brincando, não é?! –exclamei trocando o desespero por raiva. – Vocês acham que podem entrar aqui e me obrigar a fazer uma das decisões mais importantes da minha vida sob pressão, e só porque querem esfregar um na cara do outro quem ganhou?! EU NÃO SOU UM PRÊMIO! –bradei. Esqueci completamente que não podia me levantar nem fazer movimentos bruscos, e saí andando e apontando o dedo na cara dos dois, que pareciam assustados.
– Melanie, você... –Alec começou a falar, mas o interrompi.
– EU AINDA NÃO TERMINEI! –continuei gritando, e não impedi as lágrimas. Afinal, um drama a mais a cena sempre é bom. – SERÁ QUE VOCÊS DOIS NÃO ME ENTENDEM?!
– É claro que te enten...
– ESPERA. Afrodite me fez criar esperanças e sentimentos, me iludiu e manipulou. Além de manipular vocês também, é claro. Se vocês querem saber, eu não quero ter que escolher entre os dois. Eu não quero escolher nada. Eu já me cansei dessa história, já cansei de me iludir. –terminei, e saí da enfermaria ignorando todas as pessoas que me chamavam. Só parei de andar assim que percebi estar na praia.
Sentei-me na areia branca com vontade de matar a primeira pessoa que visse pela frente. Poxa, porque essas coisas tinham que acontecer comigo? Justo comigo? Porquê sempre eu?!
– Mel! O que está fazen... Você ta chorando?
– Vai embora. –mandei. Não precisei levantar o rosto para ver quem era, pelo timbre da voz percebi ser Emanuel. Tudo que eu precisava agora, mais um garoto pra me irritar...
– E porque eu faria isso? –retrucou e se sentou ao meu lado. Será que eu não posso nem mais chorar em paz?!
– Porque eu estou pedindo encarecidamente que me deixe sozinha. –respondi irônica.
– Enquanto você está chorando? Nunca. –contrariou e limpou uma lágrima que descia em meu rosto.
– Sai pra lá com esse seu pseudo-cavalheirismo! –bradei batendo em sua mão, e este riu.
– Seu cabelo já não está mais rosa... –comentou depois de um tempo em que eu fiquei encolhida abraçando minha pernas, e ele deitado na areia.
– É. –concordei irritada. Nem tinha percebido isso.
– Olha, devo dizer que pra uma menina que não tinha amigos, e não se importava para o que os outros pensam você é bem fraca. Esperava mais de uma filha de Zeus. –provocou, e me virei irritada para ele.
– É?! E você acha que eu gosto de ficar assim?! Que eu gosto da dor e de me sentir imponente?! –gritei.
– Acho, porque se não gostasse, deixaria eu te ajudar. –rebateu. Ele estava com a expressão calma, mas o modo duro que falava era um tipo de alerta, dizendo que estava falando sério.
– Tudo bem, me ajuda então! –respondi grossa. – Vai até aqueles dois bocós e fala que eu não quero ter que me decidir e que eles estão acabando com meus neurônios!
– Você não acha que está exagerando...?
– Não.
– Tudo bem... Outra hora eu falo com eles, neste momento estou mais interessado em você. –aceitou por fim, e continuou ao meu lado, próximo até de mais.
– E... E... Porque tanto interesse? –perguntei corada.
– Oras... Porque é minha irmã!
– Ta... Deixa isso pra lá. Já que quer me ajudar, arranja um jeito de fazer a maldição de Alec acabar. –mudei de assunto tentando me acalmar. Não é novidade para ninguém que eu sou apaixonada por Alec, mas temo o que pode acontecer com ele caso a maldição acabe no momento em que escolhê-lo. Não que eu já tenha escolhido ele em vez de Mark, e só que... Bem, deixa pra lá.
– Faça um sacrifício de cem bois para Afrodite, demonstrando seu respeito por ela. –Emanuel deu de ombros, como se isso fosse a coisa mais fácil do mundo.
