Popstar!
34 Capítulo 33: Open heart. Parte II.
Notas iniciais
Ah, mais uma coisa IUHASIUAHSIUAHS sobre a nova web, ela vai se chamar Criminal, e foi uma sugestão da Anna Paula :) a Demi vai ser uma garota bem perigosa, envolvida com drogas, roubos, bebida e etc, lider de uma gang no Brooklyn e em um dos jogos de basquete da gang a nossa querida Demi vai acabar sendo pega pela polícia e uma juíza muito malvada vai mandar prendê-la, triste né? Aí vocês se perguntam: " a juíza é a Selena? a selena é da gang? a selena é policial? elas são de gangs inimigas?"
NÃO! A Selena é a inocente filha da juíza, e quando a Dems for solta ela vai atrás da Selena pra se vingar, há. Aí entra a segunda idéia, elas vão se odiar e até vai rolar uma tentativa de assassinato de ambas as partes, porém/contudo/entratanto vai dar acabar em um beijo, é. O que acham hein? ;9
Point of view: Selena.
- Selena. – ela trancou a porta da sala de música e segurou-me pelos pulsos – Eu sei que fui infantil tentando ser superior a tudo o que eu sentia, mas descobri que foi perda de tempo. Olhe pra mim agora! Eu quase posso ouvir meu coração bater quando você diz que me ama. – ela percorreu meus braços com a mão e abraçou minha cintura, eu gelei – E eu sinto isso desde muito tempo, mas preferi ignorar por medo do que pudesse vir a acontecer. O único medo que eu tenho agora é perder você, Selly. – fechei os olhos ao ouvir meu apelido ser pronunciado – Eu preciso de você. Se eram as malditas palavras que você queria eu digo, droga! Eu preciso de você como preciso de sangue nas minhas veias... Não me deixe.
- Não vou te deixar. – franzi a testa ainda com os olhos fechados –
-Vou cantar uma música que escrevi para você. – os braços soltaram-se da minha cintura e eu permaneci na mesma posição ainda em choque – Selena,abra os olhos. Preste bem atenção na letra, certo?
- Tudo bem. – obedeci e tive a visão privilegiada de Demi sentada no banco do piano sorrindo para mim com uma folha na mão –
-Ok, vou cantar. – ela tomou ar e começou a tocar e alguns segundos depois cantou – It’s a hold up, broke in out of nowhere, showed up, I’m in Love. This heist got me skipping a heartbeat, I’m givin up. I wanna run run run away in your getaway car, make a getaway. If the weapon is your love I got my hands up, if you gonna take me down I surrender, I’ll give you anything you want, just don’t leave me alone, this is a hold up, this is a hold up. – nessa hora ela fez uma pausa que me pareceu uma eternidade, ver Demi tocando e cantando só para mim era muito sexy – Everybody get down, get down on the floor. Everybody get down, nobody gets hurt. If the weapon is your love I got my hands, if you gonna take me down I surrender, I’ll give you anything you want, just don’t leave me alone, this is a hold… If the weapon is your love, I got my hands up. If the weapon is your love... I got my hands...– ela parou novamente para olhar meu rosto e dizer num ultimo suspiro com a última nota da música – Up.
Minhas mãos estavam fechadas em punho mantendo meu corpo equilibrado e de pé no meio do nada enquanto a voz de Demi acompanhada do piano tocado pela mesma preenchia cada centímetro daquela sala. Suspirei uma vez antes de ser guiada até uma poltrona que não percebi estar naquela sala antes. O barulho da folha balançando perto do meu rosto me dava sinais de que eu estava no mínimo consciente e eu abri os olhos lentamente com medo de acordar de um sonho.
- Você teve muito tempo para desmaiar, não vá fazer isso agora.
- Não... – tentei levantar-me da poltrona porém o corpo de Demi me impediu –
- Fique aí. Disse que não ia fugir, onde pensa que vai? – fechei os olhos outra vez ao sentir a respiração quente fazer cócegas no meu rosto –
- Não vou fugir, só levantar. – sussurrei ainda tonta com a letra da música percorrendo minha mente, era perfeita –
- O que acha de me responder agora? – a folha foi colocada em minhas pernas e as mãos de Demi seguraram os braços da poltrona –
- Certo, certo. – tentei concentrar-me em apenas falar – Eu não vou... Não... Eu... Negar...
- Diga, Selena.
