Por Detrás Daquela Porta.
2 Capítulo 2: Pensamentos Desnecessários?
Notas iniciais
Estamos aqui com o segundo capítulo quentinho pra vocês!
Boa leitura tá? e nos desculpem por qualquer errinho ^-^
Chuu~
Capítulo 2 — Pensamentos Desnecessários?
– Está atrasado!
– Me desculpe professora, eu tive um pequeno imprevisto, fui pegar meus horários e...
– Ahh Lee Chang Sun você não muda... Tudo bem pode entrar, mas você vai ficar hoje depois das aulas na detenção.
– T-tudo bem, com licença.
Entrei na sala de aula ainda envergonhado, realmente eu havia me atrasado diversas vezes na escola, mas sei que valeu a pena dessa vez.
Me sentei em uma carteira qualquer encostado na parede, e começei a rabiscar coisas sem sentido no meu caderno. Como seria o rosto daquele garoto que cantava? Os olhos? Os lábios...? No que eu estava pensando?, eu só havia escutado aquela voz uma vez, como eu já estaria tão viciado nela?
Mas, era tão irreal.
Começei a desenhar em meu caderno como seria o rosto dele, fiz vários rabiscos mas nenhum ficou tão bom como eu queria. O sinal tocou e logo as outras aulas vieram, um tédio completo, sorte que eu tinha os meninos ali para me dar algum ânimo.
O último sinal finalmente ecôou a escola, e todos foram saindo devagar. Mentira, foram correndo mesmo. Estava rindo com os meninos de boa saindo daquele inferno tediante, quando vejo um certo garoto sendo totalmente esculachado na saída do colégio.
Parei para observar melhor, e vi que era aquele menino a qual comentávamos hoje cedo.
Ele estava no chão, machucado, havia sangue saindo de seu nariz e de sua boca. Por quê estavam fazendo aquilo?
– E AÊ ONEW, VAI FICAR AI DEITADO ESPERANDO QUE EU ACABE COM VOCÊ? SE VOCÊ NÃO TEM NINGUÉM PARA TE DEFENDER, DEFENDA-SE SOZINHO! BRIGAR CONTIGO PERDEU A GRAÇA, GAYZINHO RIDÍCULO! — Um daqueles garotos diziam chutando as costas dele.
Me subiu uma raiva tremenda, eu queria sair dali e acabar com eles um por um, a culpa nunca foi dele e nem nunca seria.
Como se lessem meus pensamentos, meus amigos começaram a afastar os agressores de Onew.
– EI! PAREM COM ISSO! — Seungho disse empurrando-os.
– FIQUEM LONGE DELE! — Jonghyun disse em seguida — JOON, O ONEW ESTÁ DESMAIADO, LEVE ELE ATÉ A ENFERMEIRA!
– TÁ!
Corri até eles e peguei o menino em meu colo, e fui até a enfermária.
Passaram-se 25 minutos e me deixaram entrar na sala para ver Onew, é eu fiquei lá esperando, para garantir que ficaria tudo bem.
Entrei naquele quarto que tinha um cheiro horrível de hospital, e avistei Onew dormindo naquela cama pequena. Me aproximei e vi alguns de seus machucados. Ele era tão lindo. Coloquei meu dedo indicador em seu rosto e pelo jeito ele estava dolorido, pois fez uma expressão de dor e devagar foi abrindo seus olhos.
– O-oi... — Eu disse meio desconcertado retirando rapidamente meu dedo de seu rosto.
– Oi...Foi você quem me trouxe pra cá?
Paralisei. A voz dele era tão bonita, que me fez recordar daquela que havia escutado na sala de música fechada.
– S-sim.
– Obrigado. Você não precisava se preocupar, já estou acostumado com isso.
– Precisava sim, por quê estavam batendo em você?
– Você realmente não sabe?
É, eu sabia. Mas estava indignado por praticarem toda essa violência com ele por aqueles motivos.
– Tudo bem. Você...quer que eu te leve pra casa?
Era a primeira vez que eu me ofereci a levar alguém, mas estava realmente preocupado com o estado dele.
– Não precisa se incomodar...
