Notas iniciais
Oi gente, tudo me com vocês? Essa semana foi dura pra mim, fiquei indo pra lá e pra cá, mas eu to aqui com ias um capitulo pra vocês leitores! Boa leitura e a gente se vê lá em baixo.

Os policiais cercaram todo o hospital com faixas de segurança e ficaram estrategicamente posicionados em torno do hospital, outros policiais ficaram para conter as pessoas curiosas que se juntaram em torno do hospital.

Outra viatura chegou, trazendo o tenente encarregado do caso, ele desceu da viatura e um policial logo veio ao seu encontro.

– Tenente, nós temos um problemão aqui. Já faz tempo que aquele cara se trancou no hospital e desligou a energia. Se a gente arrombar a porta, ele pode começar a matar as pessoas – Explicou o policial.

– Tudo bem, dá pra arrumar uma linha fechada? – Perguntou o tenente.

– Sim senhor – Respondeu o policial.

– Senhor, um dos nossos está lá dentro, é o Perna-de-peixe, podemos usar o rádio dele para conversar com o sujeito – Explicou outro policial.

– Ótimo, quero que grampeie todas as linhas tele fônicas, se ele pegar o telefone, ele vai falar comigo, entenderam? – Perguntou o tenente.

– Sim senhor – Responderam ambos.

– Ótimo, quem está no comando aqui? – Perguntou o tenente.

– Rebeca Pein senhor, mas hoje é folga dela – Respondeu o policial.

– Meu Deus, ninguém trabalha nesse hospital? – Perguntou o tenente um pouco indignado.

– É sábado senhor – Respondeu o policial

– E daí? As pessoas também ficam doentes do sábado – Retrucou o tenente.

ENQUANTO ISSO...

Soluço voltou a recepção, onde todos os pacientes e médicos estavam.

– Senhor Strondus! – Chamou Jéssica que estava cuidando da Cabeça-quente, que estava tendo contrações – Preciso leva-la para a sala 6 pra fazer alguns exames!

– Tudo bem, leva – Respondeu Soluço.

Jéssica levou Cabeça-quente em uma cadeira de rodas até a sala 6 acompanhada pelo seu marido Eret.

– Ei, dá licença – Chamou Melequento e Soluço foi até lá. Melequento estava abraçado com Heather, sua namorada, que estava com o braço enfaixado – Eu acho que minha namorada quebrou o braço e eu pensei que você pudesse...

– Entendi, e o que houve? – Perguntou Soluço.

– Um bêbado passou o sinal e bateu na gente. Foi só um acidente – Respondeu Heather.

– É, foi – Confirmou Melequento beijando a testa dela.

– Aqui é o departamento de polícia, quero falar com quem está no comando – Falou uma voz vinda do rádio do Perna-de-peixe, ele entregou o rádio nas mão de Soluço.

O prédio está totalmente cercado, se estiver me ouvindo, eu sugiro que responda – Falou a voz através do rádio.

– Oi – Respondeu Soluço.

Eu sou o tenente do departamento de polícia, é você que está no comando? – Perguntou a voz.

– É isso ai – Respondeu Soluço andando de um lado para o outro.

Com quem estou falando?

– É...Soluço Strondus

Certo Soluço, eu sou o tenente da polícia, mas eu quero que me chame da Alvin.

Certo

Eu vou ser o negociante dos reféns, eu sou um tira há 35 anos, não faço jogos, eu não brinco, se eu disser alguma coisa você pode acreditar.

Soluço correu até entrada da frente e viu através do vidro que o prédio estava todo cercado de policiais.

Vamos começar, tem alguém ferido? – Perguntou Alvin.

– É uma sala de emergência, todos estão feridos – Respondeu Soluço em um tom de deboche – Mas estão bem.

Ótimo, enquanto estiver assim, podemos conversar. Agora, o que você quer? – Perguntou Alvin.

– Encontre Rebeca Pein e diga a ela que eu quero que o nome da Astrid entre na lista de transplante – Respondeu Soluço

Olha, eu também já tive uma namorada Soluço, ela era linda...

– Ei! Não me enrola Alvin, eu não gosto de ser enrolado!

Tenha calma Soluço, a ideia é você não ficar estressado – Respondeu Alvin calmamente.

– Eu fico do jeito que eu quiser! – Retrucou Soluço – Eu já te disse o que eu quero e se eu não conseguir, você vai ficar com alguns corpos aqui! Entendeu?!

Tudo bem, te ouvi alto e claro. Rebeca Pein, certo? – Perguntou Alvin.

– Isso mesmo – Respondeu Soluço voltando para a recepção

Aqui fora tem um monte de policiais, tem certeza de que quer — passar por isso? – Perguntou Alvin.

– Sim, eu tenho – Respondeu Soluço e Alvin respira fundo.

