Por Quê Sempre Eu?!

8 Pior dia da minha vida, até agora


Notas iniciais
Oi! Desculpa, desculpa, desculpa, sei que demorei pra caramba... E hoje quase não posto por uns problemas pessoais, mas como fazia tempo que não vinha aqui me deixei no dever de postar... Sobre a enquete ninguém acertou, só a Julia de Carvalho que respondeu um pouquinho certo, mas ela não tem fics .-. kkkk Então é isso, espero que gostem, BOA LEITURA!

- O que faz aqui?!

— O que acha? –debochou. – Você dá muito trabalho, sabia? –perguntou e se jogou no sofá da recepção. Respirei fundo para não tentar mudar minha expressão.

— Ainda não me disse o que veio fazer aqui. –respondi com medo. Odeio Alec. Odeio sua presença.

— Como disse, você dá muito trabalho, e como sou o preferido de seu pai, ele me escolheu para dar um jeitinho na situação. –respondeu cínico. Alec é filho de Apolo mas decidiu seguir os caminhos de Zeus e vive no Olimpo sendo o servo de meu pai, isso há mais de 300 anos. Zeus o tornou imortal por achar que era o certo, e, fazendo isso tornou seu ego maior que o próprio poder. Tenho que admitir que ele é bom em esgrima, arco-flecha, mecanismos de batalha, e nos quatro elementos: Terra, fogo e ar (sim, ele domina todos, e sim, isso é de dar inveja), mas ficar tão perto de meu pai o tornou frio, calculista e cínico. Quando meu pai está “de cabeça quente” para resolver os problemas diversos que os semideuses causam, manda Alec, e isso nunca é um bom sinal, pois Alec possui as próprias regras e não pensa duas vezes antes de matar alguém.

— A-acho melhor conversarmos sobre isso em outro lugar... –gaguejei gesticulando a mão para o elevador. Se ele iria me contar como seria minha morte, que fosse sem platéia pelo menos.

— Sem problemas. –respondeu levantando os ombros, despreocupado, como se minha morte pudesse ser calmamente feita, pois quanto mais dor, melhor é. Credo! Bate na madeira.

Passamos pela petulante moça da recepção que me lançou um olhar de deboche, como se soubesse que meu fim estava por vir, e acabei não me segurando fazendo com que os fios de seu cabelo levantassem como se ela estivesse levando choque. Ela não percebeu, mas as pessoas as sua voltam riam como se não houvesse amanhã. No elevador fiquei olhando com impaciência qualquer ponto para não perder a cabeça e sair gritando. Quando chegamos ao andar de meu quarto pensei na possibilidade de sair correndo e fugir, mesmo sabendo que isso não funcionaria.

— En-entre. –gaguejei novamente abrindo a porta de meu quarto, que estava uma zona total. Tanto faz, nunca fui organizada mesmo.

— Que... Interessante seu alojamento. –ele disse com cara de quem é “O maioral”. Idiota.

— É provisório, não ficarei muito tempo aqui neste país. –argumentei sentando-me em uma cadeira que havia junto a uma mesa, enquanto ele se deitou (folgado) em minha cama.

— Então... Diga-me o que meu pai quer. –pedi meio impaciente reparando que ele estava quase dormindo. Ele abriu um dos olhos preguiçosamente e depois voltou a fechá-lo. Ele pode ter trezentos anos, mas sempre o verei como um adolescente irresponsável.

— Seu pai não me mandou aqui. –respondeu simplesmente, me fazendo levantar da cadeira indignada. Se meu pai não o mandou aqui, o que ele iria querer?!

— O Quê?! Mas então... –falei gesticulando e o olhando com raiva.

— Calma, ele não mandou, mas quase o fez. –me cortou finalmente abrindo os olhos e sentando na cama.

— Se ele não mandou... O QUE RAIOS FAZ AQUI?! –gritei, é, gritei. Grande erro. Alec mudou a feição calma para uma nada amigável que faria qualquer um tremer na base.

— Não se altere, Melanie. Conheço seu gênio, mas isso não irá me impedir de agir. Não terei dó. –ameaçou com a voz grave e baixa. Sentei no mesmo momento. Acho que só tenho medo de duas pessoas: Alec e Hades (tenho um histórico complicado com ele).

— Desculpe... Mas é que... Droga. –falei com voz chorosa, mas não chorei. Se fosse chorar seria apenas teatrinho.

