Por Quê Sempre Eu?!

24 O dia em que eu falei com a minha consciência.


Notas iniciais
Oi gente.. Hihi, devia ter postado mais cedo né? Nem vou dar as minhas desculpas, porque vocês já as conhecem.. kkk Bem-vindos novos leitores! E Boa leitura!

- E porque você não me contou?! –questionei alterada. Annie estava na enfermaria, me visitando, e havia acabado de contar que Alec estava no acampamento por ajuda dela. Segundo o que ela falou, após a minha briga com ele, Alec apareceu destruído no chalé de Apolo, e não teve como ela negar ajuda. Assim que ele explicou a história, ela mandou Júlia ir ver como eu estava e aconselhou Alec a ficar aqui no acampamento. CÉUS! Ela está louca!!

— Porque eu sabia que você ia ficar assim, irritada... –ela explicou receosa. – E Mel, você tinha que ver a cara dele quando o encontrei. Não tinha como não pedir para ele ficar!

— Mas porque aqui no acampamento?! –exaltei-me. Alec não podia ficar aqui, não podia.

— Porque além de ser bom ele conviver um pouco com os irmãos, ele disse que Zeus está uma fera com ele. Pare de reclamar, quem sabe assim vocês não se acertam? –Annie contrariou começando a ficar irritada.

— Quê? Ta doida? Ele não me ama, está amaldiçoado. –rebati e expliquei resumidamente a maldição.

— Mas você gosta dele, não gosta? –Annie perguntou me pegando de surpresa. Senti um rubor invadir meu rosto, e quando fui responder, Alec entrou na enfermaria.

— Oi meninas. –cumprimentou e apenas cruzei os braços. Ele nunca foi simpático. O Alec que eu conhecia nunca iria se enfiar em um acampamento grego tentando se socializar com seus irmãos; ele seria arrogante, estúpido e seguro de si. – Será que você daria licença para eu conversar a sós com a Melanie? –perguntou para Annie todo educado. Ah ta que ele é assim.

— Claro. –Annie respondeu se dirigindo a saída. Traidora. –Boa sorte. –murmurou para mim antes de sair.

— Melanie... Não quero que encare isso como um tipo de perseguição. Não estou aqui só por você. –começou a falar, e foi como se eu levasse outra facada no estômago.

— Ótimo, então faça o favor de sair da enfermaria e me deixa descansar em paz. –respondi irritada. Ele que sonhe que vou ser gentil.

— Não posso. Por mais que eu queira negar e esquecer, você me atraí, e muito. –disse e se aproximou de minha cama. Seu olhar era calmo, e sua voz mansa, mas seu sorriso malicioso o denunciava.

— Grande coisa. Você devia aceitar o fato de que não te quero. –respondi com a respiração um pouco acelerada. Como eu sou uma mentirosa... Mas não posso ignorar o “conselho” de Afrodite: Esqueça Alec.

— Eu até aceitaria, se fosse verdade... –Alec rebateu e se sentou próximo de mais pro meu gosto e sanidade.

— É. Falta você aceitá-la. –contrapus. Quero ver ele ter resposta para isso. Ele estava obcecado, e a culpa disso tudo era aquela maldita maldição.

— Eu vejo nos seus relutantes olhos o desejo, querida Mel... –ele disse pegando delicadamente em meu rosto, o virando para si. Foi impossível impedir que nossos olhos se encontrassem.

— Não me chame de Mel –balancei a cabeça, me livrando de sua mão. – E, por favor, vá embora. –pedi com a voz chorosa. Ele não sabe o quanto me machuca tê-lo tão perto, e ao mesmo tempo saber que não o tenho.

— Por que está triste? –indagou me observando, e fechei os olhos suspirando.

— Apenas vá embora. –pedi novamente. Essa foi à vez dele suspirar.

— Não posso. Alguma ninfa fofoqueira contou ao seu pai que estive com você e ele está um pouco alterado. Com o tempo consigo domá-lo e voltar as minhas atividades, mas primeiro preciso domar você.

— C-como?

— Melanie, porque é tão difícil assim? –ele respirou fundo e não me atrevi a abrir os olhos para vê-lo. – Pare de complicar as coisas... –murmurou tristemente. Suspirei cansada, e quando fui abrir meus olhos foi tarde de mais. Sua boca já estava encostada a minha. Grande idiota eu sou! Porque fui inventar de fechar meus olhos com ele aí, tão perto?

Novamente uma sensação prazerosa me invadiu e senti minha cabeça girar. Meu corpo foi dar uma visitinha para os marcianos, enquanto minha mente e sanidade ficaram na Lua. Céus, o que eu estou falando?! E o conselho de Afrodite?!