– Está louco?! Onde eu encontraria cem bois?! E outra, os tempos mudaram, não acho que Afrodite ficaria satisfeita com esse tipo de sacrifício... –rebati. Já li em várias histórias que os antigos heróis gregos faziam este tipo de sacrifício, mas não tenho certeza se era muito eficaz.
– Hum... Vejamos... Entre na caçada. É um tipo de sacrifício que você faz, e de bandeja ganha a imortalidade. –Falou e arregalei os olhos assustada com o quão tentadora essa proposta era. – E além disso, eu não precisaria ficar te vigiando com os garotos... –Acrescentou e riu da minha cara de incredibilidade.
– Não. Não sou muito boa cor Arco e flecha. –contrariei.
– Mas você gosta de complicar as coisas, hem?! –exclamou irritado, mas rindo. Sorri de forma triste.
– Acho que já sei o que vou fazer... –comentei em um suspiro. Uma idea havia me passado, e cheguei a conclusão que ela era a mais correta.
– O que? –Emanuel perguntou.
– Surpresa.
–---------
Já estava havia passado do almoço e eu ainda estava em meu chalé. Depois que conversei com Emanuel na praia, aproveitei para tomar uma ducha e comer um pouco de ambrósia, já que na minha “fuga”, o corte abriu. Estava com medo de ficar andando pelo acampamento e dar de cara com Alec ou Mark. Tenho certa ideia do que vou falar, mas tenho medo do que isso vai dar.
Toc. Toc. Toc.
– Melanie? Ta aí? –reconheci a voz da pessoa que batera sendo Júlia.
– Decidiu mofar, foi? –Lucy ao seu lado reclamou. Soltei um suspiro melancólico, e fui abrir a porta do chalé.
– Oi. –cumprimentei sem deixá-las entrar. Não me leve a mal, eu só queria mais um tempo sozinha pra tomar coragem pra ir falar com Alec.
– Hum... Você está bem? –Gabi, que também estava ali, perguntou.
– Claro. –menti.
– Então porque parece que está mentindo? –Annie interrogou com uma expressão irritada.
– É que... Não é nada de mais, só uma pequena confusão que criei. –falei estalando os dedos da mão.
– Isso tem a ver com o meu irmão e o filho de Hades? –Annie voltou a perguntar, e apenas assenti. Isso é tão bobo, digo, ficar triste e completamente perdida por causa dos sentimentos. Acho que isso é uma das coisas que contribuem para que o homem seja patético. O amor nos deixa nesse efeito.
– Ai, sabe o que você tem que fazer? –Luna apareceu entre as meninas e disse. – Ficar com seu maninho. Ele foi tão fofo com você na praia...
– É, eu sei, mas... AM?! VOCÊ ESTAVA NOS ESPIONANDO?! –arregalei meus olhos no que as meninas riram e Luna sorriu.
– Todas nós estávamos te procurando porque você deixou os dois bofes chocados lá na enfermaria. Aí, quando te vimos na praia com seu maninho, te deixamos lá quieta... –esclareceu. Meu rosto devia estar púrpura; só não sei do que: raiva ou vergonha.
– Am... O.K. –disse meio perdida. Meu foco havia mudado, Alec estava vindo na direção do meu chalé, e não parecia nada feliz.
– Meus deuses não podemos mais conversar com a Melanie que o Alec sempre aparece! –Júlia reclamou de alto e bom som, no que as meninas riram, e se despediram. Antes que Alec pudesse entrar no meu chalé, lhe virei às costas e fechei a porta. O plano que tinha bolado em minha mente já tinha ido por água baixo.
“Porque deuses eu tenho que ficar assim quando o vejo?!” –interroguei por pensamento.
– Melanie? Abra a porta, por favor? –escutei sua voz pedindo. Respirei fundo. Sou uma filha de Zeus, não fujo do problema, o enfrento.