— Ontem à noite Zeus chegou ao Olimpo querendo matar o primeiro que visse pela frente, e acabou danificando o templo de meu pai e o de Hera. Quando perguntei a ele o que havia acontecido ele apenas me deu um nome: O seu. Consultei meu pai e, por ser o oráculo, me contou o que Afrodite lhe proporcionou. –contou e assenti esperando que continuasse. – Voltei ao Olimpo e Zeus ainda não havia se acalmado, tanto é que chegou a opção de me dar uma missão que seria atrapalhar a sua vida e a de Emanuel, nem se com isso eu matasse um dos dois. –continuou e abaixei o olhar. A cara de o meu pai me querer morta. É um amor tão bonito. – Pensei que quando ele disse isso estava de cabeça quente e não levei muito a sério, mas hoje ao amanhecer ele reforçou a ideia...

— Então, faço o que ele quer logo. Mate-me, não ira fazer diferença mesmo... –despejei o interrompendo. Linda a história de minha vida, serei morta por ordem de meu pai. O que falei pareceu surpreendê-lo, pois não me repreendeu, apenas me olhou triste. Hora do drama.

— Só peço que você, ou sei lá, qualquer pessoa, cuide da minha mãe... Você sabe, ela mais parece um bebê drogado do que uma adulta com uma filha. –comentei e ri um pouco sem ânimo. – Vamos lá, atire o faça o que for fazer! –pedi abrindo os braços “esperando a morte”, o que, na verdade, era tudo atuação para deixar-lo sensibilizado.

— Melanie... –ele disse com uma voz cansada. – Abaixe esses braços, não irei te matar! –reclamou.

— Ah, não? Então vai fazer o que? Torturar? Mandar-me para Hades viva, para que ele e resolva qual é o pior castigo? –continuei irônica e com voz chorosa.

— Sempre exagerada. Não vou fazer nada disso, mas algo parecido com a tortura. –disse revirando os olhos. Gelei. Parecido com tortura? Mas ele não estava ficando sensibilizado?

— O quê...? –falei abaixando os braços surpresa.

— Você será vigiada vinte e quatro horas por dia, não poderá usar seus poderes de semideusa por uma semana e a partir do momento que levar os semideuses para o acampamento irá para o Olimpo servir a Zeus igual a mim, isso, é claro, sem nem ao menos lembrar que seu meio-irmão poderia ser seu namorado. –contou fazendo com que eu levantasse mais uma vez indignada.

— Perder meus poderes?! Servir a Zeus?! Você está de brincadeira, não?! –bradei e ele riu.

— Não, tudo isso é muito sério. E tenho certeza que prefere isso à morte, não é? –perguntou.

— NÃO! E quem é que vai me vigiar?! Cadê a privacidade? E não poder namorar Emanuel? Você virou meu pai, é?!

— Se alterar não vai adiantar. E EU irei te vigiar. Cada passo, cada movimento... –explicou cínico. Respirei pesadamente.

— Se você veio aqui sem ser ordem de meu pai, como acha que tem toda essa autoridade sobre mim? – O enfrentei, o que é raro.

— Sou o braço direito dele, tudo que lhe peço é concedido, e essa autoridade não foi negada. Por hoje é só, tente não fazer nada de errado para sua pena não piorar. Até. –despediu-se sumindo em instantes, sem que eu pudesse respondê-lo.

— AH! TE ODEIO! –gritei para a parede e tentei descarregar toda minha raiva com um descarga elétrica, mas, em vez disso, dei um imenso soco que fez meus dedos estralarem, mas nada de eletricidade.

— Mel... –uma voz por trás da porta chamou-me por este apelido idiota.

— Que foi?! –respondi grossa.

— Posso entrar? – a voz perguntou cautelosa e baixa, parecia ser Luiza.

— Não, vá embora! –gritei e me joguei na cama. Por que essas coisas sempre acontecem comigo?! Por quê, meus deuses, por quê sempre eu?!

— Melanie... –escutei Luiza perto de mim. Acho que ela não entendeu o “vá embora!”

— Vá embora... –murmurei novamente com a cabeça enfiada no travesseiro. Em resposta senti sua mão em minha cabeça e ela começou a falar em uma voz calma e carinhosa.

— Eu escutei parte da conversa... Digo, achei estranho um gato desses vir aqui, então fique na porta ouvindo tudo e... –disse e uma raiva subiu em mim, me fazendo levantar bruscamente e a olhar com raiva.

— DESCULPA SE NÃO SOU MAIS UMA GAROTA FÚTIL QUE VIVE PARA CHAMAR A ATENÇÃO DOS GAROTOS! –gritei a ofendendo. Esperei o tabefe ou o olhar de raiva, mas, em vez disso, ela me abraçou, e foi ali que ficamos por mais um bom tempo enquanto eu chorava e ela me ouvia reclamar.