— Droga... –murmurei voltando para a realidade. Às vezes penso seriamente se não tenho uma doença séria. Como pude deixá-lo me beijar novamente, e ainda por cima gostar? O afastei de mim e balancei a cabeça meio fora de órbita ainda. – Alec você... –comecei a falar o encarando, mas ele me interrompeu com outro beijo. Droga, droga, droga! Sanidade volte já aqui!

— Eu preciso de você Melanie... –Alec murmurou assim que nos separamos por falta de ar. Nesse momento eu já não sabia nem direito o meu nome, quanto mais o porquê eu não deveria o beijar. Novamente ele selou nossos lábios, e me permiti aproveitar o momento. Grande burrada. E das boas ainda.

POOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMM! –fez se o barulho de um raio acertando uma árvore, e Alec e eu nos separamos assustados. Alec, no susto, saltou de minha cama e caiu de pé, olhando horrorizado para a janela. Tentei acalmar minha mente, e meu corpo que estava sendo preenchido pelo medo. Meu pai não aprovava essa relação?! E se não, porque?!

— Meu santo Apolo... –Alec murmurou se levantando do chão. Ficou por mais um tempo observando a janela, mas nada apareceu.

— É melhor você ir embora. –adverti. Ele desviou seu olhar da janela e me encarou. Sua face assustada deu forma a uma maliciosa, e antes de sair da enfermaria ele piscou para mim. AI.MEUS.DEUSES. Porque sempre eu?!

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Mais a noite, eu não tive mais nenhum sinal de Alec. Apenas Gabi, Lucy e Luna que vieram me visitar. Até achei estranho Mark não ter vindo, afinal, no caça bandeira ele tinha me protegido, e agora não estava nem ai para mim? Estranho. Quando já era umas oito horas da noite, Quíron veio me ver.

— Como se sente? –perguntou com a aquela cara de três mil anos.

— Mais ou menos... –respondi fazendo uma careta. – Não me lembrava que um corte demorava tanto assim para se fechar. –comentei e vi que Quíron fechou um pouco a expressão.

— Não demora. Mas a lâmina que Luiza utilizou não é um fero comum. Ele foi desenvolvido por monstros que serviam a Hefesto e se revoltaram. O ferro da espada só fere semideuses e deuses. Chamam-na de “Ferro Mortífero”.

— E como ela conseguiu um desses?! –quase gritei.

— Não faço ideia. Segundo ela, encontrou do Arsenal. –Quíron terminou de explicar. – Bem, amanhã eu creio que o ferimento já estará melhor, e você será liberada. Fique bem, criança. –falou e fez um cafuné em minha cabeça, saindo da enfermaria logo em seguida. Bufei e joguei meu corpo no coxão. Essa história de Luiza está muito mal contada.

Passado um tempo, adormeci. Tinha tantas coisas na cabeça, que acabei tendo um pesadelo o qual não me recordo agora. Só sei que fiquei tão assustada, que ao acordar, não consegui dormir novamente. O acampamento estava silencioso, e o único ponto que tinha luz acesa era na Casa Grande, na varanda. Toda noite aquela luz ficava assim.

Revirei meu corpo sobre a cama, e tentei dormir. Sem sucesso, é claro. Meu pensamento vagou para Mark. Estranhamente me sentia infeliz por ele não ter me visitado. Ora, pensei que ele se preocupasse comigo! E naquele dia ele havia me ajudado desde a madrugada, então porque me evitaria? Será que me enganei ao seu respeito?

Depois de um tempo, com um grande horror, percebi que havia começado a comparar Alec com Mark. Alec tinha muitas vantagens, apesar de Mark não ficar para trás. No começo, não gostava de nenhum; Alec era o “filho perfeito” para Zeus, e Mark estranhamente me odiava. Não que eu não o odiasse também, mas... Depois de tudo que me aconteceu aqui no acampamento, sinto que nunca o odiei. Na verdade, só implicava com ele por ele ter entrado no meu caminho e não me obedecer. Ele é um bom amigo... Ou era. Voltei novamente a questão principal: Porque ele não veio me ver.

— Está com saudade, por acaso? –escutei sua voz murmurar e ri sem humor. Ótimo, agora estou tendo alucinações com ele também, perfeito. Pensei seriamente nisso. Seria saudade? Mas eu não gostava de Alec?

— Está confusa? –sua voz voltou a perguntar. Céus, eu não sabia que minha consciência tinha a voz dele. Ao pensar isso, escutei uma pequena risada. Agora eu rio de mim mesma?!

— Melanie, não é a sua consciência.

Notas finais
Shushuhuhas, a Melanie é bem lerdinha, né? Acho que recebeu benção de Poseidon e não ta sabendo.. kkkkk Enfim, o que acharam? E quem você prefere?? O próximo cap será decisivo.. Beijos!