Por Baixo Do Capuz

4 Capítulo 4: A garota que usava capuz - Parte Final


Notas iniciais
"
...
Why do you wanna throw it away like this
Such a mess
Over this!? over this!?
...
"

Trecho de "A perfect circle, the outsider"


O by Text-Enhance\">carro veio voando na direção de Mel, na trajetória de uma parábola. “Fácil”. Ela deu um pequeno desvio pra esquerda, sem dar o maior esforço. O punho do garoto de boné apareceu rente ao seu rosto a apenas alguns centímetros, nos milésimos de segundos que restaram Mel levantou os braços em x para proteger o rosto do impacto. Houve um violento barulho do golpe, um pequeno som de ossos se quebrando, E Mel foi arremessada pra longe. Quicou uma vez caindo com força no chão e antes que voltasse a quicar, recuperou o equilíbrio e pousou no chão, os pés arrastaram, e ela baixou uma das mãos na rua para se equilibrar. Ela voltou o olhar, séria, para ele.



“Uma distração”. “Ele é inteligente Lúcia, é por esse motivo que ele não foi pego ainda”. Ela comentou mentalmente.



“É você Lúcia?”- O garoto de boné indagou. Sua voz com o volume um pouco mais alto, como se estivesse falando com alguém atrás de Mel. “Aqui estou eu” Ele abriu os braços “você não queria que eu fosse feliz, posso te garantir que estou muito satisfeito” sua voz ecoava pela rua silenciosa. Mel pôde sentir uma pontada de tristeza de Lúcia.

Mel pôde sentir uma pontada de tristeza de Lúcia, ela afastou um pouco o pé para trás, e seu calcanhar tocou em algo. Ela olhou, e viu que era o corpo de um homem, ensangüentado. Havia morte para todos os lados, vermelho, ao longe alguns gritos de pessoas.



“Você realmente deu uma de Picasso com a população.” Ela riu “isso parece divertido, pessoas como você merecem uma compensação pelos atos que cometem” Mel voltou um olhar vazio para ele. “irei desfigurar o seu rosto, o fazer sentir o quanto poderia ter sido feliz na vida se não tivesse se tornado quem é, o farei querer viver, através de agonia e dor e aí então”Ela saboreou o momento, enquanto as palavras se englobavam na noite, e acrescentou com prazer, os olhos arregalados de animosidade. “Irei matá-lo”.



Um vento fraco e frio perpassou seu rosto, as mechas do cabelo ruivo que saíam do capuz balançaram em seu ritmo. O garoto sentiu o vento frio na pele, seus pelos eriçaram um pouco, e um calafrio desceu sua por sua espinha. Debaixo da aba do seu boné seus olhos tremeram de apreensão.

Ele já tinha pensando em um plano para derrotá-la, bastava ter paciência, não importava o monstro que ela pudesse ser, ele tinha bem mais experiência que ela como despertado, Ele não sabia a quanto tempo Lúcia a tinha transformado, mas deveria ser pouco dado a situação.

Mel voou pra cima dele, em um movimento brusco e rápido, apenas um borrão azul no meio da noite. Ele calculou a trajetória. Ela iria bater de frente com ele. E começou a mover seu punho em sua direção. Um murro bem mais forte que o da última vez. A alguns milímetros de acertá-la, ele mudou a posição da mão, uma pequena faca surgiu entre os dedos, de um soco para um corte em diagonal, nem defesa, nem desvio o evitarão.

Um som de rasgo, e ele a cortou em duas, um sorriso de satisfação se apoderou de seu rosto. Enquanto ainda estava no ar ele observou as duas metades para aproveitar o momento. Cortada em duas partes estava a camisa azul com capuz tremulando no vento. “Não” Seus olhos afundaram.

Um forte impacto no lado esquerdo de seu rosto. Sua orelha estava destruída. Toda sua consciência tremeu, e o seu senso de equilíbrio se foi, como se ele caísse em um abismo, um abismo de medo.

Ela sussurrou no outro ouvido “tch, isso é biologia básica”.

E chocou o rosto dele no chão com toda a força. Uma parte do concreto da rua se desprendeu, ela levantou a cabeça dele, uma parte de sangue e pele se desgrudando da cratera. O boné, caído não muito longe. Antes que ele pudesse inspirar e implorar, ela desceu de novo seu rosto no chão, com mais força. Mais rachaduras e pedaços de concreto se misturando no sangue. Ela ainda o desceu mais duas vezes, seu rosto estava destruído. Quando levantou a cabeça agarrada pelos cabelos ele olhou pra ela, o rosto pequeno, as sardas, e o cabelo longo, voando na noite, os olhos transformados de uma besta. afogando-se nos próprios dentes e sangue, ele tentou balbuciar algo. Só saiam pequenos cuspes. Mel entornou seus dedos em um dos dele e entortou. Um grito desesperado de agonia rasgou dos pulmões do garoto, algo que parecia um choro começou a imrromper dele. Dobrou mais dois dedos, mais um grito. Pegou o mindinho com delicadeza e o arrancou em um movimento brusco. A dor penetrou no fundo de sua alma Ele se contorcia e chorava. O corpo soluçando de agonia. Ela levantou o dedo, em riste na altura do seu rosto e o afastou um pouco.