- Ok Demi, eu te dou outra chance! – minha tentativa de recuar o rosto foi destruída, eu estava totalmente encostada na poltrona e o lábio dela já pressionava o meu – Será que agora você pode me beijar logo?
A risada que se seguiu foi uma das mais espontâneas que já havia escutado vindo de Demi e inevitavelmente ri também, puxando-a pela nuca até que o peso do corpo sempre quente estivesse todo em minhas pernas, amassando a folha que continha a letra da canção que havia sido cantada a pouco. Ao tocar nossos lábios senti que ela ainda sorria antes de começarmos um beijo que tinha tudo para ser perfeito se não fossem as batidas na porta.
- Demi, o que você está fazendo?
- Já vou mãe! – em um segundo nós duas já estávamos de pé e seguindo na direção da porta, que foi destrancada – Estava mostrando uma música nova para Selena. Ela nunca havia escutado.
- Fico feliz que esteja melhor e compondo. – Dianna sorriu beijando a testa de Demi – Agora vamos, me ajudem na cozinha!
O sorriso largo apontou no rosto de Demi me dando a impressão de que estava olhando para um anjo. Fui arrastada até a cozinha por Dianna e não demorou muito até que meus braços estivessem cobertos pela farinha branca, e numa certa altura meu rosto foi sujo diversas vezes pelos dedos cheios de molho de Demi. Cada vez que a mulher dava as costas para nós duas e eu via a garota piscar para mim com um sorriso maroto no rosto meu coração parecia disparar socos contra meu peito. Era impossível não acreditar em uma declaração como aquela.
- Abra a boca. – assustei-me com o sussurro no pé do meu ouvido –
- O que você vai fazer? – virei-me para ela observando Dianna concentrada em algum tabuleiro do outro lado da cozinha de costas para nós –
- Roubei queijo para você. – ela sorriu brincalhona e eu abri a boca, recebendo o queijo e um selinho rápido assim que meus lábios se fecharam –
- Você é louca! – balancei a cabeça negativamente enquanto mastigava –
- Sou viciada na sua boca. É uma delicia.
Dei as costas para Demi na intenção de esconder o rosto evitando que ela percebesse o quão vermelha eu havia ficado com aquele comentário. Ela não precisava saber que eu ainda tinha vergonha de fazer aquilo com ela mesmo depois de nós estarmos praticamente “juntas.”
- Mãe, Selena e eu vamos arrumar a mesa. – a mais nova beijou o rosto da mãe –
- Isso! Dallas, Madison e Eddie foram ao mercado mas daqui a pouco estão de volta. Vocês podem olhar o forno enquanto eu tomo banho?
- Claro mãe, não se preocupe.
- Selena querida, fique de olho em Demi. Ela adora se machucar na cozinha.
Nos encaramos paradas na mesma posição até que o barulho do chuveiro fosse completamente audível no primeiro andar da casa. Senti minhas costas se chocarem contra a pia diante da força que Demi usou para colar nossos corpos e passei os braços pela cintura dela por cima da camiseta usando toda a força que tinha para fazer com que os pés dela parassem de tocar o chão. Sorri quando os braços delicados envolveram meu pescoço e outra vez os lábios colaram-se aos meus dando um selinho demorado.
- Eu te amo. – sussurrei –
- Eu sei.
Demi dobrou as pernas evitando que eu colocasse-a no chão novamente e aproveitou o momento em que estávamos sozinhas para consolidar com um beijo a nova fase na qual nos encontrávamos. Nossas línguas se buscaram e os pelos do meu braço ergueram-se com o arrepio que percorreu cada centímetro da minha pele. Era incrível a forma como meu corpo trabalhava para responder ao menor toque quando eu estava com ela e o simples roçar da ponta dos dedos finos na minha nuca me fez estremecer. Quando eu estava beijando Demi parecia que todo o mundo ao redor poderia desabar sem que eu me importasse com aquilo, entretanto eu estava alerta naquele momento com medo de sermos descobertas. O contato foi desfeito quando o som das chaves na porta da sala me fez colocá-la no chão suavemente.
- Eu odeio nunca conseguir beijar você tanto quanto eu quero. – o sussurro no pé do meu ouvido foi seguido por uma mordida no lóbulo da minha orelha –
- Quanto tempo você quer para me beijar? – apesar de ela já estar no chão eu continuava abraçando-a pela cintura –
- Uma hora no mínimo.
