Por Ela Nosso Amor Renasceu

27 A Volta Dos Que Não Foram- parte 1


Notas iniciais
Meninas Quero, primeiramente, me desculpar pela ausência. Fiquei tanto tempo sem postar pelo falecimento de um membro muito querido da minha família. Estava sem cabeça para escrever e decidi dar uma parada, mas voltei com um capítulo fresquinho pra vocês. Espero de coração que me entendam. Boa leitura!

2 meses depois...

A semana começou normal na casa de Karina e Pedro. Como toda a segunda-feira Karina acorda primeiro e desce pra preparar o café da manhã, mas a barriga já de 7 meses deixava tudo mais difícil.

–Amor eu não disse que era pra você me acordar que eu te ajudava?!- Pedro desceu as escadas ainda sonolento.

–Mas era só pegar as coisas e arrumar a mesa. Nada demais- Karina tranquiliza o guitarrista.

–Você ta com uma carinha de cansada. Aconteceu alguma coisa?- Pedro pergunta preocupado.

–Eu não tenho durmido muito bem a noite. Sua filha ta grande demais- ela diz sorrindo e acariciando a barriga.

–A falar nela, não era hoje que você tinha consulta?- ele perguntavo.

–Sim! Daqui a pouco eu to saindo. Só vou tomar café e tomar banho.

–Mas você não tem aula hoje?- ele pergunta comendo uma torrada.

–Primeiro: não fale de boca cheia! Segundo: Eu vou dar aula só a tarde hoje.

–Karina, você tem notícias daquela sua aluna?

–A Ana? Não!- Karina larga a faca em cima da mesa- Faz mais de uma semana que eu não sei nada dessa menina.

–Você já tentou falar com a mãe dela?- Pedro pergunta- Sei lá. Ligar, mandar email, telegrama ou algo assim. Pelo o que você me diz ela falta bastante.

–Eu ligo Pê, mas a mãe dela sempre que ela falta diz que a menina ta doente ao algo assim- disse Karina com cara de preocupação- Eu me preocupo muito com todos os meus alunos, mas a Ana me deixa aflita as vezes.

–Mas por que ela te deixa aflita?- diz Pedro acariciando as costas da noiva.

–Ela e uma criança ótima! E carinhosa, inteligente, mas quando eu olho pra ela eu não vejo uma criança alegre- Karina suspira- E como se algo a impedisse de ser feliz.

–Na sua aula ela ri tanto Ka. Nem parace essa criança triste que você ta falando.

–Eu digo pra ela descarregar todo a raiva no saco- a loira diz sorrindo- Quantas foram as vezes que eu peguei ela chorando no banheiro da academia.

–Você acha que acontece alguma coisa com ela em casa?

–Não sei, mas hoje eu descubro.

Karina sobe as escadas e vai tomar banho enquanto Pedro a esperava na sala. Cinco minutos depois Karina entra no quarto e Pedro estava trocando de roupa com os cabelos molhados.

–Pedro, onde você tomou banho?- Karina pergunta espantada.

–Se eu fosse esperar você terminar a gente só ia sair daqui de tarde, então eu tomai banho chuveiro do quintal- ele disse colocando a camisa.

–Mas a água de lá e fria pra caramba. Você e maluco?- Karina repreende o noivo.

–Tomar banho de água fria faz bem sabia?

–Se a sua alergia atacar e você vir reclamar de dor de cabeça, isso e aquilo você vai ver- Karina da o ultimato e Pedro cai na gargalhada.

Depois de longos vinte minutos de beijos e abraços os dois saem de casa. Eles vão conversando e rindo pelo caminha e nem percebem o tempo passar. Quando chegam no hospital Karina espera Pedro na porta do consultorio e um homem conhecido chega para falar com ela, mas nem sempre conhecido significa agradável.

–Olha a professorinha aí- um homem se aproxima de Karina com um tom ironico na voz.

–Como vai senhor Fernadez? Tudo bem?- Karina responde com o mesmo tom ironico para o homem.

–Estou ótimo! Obrigado por perguntar- o homem sorri- Dando muitas aulas?

–Apesar da falta de alguns alunos meus-Karina diz se referindo a Ana- As aulas estão bem.

–Bem, então já vou indo- o homem se vira e vai andando quando percebe que Pedro esta voltando, mas sente que Karina segura seu braço.

–Você sabe alguma coisa da Ana?- Karina pergunta ainda segurando no braço do homem.

–Deve estar em casa- o homem responde com cara de sinico.

–Mas você e pai dela?- Karina pergunta revoltado.

–Padrasto- o homem a corrige exaltado- Olha só menina eu tenho que ir trabalhar, então se me da licença.

O homem se solta e vai andando pela rua e Karina fica olhando sem reação. Pedro se aproxima preocupado.

–Ele fez alguma coisa com você?

–Não amor fui eu que chamei ele- Karina explica tranquilizando o noivo- Ele e padrasto da Ana e eu so queria saber se ela estava bem.

–É ai?-Pedro pergunta entrando no consultorio.

–É ai que ele disse que não sabe nada dela- Pedro à olha confuso- Também fiz essa mesma cara quando ele falou.