Tudo bem Soluço, tente ficar calmo, se for razoável, se colaborar, podemos sair juntos dessa, um vai ter que confiar no outro – Respondeu Alvin.

– E por que Alvin – Perguntou Soluço se sentando no balcão da recepção com todos os reféns o encarando.

Ora, por que é pra isso que serve a confiança, acreditar no que não quer acreditar, além disso, o que mais você pode fazer? – Perguntou Alvin desligando o rádio e dando tempo para Soluço pensar.

– Perai, eu não posso ficar? – Perguntou Eret sendo posto pra fora da sala.

– Não – Respondeu Jéssica fechando a porta.

– Ai! Me ajuda! – Gritou Cabeça-quente com contrações.

Sem muito o que fazer, Eret se senta no chão ao lado da porta.

– É o primeiro? – Perguntou Soluço.

– É, eu...eu tô muito nervoso cara – Respondeu Eret.

– Você quer menino ou menina? – Perguntou Soluço.

– Pra mim não importa, com tanto que seja saldável. É só o que eu quero – Respondeu Eret e Soluço sorri.

Em seguida, Soluço desvia sua atenção para o Melequento e a Heather, que ainda estavam sentados juntos, Cabeça-dura também reparou nos dois e ficou meio desconfiado.

– Quem estava dirigindo? – Perguntou Soluço

– Eu estava – Respondeu Melequento.

– Então por que ela está toda machucada e você não? – Perguntou — Soluço.

Em seguida, Melequento ergue a manga da camisa esquerda e revela um machucado, que parecia que foi mais um arranhão causado por unhas. Ao ver isso, Cabeça-dura começa a dar risada.

– Qual é a graça? – Perguntou Melequento

– Alguém pode pegar um esparadrapo pra esse otário, eu não quero ver ele sangrar até morrer – Debochou Cabeça-dura.

– Mais ainda dói – Retrucou Melequento.

– O Air bag dele abriu, o meu não – Explicou Heather.

– Que carro era? – Perguntou Soluço

– Mercedes 500 – Respondeu Melequento.

– Sério? Que ano? – Perguntou Soluço sorrindo.

– 1986 – Respondeu Melequento

– O Mercedes só foi ter Air bags depois de 1988 – Respondeu Soluço com a sobrancelha levantada.

– É, te pegara – Respondeu Cabeça-dura rindo.

– E o que você quer dizer com isso? – Perguntou Melequento.

– A gente sabe que você é um daqueles caras que gosta de bater na mocinha e todo mundo aqui já tá sabendo – Respondeu Cabeça-dura e todos começaram a encarar o Melequento com os braços cruzados.

– Eu tava bêbado, tá legal? – Melequento tentou se explicar.

– Ai cara, eu tô com fome, vamos pedir um franguinho – Sugeriu Cabeça-dura.

– Daqui a pouco – Respondeu Soluço.

Em seguida, o doutor Turner sai da sala de cirurgia com a roupa manchada de sangue.

– Como é que foi? – Perguntou Soluço.

– Ele vai viver – Respondeu o doutor Turner.

– Tem ideia do quanto ele sangrou? É incrível, ele salvou a vida do cara – Respondeu o enfermeiro que estava junto com ele.

ENQUANTO ISSO...

No hospital onde Astrid estava, o médico havia acabado de trocar seu soro, Valka estava sentada ao seu lado enquanto Astrid estava em um sono profundo. Valka continua olhando para Astrid, que estava um pouco mais pálida do que o normal.

– Eu não me sinto bem – Falou Astrid acordando.

– Esse medicamento vai te deixar assim, mas logo vai passar – Falou o médico, Valka sorriu para Astrid, que também sorriu

– NÃÃÃÃÃÃÕ! – Gritou a mulher da sala ao lado, Valka a viu pelo vidro e percebeu o que aconteceu.

A mulher gritava enquanto um homem, aparentemente seu marido a segurava, Valka colocou a mão na boca ao ver a cena.

– MINHA FILHAAAAA! – Gritou a mulher enquanto um dos médicos cobria o rosto da menina com um lençol que estava deitada na maca e em seguida a levando para fora.

– NÃO! EU QUERO AMINHA FILHA! – Gritou a mulher chorando enquanto o marido ainda a segurava, a cena fez Valka ficar muito aflita e preocupada.

– Valka – Chamou Astrid – O Soluço vai vir aqui? – Perguntou ela com a voz raspando.

– Sim, ele vem – Respondeu Valka.

– Quando? – Perguntou Astrid.

– Eu não sei, mas ele vem – Respondeu Valka.

Notas finais
Pra quem é novo nessa história e pra que já a acompanha a algum tempo, comentem ai em baixo o que acharam desse capitulo e eu trago o próximo em breve, até a próxima!