Por Enquanto
4 Capítulo FInal - Por Enquanto
Notas iniciais
“Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Sem desistir nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa”
Meses já haviam se passado, faltava pouco para que a morte de Neji completasse um ano. Passei esse período todo de luto, chegara a entrar em depressão, coisa que nem Lee sofrera. A perda do amor de minha vida me chocara demais... Mas tudo sempre se ajeita de algum modo. Apesar de tudo eu já estava consolada, feliz, aliviada, pois tinha a certeza de que Neji estava bem, onde quer que estivesse. Eu não precisaria mais me preocupar tanto comigo nem com ele. Não mais...
Eu estava numa missão não tão difícil, não tão fácil, porém ela parecia impossível sempre que o tal Hyuuga passava pela minha cabeça. Não tinha como saber quantas vezes Lee me salvara ou então Sakura, que sempre precisava estar curando algum ferimento meu. Ah... Eu estava sendo um estorvo, como sempre... Falhamos por minha culpa. Eu falhei por não saber esconder meus sentimentos... Talvez eu não fosse mais apta para ser uma kunoichi.
Paramos de correr por um momento, precisávamos descansar. Encostei-me numa árvore e sentei próxima de Gai-sensei. Fechei meus olhos e dei um longo suspiro, pude sentir alguém sentando ao meu lado direito, pouco me importava quem era... Mas o tal ser não me deixou descansar.
— Não durma Tenten. – disse Lee.
— Lee, me deixe relaxar...
— Precisamos usar toda nossa energia da juventude! Vamos ultrapassar nossos limites, não durma!
— Lee...
— Queime seu fogo da juventude! – gritou.
— Lee! – berrei.
— Lee, deixe a senhorita descansar. – Neji se impôs.
— Obrigada. – sorri e voltei a fechar os olhos.
— Ela se cansa rápido demais, precisa relaxar. – zombou.
— Neji... – ele realmente queria me estressar.
— Tome um banho Tenten. Descanse, sei que está de TPM. – falou sereno.
— Como sabe?
— Te conheço.
— E me ama, né? Só pode.
— Quem sabe. – riu.
— Sei que sim.
— Ora, então não me pergunte. Vá logo. – ordenou.
— Certo... – levantei, peguei minhas coisas e rumei até o lago que estava próximo.
Suspirei, despi-me, tirei as faixas que seguravam meus seios, que estavam doloridos e inchados, e deixei tudo perto de uns arbustos. Cuidadosamente fui entrando na água, que estava um tanto gelada, o que não me impediu de tomar meu banho. Assim que me acostumei com a temperatura, mergulhei a cabeça e fiquei pensando em coisas aleatórias, não demorou que o ar me faltasse e eu voltasse à superfície. Levantei e lavei rapidamente meu corpo.
— Sentiu minha falta, pandinha? – aquela voz disse atrás de mim, bem baixo, próximo a minha nuca, causando-me arrepios.
— Não devia vir para cá, Neji...
— Não posso observar e tocar esse corpo magnífico? – agarrou-me.
— Aqui não... – suspirei.
— Ninguém está vendo Tenten... – beijou meu pescoço.
— Sei... – virei para ele.
Neji chegou lá de supetão, sem fazer nenhum barulho. Estava completamente nu, deixando a mostra todo aquele corpo absurdamente lindo à mostra. Assim que virei de frente para ele, pude perceber que já começava a se excitar, o que me animou também. Beijei sua boca sem nenhuma vergonha, fazia tempo que não podíamos ficar juntos a sós.
Apertou minha bunda sem pudor nenhum, passou a mão pela minha cintura, cheio de desejo, cheio de paixão, logo subiu para meus seios, que massageou, fez carinho, foi romântico.
— Aqui não, Neji... – pedi.
— Qual o problema?
— Não devemos...
— Entendido. – parou e virou as costas, indo embora.
— Não podemos fazer isso, mas banho junto ninguém impede.
— Pelo menos isso. – sorriu e voltou.
Tomamos banho juntos, claro que trocamos algumas carícias, mas nada tão indevido. Saímos juntos e quando estávamos voltando fui atacada por alguém, golpeada por trás. Ah, maldita ilusão de que estava tudo bem, baixei muito a guarda... Fui apagada, minha visão escureceu totalmente. Quando acordei já estava em Konoha, no hospital, com Neji ao meu lado, dormindo, ou pelo menos aparentava estar...
— Falhamos. – falou calmo, de olhos fechados.
— Desculpa... – respondi ainda fraca.
— Tudo bem. – pausou. – Não baixe a guarda da próxima vez, kunoichis não podem se deixar levar pelos sentimentos.
— Você fala como se fosse fácil... – rebati. – Pode ir para casa.
Ele nada falou somente me olhou; aquele olhar desejava-me melhoras e ao mesmo tempo tinha um toque de desprezo. Levantou-se e foi embora. Talvez eu não fosse apta para ocupar o cargo de “kunoichi”.
Um ano após a morte do gênio Hyuuga, fui até seu túmulo. Eu realmente não estava mais em condições de ser uma kunoichi de Konoha. Deixei umas flores brancas e uma carta dizendo que logo estaria chegando. Fui à cabeça de Tsunade, pulei, senti um frio na barriga tão bom... Parecia que Neji me envolvia pela cintura, segurando-me firmemente, pronto para me levar ao céu. Fim. Levantei e fui até o nosso antigo campo de treinamento, ah, minha segunda casa.
— Pensei que demoraria mais. – aquela voz que eu amava tanto disse.
— Não agüentei... – respondi. – Estava com saudades.
— Hum... Eu também.
Aos poucos pude ver seu rosto, seu corpo encostado naquele tronco seco, onde havia se declarado para mim há tanto tempo... Sorri. Estávamos, finalmente, juntos de novo, na nossa outra casa, onde sempre vivemos e pretendíamos ficar por enquanto. Por enquanto.
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