–Mas ele não mora na mesma casa que ela?- Karina confirma com a cabeça- Mas ué gente. Não entendi nada agora.

–Eu muito menos.

Na praça José Wilker...

Allegra era uma criança realmente apaixonada pelos irmãos, então ela decidiu fazer um chá de bebê surpresa para Karina, mas quando eu digo surpresa séria uma surpresa até mesmo para seus pais que não sabiam de nada.

Gael e Dandara voltaram da rua apresados já que Bete não estava trabalhando naquele dia e Allegra ficará com Bianca que mal sabia fritar um ovo.

–Que barulho todo e esse?-Dandara pergunta enquanto procura a chave de casa.

–Ei vocês- Dona Dalva grita o casal da banca de jornais- Boa sorte!- a senhora gargalha e Gael e Dandara se olham confusos e entram em casa, mas quando entram...

Quinze criança. Isso mesmo, você não leu errado tinha quinze crianças dentro da casa do casal que obviamente ficou estático ao ver tanta criança junta no mesmo lugar. Eles gritavam, pulavam e sujavam a casa.

–Mas... O que aconteceu aqui meu pai?- Gael entra na sala de casa com cuidado para não pisar em nada nem em ninguém.

–Oi papai- Allegra vai cumprimentá-lo- Como foi na rua? Conseguiu comprar os protetores?

–Allegra Duarte, o que aconteceu aqui?- Gael grita e a menina arregala os olhos.

–Gael, não precisa gritar amor- Dandara tenta acalmar o marido.

–Como não Dandara?!- Gael começa a falar rápido e sem pausa o que significava que ele estava muito nervoso- Eu peço pra Bianca ficar com você por umas horinhas e ela deixa você fazer essa baderna.

–Desculpa papai- Allegra sabia que tinha decepcionado o pai e ficou triste em vê-lo bravo.

Os olhinhos começaram a se encher e o sorriso sumiu de seu rosto. Ela foi em direção a mesa e começou a guardar as coisas e todos os seus amigos fizeram o mesmo. Miguel tentou ajudá-la, mas ela disse que não precisava. Dandara deu um tapa no marido que o fez gemer e apontou para a criança que era visivel que estava chorando.

Gael vai na direção da mesa e para de costas atrás da menina que soluçava. Com cuidado Gael faz carinho no ombro de Allegra e escuta um curto e sentido suspiro que faz com que ele comece a chorar, a menina se vira e os dois se olham por um segundo ele estende as mãos e pega a menina no colo em um abraço comovente. Eles nada disseram somente ficaram em silêncio enquanto se abraçavam. Dois minutos se passaram e ele pôs a menina no chão e foi ajudá-la a terminar o que estava fazendo.

–O que você estava fazendo meu amor?- Gael perguntou secando as lágrimas que corriam o rosto da menina.

–Estava terminando a faixa pra Karina- ela reapondeu com o sorriso no rosto e os olhos brilhando o que jà era caracteristico dela.

–Como será que ele consegue?- Dandara pergunta para Miguel e Alice.

–O que tia Dandara?-Alice pergunta curiosa.

–Ser bruto e sensível ao mesmo tempo- Dandara olhava a cena maravilhada.

–O meu pai diz que os melhores homens são aqueles que conseguem ser firmes e sensíveis ao mesmo tempo- Miguel disse sorrindo.

–Parece que o seu pai realmente tem razão- Dandara também sorri para o menino.

Dandara, Miguel e o resto dos amiguinhos de Allegra vão ajudar a menina e o mestre a terminar as coisas a tempo de Karina chegar em casa. Uma hora se passou e estava tudo pronto, as comidas, os cartazes e tudo mais que se pode imaginar em um chá de bebê so que com aquela simplicidade infantil.

Os amiguinho de Allegra foram todos embora logo que terminaram de fazer as coisas. Os únicos que ficaram foram Alice e Miguel.

–Ficou tudo lindo crianças- Gael disse para Alice e Miguel.

–Amanhã eu levo bolo pra vocês- Allegra gritou da janela para os dois últimos amigos que foram embora- Alguém sabe da Bianca gente?

–Pensei que você soubesse- Alice respondeu.

–Ela não estava no quarto?- Dandara pergunta.

–Pelo menos da última vez que eu falei com ela sim- a menina responde.

–Então ela ainda deve estar lá- Diz Gael.

–Ela disse que não estava se sentindo bem. Por isso que ela foi para o quarto- Allegra explica.

–Eu vou lá ver como ela esta- Dandara vai até o quarto das enteadas.

Quando a cantora entra no quarto e vê Bianca chora e vai na direção da jovem. Ela sabia o por que daquela tristeza.

–Ai Bi, não chora assim vai- Dandara vai consolar Bianca.

–Eu sinto muita falta dele Dandara- Bianca soluçava.

–Ele volta logo meu amor. João não vai morar na Espanha pra sempre.

–Mesmo que ele volte pra o Brasil, ela não volta mais pra mim Dandara- Bianca respira fundo- Eu estraguei tudo né?

