Popstar!

4 Capítulo 4: Maybe you call me someday.


Notas iniciais
Outro capítulo enjoadinho ¬¬' mas sei lá, tentei ser o mais real possível com relação a tudo, e imaginei que se fosse real seria dessa forma. Mas o primeiro beijo talvez esteja se aproximando hohoho o/

Point of view: Selena.

Pouco tempo havia se passado desde o dia do show. Minha memória me proporcionava doses diárias de lembranças do nosso pequeno encontro e da forma como ela franziu a testa quando eu pronunciei a frase "tipo namorada." Eu tinha também lembranças do show, que eram menos intensas, porém tão emocionantes quanto. A voz de Demi era algo que me levava ao ponto mais alto de insanidade que algum ser humano já chegou antes. Miley e Taylor provaram ser as melhores amigas do mundo deixando de lado toda a vontade de passar alguns minutos com Demi só para que eu tivesse a oportunidade de contar a garota do meu amor platônico, que agora já não era mais tão platônico assim. Bieber ficou enciumado quando contei toda a história a ele, escondendo é claro a parte da minha declaração de amor. Revelamos as fotos que Miley tirou de Demi e fizemos um álbum, além de revelar cópias que ficaram coladas no quadro que enfeitava a parede do meu quarto. Todos os dias eu esperava ansiosa que o telefone tocasse e quando eu dissesse "alô" a voz dela ecoasse do outro lado da linha. Sei que parecia impossível, mas eu tinha esperanças de que aquilo fosse aconecer e mantinha o pensamento positivo o tempo inteiro. Na semana em que fiz um ano de namoro com Justin, nós fomos ao cinema e meu celular ficou desligado o intervalo de mais ou menos duas horas, porém nada de ligações. Miley acreditava na hipótese de ela ter perdido meu número, pois ela havia anotado em um pequeno pedaço de papel que se esconderia facilmente entre um vão e outro do sofá, e poderia estar lá até hoje. Durante a aula na manhã de uma sexta feira, senti meu telefone vibrar anunciando que eu havia recebido uma mensagem de um número oculto.

"Não esqueci de você ;) estou apenas encerrando a turnê, talvez te ligue qualquer dia desses. Se não ligar essa semana, te ligo no máximo na próxima. É uma promessa. Demi."

O celular instantaneamente escorregou por entre os meus dedos enquanto uma nuvem negra parecia se mover e distorcer minha visão, e me dei conta dois segundos depois de que estava desmaiando. Ao acordar, notei que estava na enfermaria do colégio com Taylor e Justin mirando o nada, mas assim que me viram despertar correram na minha direção. Minha primeira reação foi procurar o celular e ler novamente a mensagem, sem desmaios dessa vez. Meu sistema nervoso havia entrado em colapso por uma simples SMS que eu nem ao menos sabia se era verdadeira, contudo, se fosse, Demi sabia que eu existia, se lembrava de mim e TALVEZ me ligasse qualquer dia. Eu esperaria esse dia o resto da minha vida inútil. Conforme o tempo passava, eu me dava conta de que aquela SMS era apenas algum idiota do meu colégio fazendo piada com a minha cara para ter uma diversão as minhas custas somente por alguns minutos. Todas as noites eu demorava para dormir, encarando o telefone dezenas de vezes na tentativa inútil de fazer com que a força do meu pensamento tivesse a capacidade de fazer Demi me ligar. Algo dentro de mim me obrigava a não desistir de esperar e querer aquilo, como se toda a minha história tivesse caminhado apenas para aquele momento acontecer. Parecia que depois daquela ligação ela iria estar perdidamente apaixonada, de uma forma tão intensa que não pudesse controlar e nós iríamos ficar juntas para sempre.

- Selena, no que você tanto pensa? – meu pai sentou-se no braço do sofá observando meu rosto, que estava atento no meu celular –

- Hm, em nada específico. Estava apenas lembrando do show.

- Isso realmente foi importante para você, uou. – virei o rosto para o homem próximo a mim sem soltar o aparelho eletrônico –

- Se me conhecesse saberia que tudo relacionado a Demi é importante para mim, pai.

- Sei que gosta dela, mas não sabia que era a esse ponto de estar pensando no show um mês e meio depois.

- Você pensa na morte da mamãe até hoje e não te julgo por isso. – me endireitei no sofá –

- São coisas totalmente diferentes. – ele levantou-se incomodado com meu comentário – Vou dormir, acho que deveria fazer o mesmo. Você tem aula amanhã de manhã e já está tarde. Boa noite.

- Boa noite.

Respondi com um sorriso no rosto. Meu pai era um bom homem, gentil, educado, simpático, bom coração, solidário, etc etc etc, porém nós tínhamos algum tipo de bloqueio que não permitia uma aproximação. O acidente com minha mãe fez com que uma barreira fosse imposta entre nós, mesmo que eu soubesse não ter nenhum tipo de participação nisso. Ela havia morrido em um acidente de carro. Nós estávamos sozinhas dentro do veículo depois de uma longa caminhada pelo shopping, minha mãe guardou nossas roupas novas na mala do carro e seguiu em direção para nossa casa. Estávamos trocando idéias sobre uma jaqueta que ela havia comprado e eu fazia gestos para explicar como ficaria melhor combinada com uma blusa simples e branca do que com uma preta estampada. Minha mãe retirou as duas mãos do volante para gesticular também, mas tristemente passou por um buraco e perdeu o controle do veículo que capotou três vezes antes de se chocar contra um poste. Eu sofri pequenos arranhões nos braços e um corte superficial no supercílio, mas minha mãe não teve chance de nem ao menos chegar ao hospital e morreu a caminho. Como disse, eu não tinha culpa, mas a barreira continuava imposta entre meu pai e eu. Suspirei profundamente antes de tocar o celular outra vez, fazendo-o acender e mostrar uma mensagem que provavelmente recebi enquanto viajava nos pensamentos.

“Ainda existe alguma possibilidade de querer receber uma ligação? Hahahaha, estou brincando, sei que existe ;) não esqueci da promessa que te fiz, apenas ainda não tive um tempo, mas estou trabalhando para isso. Demi =)”

Impossível descrever a forma como algo dentro de mim parecia torcer meus órgãos. Levantei do sofá num pulo quando percebi que “algo” era meu jantar, e ele estava prestes a descer pelo ralo. Era difícil conter o nervosismo que se apoderava de mim cada vez que via algo relacionado a ela, e esse nervosismo se tornava inúmeras vezes mais intenso quando era Demi falando diretamente comigo. Yeah Selena, você tem sorte.

Notas finais
Acho a Selena tão fofinha, own *-* rs reviews?