Popstar!
25 Capítulo 25: All I wanna see in you is just skin.
Notas iniciais
vejo vocês lá embaixo
Point of view: Demetria.
Tomei a iniciativa de começar a seguir o caminho que nos separava do veículo prateado de Selena. Ela estava simplesmente perfeita, com uma calça jeans escura, botas pretas e uma camiseta com algo escrito, porém eu não me dei ao trabalho de ler. O cabelo dela parecia maior desde a última vez que nos vimos antes do natal, estava praticamente na cintura, começava liso e terminava com cachos grossos, o que deixava Selena ainda mais bonita. A pele dela era de um tom bem parecido com a minha, ou seja, quase pálida, e ela era poucos centímetros mais alta. Linda, não? Naquele momento eu percebi que tantos meses de luta árdua para negar a mim mesma o que sentia haviam sido jogados no lixo. Eu gostava mesmo dela, e não importava o quanto tentasse me enganar, aquilo não sairia de mim. Estava convencida e aceitando o fato de que talvez encontraria nela o amor que tanto procurava desde que Joe havia deixado meu coração completamente destruído. Ficar com Selena seria bom para mim, mas e para ela? E quanto a tudo o que ela teria que suportar como por exemplo fofocas, mentiras, armações e muito mais? Respirei fundo ao olhar para o perfil bonito ao meu lado e decidi esquecer aquilo por um momento. Quando entrei no banco traseiro do carro ela ensaiou fechar a porta e eu segurei-a pela mão sabendo que o contato faria a garota travar.
- Por que não fica comigo? Eu tenho um cobertor grande o suficiente para duas aqui. – sorri –
- Não vão achar isso esquisito? – ela olhou-me desconfiada –
- Essas pessoas são pagas para filmar, não para se meter na minha vida pessoal.
Encolhi-me no banco ficando com a costa apoiada na porta e Selena não demorou muito até entrar novamente no carro. Depois que estávamos devidamente acomodadas ela trancou as portas apenas por segurança, afinal já estava escuro e nós estávamos sozinhas no estacionamento. Sabia que era errado o que estava pensando em fazer, tinha plena consciência de tudo o que fazia, e sabia que cada ato geraria uma conseqüência, mas não conseguia parar de olhar Selena e reparar no quanto ela estava bonita naquela noite. Selena acomodou-se exatamente na mesma posição que eu, com a costa na porta, e eu aproveitei para sentar-me de lado no colo dela com a cabeça apoiada em seu ombro e o rosto escondido em seu pescoço. Tentei me mover o mais lentamente possível para que ela não se assustasse ou para que o estomago dela não tivesse um surto repentino e ela passasse mal encima de mim. Eu realmente torci para que essa segunda opção não acontecesse.
- Selena, como está seu estomago hoje?
- Bem até dez segundos atrás. – a resposta foi um sussurro –
Levei a minha mão direita até o rosto delicado que mantinha seu olhar longe e fiz toda sua atenção se voltar pra mim. Suspirei. Beijar ou não beijar? E se beijasse, talvez ganhasse uma mordida raivosa e negativa que me arrancaria tanto sangue que me considerariam morta antes de chegar ao hospital. Tentar encontrar uma resposta em Selena era difícil, então olhei em seus olhos constatando o que queria. Ela estava vulnerável. Fiz com que ela se sentasse normalmente no banco e coloquei uma perna de cada lado de seu corpo sentando-me de frente para ela com o rosto confuso tomado entre as mãos. Toquei nossos lábios de leve na intenção de prepará-la para o que viria a seguir, e então rocei os meus neles constatando que ainda eram tão macios e quentes quanto eu me lembrava. Mordi o lábio inferior dela e estremeci involuntariamente ao sentir a carne escorregar lentamente entre os meus dentes. Não demorou mais do que um segundo até as duas mãos de Selena estarem pressionando meu corpo de encontro ao dela e minha língua estar invadindo a boca receptiva de uma forma lenta mas intensa ao mesmo tempo. A posição em que nós estávamos ou a forma como os dedos dela se mantinham pressionando meu corpo para frente estavam tornando o beijo torturante e meu corpo praticamente implorava por mais contato, deixando claro que beijos já não eram suficientes para saciar todos os hormônios que gritavam por ela dentro de mim. Agradeci imensamente por aquele maldito anel não estar mais ali. Tentei ao máximo me lembrar do que havia imaginado algumas vezes, mas não consegui nem ao menos raciocinar devido ao tamanho do desejo que sentia. Levei as duas mãos da garota a minha frente até a camiseta que usava e comecei a fazer com que escorregasse ambas para cima, incentivando-a a retirar o pedaço de pano completamente, o que aconteceu segundos depois, e surpreendentemente meu sutiã desapareceu junto. Obriguei meus olhos a se manterem abertos por tempo o suficiente para perceber os vidros do carro um tanto quanto embaçados, contudo foi difícil mantê-los assim diante da mordida que foi dada na ponta da minha orelha. Um sussurrou com meu nome ecoou de uma forma tão sensual que minha resposta foi um gemido baixo e involuntário. Movi-me devagar apenas para afastar nossos corpos e dar espaço para mão agora já desinibida que tomou todo meu seio esquerdo já exposto, apertando-o o necessário para que uma nova onda de calor atravessasse todo o meu corpo e me fizesse tremer novamente contra as mãos delicadas. Aproveitei o espaço que ficou quando a mão de Selena escorregou para a minha barriga e alcancei a barra da camiseta justa que a outra usava, retirando num só gesto tudo o que cobria o colo perfeito, inclusive o sutiã, e eliminei novamente o vão entre nós tocando nossos seios propositalmente. Senti os dedos percorrerem cada centímetro das minhas pernas no que pensei ser um ritual de tortura da parte da outra, e protestei passando as minhas unhas semi cerradas pela lateral exposta da barriga que se pressionava contra a minha. Selena descobriu meu ponto fraco quando suas duas mãos apertaram e arranharam minhas coxas e meu corpo desarmou sobre ela instantaneamente, porém foi muito bem sustentado por seus braços e novamente nossas bocas se procuraram num beijo urgente, com um toque quase raivoso deixando-o ainda mais excitante. Tentei ao máximo controlar a vontade que sentia de ter Selena em mim de alguma forma, e me dei conta de que havia fracassado quando minha própria mão guiou a dela até o cós da minha calça. Durante um momento de lucidez ouvi batidas contra o vidro e afastei nossas bocas por segundos para observar quem seria tão incomodo naquele momento. John. Provavelmente ele estava me procurando a horas feito um louco, mas eu não poderia e não iria parar para atendê-lo então apenas gritei em voz alta que estava bem e que Selena me levaria embora, e fiquei olhando até que ele desaparecesse por completo, logo voltando a me concentrar nos lábios avermelhados da morena a minha frente. Agradeci pelo carro ter um insufilme tão escuro a ponto de não se enxergar nada lá dentro nem mesmo colando o rosto no vidro. Apoiei meu pé em algo dentro do veículo que não sei exatamente o que foi, porém quando coloquei o peso de todo o meu corpo na minha perna só tive tempo de rolar para o lado tocando meu tornozelo e ossos irregulares com os dedos. E então, dor. Muita dor.
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