– Isso foi um "Sim" gentil certo? — Dei uma breve risada — Consegue se levantar?
Entreguei minha mão direita a ele para que pudesse se levantar, ele tinha uma mão macia, deu uma vontade terrível de não soltá-la nunca mais, até que eu me lembrei de uma coisa. Coloquei o braço esquerdo de Onew sobre meu pescoço para ele se apoiar e me retirei daquele quarto.
– Seu nome é Onew certo? — Disse ainda o ajudando a caminhar.
– Sim.
– Bem, o meu nome é Lee Joon, na verdade não é mas, me chame assim. — Aquela breve risada saiu novamente de meus lábios — Onew, eu vou falar para o G.O te levar pra casa tudo bem? Eu vou ter que ficar na detenção.
– O que houve?
– Cheguei atrasado.
– Por quê?
– Ah porque.... — Eu não queria contar a ele sobre a voz. Provavelmente ele me chamaria de louco por ouvir fantasmas naquela sala fechada, e ainda mais se soubesse dos bilhetes. — Acordei atrasado.
– Sei... — Ele deu uma risadinha. — Isso acontece muito comigo também.
Sentei Onew em um banco no corredor e liguei para o G.O, rezando para ele ainda estar na escola.
~~~~~~~.~~~~~~~
– Alô?– G.O finalmente atendeu o celular depois de umas cinco tentativas frustadas.
– Ei que demora pra atender foi essa?
– Cara eu tô na biblioteca, ou melhor, no banheiro dela pra poder atender o celular. O que houve?
– Sabe o Onew?
– Hm?
– Então, eu tô com ele aqui e eu preciso que você me faça um favorzinho.
– Não vou levar as camisinhas, sem chance.
– Você ficou doido garoto? Eu só quero que você leve ele pra casa porque eu vou ter que ficar na detenção.
– Ah....tudo bem. Onde vocês estão?
O sinal estava horrível.
– O quê?
– ONDE VOCÊS ESTÃO Ò_Ó ????
– AHHHH, no corredor três.
– Beleza, to indo. Tchau!
– Tchau. Brigadão cara.
~~~~~~~.~~~~~~~
Desliguei o celular e voltei minha atenção a Onew. Mas me assustei por alguns segundos quando vi que ele não estava mais no banco. Olhei para o lado e lá estava ele olhando a máquina de doces.
– Onew...? — Eu disse me aproximando.
– A oi, me desculpe Joon, eu só...
Vi que ele babava pelos chocolates que haviam lá dentro, decidi ser gentil.
– Qual você quer? — Eu disse retirando uma moeda do meu bolso.
– Não Joon eu...
– Qual?
Ele hesitou um pouco a me dizer, mas logo apontou para o chocolate vermelho.
– Aquele.
– Certo.
Coloquei a moeda dentro da máquina e logo em seguida entreguei o chocolate a ele, este, me deu um sorriso de agradecimento. Admito que parei, que me deu vontade de comprar todos os doces daquela máquina para ele sorrir daquele jeito novamente.
– Bom eu vou indo, o G.O já sabe onde você está e vai te pegar aqui tudo bem?
– Tá. Obrigado por tudo Joon, por se preocupar comigo e....pelo chocolate.
– Tá — Gargalhei um pouco. — Tchau.
– Tchau. A gente se vê de novo, não é?
Vi que ele estava com medo de ser abandonado mais uma vez, vi que ele estava carente, que precisava de atenção. Mas mesmo assim, minha resposta não foi por dó, eu realmente queria vê-lo de novo.
– Claro! Até amanhã Onew!
– Até! — E mais uma vez, ele sorriu.
Me retirei daquele corredor e fui para a sala da detenção, todos me olharam com uma expressão de "Você de novo?"; Mas não liguei, e fui me sentar.
Logo, abri minha mochila e começei a ver meus rabiscos que havia feito, afinal, seriam 40 minutos de tédio e o rosto de Onew na minha cabeça.
Notas finais
Espero que vocês tenham gostado, e que deixem reviews sim? *3*
Beijos e até o próximo capítulo!
Chuu~
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