Abri a porta devagar, e convenci-me do que iria fazer. Afrodite havia me avisado a se afastar do Alec. Ele está amaldiçoado. Logo, se eu beijá-lo fingindo que o escolhi, a maldição acaba e ele volta ao normal, e todos vivem felizes para sempre! (só que não).
– Me... –Alec começou a falar, mas o interrompi. Com forças não sei de onde, fechei meus olhos e o beijei.
Esperava que aquela sensação de prazer viesse átona, e que eu ficasse novamente toda confusa. Incrivelmente não aconteceu nada disso. Foi a mesma coisa que beijar um peixe morto (história para outro momento). Assim que me separei dele, abri os olhos para ver sua expressão e quase morri de decepção ao constatar que o ponto cor-de-rosa em seu olha havia crescido, não sumido.
– Droga, droga, droga, droga... –murmurei ficando desesperada.
– O que foi? –perguntou sem entender. Olhei novamente para seus olhos, e estranhei. A bola tinha crescido mais.
– Alec, você já viu que seus olhos... –comecei a falar, mas parei surpresa. Toda a sua íris estava em um tom rosado.
Ele piscou sem compreender, e quando abriu novamente seus olhos, eles estavam normais.
– O que tem meus olhos? –indagou confuso. Eu ainda estava muito próxima dele, e ele pareceu ficar surpreso com isso. – P-perdão... –pediu se afastando. – O que aconteceu? Porque estou em um acampamento para semideuses?!
– Você voltou! –exclamei abrindo um sorriso e o abracei.
– Melanie! –ele me repreendeu com a voz dura. Pois é, todo o cavalheirismo foi embora. Dane-se, assim ele é menos apaixonável. – Será que você pode me explicar o que está acontecendo?!
– Desculpe... –pedi o soltando. Eu sabia! Afrodite é má! Imagina se eu realmente dissesse que queria algo com ele, e a maldição acabasse? – É uma longa história... Mas a resumindo, você estava amaldiçoado.
– Amaldiçoado? Mas por quem e por quê? –questionou irritado.
– Afrodite, e porque ela me odeia... –falei rapidamente. Não vou explicar tim tim por tim tim para ele, senão vai ficar explícito que eu era apaixonada. – Aliás, meu pai está te procurando. Deve estar uma fera com o seu sumiço... Porque não dá uma passadinha no Olimpo e depois eu te explico certinho? – quase que implorei. Sou péssima com palavras, ainda mais pra explicar algo como isso.
– Hum... Está bem. Tchau. –despediu-se, e se teletransportou para Zeus sabe onde.
Suspirei aliviada. Eu não parecia triste com a ida dele, nem ao menos parecia me importar com tudo o que tinha acontecido. Será que a maldição também tinha efeito sobre mim?
– Hey, Melzinha! –Pedro gritou quando me viu parada na frente da porta do meu chalé. Endureci a expressão. Ainda não havia esquecido que por sua culpa Luiza havia me ferido.
– O que quer? –respondi curta e grossa.
– Ainda está brava por causa daquilo? Ah, Mel, águas passadas não movem moinhos... –tentou dar uma de sabichão, mas apenas revirei os olhos.
– Então porque algo me diz que você ainda é apaixonado por Luiza? –indaguei de braços cruzados. Seu sorriso sumiu e ele olhou triste para o chão.
– Eu não sou apaixonado por ela. Ela usou o Charme para me convencer a ajudá-la. Desculpe, não sabia que meu poder de sedução tinha atingido você também... –completou e não pude deixar de rir. Rir muito. Ele voltou a sorrir e parecia com a expressão mais leve.
– Que poder de sedução? –perguntei ainda rindo e ele fingiu ficar bravo.
– O que vai seduzir sua amiga Luna. Você já falou com ela, não é? –subitamente parei de rir.