–Tenho que admitir que você não foi a melhor namorada para o João- Bianca abaixa a cabeça e suspira- Mas ele foi embora te amando e vai voltar do mesmo jeito. Confie em mim.

As duas se abraçam de uma maneira maternal. Bianca sempre teve esse tipo de conversa com o pai o que não a deixava muito confortável, mas depois que Dandara chegou em sua vida ela pode ter a chance de ter uma conversa de mãe e filha sempre que precisasse.

–Então minha linda, vamos comer alguma coisa- Bianca acente enquanto Dandara coloca uma mecha de cabelo caída no rosto atrás da orelha.

Dandara se levanta e Bianca também logo em seguida, mas ela volta a se sentar de repente e Dandara estranha.

–Bianca. Tá tudo bem com você?- Dandara se vira.

–Não sei bem. Acho que sim- a jovem disse com o olhar confuso e a mão na testa- Fiquei tonta de repente.

–Você não tomou café da manhã. Deve ser esse o motivo da tontura- Dandara disse.

Elas ficaram ali por mais alguns segundos, mas mal sabiam que estavam sendo vigiados por seis olhinhos curiosos.

–Eu não disse pra vocês- Allegra sussurra.

–Cara, como você consegue fazer esses coisas?- Alice pergunta pasma.

–Meus precentimentos Alice- elas se olham e Allegra sorri.

–Moranguinho eu te amo muito, mas as vezes você me assusta- Allegra abre um sorriso vitorioso e Alice olha o menino espantada.

–Você admitiu- diz Alice.

–Admiti o que?- o menino arregala os olhos.

–Que me ama ué- Allegra responde. Miguel não sabia onde enfiar a cara- Calma Mickey eu também te amo. Como amigo.

O sorriso de Miguel murchou e Alice começou a rir baixinho, mas incontrolavelmente. Agora ele sabia o que a sua irmã queria dizer com Friendzone.

Gael estava na sala e percebeu a ausência das crianças e foi procurá-las. Quando as encontrou não acreditou que eles estavam escutando atrás da porta e se preparou para dar o susto.

Ele gritou no corredor fazendo com que as crianças caissem dentro do quarto.

–Ai meu Deus- Miguel grita desesperado com Alice e Allegra em cima de suas costas- Eu vou morrer asfixiado.

–Deixa de frescura que nós nem somos tão pesadas assim- Alice reclama.

–Só o meu pulmão sabe o peso de vocês- com o comentário o menino recebe um tapa de cada uma das meninas.

Allegra escuta seu celular apitar e corre para ver quem é.

–Quem era filha- Gael pergunta.

–Era o Pedro, ele disse que estaria em casa em meia hora e que era pra gente começar arrumar tudo.

–Então, partiu?- Dandara pergunta entusiasmada.

–Partiu!- todos dizem em unítodos e começam a pegar as coisas e levar para a casa de Karina e Pedro.

No consultório...

–Bem senhorita Duarte me parece que o seu bebê esta ótimo- Dr. Marcos diz enquanto faz a ultra- Só tenho uma pergunta. Você já sente ela mexer?

–Não, ainda não- Karina responde preocupada- Tem algum problema nisso?

–Não! A maioria das mães de primeira viagem sente os bebês mexerem bem tarde mesmo. Foi somente curiosidade de médico- o médico sorri para o casal.

–Estamos liberados?- Pedro pergunta.

–Mas e claro, só vou renovar a receita de uma vitamina e vocês já podem ir- o médico diz enquanto se senta- Uma boa maneira de sentir o bebê mexer e se sentar e comer ou beber algo, especialmente coisas doces e picantes.

–Mas se eu deitar ela vai e dormir- Karina fala.

–Muito pelo contrário. Quanto menos movimento ela sente mais acordada ela fica- ele estende a receita para a jovem- Deite de barriga para cima e coma ou beba algo e fique imóvel que você pode se surpreender. Tenha um bom dia.

–Até mais Doutor- o casal se despede.

20 minutos depois...

–Tudo pronto?- Allegra pergunta enquanto vigiava a janela.

–Tudo sim meu acaraje de camarão- Marcão responde.

–Você nem sabe Zé. Ficou sentado o tempo todo fazendo nada- Fabi repreende o namorado.

–Gente, eles estão chegando- Allegra avisa- Se escondam.

Karina e Pedro entram em casa e estranham a escuridão, já que eram apenas duas horas da tarde e eles não se lembravam de ter fechado as cortinas.

Em um susto todos gritam surpresa e Karina e Pedro ficam boquiabertos.

–O que significa isso aqui gente?- Karina olha a decoração e fica encantada.

–Não gostou da surpresa?- Allegra pergunta.

–Eu amei- Karina responde com os olhos cheios de lágrimas.

Ela avança pela sala vendo cada detalhe da decoração e falando com todos os convidados. De repente a campainha toca.

–Falta mais alguém? Pedro pergunta olhando em volta.

–Ta todo o mundo aqui- Allegra responde- Perai que eu abro.

–Oi maninha como você tá?

Continua...

“Os anjos são aqueles que agem em silêncio, mas mudam vidas”