Por Amor
2 Capítulo 1
Harry estava nervoso. A professora Minerva havia acabado de abandonar os jovens primeiranistas em uma salinha anexa ao salão principal para caminhar em direção a mesa dos professores, dando a ele uma rápida visão da sala. Não deu para observar muita coisa, mas constatou que Hogwarts tinha muito mais alunos do que previra. Apesar disso, ao contrario da maioria da crianças, o pequeno Snape permanecia aparentemente calmo; era algo que aprendera com o pai, demonstrar fraquezas na frente de desconhecidos raramente trazia boas concequências. Então, por mais receoso que estivesse, não se deixava abalar.
Ao contrario do moreno Ronald Weasley não crescera com sonserinos. O ruivo sardento do qual Harry ficara amigo no trem parecia enjoado a ponto de desmaiar.
- Acalme-se Rony- pediu Harry escondendo um sorriso.
- Me acalmar como Harry?- exclamou quase gritando.- Você diz isso porque sabe que vai dar tudo certo pra você... Para quem derrotou você-sabe-quem com um ano de idade o que é enfrentar uma trasgo? Mas eu não sou bom em nada e...
- O que?- interrompeu surpreso.
- E não venha tentando fazer eu me sentir melhor! Eu sempre fui aquele filho que não faz nada demais e só...
— Não, o que você disse antes disso- corrigiu quase em deboche.- Sobre o trasgo.
- Ah, o teste para a seleção das casas! Você não sabia? Temos que enfrentar um trasgo montanhês adulto para decidirem em que casa vamos ficar. Todos os meus irmãos estão na Grifinória, imagina se eu acabo na Sonserina?! IMAGINA SE NÃO ME BOTAREM EM CASA NENHUMA!
A Harry pareceu que ele falava demais, deixava muitas oportunidades para que os outros se aproveitassem dele. Ao que parece o loiro de postura arrogante, um dos poucos que a mantinham com o nervosismo, pensava da mesma forma.
- Deixe-me ver: ruivo, desinteressante, pobre e escandaloso. Sem duvidas um perfeito Weasley.
O rosto de Rony ficou da mesma cor que seus cabelos.
- Um completo idiota e cabelos loiros escorridos. Você deve ser Malfoy- retrucou.
- É o melhor que pode fazer Weasley? Bom, eu não podia esperar mais de alguém como você. Mas pelo menos não terei de aguenta-lo por muito tempo, o trasgo deve cuidar disso, não é?
O rosto antes vermelho de Ronald perdeu a cor instantaneamente.
- E você só tem coragem pois sabe que o trasgo vai ter nojo de se aproximar de você- disse o garoto, o peito inflado valentemente.- Sem duvidas ele vai desistir da luta só de pensar em tocar nesses seus cabelos que os explosivions lamberam!
Malfoy observou Rony friamente, mas Harry, acostumado a lidar com o pai, pode ver a raiva mal contida em seus olhos cinzas.
- Quando eu chamar os seus nomes quero que sentem no banco e o chapeu os selecionará para suas casas.- anunciou a professora que retornara a sala sem que ninguém visse. Malfoy imediatamente calou o que ia dizer e deixou para traz um ruivo chocado.
- Eu vou matar Fred e Jorge. Eu não acredito que eles mentiram para mim...
Harry estava pensando em avisar o novo amigo que pelo que parecia isso acontecia o tempo todo quando as portas do salão principal se abriram; deixando os resmungos de Ronald para traz ele olhou ao redor rapidamente procurando o pai.
Como o esperado ele estava na mesa dos professores ao lado de Dumbledore e parecia mais carrancudo do que nunca. O motivo era obvio: a sua esquerda sentava-se um dos homens mais estranhos que Harry já vira; seu corpo era magro e pálido, porém a aparência era, sem duvidas, o que havia de mais comum nele. O homem se vestia de modo completamente excêntrico, usando corres berrantes e vestes gastas. Na cabeça usava um grande turbante, o que sacudia muito conforme ele olhava para os lados nervosamente. Para terminar sinistro professor gesticulava de maneira enérgica enquanto falava com Snape.