“pisque”.

E enterrou o dedo no olho do garoto. Eram só gritos, ela aproximou os lábios do ouvido que ainda estava bom e disse.

“Quero que saiba, que entendo como você se transformou, que deve ter passado por algo horrível, e que ainda tem o instinto assassino desse “marca” em sua mente, entendo que você teve uma dor terrível na vida”

Ela aproximou uma das mãos, tensionada, em seu pescoço. “e quero saiba, antes de eu matá-lo” Ela abriu um vasto sorriso.

“Que eu não ligo a mínima pra isso”

E cortou fora sua cabeça.



Lúcia gritava e implorava, aliás desde que Mel tinha começado, que ela não parava de gritar. Ao longe um som confuso de sirenes. Mas todos esses barulhos pareciam distantes como se ela estivesse em um sonho como se algo estivesse bloqueando. “Ele, fez algo errado? Ok. O que as pessoas diriam se me vissem agora? elas concordariam comigo? o perdoariam?” seus olhos se apertaram, um pequeno canto de sua boca levantou-se,“Me odiariam?”



De repente tudo se iluminou em sua cabeça, e ela saiu do seu estado de transe. Sua mãe estava parada em pé, na frente dela. Os cabelos pretos e longos, o rosto branco.



“O que você fez Mel?” havia um tom de despontamento em sua voz

“Mãe, não, por favor, me desculpe, me escute ele era um assasino” os olhos de Mel estavam cheios de lágrimas.



“Não, Mel, não.”



As palavras não queriam sair, seu rosto apertava, suplicando para a mãe

“Você fez isso por puro prazer.”

“Mãe por favor, me perdoe, me perdoe...”

MEL.

Como em um estalar de dedos, ela voltou a lucidez. De alguma maneira Lúcia tinha conseguido dar um choque no cérebro de Mel, Ela estava na sua frente a olhando, pasma. Mel ainda estava sentada em cima do restante do corpo do garoto.

“Lúcia?” ela exclamou confusa.

“Com quem você estava falando?”

“com a minha mãe.”

“mas ela não estava morta?...esquece, depois falamos sobre isso” Ela a olhou triste “E sobre o que você fez. O som das viaturas estava mais perto

“Está juntando muita gente, e os carros estão próximos”

Mel se levantou. “Nossa tem muitas cabeças no chão, o que é isso, o filme de Alice nos país das maravilhas?”. Ela ajeitou-se e olhou para sua blusa cortada no chão.

E então correu pra noite.



“Me desculpe por fazer isso Lúcia, mas, temos mais um espetáculo.”



“O que você está pensando?” Lucia não era tão aversa ao que Mel estava fazendo, era o preço a ser pago, sua missão, salvar suas crianças. Sim. matá-las. Ela só não queria crueldade com elas, por que eram dela, e não por que tinha valores pra todo mundo, não que ela não tivesse valores, mas...contra essa pessoa ela não teria protestos.

Ela riu. e seu sorriso foi se desfazendo enquanto ela olhava para algo além da rua a sua frente.

"Meu pai nunca teve coração Lúcia" ela olhou para Lúcia e abriu um sorriso "então nada mais justo do que removê-lo do peito" .

Lúcia franziu o nariz em reprovação ao seu tom de maldade.



O coração de Mel pulsava no peito, bombeando o sangue, silencioso. Agora algo mais frio o tomava, e pulsava, e pulsava. Ela lembrou-se de Marcos, uma pequena fagulha de emoção, que se apagou suavemente, e ela pode comprovar o que tinha se tornado.



Ela caminhou pela rua escura, os cabelos longos, e avermelhados, soltos, esvoaçando na leve brisa da noite, seu corpo lentamente desaparecendo na escuridão.



É uma fanfic, então muitas coisas acabam sendo apresadas, e várias partes acabam sendo resumidas para apenas o essencial. E também seriam necessárias bem mais coisas para que o universo da historia fosse mais expandido. Mas eu queria criar uma história, e consegui, Mel já era uma personagem que há muito tempo queria colocar no papel, mas só pude fazer isso agora.



Podem haver alguns erros de gramática, concordância, sintaxe, afinal, não sou um conhecedor de todas as regaras da gramática, e não tenho um revisor, por isso, por favor me perdoem.



Se tenho alguém a agradecer, é a você, que leu minha história até o final.



Notas finais
Mesmo sendo uma fanfic pequena, de apenas 4 capítulos me deu muito trabalho, obrigado por acompanhá-la até o final. Continuação só se alguém realmente quiser.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!