Por Quê Sempre Eu?!

17 Ele não cansa de brincar comigo...


Notas iniciais
Ooi! sorry pela demora e pelo cap pequeno, mas é que a criatividade ta pouca :( kkk Espero que não fiquem tão bravos como eu presumo que irão ficar.. Boa Leitura!

Após terminar meu banho e pegar minhas coisas, começo a caminhar lentamente até o chalé 1. Não quero rever certas coisas, não quero voltar a pensar em certas coisas, não quero viver com isso na cabeça. Odeio esse sentimento que me persegue, e faz meu pensamento mudar, que faz com que eu mude. Droga, porque mesmo que estou pensando essas coisas?! –repreendi a mim mesma. Quando estava quase chegando ao chalé, escuto alguns risinhos abafados vindo do chalé de Afrodite.

Mas o quê...? –começo a pensar, mas então sinto o vento bagunçar meus cabelos, e percebo que a toca caiu. Ah, droga.

— Resolveu tentar parar de ser brega? –escuto uma das filhas do amor dizer em tom sarcástico. Resolvi ignorar e coloquei a toca novamente. – Pena que com esse cabelo você ficou mais brega ainda! –fala novamente e respiro fundo buscando a paciência. Os que estavam em volta dela começaram a rir e fazer mais alguns comentários, até que não me aguentei e mudei meu percurso. Quando mirei meu olhar para aqueles seres desprezíveis, quase cai para trás. De irritada, mudei para irônica.

— Luiza! Quanto tempo! Lembrou que não estava a passeio no Brasil e resolveu voltar? Ou só criou vergonha na cara mesmo? –ironizei chegando mais perto do grupinho que me zombava. Vários idiotas que antes riam, ficaram sérios esperando a reação de Luiza enquanto eu sorria cinicamente. Será que ela esqueceu que a última vez que tentou me insultar quase morreu no caminho pra escola?

— F-fica quieta garota! –Luiza quase gritou. Nossa, que defesa incrível! – Pelo menos eu consegui cumprir a missão, diferente de você! –agora era a vez dela de sorrir. Mas esse comentário inofensivo não me atingiu nem um pouco.

— Lógico, a missão sempre foi sua, não minha! E eu não tenho culpa, já que havia dois deuses conspirando contra mim, entre eles, meu pai e sua mãe. –devolvi irritada e ela parou de sorrir. – Aliás, bela maneira de se vingar de alguém, pedindo a ajuda da mamãe... –provoquei. Eu sei, peguei um pouco pesado de mais, mas ela bem que mereceu.

— Não fale assim de mim! –bradou completamente irritada e bateu em minha face. Isso mesmo, foi com aquela mão pequena e frágil, e deu um tapa em mim. Muito bem, muito bem, eu não iria partir para a briga, mas já que ela quer tanto assim...

— Foi você quem pediu... –eu disse levantando meu rosto para olhar uma face desesperada. Ela parecia arrependida a ponte de pedir perdão, mas nenhum perdão adiantaria. Em medida de segundos Traiçoeira já estava em minha mão, e Luiza caída no chão com a mão na barriga.

— Me deixa em paz, sua escrota! –ela gritou. Modo errado de pedir piedade. Quando ia bater na cabeça dela com o cabo da espada (não a mataria, seria muito idiota da minha parte), Quíron apareceu acabando com a minha graça. Poxa, agora que estava ficando divertido...

— Mas o que significa isso?! –exclamou totalmente irritado, e eu saí de cima de Luiza.

— Isso é um simples aviso para que essa idiota não entre mais na minha vida. –respondi transformando Traiçoeira em uma pulseira novamente.

— Melanie... –Quíron começou a falar com uma voz cansada, mas virei as costas e não dei ouvidos a ele.

— Foi ela que começou Quíron! Eu já a avisei para parar de jogar fúria em qualquer um, mas não adianta, ela não escuta a ninguém, nem mesmo à você! –Luiza mentiu quase chorando para Quíron, mas também ignorei e voltei a minha rota original.

Droga, já não basta essa tinta rosa no meu cabelo, Mark ter me jogado no riacho, agora também discuti com Luiza e estou a ponto de receber uma bronca de Quíron?! É demais para um cabeça só... Não tem como piorar. –com esse pensamento entrei batendo as portas do chalé.