— Melhorou? –perguntou depois de um tempo em que eu havia parado de falar. Assenti e dei um pequeno sorriso que a convenceu que eu não precisava mais de cafuné. – Se eu fosse você mandava uma M.I. para a sua mãe, ela deve estar com saudade. –aconselhou e saiu de meu quarto. Respirei fundo e tirei meus óculos o colocando de frente com a luz, que produziu um arco-íris de reflexo na parede.

— Oh Íris, deusa do arco-íris, aceite minha oferenda. –murmurei com a voz meio embargada e taquei um dracma no reflexo. O Dracma sumiu então pedi para mostrar minha mãe.

— Mãe? –perguntei assim que uma imagem começou a surgir e vi minha mãe em uma cama muito diferente da maltrapilha que costumo vê-la.

— Mãe? –chamei novamente e ela se remexeu abrindo os olhos e começando a sorrir.

— Melanie! Filha! –exclamou e percebi que era a primeira vez em anos que não a via drogada ou bêbada e com um aparência boa, mais feliz.

— Oi... Você ta bem? –perguntei tentando forçar um sorriso, o que não deu muito certo.

— Ótima! O seu... –começou a falar, mas de repente parou, pensou e sorriu abobalhada.

— O meu o quê?! –perguntei.

— Ah, nada não minha filha... Me conta, como está a escola? E o namorado, quem é? –perguntou alegre tentando desviar do assunto.

— Não me diga que depois de tantos anos o papai foi... –comecei a falar indignada, mas ela me cortou com uma risada.

— Seu pai? Até parece que você não conhece aquela figura... –comentou e franzi o cenho.

— Se lembra dele e do jeito dele? –perguntei assustada, já que nunca conversei com minha mãe sobre meu pai, já que ela nunca estava em condições para isso.

— Claro! Ele foi um dos únicos homens que me fez de tola apaixonada! –exclamou sorridente e achei estranha a forma natural dela falar desse assunto, não parecia minha mãe. – Sempre carrancudo e frio, mas que por dentro só precisa de um pouco de atenção... –disse e me peguei pensando se ela não tinha lido isso em algum livro de auto-ajuda para adolescentes.

— Até parece, ele despreza o amor, só pensa em poder. –respondi fria e minha mãe sorriu.

— Igualzinha ao pai! –exclamou me fazendo ficar de cara feia. – Filha, tenho que ir me aprontar, consegui um trabalho e começo em algumas horas, beijos! –terminou de falar e apagou a mensagem de Íris. Trabalho? Minha mãe? O que ta acontecendo?

— MELANIE! –ouvi uma voz gritar e fui para fora do quarto ver quem era.

— Que foi?! –perguntei ao ver que era apenas Luiza.

— Vim te chamar para ir jantar, vamos? –perguntou sorrindo. Luiza é meio bipolar, de manhã briga comigo, a tarde se mostra uma ótima amiga e agora grita brava e depois age toda meiga me chamando para jantar. Eu em.

— Ta, só deixa eu arrumar meu cabelo... –respondi entrando novamente no quarto.

— Que orgulho! –ouvi Luiza falando e revirei os olhos.

Logo depois jantamos e ela começou novamente com todo aquele falatório indesejado e me perguntou de Emanuel. Fugi da pergunta falando que os olhos de Henri eram muito lindos (?) e ela desatou a dar qualidades para Henri. Depois de comermos subi para meu quarto, fiz algumas tarefas e me deitei para dormir. Nota mental: Pior dia da minha vida, até agora. Como assim virar mortal por uma semana?! E essa história de Alec me vigiar... Nada bom. E porque só eu tenho que levar castigo? O princípio de tudo foi Emanuel me convenceu a fugir da sorveteria com ele! “Mas é a você que seu pai odeia...” –uma voz dentro de minha cabeça lembrou-me. “É, tem razão.” –pensei e me virei pouco confortável na cama. Depois de algum tempo dormi com aquela frase na cabeça: “Mas é a você que seu pai odeia...”

Notas finais
E aí? chatinho né? Prometo que o próximo vai ser melhor... E aí, quem achou o Alec estranho?! Eu acho O/ Hoje vai ter outra enquete:
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1) Quem é a pessoa que está ajudando a mãe da Melanie??
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Mesmo esquema, quem acertar indico fic... Hoje são duas fics que eu adoro:

Leia ---> http://fanfiction.com.br/historia/347258/The_Dark_Princess/

Leia ---> http://fanfiction.com.br/historia/353235/Academia_De_Fadas/

É isso, beijos!