Popstar!

38 Capítulo 37: The first time.


Notas iniciais
Ok, seguinte, eu to simplesmente tooooooda ralada ): eu caí de moto, e tipo assim, eu ferrei minhas pernas tooooodas, e meus cotovelos nem se fala. Rezem por mim porque pqp, acho que vou morrer... A propósito, algúem aí pediu a primeira vez?'

Point of view: Demetria.

- Mãe, você está mais ansiosa do que eu ou é apenas impressão minha? – perguntei entre uma mordida e outra do meu chocolate –

- É que faz tanto tempo que não vejo Selena, ela deve estar linda! Lembre-me de avisá-la para nunca mais ficar tanto tempo longe.

- Com certeza lembrarei disso. – revirei os olhos tediosamente – Tente não fazer escândalo e lembre-se que estamos em um aeroporto, e lembre que eu estou tentando NÃO chamar a atenção para mim. – dei ênfase na palavra não antes de voltar a comer –

- OLHE LÁ, É ELA!

Balancei a cabeça em tom negativo ao ouvir minha mãe gritar e me virei na direção onde ela apontava. O homem alto arrastava duas malas enormes pelo chão enquanto o verdadeiro motivo de eu estar ali caminhava de cabeça baixa na nossa direção arrastando mais duas malas. De longe percebi que o cabelo dela estava pouca coisa maior, e ela estava um pouco mais branca. Assim que percebeu minha mãe aguardando-a com os braços abertos, Selena só precisou correr um pouco até estar presa ao corpo da mulher ao meu lado. Quando o abraço terminou, a garota ficou parada de pé na minha frente e eu sorri sentindo meu coração batendo totalmente irregular e apertado no meu peito.

- Você não vai me abraçar? – perguntei analisando a perfeição do rosto a minha frente –

- Por que cada vez que eu te vejo você consegue estar ainda mais linda?

Sorri novamente agarrando o corpo quente de Selena entre os braços e pude sentir o coração dela tão acelerado quanto o meu, aquilo fez meu estomago revirar cruelmente dentro da minha barriga e minha mãe me encarou assustada devido ao barulho.

- Você ainda está com fome depois de todo aquele chocolate?

Neguei. Senti meu rosto arder como resposta a situação e a risada que Selena deu em seguida me deixou um pouco mais segura. Ela segurou minha mão delicadamente e sussurrou no meu ouvido.

- Então é verdade mesmo? Ual, Demi Lovato está apaixonada por mim.

Um beijo foi depositado na minha bochecha em seguida e nossas mãos se separaram. Senti falta do contato, mas andar de mãos dadas com ela chamaria muita atenção então apenas prendi nossos dedos mínimos para ter certeza de que Selena estava ali. E dessa vez ela não escaparia. Deixei minha mãe caminhar na frente carregando as malas conversando com o pai de Selena enquanto nós íamos atrás no mais absoluto silêncio, e em uma das vezes que olhei para a garota ao meu lado percebi que ela tinha um pirulito na boca. A idéia de sentir o gosto do doce na língua dela foi irresistível.

- Mãe, vou com Selena ao banheiro.

- Tudo bem querida. Ricardo e eu vamos tomar um lanche, estamos morrendo de fome! Por que não aproveitam e dão uma volta enquanto conversamos?

- Seria ótimo. – sorri –

Ir até o banheiro do aeroporto era uma idéia que estava fora de cogitação. Além de o meu carro ser mais seguro e estar mais perto eu detestava banheiros públicos.

- Onde nós estamos indo?

- Para o carro.

- Vamos deixar sua mãe aqui? – a voz dela soou com um tom alarmado – Demi!

- Selena. – o fato de eu estar ansiosa me deixou irritada – Só fique quieta e me siga, ok? Ok.

- Eu não vou deixar sua mãe sozinha aqui com o meu pai. – o pirulito estava de volta na boca e a fala saiu embolada –

- Será que você pode apenas fazer o que eu estou pedindo? Eu não vou abandonar a minha mãe no aeroporto, eu só preciso beijar você e onde nós estamos é inviável.

- Não consegue esperar até chegar em casa? – eu continuei arrastando-a até chegarmos no carro –

- Eu mal vou conseguir esperar até o carro!

Avistei o veículo de longe e agradeci mentalmente por ter tido a bela idéia de mandar Maurice na limousine contando com o fato de que Selena e o pai teriam malas demais para carregar em um carro comum. Bati no vidro traseiro impaciente e quando o barulho anunciou que a porta estava aberta eu abri a mesma dando espaço para Selena entrar antes que eu fizesse a mesma coisa.

- Maurice, a cabine.