Dei uma gargalhada antes de afastar-me e me distrair com Dallas e Madison enquanto Demi e Eddie arrumavam a mesa. Nós nos sentamos lado a lado, Eddie e Dianna de frente para nós, Dallas e Madison nas pontas da mesa. Jantar ali naquele ambiente com a família inteira me fez ver quanta sorte eu tinha e mais sortuda ainda eu era por ter a mão da garota que eu amava deslizando pela minha coxa por baixo da mesa vez ou outra num carinho totalmente inocente enquanto nós conversávamos. Fiquei feliz de ver Demi comendo de verdade pela primeira vez em um ano, talvez aquilo fosse uma melhora. Quando todos subiram depois de aproximadamente três horas reunidos envolta da mesa, a tarefa de limpar/arrumar a cozinha ficou para a empregada e Demi levou-me até em casa. O veículo permaneceu ligado mesmo depois de já estar devidamente estacionado no gramado do quintal da minha casa.
- Então... Está entregue. – ela sorriu mostrando os dentes –
- Não quer entrar? –arrisquei –
- Melhor eu ir para casa, já está tarde... – assenti e retirei o cinto em silêncio, porém fui interrompida quando ia sair do carro – Selly...
- Oi... – virei apenas o rosto –
- Você irá terminar com Justin?
Examinei o rosto de Demi procurando respostas para o motivo da pergunta. Insegurança, medo, apreensão e mais alguma coisa que não identifiquei. Como ela poderia ser tão insegura? Ela é Demi Lovato!
- Preciso conversar com ele amanhã, e tudo vai depender de como ele vai reagir. Mas se conheço o Justin ele irá aceitar numa boa. E se não aceitar eu mesma darei um jeito de fazer com que isso aconteça.
- Obrigada. – o alivio preencheu o rosto bonito –
- Pelo que? – virei-me novamente para dentro do carro, fechando a porta em seguida –
- Por tudo. Você é a melhor.
Conforme um sorriso começou a formar-se em meu rosto Demi segurou-me pelo queixo já inclinada em minha direção e depois de toda a espera nós finalmente conseguimos um beijo tranqüilo da forma como ela queria: longo. Não foi como a maioria dos outros beijos onde eu começava a sentir vontade de tocar cada milímetro da pele quente e macia de Demi, e ela também não estava tentando fazer nada disso. Esse literalmente foi diferente, como se nós realmente estivéssemos começando outra vez, mas não deixou de ser tão bom quanto todos os outros. Uma de minhas mãos segurava a dela enquanto a outra simplesmente segurava o pescoço que vez ou outra arrepiava-se com uma mordida ou com a forma como nossas línguas se misturavam sem pressa alguma explorando a maneira bem parecida de beijar. O formigamento nos meus lábios gritou quando Demi afastou-se.
- Uou... – ela sussurrou pressionando a boca contra o canto da minha – Mais de uma hora, agora acho que consigo passar um dia sem isso.
- Você acha? – sorri, segurando-a novamente pela nuca – Eu acho que não consigo.
- Isso porque você riu quando eu disse que queria uma hora.
A sobrancelha de Demi ergueu-se simultaneamente com a boca, que voltou a pressionar a minha numa nova seqüência de movimentos, dessa vez mais leves. Entrei em casa com o coração batendo na garganta única e exclusivamente pelo fato de Demi ter sussurrado em meu ouvido: ”você é minha, não esqueça.” Quando nós nos apaixonamos por ídolos, aprendemos a lidar com o amor platônico, ou seja, amor não correspondido. Na maioria das vezes, não temos a chance de estar frente a frente com aquele ser tão desejado, e acabamos passando despercebidos, sem que eles nem ao menos saibam que existimos. Porém eu tive a minha chance de estar frente a frente com a única pessoa que habitava até o ponto mais profundo da minha alma. Por achar que seria a primeira e última vez que teria a oportunidade, criei coragem e disse a ela tudo o que sentia. Não foi a última vez que nos encontramos. E então, eu comecei a entender aquela famosa frase de que quando você quer muito algo, todo o universo começa a conspirar ao seu favor. Eu queria Demi mais do que qualquer outra coisa na minha vida, e ela era minha agora. Depois de longos anos esperando eu estava realizando meu sonho, e ele tinha os lábios mais beijáveis que eu poderia provar em toda a minha existência.
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