— Mas o que...? –uma voz lá dentro diz irritada, mas para assim que me vê. Oh. Meus. Deuses. A visão realmente era verdade.

— Você só pode estar de brincadeira! –exclamo completamente irritada. Porque deuses, porque o Emanuel tinha que aparecer agora? E o que eu disse sobre piorar, é claro que tem como piorar! – Por quê sempre eu?! –grito agora deixando uma ou duas lágrimas escapulirem e saio do chalé, totalmente transtornada.

— Melanie...

— O QUE É?! SERÁ QUE EU NÃO POSSO TER UM MINUTO DE PAZ?! Ah, oi Quíron.

— Não há necessidade para gritar, só quero que me explique o que aconteceu... Espere, você está chorando? –Me ferrei. Eu tinha que ter gritado com o velho centauro, tinha... e agora ele reparou que estou chorando. Di imortales, nunca terei paz?

— N-não... –respondo deixando outras lágrimas saírem. Quíron me observa com piedade, mas antes que ele possa falar alguma coisa, sinto alguém me abraçar por trás e dizer a Quíorn que cuidava de mim. Não me dei ao trabalho de ver quem era, apenas me virei de frente a pessoa e a abracei com força. A quanto tempo eu não abraçava alguém? Bom, acho que desde quando Hecáte invadiu meu quarto e Alec cuidou de mim... O cheiro do perfume que a pessoa usava era familiar, e o abraço era acolhedor... Ai meus deuses, será que eu estou abraçada a Alec? –iludi-me e tentei parar de chorar, enquanto a pessoa ainda não identificada fazia cafuné em mim. Que coisa mais... Clichê.

— V-você já pode me soltar... –murmurei me desvencilhando da pessoa e levantando meu olhar para ver quem era. PARA TUDO QUE EU VOU MORRER! – E-emanuel...?! –quase gritei e meu olhar triste passou para raivoso. Que ironico, no dia em que Hecáte invaidu meu quarto achei que era Emanuel, mas era Alec. E agora que pensei ser Alec, é Emanuel. Dei quatro passos para trás a fim de ficar o mais longe possível dele.

— Oi Melanie... –ele respondeu coçando a nuca, um sinal que estava desconfortável com a situação. Grande coisa, ele devia ter é vergonha na cara! Como ele pode vir me abraçar depois de ter dito aquelas coisas no Olimpo?! – Gostei do cabelo... –comentou para descontrair enquanto eu ainda o encarava com ódio.

— Quem você pensa que é?! –gritei ignorando seu último comentário e avançando pra cima dele. – Acha que pode fazer o que bem entender comigo?! –gritei novamente, só que agora apontando meu dedo em seu peito. – Eu estou cansada de suas mudanças de humor! –continuei gritando, e ele começou a andar para trás assustado, mas eu o segui. – Quando nos conhecemos me irritou o tanto que pode, depois me iludiu. No Olimpo teve a audácia de falar que eu não era nada pra você, apenas um passa tempo! E agora vem e me abraça?! –nisso eu já não estava mais gritando, a voz saia mais como um sussurro. Como um pedido de que tudo aquilo fosse mentira e nunca tivesse acontecido. Que esses momentos que citei tivessem sido apenas coisas boas. Mas não são e o tempo não volta para apagar todas as palavras que ele disse.

Quando parei de falar ele me encarou com aqueles olhos azuis, respirou fundo, parou de andar e falou:

— Eu menti. –simples assim. Um misto confusão e raiva me invadiu.

— O QUÊ?! VOCÊ ACHA QUE É SIMPLES ASSIM?! DIZER QUE ESTAVA MENTINDO QUANDO NA VERDA- comecei a gritar novamente, mas ele me calou. Isso mesmo, do jeito que você está pensando... Botou a mão em minha boca e me mandou ficar quieta. Mentira, ele me beijou mesmo. Ele não cansa de brincar comigo...

Notas finais
Fugindo de vocês em 3... 2... 1!! Gente, não fiquem bravos, ao mesmo tempo em que Emanuel pode estar apenas se divertindo com a cara da Melanie de novo, ele pode estar falando a verdade. Hihi, basta entender o que ele quis dizer com esse beijo.. :) Muahahaha! Sou má.. Obrigada por ler!!

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Essas histórias são realmente boas, e as autoras são umas fofas!

Beijos!