Não admira que papai esteja tão nervoso. O homem é mais agitado que minha minha mãe no natal. E isso não ê pouca coisa- pensou Harry consigo mesmo.
Talvez sentindo-se observado os olhos de Snape fixaram-se firmemente no filho por alguns instantes antes de voltar a falar com o irritante professor que exigia sua atenção.
- Anna Abot- chamou McGonagal e uma menininha de cabelos castanhos espetados adiantou-se para sentar no banquinho que lhe era oferecido.
- Corvinal!- exclamou quase que imediatamente o chapeu.
- Ariel Muller.
- Sonserina!
- Bonnie Cran
- Lufa-Lufa!
O chapeu prosseguiu com a seleção e Harry observou que as vezes ele demorava mais para selecionar a pessoa e outras o fazia imediatamente. Draco Malfoy foi classificado para a sonserina, junto com duas paredes chamadas Crabbe e Goyle que o seguiram como se fizessem isso sempre. Uma garotinha chamada Cho Chang, que lhe olhara durante toda a seleção, foi selecionada para a Corvinal juntamente com suas amigas.
- Harry Potter Snape!
A voz da professora interrompeu os pensamentos de Harry e, sem surpresa nenhuma, todo o barulho do salão; isso, porém, durou apenas alguns segundos, pois logo se ouvia um burburinho alto e insistente surgir de todos os cantos
- ... Potter, ela disse?
- ... Como assim?...
- ... Snape tem um filho???
- ... mas ele não era o menino que sobreviveu...
- Calados- sibilou a voz de Snape e, como que por magica o silencio imperou.- Sim, Harry é meu filho; e não isso não é da conta de vocês. Qualquer um que tiver alguma duvida ou problema com relação a isso venha direto a mim. Terei todo o prazer em... Resolver.
Depois disso ninguém teve coragem de fazer mais nenhuma especulação e todos assistiram com atenção o menino se encaminhar ao banquinho corajosamente. O chapéu foi colocado em sua cabeça cobrindo a cicatriz para qual todos olhavam.
Estive esperando por você, Potter. — -Mmmm, vejo que prefere o nome de seu pai adotivo... Isso é muito interessante, Sr. Snape, mas onde irei coloca-lo? Você aprendeu muito sobre ser um sonserino vivendo como um, só que ainda sim é filho de dois grifinorios... É dai que herdou seu senso de justiça, imagino, e isso não se perdeu com sua criação. Devo satisfazer sua vontade e manda-lo para Sonserina? Ou dar a você o que realmente precisa? Você aprenderia muito na Grifinoria, afinal, é a casa de seus antepassados... Ora, vejam só, não tinha conhecimento deste detalhe... Sim é de suma importância Sr. Po-Snape. Mas não do jeito que o senhor pensa... É melhor que seja- GRIFINORIA
Levantando do banco o mais rápido que seu orgulho permitia, Harry correu para a mesa vermelha que lhe aguardava em silencio, não com os aplausos que os outros foram recebido. Demorou alguns minutos até que alguém lhe dirigisse a palavra e o clima estranho se quebrasse, mas cerca de meia hora depois o moreno desfrutava do seu primeiro banquete em Hogwarts cercado de seus novos amigos. Sentindo-se estranhamente feliz para a alguém que não fora para a casa que queria, antes de se levantar no fim do jantar, tomou coragem para procurar os olhos de seu pai e encontrou o mesmo observando-o da mesa dos professores. Pai e filho se encararam em compreensão mutua por quase um minuto antes que o mestre de poções levantasse sua taça e lançasse um meio sorriso desajeitado para aquele que o fizera superar seu ultimo preconceito.
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