Por Ela eu Faço Tudo
11 Ninguém liga
Notas iniciais
— Acabou, pegamos ele, acabou – Disse Drago tirando o fone de sua orelha.
Soluço estava deitado de bruços no chão com os olhos fechados, aparentemente morto, Dagur viu ele no chão e tentou voltar pelo duto, mas antes de conseguir, ele derruba seu fuzil no chão, assim que ele derrubou, Soluço abriu os olhos e se levantou do chão.
— Ainda não acabou! – Gritou Drago olhando as câmeras de segurança.
Soluço vai até a entrada do duto e segura Dagur pela camisa e o puxa para fora do duto. Dagur cai no chão de costas e Soluço o recebe com um cruzado de direita no rosto.
— QUE DROGA! – Gritou Drago olhando as câmeras.
— Isso é ruim, hein Drago? – Disse Alvin em um tom de deboche.
— Hum...senhor – Chamou um dos guardas – É melhor dar um fim nos monitores, a imprensa invadiu nosso sinal e tudo foi ao vivo pro ar em rede nacional – Explicou o guarda.
Enquanto isso, dentro do hospital, Cabeça-dura amarrava fortemente Dagur com um rolo fita adesiva, enquanto um dos médicos tratava do ferimento de Soluço, foi um tiro que passou de raspão pelo seu braço.
— A Astrid não vai conseguir – Alegou Soluço.
— Mas e a lista – Perguntou o médico.
— Que lista? Estão atirando em mim, não vão ajudar ela – Disse Soluço deixando algumas lágrimas escorrerem pelo seu rosto.
Enquanto isso, do lado de fora do hospital, dois policiais interceptaram Derek enquanto ele estava narrando o que tinha acabado de acontecer dentro do hospital, eles o agarraram e o levaram para dentro de uma viatura.
— Vocês vão me prender?! Cai na real, vocês acabaram de atirar em um homem inocente em rede nacional – Protestou Derek enquanto era levando para dentro da viatura.
Quando a multidão de fora soube que Soluço havia sobrevivido ao tiro, todos começaram a gritar e a aplaudi-lo, e começaram a aplaudir ainda mais quando Soluço apareceu na porta do hospital enquanto todos os policiais apontaram as armas para ele.
— Cadê o Alvin?! – Gritou Soluço da porta do hospital.
No meio da multidão, Drago vai ao encontro de Alvin, que estava parado na frente de uma viatura.
— Tá bom Alvin, você estava certo, eu pisei na bola e puis tudo a perder, agora vai ver o que ele quer – Disse Drago.
Alvin apenas sorri e vai em direção ao hospital.
— Não atirem – Orientou Alvin passando pelo bloqueio que os policiais havia feito, enquanto Drago o seguia, ele se aproximou da porta do hospital, há uns 3 metros de distância.
— Quem é esse? – Perguntou Soluço
— Esse é o chefe de polícia Ivan Drago.
— Fique calmo Soluço – Disse Drago.
Soluço puxou Dagur para fora do hospital e o deixou na sua frente como escudo humano, ainda amarrado com fita adesiva. Ao ver isso, a multidão começou a aplaudir Soluço ainda mais.
— Você mentiu pra mim Alvin! Você disse que ia ligar, mas não ligou! – Gritou Soluço.
— Eu ia ligar Soluço, é sério – Alvin tentou se explicar.
— Você não ligou, porque queria me ver morto! – Alegou Soluço.
— Não, ninguém quer te matar – Disse Alvin.
— Ah não?! Nenhum desses caras? Nem esse aqui?! – Perguntou Soluço apontando para Dagur.
— Não – Disse Alvin.
— É? Então o que é isso?! – Gritou Soluço jogando o fuzil de Dagur no chão.
— Você quer saber o que aconteceu? Cai na real Soluço, isso vai acabar mal pra você. Só tem dois jeitos de sair daqui: Cadeia ou morto! – Disse Alvin friamente.
— A minha namorada tá doente, ela precisa de ajuda – Disse Soluço.
— Eu entendo, é difícil saber o que fazer nessas horas, mas agora, largue a arma Soluço – Pediu Alvin.
— Você não entendeu Alvin, minha namorada está doente, fim da história – Disse Soluço e a multidão gritou ao seu favor – Quando nós ficamos doentes, merecemos ser tratados. Deixa eu simplificar, doente = ajuda! Eu não vou enterrar ela Alvin! – Disse Soluço em um tom elevado e a multidão começa a aplaudi-lo.
— Olha Soluço, a realidade é que ninguém liga, só você, se ela vai morrer, então que morra! Aqui somos só você e eu e todas essas armas apontadas pra você! – Disse Alvin friamente – Agora decida, o que quer fazer?
— Eu quero a Astrid aqui comigo – Respondeu Soluço – Tragam ela pra cá! Eu solto o seu atirador e tudo acaba, apenas traga ela pra cá! – Disse Soluço e Alvin e Drago o encaram – Eu me entrego e todos vão pra casa, tragam a Astrid! – gritou Soluço voltando para dentro com o Dagur na sua frente.
— O que você acha Alvin? – Perguntou Drago.
— Ele não vai machucar ninguém com a namorada lá dentro – Respondeu Alvin.
— Ela pode dar um fim a tudo isso, fora que toda essa gente está assistindo e está do lado dele. Você decide Alvin – Disse Drago.
— Tragam ela – Respondeu Alvin.
Um tempo depois, Astrid estava sendo trazida em uma maca para dentro do hospital acompanhada por quatro médicos, ela havia sido sedada e estava dormindo profundamente, eles pararam na entrada do hospital e dois médicos saíram e trouxeram ela pra dentro, Valka foi barrada na entrada e teve que esperar fora do hospital. Quando ela foi levada para dentro, a multidão começou a gritar freneticamente.
Assim que ela entrou, Dagur foi empurrado para fora do hospital e dois policiais foram socorre-lo.
Dentro do hospital, os médicos instalavam ela em um quarto enquanto Soluço observava tudo de uma janela.
— Eu sinto muito Soluço – Disse o doutor Turner – A pressão dela caiu para quatro, a cada minuto, ela piora...sem um coração novo, ela não vai aguentar – Disse o doutor Turner e Soluço encara o chão.
— Então tá...pega o meu – Disse Soluço.
— O que? – Perguntou ele.
— Você me ouviu, pega o meu coração e coloca na Astrid – Disse Soluço
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