– Am... É que... Sabe... Não, eu ainda não falei com ela. –falei meio envergonhada. Com todos os meus problemas de relacionamento, havia me esquecido disto. – Mas tenho certeza que você consegue ganhar o amor dela sozinho!
– Está falando isso só porque ainda não me ajudou. –ele discordou e dei um sorriso amarelo. Ao longe vi Luna saindo de seu chalé, e a gritei. – O que está fazendo?! –ele indagou surpreso e sorri.
– Sim? –Luna perguntou indo até nós.
– Pedro estava me falando que não consegue se dar bem com os pégasos, e me lembrei que você é ótima com isso. Será que poderia ajudá-lo? –sorri com a minha desculpa. Até que não estava tão ruim assim, contando que é mentira.
– Ah! Claro! –Luna sorriu e ela e Pedro foram até os estábulos conversando animadamente.
Pois é... Tudo resolvido. Ou apenas uma parte. Seria mentira se eu já dissesse que amo Mark, mas também seria uma tremenda mentira se eu dissesse que não sinto nada quando o vejo. Temo que o fato de que me “livrei” tão facilmente de Alec venha me assombrar mais tarde, ou que eu ainda guarde um pouquinho daquilo que pensava ter por Emanuel.
Saí determinada a falar para Mark que eu não havia escolhido nenhum, e que eu apenas queria a sua amizade. Fui ao primeiro lugar que imaginei que ele estaria: A arena. E foi lá que o encontrei, massacrando três bonecos de uma vez só.
No momento em que o vi, minhas pernas pararam. Ele parecia irritado, machucado. E a culpada por isso era eu. Será mesmo que eu merecia ter o amor dele...?
Assim que eu virei às costas para ir embora, ouvi sua voz me chamando. Deuses! Eu sempre esqueço que ele pode ouvir meus pensamentos...
– Melanie? –voltou a chamar e voltei há Arena.
– Er... Oi. –cumprimentei sentando na arquibancada. – Queria me desculpar pelo que fiz hoje... Você não merece o que faço. Digo, você ficou a noite toda lá comigo, na maioria das vezes em que eu estava triste você me consolava, e eu ainda só te... Esnobei. –comecei a me desculpar. Ele saiu do centro da Arena, e se sentou ao meu lado na arquibancada.
– Também te devo desculpas. Hoje estava um pouco alterado, e não devia ter dito o que eu disse. Sem contar que quando te conheci, te odiava e fiz você ver sua mãe morrer... –falou com um sorriso triste. – Sei que você pensa que não merece que eu goste de você, mas essas coisas não somos nós que decidimos. Digo, nunca mais duvido da capacidade de Afrodite destruir vidas... –completou e riu.
– Nem me fala... –concordei suspirando e ri junto com ele.
– Então... –ele começou e percebi que estava com medo do que ia falar.
– Amigos? –perguntei com um sorriso triste. Ele suspirou e olhou para os bonecos que estava destroçando.
– Acho que não. –respondeu e se levantou. Fiquei estática.
– Co... Como assim? –perguntei e me levantei também. Ele começou a andar de volta para o centro da Arena, e eu o segui.
– Não me leve a mal, Melanie. Mas uma amizade entre nós dois nunca daria certo. –falou e começou a golpear o boneco a sua frente. – Ainda mais com você estando junto com Alec... –disse e decepou um dos bonecos.
– Eu não estou com Alec... –discordei cruzando os braços. – A maldição dele acabou. Nesse momento ele deve estar recebendo algum castigo de meu pai...
– Mesmo assim... –retrucou sem nem me olhar. Ele já estava começando a me irritar. – Nosso gênio não bateria, e eu...
– Está fugindo de mim. –completei seu pensamento antes dele. Sentia que meu corpo estava a mil, e nem eu mesma estava acreditando que tinha tomado coragem para falar o que quero falar. Bem, na verdade ainda não falei mas... Dane-se.