Antes mesmo de o vidro espelhado estar fechado eu já havia retirado o pirulito da boca dela com o máximo de cuidado que consegui e tentei acertá-lo no lixo, entretanto falhei e desisti de fazer qualquer outra coisa que não fosse me concentrar no sabor que o doce havia deixado em toda a região da boca de Selena. Nós estávamos sentadas lado a lado no banco traseiro e para facilitar o beijo ela estava com metade do corpo inclinado na minha direção, a mão esquerda segurava minha nuca e a direita subia pela lateral da minha coxa atravessando o bloqueio que minha saia trazia para o movimento. Me perguntei quando aquela tortura teria fim e nós finalmente conseguiríamos terminar o que nossos corpos estavam praticamente implorando para que fizéssemos. Por um instante naquele carro não existia amor, paixão, corações apaixonados. Nada existia além de luxúria. A química entre Selena e eu era tão grande que nós não precisávamos de muito mais do que um beijo para querer sempre mais. Talvez fosse o toque intenso e ao mesmo tempo leve, ou talvez fossem as mãos delicadas que pareciam saber exatamente onde pegar, talvez fossem os dedos finos percorrendo meu corpo como se descobrissem uma nova nota em cada milímetro de pele. Não era nada daquilo. Era a forma como ela me olhava. Não era o toque, era a forma de tocar. Não eram as mãos, era a forma como elas eram usadas. Era Selena. Era tudo nela. Pensar sobre aquilo fez meu corpo responder com um arrepio imediato que percebi ser também pelo peso da garota estar sendo suportado pelas minhas pernas. Impossível imaginar a um ano atrás que um gesto simples como aquele poderia me proporcionar tanto prazer. Quando meu pescoço foi mordido e em seguida explorado habilidosamente com pequenos chupões que por não serem tão intensos não deixariam marcas eu controlei um gemido beijando uma parte nua do trapézio que se mostrava mais definido do que da última vez em que a vi. Inverti as posições sentando-me no colo de Selena e voltei a beijá-la, dessa vez com certa violência devido à intensidade do desejo que dividíamos. Por alguns instantes eu perdi o foco e travei no beijo. Dois dedos tocaram o ponto que transmitia o prazer para todo o resto do meu corpo e eu estremeci, forçando as unhas contra a cintura fina dela. Meu raciocínio alertou que nossa primeira vez não deveria ser em um carro.

- Demi... – ela sussurrou já com a boca percorrendo minha orelha –

- Sele... na... – apertei-a com vontade ao sentir que movimentos circulares estavam estimulando ainda mais o local debaixo da minha saia –

- Por que você quer parar? – a voz rouca pareceu invadir minha mente –

- Nossa primeira vez deveria ser... – disse num só sussurro – Mais romântica.

- Quando fizermos amor a primeira vez será romântico.

- O que nós estamos fazendo? – pareceu quase impossível pensar para concluir a frase –

- Sexo.

Cheguei a conclusão de que pensar e transar definitivamente são coisas que não combinam pois em momentos de distração como o meu muitas coisas podem acontecer. Os mesmos dedos que antes apenas me estimulavam agora já estavam movimentando-se dentro de mim com uma facilidade que me assustou e excitou ao mesmo tempo. Dei-me conta também de que se não fosse pela saia erguida em meu quadril eu estaria nua, pois minha camiseta (que era de botões) já estava totalmente aberta e meu sutiã nadador estava desabotoado. Gritei para Maurice que não abrisse o carro nem para minha mãe e quando a voz grossa respondeu com “sim senhora” eu relaxei novamente jogando a cabeça para trás dando passe livre para que a boca de Selena pudesse explorar meu seio esquerdo como se ela já estivesse habituada a fazer aquilo. Envolvi meus braços no pescoço que tinha uma temperatura febril e mordi meu próprio lábio inferior para prender os gemidos que estavam presos em minha garganta. Além de nós estarmos em um estacionamento o meu motorista estava dentro do carro. Meu corpo tencionou-se por completo quando o ritmo dos movimentos em mim ficou mais intenso e rápido, e eu abaixei a cabeça outra vez, escondendo-a no vão entre meu braço e o pescoço de Selena. Mordi a palma da minha própria mão com força quando meu abdome contraiu-se e o auge do prazer atravessou todo o meu corpo me fazendo colar ainda mais nossos corpos e apertá-la com ainda mais vontade. Talvez eu tivesse atingido o ápice rápido demais por já estar há muito tempo sem praticar, talvez o gosto doce funcionasse como afrodisíaco, talvez fosse a saudade, talvez fosse a vontade. Outra vez percebi que não era nenhum “talvez” e sim ela. Selena e sua boca eram o meu afrodisíaco particular. Demorei ainda alguns minutos para me recuperar e quando me afastei sorri por ver que a garota mantinha um sorriso tão bobo quanto o meu no rosto.

- Você não vai vomitar, vai? – sussurrei ao morder o queixo empinado –

- Se você tocar no assunto daqui a cinco minutos quem sabe. Ainda não consegui pensar.

- Vamos voltar? – sentei-me ao lado dela fechando minha roupa –

- Vamos.

Arrumei minha saia ainda dentro do carro e olhei-me no espelho para ajeitar o cabelo. Encontrei em minha bolsa um brilho labial escuro e passei o mesmo, Selena imitou o gesto. A sensação de que havia algo errado com a minha roupa quase me levou a loucura, porém Selena e eu checamos uma a outra diversas vezes antes de nos juntarmos a minha mãe e Ricardo, que não perceberam nada. Graças ao bom Deus. Não demorou para que fossemos embora e enquanto eu caminhava com a minha garota pelo aeroporto de volta até o carro uma garota de aproximadamente 5 anos abraçou-me pelas pernas.

- Dá uma olhada, você é a Sunny Monroe! – ela sorriu e se afastou um pouco para olhar melhor – Na verdade você é Demi Lovato! Meu Deus! Pode me dar um autógrafo?

- Mas é claro. – soltei o dedo de Selena e tomei a caneta da mão dela – Onde quer que eu assine?

- Na minha blusa! – ela exclamou – Dá uma olhada, meu nome é Brooke.

- Hm, tudo bem. Um beijo com amor para Brooke. Demi Lovato =) – escrevi e entreguei a caneta novamente –

- Você pode escrever Sunny Monroe também? – ela sorriu –

- Com certeza! Para Brooke, a futura garota dá uma olhada. Sunny Monroe. – sorri e tentei devolver a caneta outra vez –

— GENTE, DÁ UMA OLHADA, É DEMI LOVATO!

Olhei para Selena mordendo meu próprio lábio inferior sentindo a infelicidade tomar conta de mim. Eu adorava o que fazia, amava meus fãs, e não poderia me recusar a dar atenção para eles num momento como aquele.

Notas finais
Reviews pra fazer eu sarar logo? ):