.MARÇO.

Foi a primeira vez que te disse: “eu te amo”, e mesmo sendo o melhor momento da minha vida, foi o mais desesperador. E se você não me amasse também? Era errado me jogar de cabeça num relacionamento com alguém mais novo?

Eram tantos e se’s que ao invés de prestar atenção no nosso relacionamento, eu prestei atenção nas probabilidades.

Ver você todos os dias era a melhor sensação do mundo. Saber que você vinha para mim, mesmo cansado, suado e fedido, porque um beijo de tchau pessoalmente era milhões de vezes melhor do que um “boa noite” por mensagem.

E por todas as vezes que você fugiu do inglês para ir para casa, ou todas as vezes que eu fiz sua lição de casa, e te ajudei com os estudos, me senti caindo de amores ainda mais nesse seu precipício de sentimentos.

Você disse que ficaria bêbado a ponto de ficar com outra pessoa, e eu vi a mensagem. Pensei em acabar tudo, disse para minha irmã que sentiria sua falta mais do que tudo, mas que o mínimo que eu queria era amor mútuo.

Você chorou, disse que me amava, implorou por desculpas e disse que nunca mais falaria besteira. Que fora brincadeira.

E eu relevei. Brincadeira entre amigos.

E foi exatamente por isso que a gente acabou.

Eu era funda demais para seus sentimentos rasos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.