– Melanie eu só... –tentou falando me olhando triste com os lindos olhos esverdeados, mas o cortei novamente.
– E-eu estou apaixonada por você. –falei num fôlego só. — Isso é tão constrangedor... –comentei estalando meus dedos. Por mais que seja um pouco cedo para falar isso, sei que é verdade. Ele me olhava confuso, tentando se decidir se acreditava no que eu estava falando ou não. Olhei para o chão incapaz de continuar a olhar em seus olhos. Não devia ter dito isso, não devia! Agora eu vou passar por uma menininha boba apaixonada que fez a maior burrada da vida ao se confundir achando que gostava de outro, e acabou perdendo o amor da sua vida por ser uma pateta e estragar tudo! Argh! Que ódio de mim mesma!
– Melanie... –Mark me chamou rindo. Ah... Deuses. Acho que nunca vou me acostumar com o fato que tenho que guardar certos pensamentos para depois, especialmente quando estou perto dele. – Eu também estou apaixonado por você... –disse e levantou meu rosto. Ele sorria feliz, e eu parecia um tomate ambulante. Não consegui encará-lo novamente, então meu olhar começou a passear por seu rosto, até que parou em sua boca, que estava a apenas alguns centímetros da minha.
Antes que ele falasse algo a mais, pela primeira vez, eu tomei a iniciativa, e o beijei. Não vou mentir: Me senti nas nuvens. A sensação era tão boa quanto voar, ou sentar na praia para observar o horizonte sem preocupação alguma.
Após eu me separar dele aconteceu uma raridade: eu não saí gritando, ou bati nele. Nós sorrimos e nos “acertamos”. Acho que pela primeira vez terei um namorado que preste.
Eu costumava a me perguntar por que tudo sempre acontecia comigo (fala sério, até ser amaldiçoada pela deusa do amor eu fui!), mas, pensando bem, que graça teria se eu fosse mais uma semideusa sem graça com uma vida sem graça, e com acontecimentos sem graça? Acho que a melhor parte de ser semideusa é isso: Sua vida nunca vai ser fácil, ou parada. Sempre terá uma ou dez coisas para se preocupar.
A noite, na fogueira, todos estávamos cantando animadamente as músicas típicas do acampamento, quando algo muito estranho aconteceu: Ao lado de Quíron, surgiram Zeus e Alec. Todos pararam a cantoria e se mantiveram em silêncio. Meu sorriso se desfez, e já comecei a imaginar que eles vieram aqui anunciar que minha execução seria amanhã a tarde por desrespeitar o Olimpo.
– Grandíssimo Zeus, no que devemos a honra de sua presença? –Quíron perguntou fazendo uma reverencia no que alguns campistas acompanharam. Já eu fiquei estática apertando a mão de Mark, assustada.
– É de conhecimento de todos que sou rígido quanto aos meus filhos... –papai começou e escondi minha cabeça no peito de Mark. – E há pouco tempo, meu antigo leal amigo violou uma de minhas regras... –continuou. – E como punição, ele ficará aqui por cinquenta anos lecionando esgrima. –terminou e levantei a cabeça assustada. Ele não vai me castigar??
– Er... Claro. Seja bem-vindo e blá, blá, blá... – Sr. D disse pouco se lixando para o fato de que Alec ficaria por aqui cinquenta anos. Espera... NÃO! FERROU TUDO!
– E é só. Até mais ver... –Zeus se despediu e sumiu em fumaça dourada.
– Mark... –choraminguei baixinho. – Acabamos de ganhar um inimigo mortal. É por minha culpa que ele veio pra cá... E sem a maldição ele não é nada amigável...
– Por Hades, nunca teremos paz... –Mark resmungou também.
Pois é, agora me arrependo de pensar que ser uma semideusa com uma vida cheia de problemas é legal. Porque, deuses, por que sempre eu?!
The end... Or no.
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